Novos Ventos – 10 de Maio

VI Domingo de Páscoa – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste sexto Domingo da Páscoa Jesus promete aos Apóstolos que lhes vai enviar o Espírito Santo, que será para eles um consolador no meio das dificuldades de forma a que possam suportar com paciência as tribulações e permaneçam fiéis à Igreja, «o Espírito Santo estará sempre convosco». Esta é a promessa que Jesus fez aos discípulos e que se perpetua na Igreja. De facto, é o Espírito Santo que anima e fortalece a Igreja. Todavia, a dificuldade é que o Espírito Santo não se manifestou com “Um Corpo” como “Jesus Cristo”, neste evangelho é evidente o que nos é descrito sobre o Espírito Santo «o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós».

Neste excerto, temos uma clara definição do “Espírito Santo”, não sendo visível aos nossos olhos manifesta-se através dos seus dons, que animam a Igreja.

Por último, salientar que o modo de permanecer unidos no amor de Cristo é cumprir os mandamentos. Por vezes, intuímos que os mandamentos são regras ou leis que devemos cumprir quase como uma obrigação, mas a lógica é bem diferente não é uma imposição é a lei natural das coisas. Honrar e amar o pai e a mãe, não é uma lei, mas algo natural responder com o nosso amor ao amor dos pais. Assim, como também amar a Deus, nunca será uma lei, mas corresponder com amor, Àquele que nos amou por primeiro. Jesus nos diz no Evangelho de hoje que «Quem O ama será amado por seu Pai…». Portanto, amar a Deus deve ser para nós uma coisa natural e não uma regra.

A leitura do livro dos Actos dos Apóstolos, mostra exactamente a comunidade cristã a dar testemunho da Boa Nova de Jesus e a ser uma presença libertadora e salvadora na vida dos homens. Avisa, no entanto, que o Espírito só se manifestará e só actuará quando a comunidade aceitar viver a sua fé integrada numa família universal de irmãos, reunidos à volta do Pai e de Jesus.

A leitura do Apóstolo São Pedro, exorta os crentes – confrontados com a hostilidade do mundo – a terem confiança, a darem um testemunho sereno da sua fé, a mostrarem o seu amor a todos os homens, mesmo aos perseguidores. Cristo, que fez da sua vida um dom de amor a todos, deve ser o modelo que os cristãos têm sempre diante dos olhos.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, apresenta-nos parte do “testamento” de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o “Paráclito”: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer aos homens.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco: Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós. Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai, e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele». Palavra da Salvação


Palavra de vida (Maio 2026)

«Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo» (Jo 20,21-22)

Enquanto filhos no Filho, temos, por isso, a mesma vocação de Jesus: saídos do seio do Pai, somos chamados a voltar para Ele, repetindo no mundo os seus gestos e as suas palavras, guiados pela graça do Espírito Santo. Se nos abrimos a este dom, também nós podemos afirmar com Paulo: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim»[4].

Esta Palavra, portanto, convida-nos a aprofundar o nosso relacionamento com o Espírito Santo, quer seja na oração quer na vida de cada dia, “escutando a Sua voz”, e recordando que: «Sem o Espírito, Deus está longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a missão reduz-se a propaganda. Mas, com o Espírito Santo, o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, Cristo Ressuscitado faz-se presente, o Evangelho torna-se força de vida, a Igreja realiza a comunhão trinitária, a missão é um Pentecostes»[5]. Claudio Cianfaglioni



1º Ano de Papado: Três viagens, a sete países, uma aposta no diálogo e na justiça social

O Papa cumpriu três viagens internacionais no primeiro ano de pontificado, passando por sete países, durante as quais sublinhou a necessidade de diálogo e a da defesa da dignidade humana. A visita mais longa de Leão XIV decorreu de 13 a 23 de abril, num périplo africano que percorreu a Argélia, os Camarões, Angola e a Guiné Equatorial ao longo de 11 dias.

Em Luanda, Leão XIV atacou os modelos de desenvolvimento centrados exclusivamente no lucro. “É necessário quebrar esta cadeia de interesses que reduz a realidade e a própria vida a uma mera mercadoria”. O pontífice Católica desafiou os povos africanos a rejeitarem os sistemas de poder autoritário. “Os déspotas e os tiranos do corpo e do espírito pretendem tornar as almas passivas e os ânimos tristes, propensos à inércia, dóceis e subjugados ao poder”, observou em Angola.

Na Guiné Equatorial, o Papa exigiu a proteção das populações mais vulneráveis. “Que cresçam espaços de liberdade e que a dignidade da pessoa humana seja sempre salvaguardada: penso nos mais pobres, nas famílias em dificuldades; penso nos presos, muitas vezes obrigados a viver em condições higiénicas e sanitárias preocupantes”. O encontro com vítimas da guerra na região de Bamenda, nos Camarões, motivou uma forte condenação da instrumentalização dos conflitos. Os senhores da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes não basta uma vida inteira para reconstruir. Fingem não ver que são necessários milhares de milhões de dólares para matar e devastar, mas não se encontram os recursos necessários para curar, educar e reerguer.” Na Argélia, o líder católico apelou à proteção das rotas migratórias no Mediterrâneo e no deserto. “Libertemos do mal estas imensas bacias de história e futuro! Multipliquemos os oásis de paz, denunciemos e eliminemos as causas do desespero, combatamos quem lucra com a desgraça alheia”. No final da visita, o Papa expressou a sua profunda ligação ao continente. “Deixo África levando comigo um tesouro inestimável de fé, de esperança e de caridade. É um grande tesouro, feito de histórias, de rostos, de testemunhos, alegres e sofridos, que enriquece abundantemente a minha vida e o meu ministério como sucessor de Pedro”. 

Papa recebeu secretário de Estado dos EUA

O Papa recebeu hoje 7 de maio o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, no Palácio Apostólico, abordando as relações bilaterais e as crises internacionais. “Durante as cordiais conversações que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, manteve esta manhã no Vaticano, primeiro com sua santidade o Papa Leão XIV e, posteriormente, com sua eminência o cardeal Pietro Parolin e sua excelência o arcebispo Paul R. Gallagher, foi renovado o compromisso mútuo de cultivar boas relações bilaterais entre a Santa Sé e os Estados Unidos da América”, refere a nota divulgada pela sala de imprensa do Vaticano. Segundo o comunicado, durante os encontros houve “uma troca de opiniões sobre a situação regional e internacional, com especial atenção aos países marcados por guerras, tensões políticas e situações humanitárias difíceis, bem como sobre a necessidade de trabalhar incansavelmente pela paz”.

O encontro diplomático aconteceu num contexto geopolítico marcado pelas divergências públicas entre o líder da Igreja Católica e a administração dos Estados Unidos da América. “Reuni-me com o pontífice para sublinhar o nosso compromisso comum de promover a paz e a dignidade humana”, escreveu Rubio, na sua conta da rede social X. A Embaixada dos EUA junto da Santa Sé adiantou, por sua vez, que a audiência privada serviu para “discutir a situação no Médio Oriente e temas de interesse mútuo no hemisfério ocidental”. “O encontro enfatizou a forte relação entre os Estados Unidos e a Santa Sé e o seu compromisso partilhado com a promoção da paz e da dignidade humana”, refere a publicação na rede social X.

Reuniu reuniu-se ainda com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, para discutir as “prioridades comuns” das duas diplomacias. Esta terça-feira, o Papa reagiu às novas acusações do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, reafirmando a condenação histórica da Igreja Católica às armas nucleares e exigindo honestidade no debate público. “A missão da Igreja é anunciar o Evangelho, pregar a paz. Se alguém me quiser criticar por anunciar o Evangelho, que o faça com a verdade”, afirmou, em declarações aos jornalistas à porta da sua residência em Castel Gandolfo.

Leão XIV rejeitou a ideia de que a Santa Sé seja tolerante com o armamento de destruição maciça, contrariando as afirmações de Donald Trump, que o acusara de colocar os católicos em “perigo” por alegadamente considerar aceitável o programa nuclear do Irão. “A Igreja, há anos, tem falado contra todas as armas nucleares, por isso aí não há qualquer dúvida”. O Papa expressou aos jornalistas a sua esperança de que a reunião com Marco Rubio proporcione “um bom diálogo” para que as duas partes consigam, “com confiança” e “com abertura”, compreender-se plenamente.

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