Novos Ventos – 28 de Junho

XIII Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia deste Domingo reforça a primazia do amor a Jesus. De facto, é natural expressar o nosso amor por aqueles que nos são mais próximos. Mas, Jesus coloca em primeiro lugar o amor por Deus: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim». Não se pode igualar o amor por Deus ao amor pelos familiares, porque quando estamos presos a laços familiares o nosso amor não é genuíno nem autêntico, porque permanecemos divididos no amor.

A escolha por Jesus requer autenticidade no seguimento cujo modelo é o próprio Jesus «Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim». Jesus revela deste modo que o caminho de cada cristão tem dificuldades e provações, ou seja, não há cristãos sem cruz. Não se trata de andar à procura do sofrimento, mas quando este surge devemos procurar aceitá-lo com amor, pois é a nossa cruz de cada dia ao ser abraçada e unida à Cruz de Cristo torna-se redentora. No entanto, neste evangelho Jesus também nos mostra que é importante o amor aos mais pequenos e frágeis: «E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes mais pequeninos, por ser meu discípulo, não perderá a sua recompensa».

Portanto, neste evangelho poderíamos dizer que temos uma medalha de duas faces e nenhuma delas se pode excluir «Amar a Deus e amar o próximo», mas claro que o amor a Deus deve prevalecer na nossa vida, amor esse gratuito e genuíno como Jesus que nos amou ao ponto de dar a Sua vida por nós.

A leitura do Livro dos Reis, o profeta Eliseu mostra-se como todos podem colaborar na realização do projecto salvador de Deus. De uma forma directa (Eliseu) ou de uma forma indirecta (a mulher sunamita), todos têm um papel a desempenhar para que Deus se torne presente no mundo e interpele os homens.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos, Paulo recorda que o cristão é alguém que, pelo Baptismo, se identificou com Jesus. A partir daí, o cristão deve seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida e renunciar definitivamente ao pecado.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, o evangelista faz uma catequese sobre o discipulado, com vários passos. Num primeiro passo, define o caminho do discípulo: o discípulo tem de ser capaz de fazer de Jesus a sua opção fundamental e seguir o seu mestre no caminho do amor e da entrega da vida. Num segundo passo, sugere que toda a comunidade é chamada a dar testemunho da Boa Nova de Jesus. No terceiro passo, promete uma recompensa àqueles que acolherem, com generosidade e amor, os missionários do “Reino”.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: «Quem ama o pai ou a mãe mais do que a Mim, não é digno de Mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a Mim, não é digno de Mim. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim. Quem encontrar a sua vida há de perdê-la; e quem perder a sua vida por minha causa, há de encontrá-la. Quem vos recebe, a Mim recebe; e quem Me recebe, recebe Aquele que Me enviou. Quem recebe um profeta por ele ser profeta, receberá a recompensa de profeta; e quem recebe um justo por ele ser justo, receberá a recompensa de justo. E se alguém der de beber, nem que seja um copo de água fresca, a um destes pequeninos, por ele ser meu discípulo, em verdade vos digo: Não perderá a sua recompensa». Palavra da Salvação


Eucaristia é o antídoto contra as divisões que minam o nosso mundo

Mesmo sob forte sol, com temperatura acima dos 35 graus, milhares de fiéis se reuniram na Praça São Pedro para a última Audiência Geral antes da pausa de verão. Como de costume, no mês de julho são canceladas todas as audiências no Vaticano. O único momento público do Papa é a oração do Angelus todos os domingos. Leão XIV deu continuidade às catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, em particular sobre a Constituição Sacrosanctum Concilium (SC) sobre a Liturgia, destacando a influência de Santo Agostinho neste texto. “Para os cristãos, participar na ceia do Senhor significa, de fato, «ser instruídos pela palavra de Deus; alimentar-se à mesa do Corpo do Senhor; dar graças a Deus». É ao recebê-Lo na Sua Palavra e na Eucaristia que nos tornamos aquilo que recebemos. Tornamo-nos o Corpo cuja Cabeça é o Cristo ressuscitado, sentado à direita do Pai, que nos prepara um lugar nos céus.”

A Eucaristia é oblação

Assim, explicou o Pontífice, a Eucaristia é “o sacramento do Reino que vem”. É o Pão do caminho, que nos conduz para a Pátria celestial. A Eucaristia é a forma do sacrifício espiritual dos cristãos, na medida em que é o caminho da união com Deus e da união recíproca. Ao participarem dela, aprendem a oferecer-se a si mesmos, a adotar o estilo de vida do próprio Senhor Jesus, marcado pela doação gratuita. Esta doação, prosseguiu o Papa, nos faz entrar na dinâmica da unidade, “que oferece um poderoso antídoto contra os fermentos de divisão que minam o nosso mundo, as nossas comunidades, as nossas famílias, o nosso coração”.

Deste modo, quando participamos da Missa, somos convidados a ouvir a Palavra de Deus e a alimentar-nos à mesa do Senhor. A Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística estão intimamente ligadas entre si a ponto de formarem um só ato de culto.

O Lecionário, fruto da reforma litúrgica

No que diz respeito à Palavra, Leão XIV recordou que não se trata apenas de adquirir um conhecimento intelectual sobre as Escrituras, mas de receber a Palavra «viva e eficaz», dirigida por Deus a todos e, ao mesmo tempo, a cada um; Palavra que, juntamente com o Pão eucarístico, nos nutre e alimenta e nos faz passar da decadência do pecado para a vida nova em Cristo. O Vaticano II pediu que os fiéis fossem bem preparados para receber “os tesouros da Bíblia”. Fruto da reforma litúrgica foi, portanto, o Lecionário, ou seja, o livro que reúne todas as leituras bíblicas para as celebrações litúrgicas, de modo a conjugar «fidelidade à tradição» com a «abertura a um progresso legítimo».” Queridos irmãos e irmãs, bebamos com fé desta fonte de vida divina e deixemo-nos transformar pelo mistério que celebramos”, foi o apelo de Leão XIV na conclusão de sua catequese.


«Internacionalidade e Abertura ao outro» marcam colégios do Sagrado Coração de Maria

O diretor do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, Paulo Campino, e o professor Luís Pedro Sousa destacaram a abertura ao outro e a internacionalidade que marcam os estabelecimentos de ensino desta rede e o próprio instituto. “Nós temos esta perspetiva de que a nossa educação não se fecha numa perspetiva elitista, é uma perspetiva de serviço, e na perspetiva de serviço nós temos de estar abertos a outros, com outras características, dialogando com diferentes realidades”, disse o docente Luís Pedro Sousa.

O coordenador do Gabinete de Comunicação do Instituto Religiosas Sagrado Coração de Maria disse que os colégios em Portugal e também os internacionais estão “cheias de alunos de diferentes culturas e até de diferentes religiões”. “Nós vemos nisso riqueza, vemos nisso património que queremos dar ao mundo, porque é muito importante que os nossos alunos cresçam nessa relação de abertura ao outro e é nessa relação de abertura ao outro que acontece a nossa fé e a nossa relação com Deus”. A Rede Global de Escolas das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, composta por 19 colégios, e presente em 9 países da Europa e da América, vai ter um encontro em Lisboa, entre 27 e 2 de julho.

O diretor do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, Paulo Campino, observa que hoje os estabelecimentos de ensino estão diferentes, apontando às realidades tecnológicas. “O facto de virmos de realidades diferentes, de contextos diferentes e de trabalharmos para pessoas diferentes, isso enriquece-nos e traduz de certo modo aquilo que nós costumamos dizer no nosso Instituto, que somos muitas pessoas, muitas culturas, mas um só coração”.

O programa da iniciativa inclui, no primeiro dia, 27 de junho, uma comunicação sobre a identidade do instituto e os desafios do Capítulo Geral para as escolas da rede, apresentada pela irmã Teresa Nogueira, conselheira geral. “É muito importante que os professores, a comunidade educativa saiba quem são e porque é que educa e como é que educa e portanto, é a partir daí que é um projeto educativo diferenciado”, ressaltou o professor Luís Pedro Sousa. Segundo o docente, o objetivo do instituto, sob inspiração do fundador, padre Jean Gailhac, é que os alunos possam “receber uma educação de qualidade, de exigência, de sentido de abertura ao outro e de justiça e que isso seja posto ao serviço do bem comum e da sociedade”. A justiça, a paz, a criação e a formação integral são conceitos que, segundo Paulo Campino, são tidos em conta na formação dos alunos: “Todos nós trabalhamos nesta consciência que temos de cuidar do mundo, que temos de melhorar o mundo, que temos de tornar o mundo mais justo”. “Em muitos dos nossos colégios temos já realidades concretas de atividades que nós fazemos para cuidar da casa comum”. O diretor do Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, indicou ainda a presença da irmã Veronica Brand, conselheira geral e representante das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, nas Nações Unidas. “Irá estar também no nosso encontro, exatamente para nos abrir ainda mais para o cuidar da casa comum, da paz, da justiça e para a internacionalidade”, mencionou Paulo Campino.

Cabido do Porto promove concerto de homenagem ao cónego Ferreira dos Santos

O Cabido Portucalense e o Coro da Sé Catedral do Porto (CSCP) promovem o concerto comemorativo do 90º aniversário do cónego António Ferreira dos Santos, a ocorrer no dia 26 de junho, pelas 21h30, na catedral daquela cidade. Esta comemoração é “uma homenagem de reconhecimento profundo ao Mestre-Capela, cónego emérito e fundador do Coro da Sé Catedral do Porto, por ele criado em 1971”, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

No concerto vão ser intérpretes no CSCP, Ângela Alves (soprano); Eunice Abranches d’Aguiar (soprano); Joana Valente (contralto); Hélder Bento (tenor); Job Tomé (baixo) e a Orquestra Clássica da Maia, sob a direção dos maestros Martin Lutz e Tiago Ferreira.