XI Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo revela-nos o Amor e para com as multidões que andavam abatidas como ovelhas sem Pastor. Quantas vezes, na nossa vida andamos desanimados e abatidos mas o nosso orgulho impede que nos deixemos transformar pelo Amor de Jesus. Outro aspecto deste evangelho é o desafio à oração a pedir ao Senhor da Messe trabalhadores na missão da Igreja. Um terceiro ponto evidencia a Igreja a curar tantas feridas, neste tempo marcado pelo Covid19 somos desafiados e curar tantas famílias feridas por este isolamento social.
A leitura do livro do Êxodo, apresenta-nos o Deus da “aliança”, que elege um Povo para com ele estabelecer laços de comunhão e de familiaridade; a esse Povo, Jahwéh confia uma missão sacerdotal: Israel deve ser o Povo reservado para o serviço de Jahwéh, isto é, para ser um sinal de Deus no meio das outras nações.
A Epistola de São Paulo aos Romanos, sugere que a comunidade dos discípulos é fundamentalmente uma comunidade de pessoas a quem Deus ama. A sua missão no mundo é dar testemunho do amor de Deus pelos homens – um amor eterno, inquebrável, gratuito e absolutamente único.
O Evangelho de São Mateus, traz-nos o “discurso da missão”. Nele, Mateus apresenta uma catequese sobre a escolha, o chamamento e o envio de “doze” discípulos (que representam a totalidade do Povo de Deus) a anunciar o “Reino”. Esses “doze” serão os continuadores da missão de Jesus e deverão levar a proposta de salvação e de libertação que Deus fez aos homens em Jesus, a toda a terra.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus, ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». Depois chamou a Si os seus doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Junho)
“Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou” (Mt 10,40).
Jesus dá as Suas instruções aos Doze: eles devem pôr-se a caminho, descalços e com pouca bagagem: sem alforge, só uma túnica… Devem deixar-se tratar como hóspedes, prontos a aceitar os cuidados dos outros, com humildade; gratuitamente devem cuidar e estar próximos dos pobres e deixar a todos, como dom, a paz. Como Jesus, serão pacientes nas incompreensões, confiando na assistência do amor do Pai.
Deste modo, quem tiver a sorte de encontrar algum deles poderá verdadeiramente experimentar a ternura de Deus.
Sagrado Coração de Jesus
O tempo de Covid-19 que vivemos desde março passado impediu a celebração da missa crismal. Inicialmente ela foi adiada para o último domingo de Junho, na festa das famílias. Uma vez que o próximo ano pastoral continua a ser dedicado à vocação para o matrimónio e as grandes celebrações e concentrações diocesanas devem ser suspensas, foi marcada para o dia 19 de junho, às 10h00, na Sé de Aveiro, presidida pelo nosso bispo D. António Moiteiro, na solenidade do Coração de Jesus e dia de oração pela santificação dos sacerdotes, a missa crismal com a bênção dos santos óleos. A nossa Catedral de Aveiro, com o devido distanciamento, tem capacidade para cerca de 140 pessoas.
Testemunho da Palavra em tempo de Covid

Tudo começou de uma “centelha” de unidade entre quem se empenha, sem medida, na Pastoral sócio-caritativa e o Focolar de Faro, diante da necessidade que surgiu de encontrar uma pessoa para integrar a equipa da Pastoral Prisional.
“Bem cientes da nossa pequenez, mas fortes na unidade, decidimos avançar.” – conta uma das pessoas que integrou o grupo e que, há quase um ano, começou como uma “célula de Unidade” nestas duas vertentes. Foram muitas as ocasiões para colaborar, que incluiu a procura de presentes de Natal para os filhos dos detidos.
Todas as semanas a equipa da Pastoral Prisional, constituída por cinco pessoas, visitou o Estabelecimento Prisional de Faro, alternando-se, mas garantindo que fosse sempre possível irem dois ou três elementos. Procurou centrar esta ação não apenas nos detidos, mas também em todos os que lá vivem ou trabalham. As temáticas e materiais escolhidos para estas visitas foram a Palavra de Vida, a Revista Cidade Nova, o jornal diocesano local e outros artigos que sublinhassem valores humanos.
Escreve um dos participantes deste grupo de visitantes: “O nosso sonho, essencialmente, é que seja Jesus presente onde dois ou mais estão unidos no Seu nome, a proporcionar uma lufada de ar puro, manter em todos os detidos a esperança de poder – um dia – voltar a “voar” e crescer num relacionamento construtivo com os educadores e guardas. Partilhamos a vontade de dar sempre o melhor, pessoalmente e como equipa.”
A atmosfera que encontravam, por vezes, era de grande pessimismo, desânimo, critica contra a estrutura, os guardas, o governo, a família que tiveram e o mundo. Contam: “Saímos de lá como se tivéssemos “descarregado um navio”, mas, sempre com mais vontade de voltar e mais empenho para dar algo mais, que pudesse indicar uma luz, ao fundo do túnel.”
A experiência de unidade cresceu também entre o grupo de visitantes, com telefonemas e mensagens que vão para além deste empenho específico. “É esta unidade que nos dá a luz para o passo a seguir. Nada mais.” – referem.
Um momento privilegiado deste percurso aconteceu no dia 18 de Fevereiro, com a visita à cidade e, também, ao Estabelecimento Prisinal, do Bispo de Faro. Uma ocasião para se aumentar a profundidade, conhecer anseios, perguntas e sonhos dos detidos! “Juntos constrói-se algo, surgem ideias, algumas com êxito.” – comenta o grupo. A pedido dos reclusos, participou neste momento também o Presidente da Câmara. Estavam presentes cerca de umas quarenta pessoas, entre director, funcionários e detidos, alguns dos quais não costumavam participar nestas atividades.
Estabelecimento Prisional de Faro

