Novos Ventos – 05 de Julho

XIV Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XIV Domingo do Tempo Comum o Evangelho reforça três ideias muito atuais; a primeira consiste na oração de louvor (bendizendo o Pai, porque revelou as verdades aos simples e humildes); a segunda consiste em procurar descansar em Deus, Jesus propõe que nos possamos apoiar e procurar encontrar n’Ele refúgio e conforto; a terceira ideia consiste na «mansidão e humildade de Jesus». Cada vez, mais é necessário redescobrir a importância da oração.

O próprio Jesus nos evangelhos mostra-nos que Ele sendo Deus tem necessidade de orar ao Pai dirigindo-Lhe orações e súplicas de louvor, dando graças bendizendo a Deus. De facto, a oração eleva o nosso ser para uma dimensão superior, coloca-nos em relação com o divino. O problema é que muitas vezes a nossa oração é feita de interesse só quando estamos em aflição é que nos lembramos de Deus, quase como numa troca comercial, rezo para obter alguma coisa. Servimo-nos de Deus, mas não servimos a Deus.

O segundo ponto consiste em procurar repousar e descansar em Deus, estamos a entrar no período de férias, após um ano de inúmeras canseiras, trabalhos e preocupações todos ansiamos por um tempo de descanso. No entanto, abrandamos o ritmo mudamos para locais mais sossegados e tranquilos, zonas turísticas de praia, floresta, aldeias rurais onde podemos descansar, mas Jesus diz-nos que o verdadeiro descanso é n’Ele «vinde a Mim todos vós que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei». Será, que as minhas férias são um verdadeiro descansar em Deus ou as férias são o período em que eu dou descanso a Deus e abandono a minha prática cristã?

O terceiro ponto consiste em aprender de Jesus a mansidão e humildade, para encontrar descanso para a alma. Este é um desafio constante para cada um de nós, vivemos inseridos num meio cada vez mais individualista, egocêntrico, descomprometidos com as nossas funções e responsabilidades, isso cria muitas tensões e conflitos nos relacionamentos é necessário procurar ter um coração manso e humilde semelhante ao coração de Jesus.

A leitura da Profecia de Zacarias, apresenta-nos um enviado de Deus que vem ao encontro dos homens na pobreza, na humildade, na simplicidade; e é dessa forma que elimina os instrumentos de guerra e de morte e instaura a paz definitiva.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos, Paulo convida os crentes – comprometidos com Jesus desde o dia do Baptismo – a viverem “segundo o Espírito” e não “segundo a carne”. A vida “segundo a carne” é a vida daqueles que se instalam no egoísmo, orgulho e auto-suficiência; a vida “segundo o Espírito” é a vida daqueles que aceitam acolher as propostas de Deus.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, Jesus louva o Pai porque a proposta de salvação que Deus faz aos homens (e que foi rejeitada pelos “sábios e inteligentes”) encontrou acolhimento no coração dos “pequeninos”. Os “grandes”, instalados no seu orgulho e auto-suficiência, não têm tempo nem disponibilidade para os desafios de Deus; mas os “pequenos”, na sua pobreza e simplicidade, estão sempre disponíveis para acolher a novidade libertadora de Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus exclamou: «Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas verdades aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, Eu Te bendigo, porque assim foi do teu agrado. Tudo Me foi dado por meu Pai. Ninguém conhece o Filho senão o Pai e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e a minha carga é leve». Palavra da Salvação


Palavra de vida (julho 2026)

«E aquele que recebeu a semente em boa terra é o que ouve a Palavra e a compreende: esse dá fruto e produz ora cem, ora sessenta, ora trinta» (Mt 13,23)

Depois de ter falado em parábolas a uma grande multidão, à beira do lago de Tiberíades, Jesus dirige-se aos discípulos e explica-lhes o significado profundo das suas palavras. A protagonista da nossa narrativa é a Palavra de Deus, comparada a uma semente pequena e frágil. As pedras, os espinhos e os pássaros podem impedir que ela germine, que crie raízes e produza espigas maduras, mas o sábio semeador conhece a sua surpreendente vitalidade. Através destas imagens, Jesus revela o relacionamento entre o ser humano e a Palavra que Deus oferece com abundância. Há quem a acolha e há quem, por vários motivos, a deixe cair sem produzir fruto. De facto, no coração humano, a superficialidade e as excessivas preocupações materiais ameaçam o milagre da vida sobrenatural, que o próprio Deus deseja acender nas suas criaturas.

Também nós, como os discípulos, somos convidados por Jesus a entrar no humilde mistério do amor de Deus e, ao mesmo tempo, somos interpelados pessoalmente para uma decisão: que tipo de “terra” queremos ser?


No dia 12 de julho de 2026, às 16:00 horas na Sé Catedral de Aveiro será a ordenação sacerdotal do Rafael Malaquias Oliveira, o lema presbiteral escolhido pelo eleito é: «Tanta afeição sentíamos por vós, que desejávamos ardentemente partilhar convosco não só o Evangelho de Deus, mas a própria vida, tão queridos vos tornastes para nós».


Fundação Maria Droste: Acolhimento de raparigas é a «medida de último recurso»

A Fundação Maria Droste, da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, em Lisboa, acolhe 30 crianças e jovens sinalizadas e com “muito amor, muita fé, muita resiliência” trabalham capacitações e projetos de vida. “São crianças e jovens sinalizadas. E, por se entender que estão esgotadas todas as medidas possíveis, o acolhimento é a medida de último recurso. O tribunal ou a CPCJ [Comissões de Proteção de Crianças e Jovens] decide que o melhor é ser acolhida numa instituição e, depois, ser elaborado um projeto de vida”, indicou a presidente da direção da Fundação Maria Droste, em entrevista à Agência ECCLESIA.

Marisa Ferreira trabalha na Fundação Maria Droste há 20 anos, e explica que este projeto de vida pode passar pelo regresso a casa, “trabalhar competências parentais para que estas raparigas possam voltar”, e quando não há essa possibilidade fazer “um processo de autonomia”, e serem elas a “adquirirem ferramentas para que possam autonomizar-se, e sair com uma vida adulta adequada”. “Estas miúdas vêm muito esperançadas. Não têm fé absolutamente nenhuma, não é possível fazer outro caminho: ‘Eu estou destinada a ir trabalhar para o McDonald’s, para as limpezas, ou seja o que for. Estou desmotivada, não quero estudar, chego à escola, as miúdas já são muito mais velhas do que eu, não consigo integrar-me’. E, portanto, é tudo mal na vida delas, a primeira tentativa é pôr os outros mal, é agir em espelho”, explicou a presidente da direção sobre algo que está “explicado cientificamente e é muito difícil de contornar”.

Fátima: «Um em Cristo, unidos na Missão» é o tema das jornadas missionárias deste ano

As jornadas missionárias deste ano têm como tema «Um em Cristo, unidos na Missão» e vão realizar-se, nos dias 19 e 20 de setembro, no Auditório das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres, em Fátima.

A iniciativa é promovida pelas Obras Missionárias Pontifícias (OMP) e será um momento para refletir sobre a Missão da Igreja neste ano em que se comemora o centenário do Dia Mundial das Missões (1926-2026), refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

“O Cristianismo como estilo: a importância do acolhimento na evangelização hoje”; “Um em Cristo, Unidos na Missão: Comunhão na Diversidade”; “Releitura da Mensagem para o Dia Mundial das Missões no contexto das relações Sé Apostólica-Igrejas locais” e “Vida Cristã e Missão ao ritmo da Comunhão na Diversidade” são alguns dos temas a abordar nas jornadas missionárias.


Comunicação

O Monsenhor faleceu esta quinta-feira, no Hospital de Aveiro. Amanhã 4 de julho, sexta-feira, o seu corpo irá para a Igreja do Seminário de Santa Joana Princesa pelas 15h00, seguindo-se um tempo de oração. A Igreja estará aberta durante toda a tarde.Sábado, 5 de julho, haverá celebração de laudes pelas 08h30 após as quais o corpo será trasladado para a Catedral de Aveiro. O funeral será às 10h30, na Catedral, seguindo o cortejo fúnebre para o Jazigo da Diocese de Aveiro no cemitério central.