Novos Ventos – 30 de Agosto

XXII Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo apresenta-nos o primeiro anúncio da morte de Jesus. Os discípulos têm dificuldade em entender. Afinal, Jesus alimentava e saciava as multidões, curava os doentes e agora Jesus vem anunciar-lhes a Sua morte. Olhando para a situação de Pedro, muitas vezes nós caímos nas mesmas falhas. Pedro e os Apóstolos tinham deixado tudo para seguir Jesus, esperando ter uma vida boa sem dificuldades e Jesus fala-lhes da morte. Quantas vezes, somos confrontados com a dor e o sofrimento ou a morte de alguém e espontaneamente dizemos: “Porquê a mim que estou empenhado na Paróquia e também nós experimentamos a dor: a esta questão Jesus responde: «Vai-te daqui, satanás…pois não tens em vista as coisas de Deus, mas dos homens».

A leitura do livro de Jeremias,  o profeta de Israel descreve a sua experiência de “cruz”. Seduzido por Jahwéh, Jeremias colocou toda a sua vida ao serviço de Deus e dos seus projectos. Nesse “caminho”, ele teve que enfrentar os poderosos e pôr em causa a lógica do mundo; por isso, conheceu o sofrimento, a solidão, a perseguição… É essa a experiência de todos aqueles que acolhem a Palavra de Jahwéh no seu coração e vivem em coerência com os valores de Deus.

A Epistola de São Paulo aos Romanos, faz o convite aos cristãos a oferecerem toda a sua existência de cada dia a Deus. Paulo garante que é esse o sacrifício que Deus prefere. O que é que significa oferecer a Deus toda a existência? Significa, de acordo com Paulo, não nos conformarmos com a lógica do mundo, aprendermos a discernir os planos de Deus e a viver em consequência.

O Evangelho de São Mateus, Jesus avisa os discípulos de que o caminho da vida verdadeira não passa pelos triunfos e êxitos humanos, mas passa pelo amor e pelo dom da vida (até à morte, se for necessário). Jesus vai percorrer esse caminho; e quem quiser ser seu discípulo tem de aceitar percorrer um caminho semelhante.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Pedro, tomando-O à parte, começou a contestá-l’O, dizendo: «Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há de acontecer!» Jesus voltou-Se para Pedro e disse-Lhe: «Vai-te daqui, Satanás. Tu és para mim uma ocasião de escândalo, pois não tens em vista as coisas de Deus, mas dos homens». Jesus disse então aos seus discípulos: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me. Porque, quem quiser salvar a sua vida há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la. Na verdade, que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? O Filho do homem há-de vir na glória de seu Pai, com os seus Anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras».

Palavra da Salvação


Furacão Laura: as feridas do Haiti não se cicatrizam

Enquanto continuava sua corrida, o furacão que está tocando a Louisiana e o Texas nos EUA, perdeu intensidade e foi rebaixado para a categoria 2. Atrás dele, porém, deixou 25 vítimas, particularmente na República Dominicana e no Haiti. Da ilha do Caribe o testemunho da missionária fidei donum Maddalena Boschetti.

Benedetta Capelli – Vatican News

O furacão Laura chegou aos Estados Unidos, mas felizmente perdeu sua intensidade e do temor de chegar à categoria 4 – extremamente perigoso – se passou a uma tempestade tropical. Seis vítimas na Louisiana e no Texas, em ambos os Estados houve grandes apagões com mais de 500 mil pessoas sem eletricidade. Tendo evitado o perigo de tempestades potencialmente catastróficas e inundações repentinas, as autoridades estadunidenses, no entanto, alertaram a população e ativaram vários abrigos. Danos e vítimas foram registrados no Haiti e na República Dominicana, onde a passagem do furacão Laura causou pelo menos 25 vítimas. Mais de cem plataformas de petróleo evacuadas no Golfo do México como medida preventiva, interrompendo cerca de 80% da produção de petróleo bruto.


Em setembro, Papa retoma Audiência Gerais com a presença de fiéis

Nem na Praça São Pedro, nem na Sala Paulo VI. A partir da próxima quarta-feira, as Audiências Gerais com o Papa Francisco voltam a ser realizadas com a participação de fiéis, desta vez, no Pátio São Dâmaso do Palácio Apostólico, em conformidade com as normas sanitárias. Não há necessidade de fazer a reserva dos bilhetes.

Vatican News

A próxima Audiência Geral da quarta-feira, 2 de setembro, será especial: um comunicado da Prefeitura da Casa Pontifícia informa que os fiéis poderão participar depois de seis meses de suspensão.

Seguindo as indicações de saúde das autoridades, as Audiências do mês de setembro se realizarão no Pátio São Dâmaso, dentro do Palácio Apostólico, com início às 9h30.

A participação é aberta a todos, sem necessidade de ingressos.

Será a primeira Audiência com os fiéis desde o dia 27 de fevereiro, que naquela ocasião foi realizada na Praça São Pedro. A partir do dia 11 de março, a pandemia obrigou que o evento semanal passasse a ser transmitido da Biblioteca do Palácio Apostólico, somente com a participação dos leitores em várias línguas.

Grupo de benfeitores “Amigos de São Paio”

Ao contrário dos Títulos, que são uma forma de empréstimo, os membros deste grupo estarão a fazer uma oferta. Tal consiste no pagamento de 10€ mensais, durante o período de 3 anos, a ter início em Janeiro de 2021. O pagamento pode ser feito de forma mensal, trimestral, semestral ou mesmo anual, sendo que a Paróquia passará o recibo anual para dedução no IRS.

Para que todos possam ter uma noção do impacto que este grupo pode ter, se conseguirmos atingir os 2000 participantes, ao longo desses três anos conseguiríamos angariar o suficiente para a construção do Centro Paroquial, a pintura da Igreja e da Capela de Nossa Senhora da Paz!

Para fazer parte deste grupo, basta contactar o nosso pároco ou qualquer outro membro do Conselho Económico.

Agora cabe a todos vós a decisão de participar neste projecto tão importante, não só para a nossa comunidade católica, mas para toda a freguesia 😉

(e, entretanto, podem ajudar partilhando a publicação 🙂 )

“Amigos de São Paio”

Caríssimos paroquianos e amigos da Torreira e vós queridos emigrantes,
Após ter escutado e conversado com diversas pessoas sobre este nosso projeto, vimos que poderíamos criar o grupo dos “Amigos de São Paio” e levar por diante esta obra que irá valorizar ainda mais a nossa comunidade.

Aqueles que pretenderem fazer parte deste grupo de benfeitores assumirão o compromisso de contribuir mensalmente com 10€ para a construção do Centro Paroquial, durante o período de 3 anos, a ter início em Janeiro. Os interessados poderão dar o nome através dos membros do Conselho económico ou no cartório paroquial.

Com enorme estima e gratidão,
Pe Victor

Novos Ventos – 02 de Agosto

XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia destes próximos domingos apresentar-nos-á o discurso do Pão da Vida. Neste domingo o evangelista São Mateus descreve um dia completo da vida de Jesus e salienta algumas atitudes perante as multidões: «Jesus vê as multidões e enche-se de compaixão e cura os doentes». Os discípulos ao ver o dia a terminar e que o local é deserto e as multidões que não vão embora, aproximam-se de Jesus e dizem-Lhe para mandar embora toda aquela gente. Antes de realizar o milagre, Jesus procura comprometer os discípulos com a multidão: «Dai-lhes vós mesmos de comer». Este é o desafio da Igreja hoje estar atenta às multidões que vivem em situações de vida precárias, ou de tantos imigrantes que chegam ao nosso país vazios de tudo, ou como nos refere o texto do vaticano sobre o tráfico de pessoas humanas e que Jesus continua a repetir-nos hoje: «Dai-lhes vós mesmos de comer».

A leitura do livro de Isaías, Deus convida o seu Povo a deixar a terra da escravidão e a dirigir-se ao encontro da terra da liberdade – a Jerusalém nova da justiça, do amor e da paz. Aí, Deus saciará definitivamente a fome do seu Povo e oferecer-lhe-á gratuitamente a vida em abundância, a felicidade sem fim.

A Epistola de São Paulo aos Romanos,  é um hino ao amor de Deus pelos homens. É esse amor – do qual nenhum poder hostil nos pode afastar – que explica porque é que Deus enviou ao mundo o seu próprio Filho, a fim de nos convidar para o banquete da vida eterna.

O Evangelho de São Mateus, apresenta-nos Jesus, o novo Moisés, cuja missão é realizar a libertação do seu Povo. No contexto de uma refeição, Jesus mostra aos seus discípulos que é preciso acolher o pão que Deus oferece e reparti-lo com todos os homens. É dessa forma que os membros da comunidade do Reino fugirão da escravidão do egoísmo e alcançarão a liberdade do amor.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram- n’O a pé. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: “Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento”. Mas Jesus respondeu-lhes: “Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer”. Disseram-Lhe eles: “Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes”.
Disse Jesus: “Trazei-mos cá”. Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Agosto)

“Quem poderá separar-nos do amor de Cristo?” (Rm 8,35). 

A carta que o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos de Roma é um texto extraordinariamente rico de conteúdo. De facto, Paulo revela aqui a força do Evangelho na vida das pessoas que o acolhem, a revolução que este anúncio traz: o amor de Deus liberta-nos!

Paulo fez esta experiência e quer testemunha-la, com as palavras e com o exemplo. A sua fidelidade ao chamamento de Deus vai levá-lo precisamente a Roma, onde terá ocasião de dar a vida pelo Senhor. 

Letizia Magri


Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, Czerny: terrível aumento durante o lockdown

Homens, mulheres e crianças vítimas de trabalho forçado, prostituição, tráfico de órgãos. Crimes que não pararam com a pandemia e que devem ser combatidos em todos os níveis da sociedade. O cardeal subsecretário do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral reflete sobre o compromisso da Igreja e a urgência de questionar o comportamento social que alimenta a “demanda” de exploração.

Fausta Speranza, Silvonei José

Estima-se que cerca de 40 milhões de pessoas são vítimas no mundo do tráfico de seres humanos. De acordo com o relatório do Escritório das Nações Unidas contra a droga e o crime (UNODC) sobre o tráfico de seres humanos, quase um terço são menores de idade. Além disso, 71% do total são mulheres e meninas. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) denuncia que 21 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado, muitas vezes também ligado à exploração sexual. Depois há o dramático fenômeno do tráfico de órgãos, que escapa às estimativas, mas que continua sendo um fato inegável. Conversamos com o cardeal Michael Czerny, subsecretário do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, sobre a natureza dramática e a abrangência do fenômeno, que afeta todos os países, de origem, de trânsito ou destino das vítimas:

R. – A maior resposta de toda a Igreja se encontra no compromisso das irmãs da rede Thalita Khum. E assim, para a Seção refugiados e migrantes do Dicastério, a primeira prioridade é acompanhar a rede, colaborar, apoiar, sugerir, facilitar… Fazemos o que podemos porque em tantos países do mundo as irmãs estão realmente respondendo em nome da Igreja e em nome de Cristo. É muito importante reconhecer este trabalho, porque elas não falam, mas agem. Então, nós podemos falar um pouco sobre isso.

Sem dúvida, a pandemia tem sido um fator de complicação em todo esse esforço…

R. – Claro. Complicou o compromisso das irmãs, mas graças a Deus, com a ajuda do Espírito Santo, elas sempre encontraram os meios para continuar a exercer o ministério. Elas não se resignaram a três meses ou seis meses de lockdown. Não: elas mudaram os meios ou métodos e continuaram. A grande tristeza é que nestes meses de pandemia houve um terrível aumento do tráfico e isto nos deve escandalizar. Enquanto todos nós – “os bons” – estamos trancados em casa, como é que a demanda está aumentando e não diminuindo? Isto indica que as raízes do problema estão nas casas, nos corações das pessoas, dos cidadãos, dos irmãos e irmãs ao nosso redor. Esta conexão entre o tráfico e a vida aparentemente normal de pessoas aparentemente normais é um grande escândalo que deve nos fazer refletir, pedir perdão a Deus, para buscar a conversão necessária para reduzir e eliminar a demanda que é o motor do tráfico…

Vaticano, 30 de Julho de 2020

Novos Ventos – 26 de Julho

XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo coloca em evidência uma catequese sobre o «Reino dos Céus». O Evangelho da semana passada apresentou a parábola do trigo e do joio e também do fermento que se coloca na massa para levedar. Hoje o evangelista São Mateus apresenta às suas comunidades que o «Reino» pode comparar-se a um «tesouro». O homem que encontrou esse tesouro no campo ao ver que se tratava de uma coisa muito importante, foi vender tudo quanto possuía para ficar com aquele campo. Quantas vezes, também nós não valorizamos o tesouro que temos: «a saúde, a família, os amigos, mas acima de tudo a graça baptismal ao qual nos fez participar da filiação por meio de Jesus Cristo, tornámo-nos filhos muito amados de Deus.

A leitura do livro dos Reis, apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o protótipo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efémeros.

A Epistola de São Paulo aos Romanos,  convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve sobrepor-se a todos os outros valores e propostas.

O Evangelho de São Mateus, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus seguidores que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Todos os outros valores e interesses devem passar para segundo plano, face a esse “tesouro” supremo que é o Reino.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: “O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola. O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia
e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora.
Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes.
Entendestes tudo isto?” Eles responderam-Lhe: “Entendemos”. Disse-lhes então Jesus: “Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”.

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Julho)

“Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está no Céu, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12,50). 

Cada um de nós pode descobrir, no dia a dia, qual é a tarefa que o Pai lhe confia para construir a grande família humana. Num bairro de Homs, na Síria, mais de cento e cinquenta crianças, na sua maioria muçulmanas, frequentam atividades de tempos livres numa escola da igreja greco-ortodoxa. Conta a Sandra, a diretora: «Oferecemos acolhimento e ajuda, através de uma equipa de professores e técnicos especializados, num clima de família baseado no diálogo e na promoção dos valores. Há muitas crianças marcadas por traumas e sofrimentos. Alguns estão apáticos, outros agressivos. O nosso desejo é reconstruir a confiança neles mesmos e nos outros. Apesar da maior parte deles ter ainda a família separada por causa da guerra, aqui reencontram a esperança e o desejo de recomeçar». 

Letizia Magri


Bispos de Portugal antecipam mensagem ao Dia dos Avós: um tesouro para ser protegido, cuidado e admirado

Por ocasião da data, em que a Igreja celebra Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus, os bispos portugueses divulgam uma mensagem especial, em reportagem do jornal vaticano L’Osservatore Romano: “os avós são um tesouro. No tempo em que vivemos, devemos dizê-lo claramente”, porque “aquele que foi curado será capaz de cuidar, aquele que aprendeu poderá ensinar, aquele que foi protegido será capaz de proteger, aquele que foi amado saberá amar”. No Brasil e em Portugal, o Dia dos Avós é comemorado no próximo domingo, 26 de julho, dia da celebração de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus. O momento “é uma ocasião para agradecer, abraçar e celebrar a presença deles no passado e no presente, para voltar às próprias raízes e descobrir nelas a ternura e o amor de Deus”.

Os avós são um tesouro

Os avós “sustentam a vida das famílias, não apenas porque permitem a sobrevivência ou dão um pouco de alívio, mas porque são as raízes de tantas vidas. Contam histórias do passado, e ajudam a entender a diferença entre o essencial e o supérfluo”. Os idosos representam uma riqueza insubstituível porque ” são testemunhas concretas e reais de outros tempos, muitas vezes marcados por dificuldades, lutas, necessidades”. E quando contam sobre isso, sentados à mesa para o almoço de domingo ou felizes por uma visita inesperada, transformam histórias antigas em lições de vida. Aqueles que as escutam com mais atenção são os menores, encantados pelas aventuras que viveram em terras distantes ou pela descrição meticulosa de uma casa, um passeio, um período de férias. Os avós são um tesouro. No tempo em que vivemos, ressaltam os bispos portugueses, “devemos dizê-lo claramente, defendê-lo de forma peremptória”. Os tesouros devem ser protegidos, tratados com cuidado e admiração. Uma sociedade que não protege, não se importa, não admira os idosos, está condenada ao fracasso porque assim como a natureza nasce e renasce, assim como a semente cresce e é jogada no chão, assim ela passa e transcorre a vida. Aquele que foi curado será capaz de cuidar, aquele que aprendeu poderá ensinar, aquele que foi protegido será capaz de proteger, aquele que foi amado saberá amar”. É por isso que às vezes temos vontade de “correr para os braços de um velho avô, de uma avó sozinha”, de “rezar por aqueles que já partiram”, de “contar a um filho, a uma neta, a história dos avós, dos bisavós, de todos aqueles que nos deram a vida”.