Novos Ventos – 02 de Agosto

XVIII Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste domingo, o evangelho apresenta as multidões que sentem ânsia de estar com Jesus, para O ouvir e serem curados das suas enfermidades. Quando souberam que Jesus já não se encontrava naquele lugar, seguiram – n’O por terra. Ao ver as multidões, Jesus sentiu compaixão e curou alguns doentes. A primeira ideia que gostaria de salientar é que Jesus não fica indiferente ao sofrimento do outro, compadece-se [padecer – com], isto é, toma Seu o sofrimento do outro, ou seja, ama com um Amor genuíno e puro.

Ao ver o dia a declinar e que está a chegar a noite os discípulos de Jesus ficam ansiosos, porque aquele lugar era deserto e não havia alimento para dar a toda aquela gente. A primeira reação dos discípulos de Jesus é dizer-Lhe: «Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora: dai-lhes vós mesmos de comer». De facto, Jesus que uma vez mais mostrar-lhes o Seu poder de realizar milagres, mas mais do que isso quer comprometer os seus discípulos e ter uma responsabilidade com os outros. É mais fácil mandar ir embora do que se comprometer com aqueles que sofrem. No fundo é isso que Jesus quer transmitir, não podemos ficar indiferentes ao sofrimento do outro. Não interessa a cultura, a raça, a cor, pois o outro é o irmão que Deus colocou no meu caminho.

De facto, os discípulos não fizeram mais do que distribuir pela multidão o pão e os peixes que Jesus tinha feito multiplicar. Numa sociedade de consumo muitas vezes desperdiçamos alimentos. Terei capacidade de distribuir alimento por quem passa necessidade? Tenho consciência de que aquilo que Jesus disse aos discípulos «dai-lhes vós mesmos de comer» aplica-se hoje a cada um de nós? Peçamos ao Senhor a graça de não sermos avarentos, mas atentos àqueles que necessitam de alimento.

A leitura do Primeiro Livro de Isaías, Deus convida o seu Povo a deixar a terra da escravidão e a dirigir-se ao encontro da terra da liberdade – a Jerusalém nova da justiça, do amor e da paz. Aí, Deus saciará definitivamente a fome do seu Povo e oferecer-lhe-á gratuitamente a vida em abundância, a felicidade sem fim.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos, é um hino ao amor de Deus pelos homens. É esse amor – do qual nenhum poder hostil nos pode afastar – que explica porque é que Deus enviou ao mundo o seu próprio Filho, a fim de nos convidar para o banquete da vida eterna.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, apresenta-nos Jesus, o novo Moisés, cuja missão é realizar a libertação do seu Povo. No contexto de uma refeição, Jesus mostra aos seus discípulos que é preciso acolher o pão que Deus oferece e reparti-lo com todos os homens. É dessa forma que os membros da comunidade do Reino fugirão da escravidão do egoísmo e alcançarão a liberdade do amor.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Naquele tempo, quando Jesus ouviu dizer que João Batista tinha sido morto, retirou-Se num barco para um local deserto e afastado. Mas logo que as multidões o souberam, deixando as suas cidades, seguiram-n’O por terra. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de compaixão, curou os seus doentes. Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe: «Este local é deserto e a hora avançada. Manda embora toda esta gente, para que vá às aldeias comprar alimento». Mas Jesus respondeu-lhes: «Não precisam de se ir embora; dai-lhes vós de comer». Disseram-Lhe eles: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes». Disse Jesus: «Trazei-mos cá». Ordenou então à multidão que se sentasse na relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao Céu e recitou a bênção. Depois partiu os pães e deu-os aos discípulos, e os discípulos deram-nos à multidão. Todos comeram e ficaram saciados. E, dos pedaços que sobraram, encheram doze cestos. Ora, os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. Palavra da Salvação


Bispo fez nomeações que recordam «a necessidade» de pensar «a renovação da diocese»

O bispo de Aveiro divulgou as nomeações para o ano pastorais 2026-2027, que “recordam a necessidade” de pensar “a renovação da diocese”, referindo que vão votar o documento sobre as ‘Comunidades Pastorais’, em assembleias diocesanas sinodais. “As nomeações que agora são dadas a conhecer a todo o povo de Deus e na expetativa da implementação das comunidades pastorais, recordam a necessidade de pensarmos a renovação da nossa diocese de Aveiro”, escreve D. António Moiteiro, nas nomeações publicadas na página da Diocese de Aveiro na internet.

O bispo de Aveiro explica que vão pensar a renovação na base do “discernimento no Espírito” para encontrarem caminhos, a fim de realizarem “a missão da Igreja, que é, essencialmente, anunciar o Evangelho de Jesus”. A Diocese de Aveiro vai reorganizar territorialmente as 101 paróquias em 29 comunidades pastorais, e D. António Moiteiro lembra que o documento “indica o modo específico de viver e agir da Igreja”, que manifesta e realiza concretamente o seu ser comunhão no ‘caminhar juntos’, “na reunião em assembleia e na participação ativa de todos os seus membros na sua missão evangelizadora”, e vai ser “analisado e votado” na Assembleia Diocesana Sinodal de 24 de outubro, e em novembro, dias 7 e 22.

O responsável diocesano começa as nomeações 2026-2027, a citar o Documento Final da Assembleia Sinodal que recorda que “do Batismo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo brota a identidade do Povo de Deus”: “Ele realiza-se como chamamento à santidade e envio em missão para convidar todos os povos a acolher o dom da salvação” (DF 15). D. António Moiteiro, nas nomeações publicadas na Festa litúrgica de São Tiago, apóstolo, este sábado, dia 25 de julho, informa que foram feitas “após ter ouvido algumas instâncias diocesanas e em diálogo com todos os nomeados”.

O bispo de Aveiro fez dispensa de ofícios de padres, diácono, e nomeações de sacerdotes para paróquias, que devem “ocorrer até ao fim de setembro”, movimentos, e para serviços diocesanos, onde se incluem leigos, no documento publicado na página da diocese na internet. D. António Moiteiro nomeou como assistente regional de Aveiro do Corpo Nacional de Escutas (CNE) o padre Abílio Manuel Ferreira Araújo, e o leigo António Norberto da Silva Correia como novo ecónomo diocesano.


Rejoice: Bispo de Lamego pede «novos mapas» para encontrar Jesus para anunciá-L’O

O bispo de Lamego encerrou hoje a segunda edição da Jornada Nacional da Juventude ‘Rejoice’, convidando os participantes a encontrar “novos mapas” para encontrar Jesus e anunciar a mensagem cristã. “São necessários novos mapas, novas pautas, novas coordenadas, novas estradas para se poder procurar e saber encontrar esse tesouro escondido, essa pérola de grande valor, essa rede que só a pPlavra de Jesus pode encher”, disse D. António Couto, na homilia da Missa a que presidiu no parque urbano de Lamego, renomeado Parque D. António Francisco dos Santos. O responsável católico convidou os jovens a procurarem a sua verdadeira identidade na relação com Jesus Cristo. “A nossa identidade não está no nosso nome nem na terra que habitamos, nos lugares de onde provimos, mas está na nossa relação com Jesus”, assinalou o bispo de Lamego, na celebração de envio dos participantes.

A reflexão partiu de um grupo de quatro parábolas do capítulo 13 do Evangelho segundo São Mateus, sobre o “Reino dos Céus”, considerando que desta mensagem de Jesus “transborda” a alegria, promovendo uma “mudança radical” na vida das pessoas. A reflexão destacou a centralidade da relação com Jesus, pedindo que os jovens cultivem “laços de profunda familiaridade e de profunda fraternidade”. “É assim o Rejoice verdadeiro, aquele que vem de Deus”, apontou. Quem ousar encontrar e seguir Jesus, que passa escondido, porque revestido da nossa frágil humanidade, descobrirá nele o Reino de Deus em pessoa.”

A celebração eucarística dominical antecedeu o encerramento de três dias de festa e oração na cidade, contando com a presença de D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra e presidente da CEP; D. Américo Aguiar, bispo de Setúbal e presidente da Comissão Episcopal Laicado, Família e Vida; D. José Miguel Pereira, bispo da Guarda; D. António Moiteiro, bispo de Aveiro; D. Sérgio Dinis, bispo das Forças Armadas e de Segurança; e D. Pedro Fernandes, bispo de Portalegre-Castelo Branco. A Missa contou com a participação de centenas de jovens, além de sacerdotes de várias dioceses e autoridades autárquicas. No final da celebração, D. Américo Aguiar anunciou que a próxima edição da Jornada Nacional da Juventude católica vai decorrer na Diocese de Aveiro, em data a definir.

Cáritas diocesana mobiliza mais meio milhão de euros para vítimas da tempestade Kristin

A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima revelou hoje que o Fundo de Emergência Social (FES) ativado após a tempestade Kristin já aprovou 505 988,86 euros em apoios, beneficiando diretamente 122 pessoas. O relatório do primeiro semestre de atividade, enviado à Agência ECCLESIA, contabiliza a instrução de 131 processos, indicando que a “reparação e reconstrução de habitação” representa 93,2% da verba aprovada.

O documento sublinha que a Comissão de Atribuição decidiu elevar o teto máximo de apoio por agregado familiar para 30 mil euros, assumindo “uma leitura rigorosa da realidade e um compromisso com a eficácia da resposta”. Esta atualização, explica a instituição católica, pretende garantir que a ajuda ao abrigo do FES “seja verdadeiramente transformadora para as famílias e não apenas simbólica”, colmatando as indemnizações insuficientes dos seguros. O balanço adverte para a “escassez de mão de obra especializada na construção civil que tem condicionado o ritmo de execução das obras aprovadas”.

A Cáritas diocesana sublinha que este fator não permite garantir o fim dos trabalhos antes do outono, “colocando em risco as condições de habitabilidade de algumas das famílias apoiadas”. O relatório assinala ainda que 17 processos elegíveis continuam “a aguardar resposta do CCDR-Centro”, o que “impede a Cáritas de calcular o montante complementar a atribuir ou de proceder ao pagamento final das obras”.

A gestão financeira foi alvo de um relatório de procedimentos acordados pela Forvis Mazars & Associados, que avaliou a aplicação do total angariado (2 493 936,89 euros). A auditoria externa confirmou “a correta gestão financeira” dos processos e sublinhou que “não foram identificadas exceções relevantes a relatar”. O documento técnico validou igualmente os 16 055,28 euros de custos operacionais da estrutura, “confirmando que os mesmos não excedem o limite de 10% do montante total angariado”. A campanha solidária, desenvolvida em articulação com as Câmaras Municipais de Leiria, Ourém, Marinha Grande, Pombal e Batalha, mantém-se em atividade para acolher quem ainda não submeteu candidatura. “Não descansaremos enquanto não houver condições de dignidade e segurança restituídas a cada lar afetado pela Tempestade Kristin”, garante a organização católica.

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