Novos Ventos – 26 de Julho

XVII Domingo do Tempo Comum – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste domingo coloca em evidência uma catequese sobre o «Reino dos Céus». O Evangelho da semana passada apresentou a parábola do trigo e do joio e também do fermento que se coloca na massa para levedar. Hoje o evangelista São Mateus apresenta às suas comunidades que o «Reino» pode comparar-se a um «tesouro». O homem que encontrou esse tesouro no campo ao ver que se tratava de uma coisa muito importante, foi vender tudo quanto possuía para ficar com aquele campo. Quantas vezes, também nós não valorizamos o tesouro que temos: «a saúde, a família, os amigos, mas acima de tudo a graça baptismal ao qual nos fez participar da filiação por meio de Jesus Cristo, tornámo-nos filhos muito amados de Deus.

A leitura do livro dos Reis, apresenta-nos o exemplo de Salomão, rei de Israel. Ele é o protótipo do homem “sábio”, que consegue perceber e escolher o que é importante e que não se deixa seduzir e alienar por valores efémeros.

A Epistola de São Paulo aos Romanos,  convida-nos a seguir o caminho e a proposta de Jesus. Esse é o valor mais alto, que deve sobrepor-se a todos os outros valores e propostas.

O Evangelho de São Mateus, recorrendo à linguagem das parábolas, Jesus recomenda aos seus seguidores que façam do Reino de Deus a sua prioridade fundamental. Todos os outros valores e interesses devem passar para segundo plano, face a esse “tesouro” supremo que é o Reino.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: “O reino dos Céus é semelhante
a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola. O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia
e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora.
Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos
e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes.
Entendestes tudo isto?” Eles responderam-Lhe: “Entendemos”. Disse-lhes então Jesus: “Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas”.

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Julho)

“Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está no Céu, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12,50). 

Cada um de nós pode descobrir, no dia a dia, qual é a tarefa que o Pai lhe confia para construir a grande família humana. Num bairro de Homs, na Síria, mais de cento e cinquenta crianças, na sua maioria muçulmanas, frequentam atividades de tempos livres numa escola da igreja greco-ortodoxa. Conta a Sandra, a diretora: «Oferecemos acolhimento e ajuda, através de uma equipa de professores e técnicos especializados, num clima de família baseado no diálogo e na promoção dos valores. Há muitas crianças marcadas por traumas e sofrimentos. Alguns estão apáticos, outros agressivos. O nosso desejo é reconstruir a confiança neles mesmos e nos outros. Apesar da maior parte deles ter ainda a família separada por causa da guerra, aqui reencontram a esperança e o desejo de recomeçar». 

Letizia Magri


Bispos de Portugal antecipam mensagem ao Dia dos Avós: um tesouro para ser protegido, cuidado e admirado

Por ocasião da data, em que a Igreja celebra Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus, os bispos portugueses divulgam uma mensagem especial, em reportagem do jornal vaticano L’Osservatore Romano: “os avós são um tesouro. No tempo em que vivemos, devemos dizê-lo claramente”, porque “aquele que foi curado será capaz de cuidar, aquele que aprendeu poderá ensinar, aquele que foi protegido será capaz de proteger, aquele que foi amado saberá amar”. No Brasil e em Portugal, o Dia dos Avós é comemorado no próximo domingo, 26 de julho, dia da celebração de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus. O momento “é uma ocasião para agradecer, abraçar e celebrar a presença deles no passado e no presente, para voltar às próprias raízes e descobrir nelas a ternura e o amor de Deus”.

Os avós são um tesouro

Os avós “sustentam a vida das famílias, não apenas porque permitem a sobrevivência ou dão um pouco de alívio, mas porque são as raízes de tantas vidas. Contam histórias do passado, e ajudam a entender a diferença entre o essencial e o supérfluo”. Os idosos representam uma riqueza insubstituível porque ” são testemunhas concretas e reais de outros tempos, muitas vezes marcados por dificuldades, lutas, necessidades”. E quando contam sobre isso, sentados à mesa para o almoço de domingo ou felizes por uma visita inesperada, transformam histórias antigas em lições de vida. Aqueles que as escutam com mais atenção são os menores, encantados pelas aventuras que viveram em terras distantes ou pela descrição meticulosa de uma casa, um passeio, um período de férias. Os avós são um tesouro. No tempo em que vivemos, ressaltam os bispos portugueses, “devemos dizê-lo claramente, defendê-lo de forma peremptória”. Os tesouros devem ser protegidos, tratados com cuidado e admiração. Uma sociedade que não protege, não se importa, não admira os idosos, está condenada ao fracasso porque assim como a natureza nasce e renasce, assim como a semente cresce e é jogada no chão, assim ela passa e transcorre a vida. Aquele que foi curado será capaz de cuidar, aquele que aprendeu poderá ensinar, aquele que foi protegido será capaz de proteger, aquele que foi amado saberá amar”. É por isso que às vezes temos vontade de “correr para os braços de um velho avô, de uma avó sozinha”, de “rezar por aqueles que já partiram”, de “contar a um filho, a uma neta, a história dos avós, dos bisavós, de todos aqueles que nos deram a vida”.