X Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste X Domingo do Tempo Comum a liturgia apresenta-nos o chamamento de Mateus. Este homem era um pouco desprezado pelos seus conterrâneos porque exercia uma profissão um pouco desagradável era cobrador de impostos e claro que não era visto com bons olhos. De facto, enquanto a sociedade o desprezava, Jesus olha Mateus para além da profissão que exerce e vê que este homem precisava de ser compreendido e amado em primeiro lugar. Essa foi a atitude de Jesus estabelecer uma relação com ele, não porque fosse uma pessoa perfeita, mas porque era uma pessoa que também precisava de ser reconhecida e amada.
O encontro de Mateus com Jesus dá-se precisamente no seu espaço profissional onde sentado fazia a cobrança dos impostos. Neste encontro não existe nenhum discurso muito elaborado, nem tão pouco um tratado teológico, mas Mateus sente-se amado por Jesus e não fica indiferente ao convite para O seguir. Tocado pelo amor de Jesus este homem deixa tudo para trás para seguir Jesus.
Outro aspecto expresso neste Evangelho é a atitude dos «Fariseus», que ao verem Jesus a sentar-se à mesa com os publicanos e pecadores começam a murmurar dizendo aos discípulos de Jesus: «Porque que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e pecadores?». Os “intocáveis” ou os que se julgam perfeitos têm atitudes acusatórias, Jesus, porém usa outra medida a do Amor e da misericórdia.
Hoje, atrevo-me a lançar um desafio para esta semana, procuremos amar mais na vez de condenar ou criticar os outros.
A leitura da Profecia de Oseias, o profeta Oseias põe em causa a sinceridade de uma comunidade que procura controlar e manipular Deus, mas não está verdadeiramente interessada em aderir, com um coração sincero e verdadeiro, à aliança. Os actos externos de culto – ainda que faustosos e magnificentes – não significam nada, se não houver amor (quer o amor a Deus, quer o amor ao próximo – que é a outra face do amor a Deus).
A leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos, Paulo apresenta aos cristãos (quer aos que vêm do judaísmo e estão preocupados com o estrito cumprimento da Lei de Moisés, quer aos que vêm do paganismo) a única coisa essencial: a fé. A figura de Abraão é exemplar: aquilo que o tornou um modelo para todos não foram as obras que fez, mas a sua adesão total, incondicional e plena a Deus e aos seus projectos.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, apresenta-nos uma catequese sobre a resposta que devemos dar ao Deus que chama todos os homens, sem excepção. O exemplo de Mateus sugere que o decisivo, do ponto de vista de Deus, é a resposta pronta ao seu convite para integrar a comunidade do “Reino”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus, sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me». Ele levantou-se e seguiu Jesus. Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus, muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos. Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos: «Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?». Jesus ouviu-os e respondeu: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide aprender o que significa: ‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’. Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores». Palavra da Salvação

Palavra de Vida – junho 2026
«Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. (…) Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10,7-8)
Neste capítulo do Evangelho de Mateus, os apóstolos tinham sido escolhidos por Jesus, que os chamou pelo nome, conferindo-lhes poderes especiais para expulsar os espíritos impuros e o dom de curar toda a espécie de doenças e enfermidades. Jesus dá-lhes instruções sobre onde e como realizar a sua missão inicial. A mensagem que devem anunciar é clara: «Está perto o reino dos Céus»[1].
A indicação de proclamar “pelo caminho” a mensagem que lhes foi confiada, sublinha, por um lado, que o verdadeiro discípulo é, antes de mais, um pregador da proximidade, e, por outro lado, que o próprio modo de caminharem juntos deve ser anúncio. De facto, no Evangelho de João, a seguir à entrega do mandamento novo, Jesus afirma: «Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros»[2]. Texto preparado por Augusto Parody Reyes

Peregrinação das crianças 2026
Programa da peregrinação
A peregrinação começa na noite de 9 de junho, com uma vigília às 21h30 na Capelinha das Aparições. Na manhã do dia 10 de junho, às 9h30, as crianças poderão assistir a uma encenação referente ao tema da peregrinação, na Basílica da Santíssima Trindade. Segue-se o rosário, às 10:00, na Capelinha das Aparições e às 11h00 a Eucaristia, no Recinto de Oração. Da parte da tarde, a encenação é repetida às 15h30 e seguida da Celebração de Despedida para os grupos presentes. Na Eucaristia, os grupos de crianças (catequeses e famílias) presentes têm um lugar reservado e, no final, o Santuário reserva-lhes uma surpresa.
9 de junho
21h30 | Vigília de Oração [Capelinha das Aparições]
10 de junho
09h30 | Encenação [Basílica da Santíssima Trindade]
10h00 | Recitação do Rosário [Capelinha das Aparições]
11h00 | Celebração da Eucaristia [Recinto de Oração]
15h30 | Encenação (em repetição)
16h00 | Celebração de Despedida [Basílica da Santíssima Trindade]
Leão XIV: participar da liturgia com todo o nosso ser, corpo, mente e coração
O Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição conciliar Sacrosanctum Concilium na Audiência Geral desta quarta-feira (03/06). Com os fiéis presentes na Praça São Pedro, cerca de vinte mil, não obstante a chuva na Cidade Eterna, o Pontífice refletiu sobre “alguns elementos constitutivos da sagrada liturgia, tais como o rito, o sinal e o símbolo”. “O Concílio Vaticano II, aproveitando o valioso trabalho do Movimento Litúrgico, ajudou-nos a redescobrir uma verdade muito viva na consciência da Igreja antiga e no ensinamento dos Padres”, ressaltando que “os ritos da liturgia cristã não são um revestimento exterior do mistério sacramental, um conjunto de cerimônias arbitrárias, mas são a mediação eclesial através da qual o dom divino nos alcança”. “Por isso, o Concílio convida a compreender o Mysterium fidei que se realiza na liturgia através dos ritos e das orações”, disse ainda o Papa Leão, acrescentando: O rito dá forma à ação litúrgica e, através dela, à nossa vida, gerando em nós uma sensibilidade espiritual que nos torna capazes de saborear a presença de Deus por meio de Jesus Cristo. Naturalmente, isto acontece se não nos mantivermos estranhos ou espectadores mudos em relação à liturgia, mas se nela participarmos com todo o nosso ser – corpo, mente e coração –, em obediência ao mandamento do Senhor.
Segundo o Papa, “através do rito sagrado, somos assim formados para a escuta da Palavra de Deus, para a ação de graças e a adoração, para a partilha fraterna e a comunhão eclesial. Descobrimos que somos uma assembleia de muitos rostos, reunida pela mesma fé”.
De acordo com Leão XIV, “o ritual envolve-nos numa sequência bem definida de gestos e orações, que por vezes pode entrar em contradição com a nossa tendência individual para a espontaneidade. A sua lógica, porém, não é a de restringir a liberdade a esquemas”. Pelo contrário, com a sobriedade solene dos seus ritmos, o rito interrompe as atividades frenéticas, reconduzindo-nos ao essencial. Descobrimos assim outra dimensão do agir, não guiada por cálculos produtivos, e outra experiência do tempo e do espaço. No rito, experimentamos uma lógica de gratuidade, encontramos uma pausa que regenera o coração, reconhecemos que somos precedidos pela graça divina, aprendemos a viver num ritmo habitado pelo Espírito Santo.
O Papa disse ainda que “a gramática do rito está entrelaçada com os sinais e símbolos próprios da liturgia. Nela, como afirma o Concílio, «os sinais sensíveis significam e, cada um à sua maneira, realizam a santificação dos homens»”. “Emblemático é o sinal da água: desde as origens da criação até ao dilúvio, desde a travessia do Mar Vermelho até ao Jordão, até à água que jorra do lado de Cristo e se torna sinal sacramental da imersão na sua morte e ressurreição”, disse Leão XIV, acrescentando: “Sinal” e “símbolo” são termos frequentemente utilizados como sinônimos. Na realidade, um sinal é simbólico quando é capaz de remeter não só para uma ideia, mas para todo um sistema de significados e valores. Assim, por exemplo, quando somos aspergidos com água benta, reaviva-se em nós a consciência do dom recebido no Batismo e a nossa adesão à vida nova em Cristo.


Papa: participar das procissões de Corpus Christi é um testemunho corajoso de fé
É o que o Papa recorda nas saudações em várias línguas durante a Audiência Geral desta quarta-feira (03/06), referindo-se à Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, que se celebra nesta quinta-feira, 4 de junho. Dirigindo-se aos peregrinos italianos, o Papa recorda o sentido e a importância das procissões que se realizam neste dia: “Na Eucaristia, contemplamos Jesus, pão partido e oferecido por cada um de nós. Expressão da piedade eucarística popular são as procissões com o Santíssimo Sacramento que se realizam nas ruas de tantos países; a esse respeito, encorajo a manter viva essa bela manifestação de testemunho público da fé.”
Deus connosco
Um pensamento reiterado também na saudação aos fiéis poloneses, na qual recorda que Jesus está vivo e caminha connosco: “Que a participação nas procissões eucarísticas – sobretudo por parte das famílias, das crianças e dos jovens – seja um testemunho corajoso de fé e lembre a todos que Deus está presente no meio do seu povo e o acompanha na vida cotidiana.”
Testemunhas do seu amor
O Papa Leão, na saudação aos peregrinos de língua inglesa, detém-se então na força que a Eucaristia nos dá: “Enquanto nos preparamos para a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, deixemo-nos fortalecer por este dom divino e tornemo-nos testemunhas do seu amor para com todos aqueles que encontramos.” Ao se despedir, o Papa Leão XIV dirige um pensamento aos sacerdotes e religiosos do Oriente Médio, aos quais garante orações e bênção pelo ministério e pelas “expectativas dos seus respectivos países”.