Domingo da Ascensão do Senhor – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste Domingo celebramos a Ascensão do Senhor, Jesus é elevado à glória do Céu em Corpo e Alma. A Ascensão não é uma ausência, mas uma plenitude. Jesus não abandona os seus discípulos na terra, mas pela Ressurreição, o “Senhor” domina o céu e a terra. Ele continua presente vivo no mundo no meio de nós pela ação do Espírito Santo, que anima a Igreja e a fortalece nos momentos de perigos e tribulações e a Sua presença manifesta-se através da escuta da Palavra de Deus, através dos Sacramentos, no amor concreto vivido na comunidade de crentes provenientes de todas as nações e línguas, porque todos foram baptizados no mesmo Espírito e fazemos parte do mesmo Corpo que é Cristo Jesus.
E para que a Sua presença possa chegar a todos os homens, o Senhor confia aos seus Apóstolos a missão de anunciar a Boa Nova a todas as nações «Ide e ensinai todas as nações, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo…».
De facto, Jesus ao partir não abandona a Igreja, mas envia-lhe o Espírito Consolador e confia uma missão muito concreta de dar continuidade à Sua obra começada, por isso, é responsabilidade dos cristãos assumir a missão de evangelizar, mais ainda de dar testemunho com a própria vida a presença do Senhor Ressuscitado.
A leitura do livro dos Actos dos Apóstolos, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projecto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus – a mesma vida que espera todos os que percorrem o mesmo “caminho” que Jesus percorreu. Quanto aos discípulos: eles não podem ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante; mas têm de ir para o meio dos homens, continuar o projecto de Jesus.
A leitura da Epístola de São Paulo aos Efésios, convida os discípulos a terem consciência da esperança a que foram chamados (a vida plena de comunhão com Deus). Devem caminhar ao encontro dessa “esperança” de mãos dadas com os irmãos – membros do mesmo “corpo” – e em comunhão com Cristo, a “cabeça” desse “corpo”. Cristo reside no seu “corpo” que é a Igreja; e é nela que Se torna, hoje, presente no meio dos homens.
Conclusão do Santo Evangelho Segundo São Mateus, apresenta o encontro final de Jesus ressuscitado com os seus discípulos, num monte da Galileia. A comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus ressuscitado, reconhece-O como o seu Senhor, adora-O e recebe d’Ele a missão de continuar no mundo o testemunho do “Reino”.
Conclusão do Santo Evangelho Segundo São Mateus
Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, em direção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Palavra da Salvação

Palavra de vida (Maio 2026)
«Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo» (Jo 20,21-22)
Andrea era um adolescente em plena crise existencial: as dúvidas sobre o sentido da vida, o medo do futuro, as fragilidades que experimentava pareciam-lhe montanhas intransponíveis e, por vezes, estava sem coragem e infeliz. Alguém lhe sugeriu que falasse com Chiara Lubich. Pouco antes de a encontrar, Andrea ouviu Chiara pronunciar em voz baixa: «Espírito Santo» – e compreendeu que Chiara estava a rezar. Durante o colóquio sentiu-se profundamente compreendido, escutado e acolhido tal como era. E reencontrou a paz: não porque os seus problemas tivessem desaparecido de repente, mas porque agora tinha alguém com quem os partilhar. «De Chiara não recebi apenas apoio concreto – confidenciaria anos mais tarde – mas aprendi também um estilo de vida: estar ao lado de quem sofre, com delicadeza e compreensão, sem julgar, tal como faria Jesus». Isto só o Espírito Santo pode realizar, se O acolhermos e O deixarmos atuar em nós. Claudio Cianfaglioni

Santa Joana Princesa deixou na «história da pobre e humilde vila de então»
O bispo de Aveiro presidiu hoje, na Sé diocesana, à Eucaristia que assinalou a solenidade de Santa Joana Princesa, apresentando a padroeira da diocese e da cidade como modelo de santidade e lembrando o impacto que deixou na região. “A presença de D. Joana em Aveiro marcou profundamente a história da pobre e humilde vila de então, e do Mosteiro de Jesus, onde habitou. A sua morte, que cortaria tão prematuramente uma vida, ‘honesta e mui virtuosa’, foi um duro golpe que traumatizou todos quantos se sabiam amparados pela proteção da irmã de el-rei D. João II”, afirmou D. António Moiteiro.
Na homilia, disponibilizada no site da Diocese de Aveiro, o bispo diocesano enfatiza que, apesar do desaparecimento da santa, “permaneceu o seu exemplo edificante de abnegação, de fé e de amor, numa existência silenciosa e simples a projetar-se em luz sobre a sociedade do tempo e que ainda hoje, após centenas de anos”, faz a todos “recolher implorando a sua intercessão”.
Na intervenção, D. António Moiteiro refletiu sobre o termo santidade, que explicou tratar-se de “gastar a vida ao serviço dos outros, tendo como modelo a Jesus Cristo”, referindo que esta é “um convite de Deus que irrompe na vida de cada pessoa” e que une todos “a Deus e aos irmãos” e estimula “a ter sentimentos próprios de Deus”. A vida de Santa Joana Princesa reporta-nos para algo de parecido com a procura da pérola pela qual vale a pena vender tudo quanto se possui para adquirir ou ao tesouro escondido pelo qual vale a pensa lutar para o encontrar”.
A homilia fez ainda referência ao memorial da Infanta Joana, que se encontra conservado no Mosteiro de Jesus, e que, de acordo com D. António Moiteiro, resume, “no momento da sua morte, toda a sua vida de santidade”. A sua vida foi uma corrida de fundo para alcançar a Cristo, uma vez que já tinha sido alcançado por Jesus”, reconheceu. Na parte final da intervenção, o bispo lembrou que “após a morte da Princesa, as irmãs dominicanas sepultaram o corpo da defunta no coro de baixo do mosteiro e, imediatamente, após o seu falecimento que, “referindo-se aos santos, é o nascimento para o céu, começou em Aveiro a veneração do nome e da memória de Infanta santa Joana”. “Tal veneração estender-se-ia por todo o nosso País e ultrapassaria mesmo as fronteiras nacionais”. “Hoje pedimos à nossa Padroeira que a visão do autor do livro do Apocalipse se realize na nossa cidade e na nossa Diocese: que haja um novo céu e uma nova terra, onde não exista dor e sofrimento e onde todos possamos colaborar em ‘renovar todas as coisas””.


Papa aos universitários: sejam artesãos de paz
O Papa Leão pronunciou um discurso eloquente diante do corpo docente e discente na Aula Magna da Universidade Sapienza de Roma. Trata-se da primeira visita do Pontífice a esta renomada instituição, uma das mais prestigiosas e antigas da Europa, com 723 anos de fundação. Ao chegar, o Santo Padre rezou na Capela Universitária “Divina Sapienza”. Na sequência, saudou um grupo de estudantes. No prédio do Reitorado, manteve um colóquio privado com a Magnífica Reitora, Antonella Polimeni, e assinou o Livro de Honra. Houve também a inauguração de uma placa de recordação da visita, a saudação aos membros do Senado Acadêmico e aos funcionários da Universidade. Ainda houve tempo para conhecer a mostra “La Sapienza e os Papas”.
Sim à vida dos povos que clamam por paz e justiça!
E justamente essa dignidade conduz a duas perguntas, uma de caráter existencial – “Quem sou?” – e outra mais relacional – “Que mundo estamos deixando?”. Sobre esta segunda questão, o Pontífice se deteve de maneira mais contudente, para responder que, infelizmente, se trata de mundo deformado pelas guerras e pelas palavras de guerra.
“Trata-se de uma contaminação da razão, que, a partir do plano geopolítico, invade todas as relações sociais”, explicou o Santo Padre. A simplificação que cria inimigos deve, portanto, ser corrigida. O grito “nunca mais a guerra!” dos antecessores deve se aliar com o senso de justiça que habita o coração dos jovens, com a sua vocação de não se fecharem entre ideologias e fronteiras nacionais. Ao falar da ecologia e do aumento com os gastos militares, Leão XIV entrou no coração do seu discurso:
“Não se pode chamar de “defesa” um rearmamento que aumenta as tensões e a insegurança, empobrece os investimentos em educação e saúde, desmente a confiança na diplomacia e enriquece elites que nada se importam com o bem comum. É preciso, além disso, vigiar o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial nos âmbitos militar e civil, para que ela não retire a responsabilidade das escolhas humanas e não agrave a tragédia dos conflitos. O que está acontecendo na Ucrânia, em Gaza e nos territórios palestinos, no Líbano e no Irã ilustra a evolução desumana da relação entre a guerra e as novas tecnologias numa espiral de aniquilação. O estudo, a pesquisa e os investimentos devem seguir na direção oposta: que sejam um «sim» radical à vida! Sim à vida inocente, sim à vida jovem, sim à vida dos povos que clamam por paz e justiça!”