Novos Ventos – 23 de Agosto

XXI Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

O evangelho deste domingo nos propõe uma autorreflexão de quem é Jesus para mim! De facto, Jesus já tinha passado tanto tempo com os discípulos já tinha saciado multidões, já tinha realizado curas em diversos doentes e possessos, coisa que nenhum outro homem era capaz de realizar. Depois, de todos estes factos, Jesus questiona os seus discípulos daquilo que ouvem falar acerca d’Ele: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?».

A esta pergunta verificamos que as opiniões divergem uns dos outros. Uns julgam ser Elias, outros Jeremias, outros dizem ser João Baptista. De facto, as multidões não têm uma ideia muito precisa acerca de Jesus. Ao ouvir esta diferentes respostas, Jesus dirige a pergunta também para o seu grupo de amigos mais restrito: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Jesus, não esperava uma resposta formalizada através de um conhecimento teórico, mas queria ouvir através dos Apóstolos o que é que Ele representava para eles. O texto apresenta Pedro a responder prontamente à pergunta de Jesus, dizendo que “Ele era o Messias o Filho de Deus”. Todavia, Jesus diz a Pedro: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus…». De facto, somente com a graça de Deus é possível descobrir o Mistério da vida de Jesus, foi o Pai que o manifestou diversas vezes: «Este é o meu Filho, escutai-O».

O nosso conhecimento de Jesus é sempre muito limitado. Se a pergunta lançada aos Apóstolos fosse dirigida hoje a cada um de nós, o que diríamos? Quem é Jesus para mim? O que é que eu digo acerca d’Ele? Qual a importância que tem na minha vida?

A leitura do Primeiro Livro de Isaías, mostra como se deve concretizar o poder “das chaves”. Aquele que detém “as chaves” não pode usar a sua autoridade para concretizar interesses pessoais e para impedir aos seus irmãos o acesso aos bens eternos; mas deve exercer o seu serviço como um pai que procura o bem dos seus filhos, com solicitude, com amor e com justiça.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos, é um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus que, de forma misteriosa e às vezes desconcertante, realiza os seus projectos de salvação do homem. Ao homem resta entregar-se confiadamente nas mãos de Deus e deixar que o seu espanto, reconhecimento e adoração se transformem num hino de amor e de louvor ao Deus salvador e libertador.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, convida os discípulos a aderirem a Jesus e a acolherem-n’O como “o Messias, Filho de Deus”. Dessa adesão, nasce a Igreja – a comunidade dos discípulos de Jesus, convocada e organizada à volta de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta de salvação que Jesus veio trazer. À Igreja e a Pedro é confiado o poder das chaves – isto é, de interpretar as palavras de Jesus, de adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e de acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias. Palavra da Salvação


Papa envia mensagem de solidariedade às vítimas do sismo na Indonésia

O Papa enviou hoje uma mensagem de solidariedade às vítimas do sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter que atingiu a Indonésia no sábado e reza pelas equipas de socorro envolvidas nas operações de resgate. “Sua santidade o Papa Leão XIV ficou profundamente entristecido ao tomar conhecimento da devastação causada pelo terramoto na região de Nusa Tenggara Oriental, e oferece a garantia da sua solidariedade espiritual e proximidade aqueles que sofrem os efeitos contínuos deste desastre, em especial aos inúmeros deslocados e feridos”, pode ler-se no telegrama. O texto assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, explica que o pontífice “incentiva as autoridades eclesiásticas e cívicas a continuarem a prestar assistência humanitária e reza pelas equipas de emergência envolvidas nos esforços de recuperação”. “Ao entregar os falecidos à misericórdia amorosa de Deus Todo-Poderoso, o Santo Padre invoca as bênçãos divinas de consolo e força”, conclui a mensagem dirigida ao arcebispo de Ende, D. Paulus Budi Kleden.

Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter atingiu a costa da Indonésia durante a madrugada de sábado e provocou o desabamento de edifícios, matando pelo menos 54 pessoas, de acordo com informação divulgada pelo portal do Vaticano. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, citado pela Agência Lusa, o abalo atingiu a região indonésia das Flores, a uma profundidade de 10 quilómetros, às 05h58, hora da Indonésia, e o seu epicentro foi localizado a 68 quilómetros a noroeste da cidade de Ende. O terramoto também provocou um alerta de tsunami, que foi depois cancelado. De acordo com a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG), citada pelo Vatican News, a atividade sísmica continua intensa na região; até à manhã desta segunda-feira, registaram-se 1.624 tremores secundários, com magnitudes entre 1,3 e 6,2.

O bispo D. Siprianus Hormat, da Diocese de Ruteng, uma das áreas mais afetadas, disse, aos meios de comunicação do Vaticano, que o terramoto na região indonésia das Flores “trouxe enorme sofrimento”, mas que é precisamente na fragilidade que é possível sentir a “presença da graça de Deus”. “O que resta é destruição e ruínas, lágrimas e profunda tristeza”, afirmou, sobre o rasto de destruição, destacando, ainda assim, que Deus trará “um novo amanhecer na escuridão do terramoto”. A Diocese de Ruteng distribuiu imediatamente ajuda de emergência através das paróquias, tendo sido fornecidas tendas para os desalojados e retirados os pacientes do hospital regional. O diretor executivo da Caritas Indonésia, Fredy Rante Taruk, explicou que a Conferência Episcopal da Indonésia, liderada pelo seu presidente, o arcebispo D. Antonius Bunjamin Subianto, expressou seu total apoio às operações de ajuda humanitária. “Este desastre convida-nos a agir com amor e solidariedade cristã”, afirmou padre Taruk, citado pelo ‘Vatican News’. A organização ativou o nível 3 (laranja) de resposta e mobilizou membros para avaliar os danos, recolher dados e coordenar as operações de socorro, tendo sido estabelecidos postos de ajuda humanitária nas quatro dioceses mais afetadas: Ende, Maumere, Ruteng e Labuan Bajo.


Igreja da Vera Cruz recebe exposição do escultor Paulo Neves sobre 15 estações da Via-Sacra

 A igreja da Vera Cruz, na Diocese de Aveiro, acolhe desde 15 de agosto, durante o período de um mês, uma exposição do escultor Paulo Neves sobre as 15 estações da Via-Sacra, que tem como objetivo o diálogo entre a espiritualidade e a arte. “Depois do sucesso da exposição ‘Caminho dos Santos’ realizada há poucos anos, em madeira, agora é o ferro oxidado a matéria sobre a qual o artista apresenta a sua meditação sobre os últimos passo da vida de Jesus Cristo”, pode ler-se na nota enviada à Agência ECCLESIA.

A paróquia aveirense descreve que “esta exposição apresenta-se como uma oportunidade orante e meditativa para a assembleia habitual numa igreja onde não existe uma Via Sacra, mas também tem o propósito de ser mais um convite artístico e espiritual para as centenas de visitantes que neste período entram todos os dias nesta igreja”. A iniciativa realiza-se na sequência do convite da paróquia aveirense ao artista para a apresentação de mais uma mostra, que ali vai estar patente até ao dia 15 de setembro, havendo ainda momentos orantes e musicais.

Palavra de Vida (Agosto 2026)

«A minha alma glorifica o Senhor» (Lc 1, 46)

O cântico de Maria não é simplesmente uma oração intimista de louvor, mas um louvor profético, caracterizado por uma constante referência às passagens da Escritura[4], que aponta a direção da História segundo o coração de Deus. Louvá-Lo significa tomar o partido dos pequenos, acreditar que o mundo pode e deve mudar. As palavras deste hino convidam-nos a compreender a ação salvadora de Deus na nossa história pessoal e comunitária, da própria vivência pessoal à universal, do momento presente até aos novos céus e à nova terra que a revolução social do Evangelho inaugura.

«A minha alma glorifica o Senhor»

Estas palavras convidam-nos também a fazer da nossa vida um louvor vivo, a reconhecer todos os dias as «grandes coisas», a unir a nossa voz à de Maria para proclamar que Deus é fiel, que a sua misericórdia se estende de geração em geração e que o seu reino de justiça e amor já se está a realizar entre nós. Chiara Lubich tinha compreendido esta dimensão revolucionária do cântico de Maria quando escreveu aos jovens: «Leiam o Magnificat e nele encontrarão a primeira e mais poderosa página da doutrina social cristã. Quem, e quando, a realizará plenamente?»[5]. A pergunta permanece em aberto e interpela-nos. A ação de Deus não deve permanecer confinada à intimidade do coração, mas precisa de se manifestar nos relacionamentos, na vida em comum e no roteiro das gerações vindouras. Preparado por Patrizia Mazzola 

Curso de Música Litúrgica arranca com dois níveis de formação

O Secretariado Nacional de Liturgia (SNL), em colaboração com o Serviço Nacional de Música Sacra (SNMS), vai dar início a uma nova edição do Curso de Música Litúrgica (CML), com dois níveis de formação em simultâneo, esta sexta-feira. O SNL, em comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, informa que vai ter início o 8.º CML, “destinado a novos alunos”, enquanto continua o percurso formativo dos participantes da edição anterior, iniciado em 2025 e estruturado ao longo de três anos. Com um “programa intensivo”, que combina aulas teóricas e práticas ao longo de todo o dia, a primeira etapa da formação destas duas edições do Curso de Música Litúrgica começa sexta-feira, decorre de 21 a 30 de agosto, na Domus Carmeli, dos Carmelitas Descalços, em Fátima.

A direção do CML é da responsabilidade do professor Emanuel Pacheco, e o corpo docente conta com António Esteireiro, João Santos, Samuel Pinto, Tiago Ferreira, Filipa Lã e Joaquina Ly (Canto), Nuno Almeida, e os padres António Cartageno, José Joaquim Ribeiro, Joaquim Ganhão (Liturgia), Diamantino Faustino (História da Música Sacra).

O Curso de Música Litúrgica foi criado em 1991 e tem como finalidade “preparar agentes de música da Igreja” – organistas, salmistas, diretores de coro e animadores da assembleia – para o “exercício responsável e consciente do seu ministério ao serviço da liturgia”. Segundo o comunicado, a promoção desta formação encontra “sólido fundamento no magistério da Igreja”, que reconhece à música sacra um “lugar essencial na celebração litúrgica”: «A tradição musical da Igreja universal é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene», Constituição  Sacrosanctum Concilium (112) do Concílio Vaticano II.

O Secretariado Nacional de Liturgia, que promove o CML com o seu Serviço Nacional de Música Sacra, informa ainda que esta formação conta com a colaboração do Santuário de Fátima e o apoio da empresa bracarense Serafim Jerónimo, que disponibiliza os órgãos utilizados durante o Curso de Música Litúrgica.