Novos Ventos – 20 de Dezembro

IV Domingo do Advento – Ano B

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste IV domingo do Advento coloca em evidência a figura de Maria. Existe três aspetos fundamentais que vale a pena realçar em Maria: 1. Maria era toda revestida da Palavra. 2. Maria, apesar de não conhecer o desígnio de Deus, acolhe a mensagem do Anjo e aceita o projeto de Deus para a Sua vida. Quantas vezes, na nossa vida, não damos a possibilidade que seja Deus a conduzir a nossa história, queremos viver uma vida sem Deus e depois deparamo-nos apenas com desilusão e angustia. 3. Maria, canta o cântico de louvor no seu «Magnificat», vida orante. O perfil mariano apontado pelo Papa Francisco deve levar a Igreja a descobrir em Maria a Mulher da Palavra e que acolhe no Seu seio a Palavra Incarnada.

A leitura do Segundo Livro de Samuel,  apresenta a “promessa” de Deus a David. Deus anuncia, pela boca do profeta Natã, que nunca abandonará o seu Povo nem desistirá de o conduzir ao encontro da felicidade e da realização plenas. A “promessa” de Deus irá concretizar-se num “filho” de David, através do qual Deus oferecerá ao seu Povo a estabilidade, a segurança, a paz, a abundância, a fecundidade, a felicidade sem fim.

A Leitura da Epistola de São Paulo aos Romanos,  chama a esse projeto de salvação, preparado por Deus desde sempre, o “mistério”; e, sobretudo, garante que esse projeto se manifestou, em Jesus, a todos os povos, a fim de que a humanidade inteira integre a família de Deus.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas,  refere-se ao momento em que Jesus encarna na história dos homens, a fim de lhes trazer a salvação e a vida definitivas. Mostra como a concretização do projeto de Deus só é possível quando os homens e as mulheres que Ele chama, aceitam dizer “sim” ao projeto de Deus, acolher Jesus e apresentá-l’O ao mundo.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo; bendita és tu entre as mulheres». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?» O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Dezembro)

“O Senhor é a minha luz e salvação: de quem terei medo?” 

Este é o momento oportuno para reacender a nossa confiança no amor do Pai, que quer a felicidade dos seus filhos. Ele está pronto a tomar sobre si as nossas preocupações (1), para que não fiquemos fechados em nós próprios, mas livres, para partilhar com os outros a nossa luz e a nossa esperança.

A Palavra de Vida, como escreveu Chiara Lubich, guia-nos no caminho das trevas para a luz, do eu para o nós: «[…] É um convite a reavivar a fé: Deus existe e ama-me. […] Encontro uma pessoa? Tenho que acreditar que, através dela, Deus tem alguma coisa para me dizer. Estou a fazer um trabalho? Naquele momento continuo a ter fé no Seu amor. Aparece um sofrimento: acredito que Deus me ama. Chega uma alegria? Deus ama-me. Ele está aqui comigo, está sempre comigo, sabe tudo a meu respeito e partilha comigo cada pensamento, cada alegria, cada desejo, vive comigo cada preocupação, cada prova da minha vida. Como reavivar esta certeza? […] Procurando-O no meio de nós. Ele prometeu estar onde estiverem dois ou mais reunidos em Seu nome (2). Encontremo-nos então, no amor recíproco do Evangelho, com todos aqueles que vivem a Palavra de Vida. Partilhemos as experiências e experimentaremos os frutos desta Sua presença: alegria, paz, luz, coragem. Ele permanecerá com cada um de nós e continuaremos a senti-Lo próximo e operante na nossa vida de cada dia» (3).

Letizia Magri


Experiência da Palavra vivida “Dar Alegria”

Tinham começado as férias escolares e preocupava-me – este ano ainda mais – a situação de tantas crianças que ficavam sozinhas em casa todo o dia sem nada para fazer. Falei com uma amiga sobre o caso de uma família em que três meninos iriam passar o mês de Agosto em casa. Depois de vários imprevistos, conseguimos inscrevê-los num campo de férias. Fiz o pagamento, comunicando à comunidade dos Focolares o que tinha feito. Na mesma tarde chegaram 260 euros de várias pessoas.

Começou o campo de férias e chegámos à conclusão de que seria perigoso irem sozinhos de manhã. Sem grande esforço, fui levá-los todos os dias. Em cada manhã, esperei-os em frente ao prédio e vi as três crianças felizes a correrem até ao carro. Na segunda semana seria um pouco mais complicado para mim, mas no domingo, a Carla Cruz, atenta, telefonou a oferecer-se para dividir a tarefa de os levar. Foi assim, com um pequeno contributo de muitos, que estes meninos tiveram oportunidade de nadar, dançar, conviver…em vez de ficarem sozinhos em casa. Sobretudo, tiveram a oportunidade de contagiar professores e outras crianças com a sua alegria e enorme generosidade. No último dia levaram um bolo feito por eles, para a festa com os outros meninos. Teresa Osswald Claro (Portugal)


É Natal!

O Verbo se fez homem e acendeu o amor na Terra.

É Natal!

E gostaríamos que nunca acabasse.

Ensina-nos, Senhor, como perpetuar a Tua presença espiritual entre os homens.

É Natal!

Que o Teu amor aceso na Terra arda nos nossos corações e nos amemos como Tu queres!

Então, estarás presente entre nós.

E cada dia, se nos amarmos, pode ser Natal.

Chiara Lubich


Feliz Natal!

Caros amigos Paroquianos de Torreira e São Jacinto, este ano a Palavra que todos escutámos em diversos momentos foi «Coronavírus e Fica em casa». Na verdade, este Natal é bem diferente dos anos anteriores, não podemos reunir a família como era habitual. Contudo, estes acontecimentos devem fazer nos refletir sobre o sentido da vida e como nós estamos a celebrar o «Nascimento do Deus Menino», vivemos épocas difíceis e desafiadoras, contudo é necessário coragem e ousadia para seguir a estrela como fizeram os Magos, ou os Pastores.

Hoje, seguimos tantas estrelas do cinema e da música, mas procuremos esta Luz que jamais se extingue! Feliz Natal, com amizade Pe. Victor Cardoso

Novos Ventos – 01 de Novembro

XXXI Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo apresenta dois grandes temas sempre actuais: o primeiro é retirado da segunda leitura em que Paulo desafia a comunidade a partilhar não somente o Evangelho de Deus, mas a expressá-Lo com a própria vida; é o que Jesus nos refere no Evangelho de hoje ao constatar que o grupo dos «escribas e fariseus» dizem mas não fazem.

A leitura da Profecia de Malaquias,   um “mensageiro de Jahwéh” interpela os sacerdotes de Israel. Convocados por Deus para serem “mensageiros do Senhor do universo”, para ensinar a Lei e para conduzir o Povo para Deus, eles deixaram-se dominar por interesses egoístas, negligenciaram os seus deveres, desvirtuaram a Lei. Eles são, por isso, os grandes responsáveis pelo divórcio entre Israel e o seu Deus. Jahwéh anuncia que não pode tolerar esse comportamento e que vai desautorizá-los e desmascará-los.

A Epistola de São Paulo aos Tessalonicenses, apresenta-nos, em contraste com a primeira, o exemplo de Paulo, Silvano e Timóteo – os evangelizadores da comunidade cristã de Tessalónica. Do esforço missionário feito com amor, com humildade, com simplicidade, com gratuidade, nasceu uma comunidade viva e fervorosa, que acolheu o Evangelho como um dom de Deus, que se comprometeu com ele e que o testemunha com verdade e coerência.

O Evangelho de São Mateus, apresenta-nos o grupo dos “fariseus”. Critica violentamente a sua pretensão à posse exclusiva da verdade, a sua incoerência, o seu exibicionismo, a sua insensibilidade ao amor e à misericórdia. Mais do que informação histórica, é um convite aos crentes no sentido de não deixarem que atitudes semelhantes se introduzam na família cristã e destruam a fraternidade, fundamento da comunidade.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: «Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam os filactérios e ampliam as borlas; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por ‘Mestres’. Vós, porém, não vos deixeis tratar por ‘Mestres’, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na terra não chameis a ninguém vosso ‘Pai’, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por ‘Doutores’, porque um só é o vosso doutor, o Messias.
Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Novembro)

“Felizes os que choram, porque serão consolados.” 

Quem é que nunca chorou na sua vida? Quem é que nunca conheceu pessoas cujo sofrimento transparecia através das lágrimas? Então nos dias de hoje, em que os meios de comunicação trazem a casa imagens de todo o mundo, corremos até o risco de nos habituarmos, de endurecer o coração diante das torrentes de sofrimento que ameaçam arrastar-nos.

Jesus também chorou e conheceu o pranto do seu povo, vítima de ocupação estrangeira. Eram muitos os doentes, os pobres, viúvas, órfãos, marginalizados, pecadores que vinham ter com Ele para escutar a sua Palavra redentora e serem curados, no corpo e na alma.

No evangelho de Mateus, Jesus é o Messias que cumpre as promessas que Deus fez a Israel e, por isso, anuncia: “Felizes os que choram, porque serão consolados.” 

Letizia Magri


MENSAGEM PARA A SEMANA DOS SEMINÁRIOS 1-8 NOV. 2020

A Igreja dedica a semana de 1 a 8 de novembro à oração pelos Seminários. Este ano “tem como fonte de inspiração a palavra do Evangelho: «Jesus chamou os que queria e foram ter com Ele» (Mc. 3,13). Ela apresenta de modo sintético os elementos estruturantes da vocação: o chamamento do Senhor e a resposta dos discípulos, confirmada pela decisão de ir ter com Ele. A esta luz evangélica se entende melhor a natureza e a missão dos seminários como comunidades que congregam aqueles que o Senhor chamou à vocação sacerdotal e se dispuseram a ir ter com o Mestre para aprender com Ele e configurar a vida com a Sua, preparando-se assim para serem discípulos missionários. Neste sentido se pronunciou a XV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos de 2018, reafirmando que «os seminários e casas de formação são lugares de grande importância onde os jovens, chamados ao sacerdócio e à vida consagrada, aprofundam a sua escolha vocacional e a amadurecem no seguimento» (Documento Final, nº20).” palavras de D. António Augusto de Oliveira Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, na Mensagem para a Semana dos Seminários.

A Diocese de Aveiro marcará esta semana com duas ações congregadoras:
Vigília de Oração, dia 06 de novembro, pelas 21h00, na Igreja Matriz de Beduído
Eucaristia dia 08 de novembro, pelas 16h00, na Igreja do Seminário de Aveiro


Oração

Senhor Jesus, filho muito amado do Pai, envia a força suave do Espírito para que desperte em todos nós a decisão de irmos ter contigo para Te seguir.

Dá aos seminaristas amor à vocação e a graça do compromisso de fidelidade ao Evangelho.

Faz dos nossos seminários comunidades de discípulos, onde se vive a fraternidade mística.

Confirma nos dons do Espírito santo os formadores; recompensa e abençoa os benfeitores, ampara o nosso Bispo e os nossos párocos, para que sejam sempre fiéis ao dom do seu sacerdócio.

Que o Teu olhar desperte a generosidade e a coragem dos jovens para Te seguirem.

Concede às nossas famílias a ousadia de Te proporem como caminho, verdade e vida.

Senhor Jesus, com a intercessão de Maria, Tua e nossa Mãe, dá à Igreja, felizes e santas vocações sacerdotais. Ámen!

«Campanha dos dois mil amigos!»

Queridos paroquianos, queridos emigrantes, queridos amigos,
Na qualidade de pároco da Torreira, eu, Padre Victor Cardoso, juntamente com todo o Conselho Económico (constituído pelos seguintes membros: Diácono Francisco Santos, Álvaro Matos, Firmino Aresta, Álvaro Santos, Glória Santos, Vítor Matos e Margarida Fangueiro), temos o propósito de avançar com o novo projeto do Centro Paroquial de São Paio. Para tal, contamos com a preciosa ajuda da Câmara Municipal da Murtosa, que nos fez a requalificação da arquitetura, para uma obra mais acessível às nossas possibilidades.
Tudo começa a tomar forma e estamos a procurar o necessário financiamento. A par dos títulos, de alguns donativos importantes e dos subsídios a que nos podemos candidatar, precisamos de contar com a vossa generosidade para este projeto que prestará um grande serviço à comunidade. Procuram-se amigos que queiram doar 10 euros por mês, durante três anos. Se atingirmos os 2000, estes benfeitores contribuirão assim para o valor total do Centro, permitindo ainda a garantia de podermos proceder à pintura da igreja matriz e da capela das Quintas do Norte, que carecem de conservação. Para fazer parte do grupo de benfeitores poderá escrever-nos para esta página, ou contactar o padre Victor, ou qualquer outro membro do Conselho Económico. Os donativos poderão ser feitos presencialmente ou diretamente na conta do Centro Paroquial, IBAN PT50 0035 0818 00000280630 51.

Os donativos poderão ser feitos de forma mensal, trimestral, semestral ou mesmo anual. A Paróquia passará a todos os interessados o recibo anual para dedução no IRS. Todas as semanas será atualizada a lista do grupo de benfeitores inscritos, com respectiva publicação aqui e na nossa página de Facebook. Se não desejar que o seu nome seja publicado, informe-nos por favor, de forma a publicarmos apenas as suas iniciais. As contas da angariação de fundos para o Centro, bem como da sua utilização, são públicas e estão à disposição de todos.

De momento, temos 62 “Amigos”. A lista pode ser consultada aqui:
https://diocese-aveiro.pt/paroquiadatorreira/amigos-de-s-paio/

Novos Ventos – 04 de Outubro

XXVII Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo põe em evidência o zelo que é necessário ter com a vinha, que é apresentado como o «Reino de Deus». O agricultor plantou a vinha e procurou cuidar dela, mas em vez de uvas boas ela só produziu agraços. Quantas vezes, a nossa vida encontramos «agraços», isto é, invejas, ódios, rivalidades, divisões, desarmonia, maledicência e rancor; O profeta Isaías diz que a vinha devia produzir bons frutos «bondade, mansidão, paciência, ser solidários, generosos, disponíveis para ajudar os outros e compreensivos. O evangelho apresenta os vinhateiros como pessoas más, que mantando o filho apoderaram-se da vinha.

A leitura do livro de Isaías,   o profeta Isaías dá conta do amor e da solicitude de Deus pela sua “vinha”. Esse amor e essa solicitude não podem, no entanto, ter como contrapartida frutos de egoísmo e de injustiça… O Povo de Jahwéh tem de deixar-se transformar pelo amor sempre fiel de Deus e produzir os frutos bons que Deus aprecia – a justiça, o direito, o respeito pelos mandamentos, a fidelidade à Aliança.

A Epistola de São Paulo aos Filipenses, Paulo exorta os cristãos da cidade grega de Filipos – e todos os que fazem parte da “vinha de Deus” – a viverem na alegria e na serenidade, respeitando o que é verdadeiro, nobre, justo e digno. São esses os frutos que Deus espera da sua “vinha”.

O Evangelho de São Mateus, Jesus retoma a imagem da “vinha”. Critica fortemente os líderes judaicos que se apropriaram em benefício próprio da “vinha de Deus” e que se recusaram sempre a oferecer a Deus os frutos que Lhe eram devidos. Jesus anuncia que a “vinha” vai ser-lhes retirada e vai ser confiada a trabalhadores que produzam e que entreguem a Deus os frutos que Ele espera.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Setembro)

“Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado.” (Lc 14,11)

Os Evangelhos mostram-nos muitas vezes que Jesus aceitava de bom grado os convites para almoçar: eram momentos de encontro, ocasiões para estabelecer amizades e consolidar relações sociais. Nesta passagem do Evangelho de Lucas, Jesus observa o comportamento dos convidados: há uma corrida para ocupar os primeiros lugares, que estavam reservados às personalidades. Nota-se bem a ânsia de querer sobressair sobre os outros. Mas Ele tem no pensamento um outro banquete: aquele que será oferecido a todos os filhos, na casa do Pai, sem “direitos adquiridos” em nome de uma pretensa superioridade. Pelo contrário, os primeiros lugares estarão reservados precisamente para aqueles que escolhem o último lugar, ao serviço dos outros. Por isso proclama:

Letizia Magri


Testemunho da Palavra (A força de pedir desculpa!)

Na escola, durante a aula de economia e direito, algumas colegas começaram a jogar em vez de escutar a professora. Como, na semana anterior, tinha estado em casa doente, virei-me por uns segundos para fazer uma pergunta a uma destas colegas. Nesse mesmo instante, a professora repara em mim, pede-me que lhe entregue a caderneta e manda-me sair da sala de aula acrescentado que não suportava o meu comportamento. Tentei explicar-lhe o motivo de me ter virado, mas ela não quis ouvir-me. O meu pai telefona para a professora. Eu estava particularmente mortificada e envergonhada porque ela falou diante de toda a turma dizendo que eu faltava ao respeito e que brincava em vez de estar atenta às aulas. Para mim era difícil, mas procurei aceitar esta injustiça. No dia seguinte fomos convocados pela escola para discutir o que tinha acontecido. Queria defender-me, mas sabia que a professora não teria aceite as minhas desculpas e iriam dar-lhe razão. Mesmo assim, pedi-lhe desculpa. Mesmo se não era fácil por ser uma injustiça, decido perdoá-la na mesma e, de imediato, senti uma grande paz dentro de mim. Mlk – Oceânia


Papa convida a rezar o rosário em outubro: em família, na comunidade e até pela internet

Na Audiência Geral desta quarta-feira (30) o Pontífice renovou o convite para sermos fiéis ao costume de rezar o terço, sobretudo no mês de outubro, tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Em maio, o Papa já indicava esse caminho para a oração, sugerindo a busca na internet para “bons esquemas para seguir na recitação”: além dos portais do Vaticano e da Rede Mundial de Oração do Papa, há uma pulseira inteligente para rezar. “Sejam fiéis ao costume de rezar o rosário nas suas comunidades e, sobretudo, nas famílias. Meditando cada dia os mistérios da vida de Maria à luz da obra salvífica do seu Filho, faça com que ela participe das alegrias de vocês, das suas preocupações e dos momentos de felicidade.”

Assim o Papa Francisco se dirigiu aos peregrinos poloneses na Audiência Geral desta quarta-feira (30), um convite extensivo a toda a Igreja que, a partir desta quinta-feira (1), entra no mês de outubro, tradicionalmente de Nossa Senhora do Rosário.

Já em maio, mês dedicado à Virgem Maria, o Pontífice convidou a rezar o rosário para nos ajudar a superar a crise da Covid-19. “Contemplar juntos a face de Cristo com o coração de Maria, rezando o rosário”, disse o Papa, “nos tornará mais unidos como família espiritual e nos ajudará a superar essa provação”. O convite foi para voltar “a descobrir a beleza de rezar o terço em casa”, em família ou individualmente: “seja como for, há um segredo para o bem fazer: a simplicidade; e é fácil encontrar, mesmo na internet, bons esquemas para seguir na sua recitação”, encorajou o Pontífice.

A oração que sempre acompanha o Papa

Em 7 de outubro de 2016, por ocasião da festa litúrgica de Nossa Senhora do Rosário, Francisco confidenciou o quanto o rosário é uma oração querida por ele, que sempre o acompanha: “é a oração dos simples e dos santos… é a oração do meu coração”.

É também a oração mais querida ao coração de Maria, é a devoção mariana por excelência e a mais popular, divulgada por São Domingos de Gusmão justamente a pedido da Santíssima Virgem Maria. É um convite à meditação dos Mistérios de Cristo, que guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressureição do Filho de Deus.

O Rosário de Nossa Senhora

O nome “rosário” diz que se deve a um relato popular de um monge cisterciense, que se comprazia a rezar 50 ‘Ave-Marias’, que saiam de seus lábios como rosas que iam aos céus e se depositavam na cabeça a Santíssima Virgem. Terço, como diz o nome, é a terça parte do rosário, que consiste em 50 ‘Ave-Marias’ intercaladas por 10 ‘Pai-Nossos’.

Novos Ventos – 06 de Setembro

XXIII Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo faz um convite à correção fraterna e ao amor ao irmão. A lógica de Jesus contradiz com a lógica humana. No evangelho de hoje, Jesus aconselha a chamar o irmão à parte para o corrigir fraternalmente, mas muitas vezes nós ficamos parados e calados a ver o outro a destruir-se a desmoronar-se. O segundo ensinamento Jesus diz: «Onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles». Em cada Eucaristia a primeira invocação é esta: «O Senhor esteja convosco» ao qual nós respondemos «Ele está no meio de nós». Será mesmo este espírito que me faz estar (RE – UNIDO) com os outros para celebrar a fé? Não será uma frase que repito sem sentido e sem convicção? Experimento mesmo a presença de Jesus vivo quando me reúno na comunidade cristã?

A leitura do livro de Ezequiel,  fala-nos do profeta como uma “sentinela”, que Deus colocou a vigiar a cidade dos homens. Atento aos projectos de Deus e à realidade do mundo, o profeta apercebe-se daquilo que está a subverter os planos de Deus e a impedir a felicidade dos homens. Como sentinela responsável alerta, então, a comunidade para os perigos que a ameaçam.

A Epistola de São Paulo aos Romanos, Paulo convida os cristãos de Roma (e de todos os lugares e tempos) a colocar no centro da existência cristã o mandamento do amor. Trata-se de uma “dívida” que temos para com todos os nossos irmãos, e que nunca estará completamente saldada.

O Evangelho de São Mateus, mostra que temos uma enorme responsabilidade em ajudar cada irmão a tomar consciência dos seus erros. Trata-se de um dever que resulta do mandamento do amor. Jesus ensina, no entanto, que o caminho correcto para atingir esse objectivo não passa pela humilhação ou pela condenação de quem falhou, mas pelo diálogo fraterno, leal, amigo, que revela ao irmão que a nossa intervenção resulta do amor.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se o teu irmão te ofender, vai ter com ele e repreende-o a sós. Se te escutar, terás ganho o teu irmão. Se não te escutar, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão fique resolvida pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas se ele não lhes der ouvidos, comunica o caso à Igreja; e se também não der ouvidos à Igreja,
considera-o como um pagão ou um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes na terra será ligado no Céu; e tudo o que desligardes na terra será desligado no Céu. Digo-vos ainda: Se dois de vós se unirem na terra para pedirem qualquer coisa, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos Céus. Na verdade, onde estão dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Setembro)

“Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço.” 

Estava “com uma numerosa multidão de discípulos seus, e de muito povo de toda a Judeia e Jerusalém, do litoral de Tiro e de Sídon, que vieram para o ouvir…“ (1). É assim que o evangelista Lucas introduz o longo discurso de Jesus, que prossegue com o anúncio das bem-aventuranças, com as exigências do Reino de Deus e as promessas do Pai aos seus filhos. 

Jesus anuncia livremente a Sua mensagem a homens e mulheres, de diferentes povos e culturas, que acorreram para O escutar. É uma mensagem universal, dirigida a todos e que todos podem aceitar para se realizarem como pessoas, criadas por Deus Amor à Sua imagem.


Testemunho da Palavra “Isso eu posso fazer”

Um sábado à tarde, a mãe propôs fazer um bolo para levar para um encontro com vários amigos gen4. O Emílio e a irmã puseram-se a ver como se fazia, para também aprenderem.

É preciso raspar o limão, e a mãe diz que não gosta muito desta parte, porque depois tem de lavar o raspador. O Emílio pensa: «Isso, eu posso fazer», e ofereceu-se para ajudar. Ficou muito contente por ver a mãe aliviada. Divertiu-se tanto que agora quer ser sempre ele a lavar o raspador! (Itália)


Festa de São Paio/Procissões e Romarias

São Paio,[1] Sampaio ou São Pelágio, nascido no início do século X na Galiza, é um santo cristão, venerado no dia 26 de Junho pela Igreja Católica especialmente em Espanha e Portugal. Era sobrinho de Hermígio, bispo de Tui. Tendo participado, como pajem, na dura batalha que opôs Ordonho II de Leão a Abderramão IIIemir de Córdova, foi feito prisioneiro e levado para esta cidade. As negociações entre as partes permitiram a libertação do tio bispo, mas Paio teve de ficar como refém, apesar de ter apenas 13 anos de idade. A sua formosura encantou tanto o rei como um dos seus filhos, que tudo fizeram para o seduzir. A todos resistiu o jovem, o que exacerbou a ira do rei que o mandou torturar até que lhe cedesse.

A Romaria de São Paio da Torreira é a maior e a mais afamada das romarias da região da Ria de Aveiro e, seguramente, uma das maiores de Portugal. Acontece por volta do 8 de setembro e reúne, na praia da Torreira, no Concelho da Murtosa, milhares de pessoas, vindas um pouco de todo o país, para em clima de festa, celebrarem o santo menino. Por altura da festa, o núcleo urbano da Torreira, onde residem habitualmente cerca de 3500 pessoas, acolhe diariamente mais de 100.000 romeiros.


Nossa Senhora das Areias

S. Jacinto é uma aldeia localizada na ponta sul de uma península ladeada a oeste pelo Atlântico e a este pela Ria de Aveiro.

A festa da Nossa Senhora das Areias realiza-se nesta aldeia no primeiro fim-de-semana de Outubro, sendo a segunda feira seguinte feriado em S. Jacinto. O motivo da realização da festa nesta altura do ano parece residir no facto de, antigamente, os pescadores regressarem da pesca do bacalhau em Agosto/Setembro, estando todos já na aldeia no início de Outubro para honrarem a sua padroeira. Segundo a lenda, uma Nossa Senhora terá chegado a S. Jacinto no séc. XII (local a que nessa altura se dava o nome de Areias). A imagem foi encontrada no casco de um navio.


No domingo passado foi apresentado o valor do orçamento, para colocar os sinos na Igreja Matriz de S. Jacinto. Na terça-feira desta semana um grupo de paroquianos informou-me que levou a cabo esta iniciativa e já temos o valor dos sinos. Deste modo, informo que na próxima segunda-feira a empresa dos sinos Jerónimos de Braga já vai dar início a instalação do equipamento.