Novos Ventos – 17 de Maio

VDomingo de Páscoa – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia do VI domingo de Páscoa apresenta-nos dois pontos fundamentais a salientar a pregação e evangelização de Filipe à comunidade de Samaria e as multidões que aderiam à fé e o segundo pilar desta liturgia é a oração que Jesus dirige ao Pai com o olhar de Amor sobre a humanidade: «Manifestei o teu nome aos homens que do mundo Me deste. Eram teus e Tu mos deste e eles guardam a tua palavra». A missão de Jesus é dar-nos a conhecer o Pai e abraçar a humanidade, assim o fez Jesus tomando sobre si as dores e o peso da Cruz abrindo deste modo as portas da redenção.

A leitura dos Atos dos Apóstolos, mostra exactamente a comunidade cristã a dar testemunho da Boa Nova de Jesus e a ser uma presença libertadora e salvadora na vida dos homens. Avisa, no entanto, que o Espírito só se manifestará e só actuará quando a comunidade aceitar viver a sua fé integrada numa família universal de irmãos, reunidos à volta do Pai e de Jesus.

A Epistola de São Pedro, exorta os crentes – confrontados com a hostilidade do mundo – a terem confiança, a darem um testemunho sereno da sua fé, a mostrarem o seu amor a todos os homens, mesmo aos perseguidores. Cristo, que fez da sua vida um dom de amor a todos, deve ser o modelo que os cristãos têm sempre diante dos olhos.

O Evangelho de São João, apresenta-nos parte do “testamento” de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o “Paráclito”: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer aos homens.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver Me eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Maio)

“Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3). 

A Palavra vivida faz-nos sair de nós para ir com amor ao encontro dos irmãos, começando pelos que estão próximos: nas nossas cidades, na família, em todos os ambientes da nossa vida. É uma amizade que se torna rede de relacionamentos positivos, centrados no cumprimento do mandamento do amor recíproco, que constrói a fraternidade. 

Chiara Lubich, meditando nesta frase do Evangelho de João, escreveu: «Como viver, então, de forma a merecermos também nós este louvor de Jesus? Colocando em prática as Palavras de Deus, nutrindo-nos delas momento a momento, fazendo da nossa existência uma obra contínua de reevangelização. Tudo isto para chegar a ter os mesmos pensamentos e sentimentos de Jesus, para O reviver no mundo, para mostrar à sociedade, por vezes envolta no mal e no pecado, a divina pureza, a transparência do Evangelho.

Durante este mês, então, sempre que possível (com aqueles que partilham os nossos propósitos) procuremos pôr em prática, de modo especial, aquela palavra que exprime o amor recíproco. Para o evangelista João, […] de facto, existe uma conexão entre a Palavra de Cristo e o mandamento novo. Para ele, é no amor recíproco que se vive a Palavra com os seus efeitos de purificação, de santidade, de impecabilidade, de frutos, de proximidade com Deus. O indivíduo isolado não é capaz de resistir por muito tempo às solicitações do mundo, enquanto no amor recíproco encontra o ambiente sadio, capaz de proteger a autenticidade da sua existência cristã».  


Ir à Missa em tempos de COVID-19:

  • 30 de Maio é a data indicativa para o regresso gradual das celebrações comunitárias;
  • Se faz parte de um grupo de risco, evite o Domingo e opte por um dia da semana;
  • O uso de máscara é obrigatório;
  • Higienize as mãos;
  • Sigas as indicações das equipas de acolhimento;
  • Entre e saia por portas diferentes;
  • Ocupe os lugares indicados;
  • Respeite a distância mínima, mesmo para comungar;
  • Não distribua folhas, desdobráveis ou qualquer outro objeto ou papel;
  • O ofertório faz-se à saída;
  • O gesto da paz continua suspenso;
  • Comungue em silêncio;
  • Receba o Corpo de Cristo nas suas mãos;
  • No fim da celebração, regresse logo a casa.


INFORMAÇÕES

  • Na próxima quarta-feira, dia 20 de Maio, haverá reunião do Conselho Pastoral Paroquial, às 21:00, com o objectivo de reprogramar os atos litúrgicos.
  • Na próxima semana, haverá atendimento paroquial na quarta-feira e sexta-feira, das 16 horas até às 18:30. Procuremos não fazer ajuntamento de pessoas.

Evangelho vivido (Plena Confiante)

O meu marido precisava de ir a outra cidade para confirmar um diagnóstico médico. Nos dias que antecederam a viagem, procurámos não nos deixar tomar pela ansiedade, procurando ver nessa situação uma manifestação do amor de Deus por nós. Assim, inspirando-nos, mais uma vez, na Palavra de Vida, pusemo-nos numa atitude de “serviço atento e cuidadoso”. O amor dar-nos-ia “um olhar novo para intuir aquilo de que os outros precisam”. Todavia, a um certo momento, pensei que aquela viagem iria significar uma despesa extraordinária e criaria novas dificuldades que teríamos que enfrentar. Mas, logo a seguir, lembrei-me que Jesus não quer que nos preocupemos, e sim que nos “ocupemos” com as nossas coisas, porque temos um Pai. Confiei tudo e todos a Ele, e fixei-me na sua vontade, no momento presente. Uma pessoa doente precisou muito das nossas atenções e cuidados. Procurámos, então, assumir os seus problemas, esquecendo os nossos, para nos dedicarmos inteiramente àquela pessoa que precisava de nós. Uns dias antes da partida, fizemos, juntos, alguns cálculos, e verificámos que a nossa situação financeira era difícil. Mas sentíamo-nos seguros, porque Jesus é fiel nas suas promessas. No domingo de Páscoa, os meus sogros vieram visitar-nos. Vivem modestamente, são pessoas idosas e bastante simples, de poucas exigências. Sabendo da doença do filho, acharam que podiam ajudar-nos e entregaram-nos uma boa quantia para os gastos que teríamos que enfrentar. A minha surpresa foi enorme. Procurei saber se eles tinham, realmente, condições para passar sem aquele dinheiro, e logo me tranquilizaram, dizendo que estavam felizes por poderem fazer alguma coisa por nós. M. A. [Portugal]

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *