XXXI Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
A liturgia deste domingo apresenta dois grandes temas sempre actuais: o primeiro é retirado da segunda leitura em que Paulo desafia a comunidade a partilhar não somente o Evangelho de Deus, mas a expressá-Lo com a própria vida; é o que Jesus nos refere no Evangelho de hoje ao constatar que o grupo dos «escribas e fariseus» dizem mas não fazem.
A leitura da Profecia de Malaquias, um “mensageiro de Jahwéh” interpela os sacerdotes de Israel. Convocados por Deus para serem “mensageiros do Senhor do universo”, para ensinar a Lei e para conduzir o Povo para Deus, eles deixaram-se dominar por interesses egoístas, negligenciaram os seus deveres, desvirtuaram a Lei. Eles são, por isso, os grandes responsáveis pelo divórcio entre Israel e o seu Deus. Jahwéh anuncia que não pode tolerar esse comportamento e que vai desautorizá-los e desmascará-los.
A Epistola de São Paulo aos Tessalonicenses, apresenta-nos, em contraste com a primeira, o exemplo de Paulo, Silvano e Timóteo – os evangelizadores da comunidade cristã de Tessalónica. Do esforço missionário feito com amor, com humildade, com simplicidade, com gratuidade, nasceu uma comunidade viva e fervorosa, que acolheu o Evangelho como um dom de Deus, que se comprometeu com ele e que o testemunha com verdade e coerência.
O Evangelho de São Mateus, apresenta-nos o grupo dos “fariseus”. Critica violentamente a sua pretensão à posse exclusiva da verdade, a sua incoerência, o seu exibicionismo, a sua insensibilidade ao amor e à misericórdia. Mais do que informação histórica, é um convite aos crentes no sentido de não deixarem que atitudes semelhantes se introduzam na família cristã e destruam a fraternidade, fundamento da comunidade.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus falou à multidão e aos discípulos, dizendo: «Na cadeira de Moisés sentaram-se os escribas e os fariseus. Fazei e observai tudo quanto vos disserem, mas não imiteis as suas obras, porque eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e põem-nos aos ombros dos homens, mas eles nem com o dedo os querem mover. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens: alargam os filactérios e ampliam as borlas; gostam do primeiro lugar nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, das saudações nas praças públicas e que os tratem por ‘Mestres’. Vós, porém, não vos deixeis tratar por ‘Mestres’, porque um só é o vosso Mestre e vós sois todos irmãos. Na terra não chameis a ninguém vosso ‘Pai’, porque um só é o vosso pai, o Pai celeste. Nem vos deixeis tratar por ‘Doutores’, porque um só é o vosso doutor, o Messias.
Aquele que for o maior entre vós será o vosso servo. Quem se exalta será humilhado e quem se humilha será exaltado».
Palavra da Salvação
Palavra de Vida (Novembro)
“Felizes os que choram, porque serão consolados.”
Quem é que nunca chorou na sua vida? Quem é que nunca conheceu pessoas cujo sofrimento transparecia através das lágrimas? Então nos dias de hoje, em que os meios de comunicação trazem a casa imagens de todo o mundo, corremos até o risco de nos habituarmos, de endurecer o coração diante das torrentes de sofrimento que ameaçam arrastar-nos.
Jesus também chorou e conheceu o pranto do seu povo, vítima de ocupação estrangeira. Eram muitos os doentes, os pobres, viúvas, órfãos, marginalizados, pecadores que vinham ter com Ele para escutar a sua Palavra redentora e serem curados, no corpo e na alma.
No evangelho de Mateus, Jesus é o Messias que cumpre as promessas que Deus fez a Israel e, por isso, anuncia: “Felizes os que choram, porque serão consolados.”
Letizia Magri

MENSAGEM PARA A SEMANA DOS SEMINÁRIOS 1-8 NOV. 2020
A Igreja dedica a semana de 1 a 8 de novembro à oração pelos Seminários. Este ano “tem como fonte de inspiração a palavra do Evangelho: «Jesus chamou os que queria e foram ter com Ele» (Mc. 3,13). Ela apresenta de modo sintético os elementos estruturantes da vocação: o chamamento do Senhor e a resposta dos discípulos, confirmada pela decisão de ir ter com Ele. A esta luz evangélica se entende melhor a natureza e a missão dos seminários como comunidades que congregam aqueles que o Senhor chamou à vocação sacerdotal e se dispuseram a ir ter com o Mestre para aprender com Ele e configurar a vida com a Sua, preparando-se assim para serem discípulos missionários. Neste sentido se pronunciou a XV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos de 2018, reafirmando que «os seminários e casas de formação são lugares de grande importância onde os jovens, chamados ao sacerdócio e à vida consagrada, aprofundam a sua escolha vocacional e a amadurecem no seguimento» (Documento Final, nº20).” palavras de D. António Augusto de Oliveira Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, na Mensagem para a Semana dos Seminários.
A Diocese de Aveiro marcará esta semana com duas ações congregadoras:
Vigília de Oração, dia 06 de novembro, pelas 21h00, na Igreja Matriz de Beduído
Eucaristia dia 08 de novembro, pelas 16h00, na Igreja do Seminário de Aveiro

Oração
Senhor Jesus, filho muito amado do Pai, envia a força suave do Espírito para que desperte em todos nós a decisão de irmos ter contigo para Te seguir.
Dá aos seminaristas amor à vocação e a graça do compromisso de fidelidade ao Evangelho.
Faz dos nossos seminários comunidades de discípulos, onde se vive a fraternidade mística.
Confirma nos dons do Espírito santo os formadores; recompensa e abençoa os benfeitores, ampara o nosso Bispo e os nossos párocos, para que sejam sempre fiéis ao dom do seu sacerdócio.
Que o Teu olhar desperte a generosidade e a coragem dos jovens para Te seguirem.
Concede às nossas famílias a ousadia de Te proporem como caminho, verdade e vida.
Senhor Jesus, com a intercessão de Maria, Tua e nossa Mãe, dá à Igreja, felizes e santas vocações sacerdotais. Ámen!