Novos Ventos – 10 de Maio

V Domingo de Páscoa – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de São Jacinto e Torreira

A liturgia do V domingo de Páscoa apresenta-nos dois aspectos fundamentais a escolha e eleição dos diáconos homens de fé e boa reputação para o serviço da Palavra e da caridade e o diálogo de Jesus com os discípulos. Nesta catequese de hoje Jesus diz «ser o Caminho e que ninguém vai ao Pai se não por meio d’Ele». A resposta que Filipe dá a Jesus deve fazer-nos pensar: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?» e depois diz: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Quantas vezes, também nós como Filipe temos as respostas, mas não aderimos ao projecto de Jesus e somente por meio d’Ele chegamos ao Pai.

A leitura dos Atos dos Apóstolos, apresenta-nos alguns traços que caracterizam a “família de Deus” (Igreja): é uma comunidade santa, embora formada por homens pecadores; é uma comunidade estruturada hierarquicamente, mas onde o serviço da autoridade é exercido no diálogo com os irmãos; é uma comunidade de servidores, que recebem dons de Deus e que põem esses dons ao serviço dos irmãos; e é uma comunidade animada pelo Espírito, que vive do Espírito e que recebe do Espírito a força de ser testemunha de Jesus na história.

A Epistola de São Pedro, refere-se à Igreja: chama-lhe “templo espiritual”, do qual Cristo é a “pedra angular” e os cristãos “pedras vivas”. Essa Igreja é formada por um “povo sacerdotal”, cuja missão é oferecer a Deus o verdadeiro culto: uma vida vivida na obediência aos planos do Pai e no amor incondicional aos irmãos.

O Evangelho de São João, define a Igreja: é a comunidade dos discípulos que seguem o “caminho” de Jesus – “caminho” de obediência ao Pai e de dom da vida aos irmãos. Os que acolhem esta proposta e aceitam viver nesta dinâmica tornam-se Homens Novos, que possuem a vida em plenitude e que integram a família de Deus – a família do Pai, do Filho e do Espírito.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vo lo teria dito. Vou preparar vos um lugar e virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho». Disse Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?» Respondeu lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse Lhe Filipe: «Senhor, mostra nos o Pai e isto nos basta». Respondeu lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: ‘Mostra nos o Pai’? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acreditai Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará ainda maiores que estas, porque Eu vou para o Pai».

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Maio)

“Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado” (Jo 15,3). 

Um caminho para permanecer unidos com Jesus é acolher a sua Palavra. Ela permite que Deus entre no nosso coração para o tornar “puro”, isto é, liberto do egoísmo, preparado para dar frutos abundantes e de qualidade. O pai ama-nos e sabe melhor do que nós o que nos dá leveza, liberdade para caminhar sem o peso inútil dos nossos apegos, dos juízos negativos, da procura ansiosa do lucro, da ilusão de querer ter tudo e todos sob o nosso controle. No nosso coração também há aspirações e projetos positivos, mas que poderiam ocupar o lugar de Deus e levar-nos a perder o generoso dinamismo da vida evangélica. Por isso Ele intervém na nossa vida através das circunstâncias, permitindo também experiências dolorosas, por detrás das quais está sempre o Seu olhar de amor. E o saboroso fruto que o Evangelho promete a quem se deixa podar pelo amor de Deus é a plenitude da alegria. Uma alegria especial que floresce até no meio das lágrimas e transborda do coração, difundindo-se à nossa volta. É um pequeno sinal da ressurreição. 


Quem é Santa Joana Princesa? Realizámos algumas pesquisas. De entre reportagens sobre o Museu de Aveiro e em outros locais, compilámos a informação em 10 curiosidades sobre a Santa Padroeira que dá nome e motivo às festas que se celebram no dia 12 de maio, em Aveiro

1 – O retrato de Santa Joana, presente no Museu da Cidade/ Santa Joana, é um retrato fidedigno da princesa, segundo estudos do diretor do Museu de Aveiro, José António Christo. A princesa Santa Joana está descrita em textos da época como tendo olhos verdes, pele clara, boca carnuda, alta e direita.

2 – O retrato servia para promover o casamento entre as cortes europeias com tratados de amizade com Portugal. Segundo documentos da época, Luís XI de França ajoelhou perante o retrato da princesa devido à sua beleza.

3 –  Delfim de França, o Imperador Maximiliano e Ricardo III de Inglaterra foram alguns dos pretendentes. Todos os seus pretendentes morreram antes da data marcada de casamento, segundo muitos trata-se de um milagre de Deus, porque Santa Joana Princesa nunca pretendeu casar.

4 – Santa Joana Princesa escolheu o Convento de Aveiro contra a vontade da família. Inicialmente entrou na vida devota no Convento de Odivelas e pouco depois solicitou a mudança à família para Coimbra. A caminho da viagem, em Montemor, revela ao seu pai que pretendia ir para Aveiro. Santa Joana Princesa começou a viver na cidade durante o ano de 1452 no antigo Convento de Jesus da Ordem Dominicana feminina (atualmente Museu da Cidade), onde reencontrou a sua ama de infância, que se tornou freira após se tornar viúva.

5 – Na outrora vila de Aveiro, Santa Joana tinha uma prática de sustentar grande parte das pessoas que passavam fome ou tinham dificuldades (com a ajuda do convento).

6 – Quando morreu, a vila de Aveiro vestiu-se de luto porque o povo sentiu que perdeu a sua “mãe”.

7 – A sua caridade perante a cidade era tão grande que a princesa Joana foi beatificada em 1693 pelo Papa Inocêncio XII e a sua festa realiza-se a 12 de maio.

8 – No dia 12 de maio, o dia da sua morte, todos os anos se realiza a procissão e a missa solene em homenagem à Santa Padroeira da Cidade.

9 – No dia 5 de janeiro de 1965, o Papa Paulo VI, declarou-a especial protetora de Aveiro.

10 – A memória da princesa atravessou séculos e no presente é lembrada no Museu de Aveiro.


INFORMAÇÕES

  • Procuremos ao longo do mês de maio rezar o terço em família. Em cada semana é lançada uma proposta de Oração, preparada pelas irmãs da Aliança de Santa Maria, com esquemas que nos ajudem a viver mais intensamente este mês de Maio.
  • Terça-feira, dia 12 de Maio é o dia da nossa Padroeira Santa Joana Princesa, à noite haverá a procissão de velas em Fátima, procuremos estar unidos em comunhão com Fátima.
  • Na próxima semana, haverá atendimento paroquial na quarta-feira e sexta-feira, das 16 horas até às 18:30. Procuremos não fazer ajuntamento de pessoas.

Evangelho vivido (Testemunhar a força do Amor)

«A obrigação do cristão». no escritório, duas funcionárias recusaram-se a ir ao correio. O chefe começou a discutir, e tudo acabou em gritos e frases pouco respeitosas. Depois do cefe sair, as funcionárias continuaram firmes na sua decisão de não levarem a carta registada, porque isso não faz parte da sua «obrigação».

Obrigação, obrigação!… «Qual é a minha obrigação como cristão?», disse para mim mesmo. Sem pensar duas vezes, pedi a carta e o dinheiro e fui ao correio.

No dia seguinte, quando estava a devolver o troco do pagamento do registo, percebi muita serenidade em todas as pessoas: o chefe falava normalmente com as funcionárias, e elas estavam prontas a colaborar. Mais uma vez, a Palavra de Vida tinha-me ajudado e sugerido como “amar as pessoas à minha volta”, restabelecendo a paz entre todos.

G.M.N [Portugal]

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