Novos Ventos – 14 de Junho

XI Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo revela-nos o Amor e para com as multidões que andavam abatidas como ovelhas sem Pastor. Quantas vezes, na nossa vida andamos desanimados e abatidos mas o nosso orgulho impede que nos deixemos transformar pelo Amor de Jesus. Outro aspecto deste evangelho é o desafio à oração a pedir ao Senhor da Messe trabalhadores na missão da Igreja. Um terceiro ponto evidencia a Igreja a curar tantas feridas, neste tempo marcado pelo Covid19 somos desafiados e curar tantas famílias feridas por este isolamento social.

A leitura do livro do Êxodo,  apresenta-nos o Deus da “aliança”, que elege um Povo para com ele estabelecer laços de comunhão e de familiaridade; a esse Povo, Jahwéh confia uma missão sacerdotal: Israel deve ser o Povo reservado para o serviço de Jahwéh, isto é, para ser um sinal de Deus no meio das outras nações.

A Epistola de São Paulo aos Romanos, sugere que a comunidade dos discípulos é fundamentalmente uma comunidade de pessoas a quem Deus ama. A sua missão no mundo é dar testemunho do amor de Deus pelos homens – um amor eterno, inquebrável, gratuito e absolutamente único.

O Evangelho de São Mateus, traz-nos o “discurso da missão”. Nele, Mateus apresenta uma catequese sobre a escolha, o chamamento e o envio de “doze” discípulos (que representam a totalidade do Povo de Deus) a anunciar o “Reino”. Esses “doze” serão os continuadores da missão de Jesus e deverão levar a proposta de salvação e de libertação que Deus fez aos homens em Jesus, a toda a terra.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Depois chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».

Palavra da Salvação


 Palavra de Vida (Junho)

 “Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Mt 10,40). 

Jesus dá as Suas instruções aos Doze: eles devem pôr-se a caminho, descalços e com pouca bagagem: sem alforge, só uma túnica… Devem deixar-se tratar como hóspedes, prontos a aceitar os cuidados dos outros, com humildade; gratuitamente devem cuidar e estar próximos dos pobres e deixar a todos, como dom, a paz. Como Jesus, serão pacientes nas incompreensões, confiando na assistência do amor do Pai. 

Deste modo, quem tiver a sorte de encontrar algum deles poderá verdadeiramente experimentar a ternura de Deus. 


Sagrado Coração de Jesus

O tempo de Covid-19 que vivemos desde março passado impediu a celebração da missa crismal. Inicialmente ela foi adiada para o último domingo de Junho, na festa das famílias. Uma vez que o próximo ano pastoral continua a ser dedicado à vocação para o matrimónio e as grandes celebrações e concentrações diocesanas devem ser suspensas, foi marcada para o dia 19 de junho, às 10h00, na Sé de Aveiro, presidida pelo nosso bispo D. António Moiteiro, na solenidade do Coração de Jesus e dia de oração pela santificação dos sacerdotes, a missa crismal com a bênção dos santos óleos. A nossa Catedral de Aveiro, com o devido distanciamento, tem capacidade para cerca de 140 pessoas.


Testemunho da Palavra em tempo de Covid

Tudo começou de uma “centelha” de unidade entre quem se empenha, sem medida, na Pastoral sócio-caritativa e o Focolar de Faro, diante da necessidade que surgiu de encontrar uma pessoa para integrar a equipa da Pastoral Prisional. 

“Bem cientes da nossa pequenez, mas fortes na unidade, decidimos avançar.” – conta uma das pessoas que integrou o grupo e que, há quase um ano, começou como uma “célula de Unidade” nestas duas vertentes. Foram muitas as ocasiões para colaborar, que incluiu a procura de presentes de Natal para os filhos dos detidos.

Todas as semanas a equipa da Pastoral Prisional, constituída por cinco pessoas, visitou o Estabelecimento Prisional de Faro, alternando-se, mas garantindo que fosse sempre possível irem dois ou três elementos. Procurou centrar esta ação não apenas nos detidos, mas também em todos os que lá vivem ou trabalham. As temáticas e materiais escolhidos para estas visitas foram a Palavra de Vida, a Revista Cidade Nova, o jornal diocesano local e outros artigos que sublinhassem valores humanos.

Escreve um dos participantes deste grupo de visitantes: “O nosso sonho, essencialmente, é que seja Jesus presente onde dois ou mais estão unidos no Seu nome, a proporcionar uma lufada de ar puro, manter em todos os detidos a esperança de poder – um dia – voltar a “voar” e crescer num relacionamento construtivo com os educadores e guardas. Partilhamos a vontade de dar sempre o melhor, pessoalmente e como equipa.”

A atmosfera que encontravam, por vezes, era de grande pessimismo, desânimo, critica contra a estrutura, os guardas, o governo, a família que tiveram e o mundo. Contam: “Saímos de lá como se tivéssemos “descarregado um navio”, mas, sempre com mais vontade de voltar e mais empenho para dar algo mais, que pudesse indicar uma luz, ao fundo do túnel.”

A experiência de unidade cresceu também entre o grupo de visitantes, com telefonemas e mensagens que vão para além deste empenho específico. “É esta unidade que nos dá a luz para o passo a seguir. Nada mais.” – referem.

Um momento privilegiado deste percurso aconteceu no dia 18 de Fevereiro, com a visita à cidade e, também, ao Estabelecimento Prisinal, do Bispo de Faro. Uma ocasião para se aumentar a profundidade, conhecer anseios, perguntas e sonhos dos detidos! “Juntos constrói-se algo, surgem ideias, algumas com êxito.” – comenta o grupo. A pedido dos reclusos, participou neste momento também o Presidente da Câmara. Estavam presentes cerca de umas quarenta pessoas, entre director, funcionários e detidos, alguns dos quais não costumavam participar nestas atividades.

Estabelecimento Prisional de Faro

Novos Ventos – 7 de Junho

Domingo da Santíssima Trindade – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia deste domingo revela-nos a Santíssima Trindade, isto é, um Deus Trinitário que se revela numa doação de Amor entre as três Pessoas. O PAI ama o FILHO, o FILHO ama o PAI e o ESPÍRITO SANTO é essa comunicação de Amor que os UNE como «FAMÍLIA». Dois aspectos fundamentais são evidenciados na liturgia de hoje: o primeiro ponto realça a comunidade a viver animada na fé e a cuidar uns dos outros e a viver em verdadeira paz; o segundo ponto salienta o Amor incondicional de Deus ao enviar o Seu Filho para que todo o homem que acredita n’Ele tenha a vida eterna.

A leitura do livro do Êxodo,  o Deus da comunhão e da aliança, apostado em estabelecer laços familiares com o homem, auto- apresenta-Se: Ele é clemente e compassivo, lento para a ira e rico de misericórdia.

A Epistola de São Paulo aos Coríntios, Paulo expressa – através da fórmula litúrgica “a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco” – a realidade de um Deus que é comunhão, que é família e que pretende atrair os homens para essa dinâmica de amor.

O Evangelho de São João, o evangelista convida-nos a contemplar um Deus cujo amor pelos homens é tão grande, a ponto de enviar ao mundo o seu Filho único; e Jesus, o Filho, cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, até à morte na cruz, a fim de oferecer aos homens a vida definitiva. Nesta fantástica história de amor (que vai até ao dom da vida do Filho único e amado), plasma-se a grandeza do coração de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: «Deus amou tanto o mundo
que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. Quem acredita n’Ele não é condenado, mas quem não acredita n’Ele já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho Unigénito de Deus».

Palavra da Salvação


 Palavra de Vida (Junho)

 “Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Mt 10,40). 

O Evangelho de Mateus narra neste capítulo a escolha que Jesus faz dos Doze e o respetivo envio para anunciarem a Sua mensagem. São nomeados um a um, sinal da relação pessoal que construíram com o Mestre, tendo-O seguido desde o início da Sua missão. Conheceram o Seu estilo, caracterizado sobretudo pela proximidade com os doentes, os pecadores e os que eram considerados endemoninhados; com todas as pessoas marginalizadas, julgadas negativamente, de quem todos se mantinham à distância. É só depois destes sinais concretos de amor pelo Seu povo que Jesus se prepara para anunciar que o Reino de Deus está próximo. Os apóstolos são, portanto, enviados em nome de Jesus, como seus “embaixadores”, e é Ele que deve ser acolhido através deles. Frequentemente, os grandes personagens da Bíblia, pela abertura de coração a um hóspede inesperado, não programado, receberam a visita do próprio Deus. Ainda hoje, sobretudo nas culturas que conservam um forte sentido comunitário, o hóspede é sagrado, mesmo quando é desconhecido, e prepara-se para ele o melhor lugar. 


Experiência da Palavra Vivida

«Sofria, porque via que na escola muitos jovens pensavam apenas em si próprios. Era difícil dizer até um simples “Olá!”. Comecei por dar o primeiro passo, e assim comecei a ter amigos. Havia um rapaz um pouco especial que me parecia muito triste. Não falava com ninguém.

Interessei-me por ele e, um dia, confiou-me que estava desesperado: tinha tudo, mas estava insatisfeito da vida. Procurava a verdade nos livros e perguntava-se como acreditar em Deus, quando existe tanto sofrimento. Como não encontrava a resposta tinha até pensado em suicidar-se. Assegurei-lhe que podia contar comigo, e para o fazer sentir-se útil para com os colegas pedimos-lhe ajuda nalgumas disciplinas. Começou a estar melhor. Com frequência fazia-me perguntas sobre a fé e assim convidei-o a um encontro com os jovens para a unidade. No fim disse: “É a primeira vez que vos vejo, mas deram-me a resposta que procurava: Deus é amor e quando amamos Ele está em nós”. Depois confessou-se e regressou à Missa coisa que já não fazia há muito tempo. Confidenciou-me: “Tu e os teus amigos salvaram-me a vida”». R. (Brasil)


O Dado da Paz

O Projeto Living Peace International é um percurso de educação para a paz

Baseia-se no lançamento do Dado da paz; em cujas faces não existem números, mas sim frases que ajudam a construir relacionamentos de paz entre todos. Este dado é inspirado nos pontos da “arte de amar” que Chiara Lubich havia proposto, sob forma de um dado, às crianças do Movimento dos Focolares.

Este percurso também propõe o “Time-Out”: todos os dias, ao meio dia, nos mais variados fusos horários, os participantes são convidados a fazer um minuto de silêncio, oração ou reflexão pela paz.

Até hoje, mais de 1000 escolas e grupos estiveram envolvidos no projeto e mais de 600 mil crianças, adolescentes e jovens ao redor do mundo foram alcançados pelas suas iniciativas.

Living Peace trabalha no sentido de reforçar as colaborações e cooperar com muitas outras iniciativas existentes no mundo, para a construção de uma “rede” de paz que abrace toda a terra. De facto, Living Peace pode ser considerado uma plataforma: são mais de 60 as organizações internacionais em sinergia com o projeto, compartilhando iniciativas e ações de paz que são propostas às respetivas redes.

Informações – 24 a 31 de Maio

  • Na segunda-feira, dia (25/05) haverá:
    • Reunião de Pais da 1ª Comunhão na Torreira, às 21:00;
  • Na terça-feira, dia (26/05) haverá:
    • Reunião de Ministros Extraordinários da Comunhão, às 21:00;
  • Na quarta-feira, dia (27/05) haverá:
    • Atendimento Paroquial, às 16:00 até ás 18:30;
    • Reunião do Conselho Económico, às 21:15;
  • Na sexta-feira, dia (29/05) haverá:
    • Atendimento Paroquial, às 16:00 até às 18:30;
    • Reunião do Grupo de Acólitos, às 21:00;
  • No Sábado, dia (30/05) vamos retomar as eucaristias haverá:
    • Eucaristia da Vigília de Pentecostes, às 21:00;
  • No Domingo, dia (31/05) haverá:
    • Eucaristia nas Quintas do Norte, às 8:00;
    • Eucaristia na Igreja da Torreira, às 11:00;

Vigília de Pentecostes

As celebrações serão retomadas na nossa paróquia com a Vigília de Pentecostes, no próximo sábado, dia 30. Sendo às 21h00, terá que ser celebrada no interior da Igreja Matriz. Lembramos que a utilização de máscara e higienização das mãos à entrada são obrigatórias e que para manter o distanciamento social necessário (e obrigatório) a lotação será reduzida.
Apelamos, pois, à compreensão de todos e pedimos que cumpram na totalidade as indicações que receberem à entrada, por parte da equipa de acolhimento.

Vamos regressar à “normalidade” possível neste momento, sem colocar em causa a nossa saúde e a de quem nos rodeia

Retomar as celebrações da Eucaristia

➡️ As celebrações das eucaristias retomam a partir do dia 30 de maio, com a Vigília de Pentecostes às 21 horas.

➡️ No dia 31 de maio teremos as missas de forma habitual, às 8 horas nas Quintas do Norte e 11.00 Torreira.

➡️ Durante essa semana também já se celebram as missas da semana a partir de Junho.

➡️ Sempre que o tempo permitir as celebrações serão feitas no exterior das igrejas, é obrigatório o uso da máscara e alguns delegados estarão com o gel desinfectante para aplicar nas mãos.

➡️ Sendo a celebração no exterior pedimos a compreensão da comunidade para cada um trazer o seu próprio banco, a fim de podermos evitar qualquer risco de contágio.

Agradeço a compreensão de todos os paroquianos. Com amizade,
Pe. Victor