Novos Ventos – 12 de Abril

Domingo da Misericórdia – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste II Domingo de Páscoa, celebramos o domingo da Misericórdia consagrado no ano 2000 no Pontifício de João Paulo II. No evangelho de hoje encontramos o relato da manifestação de Jesus aos Apóstolos após a Ressurreição, estes encontravam-se reunidos, mas com as portas fechadas com medo dos Judeus. Não se tratava apenas das portas da casa, mas também as portas do coração que os bloqueia e não são livres para reconhecer os sinais do Ressuscitado.

De facto, as mulheres que tinham ido de manhazinha ao sepulcro tinham anunciado que Jesus estava vivo, Pedro e João também foram ao sepulcro e viram a pedra removida, mas não acharam o Corpo de Jesus. O que se tinha passado em Jerusalém naqueles dias levaram os discípulos a fecharem-se com medo, de tal forma que os bloqueia impedindo de ver os sinais do Ressuscitado. Jesus aparece coloca-se no meio deles e diz-lhes: «A paz esteja convosco», Jesus quer trazer aos seus corações a paz interior. Tomé não estava presente na comunidade quando Jesus se manifestou aos discípulos, estes disseram a Tomé: «Vimos o Senhor!», porém, ele respondeu: «Se não ver o sinal dos cravos nas mãos e não meter a minha mão no seu lado não acreditarei». Os sinais do Ressuscitado encontram-se ainda hoje na comunidade reunida para celebrar a fé e de modo particular na Eucaristia, em que se pode tocar em Jesus vivo.

A leitura do livro dos Actos dos Apóstolos, é uma “fotografia retocada” da primitiva comunidade cristã de Jerusalém. Lucas, o autor dos Atos dos Apóstolos, imprime nela os traços da comunidade ideal: é uma comunidade unida e fraterna, onde os bens são partilhados e onde cada um está atento às necessidades dos outros irmãos; é, também, uma comunidade empenhada em escutar a Boa Notícia de Jesus, em reunir-se para a “fração do pão” e para a oração comunitária. O estilo de vida desta “família” é contagiante e faz com que muitos outros homens e mulheres sintam vontade de integrar a Igreja de Jesus.

A leitura do Apóstolo São Pedro, um “catequista” dos finais do séc. I lembra a todos os batizados em Cristo a sua condição de homens novos, felizes beneficiários da misericórdia de Deus. Cristo, o vencedor da morte, salvou-os e abriu-lhes as portas da vida definitiva. Certos da vida nova que os espera, os cristãos devem encarar a sua caminhada pela terra com uma “esperança viva”, com uma “alegria inefável e gloriosa”, com um otimismo contagiante.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, apresenta a comunidade da Nova Aliança, nascida da atividade criadora e vivificadora de Jesus. É uma comunidade que se reúne à volta de Jesus ressuscitado, que recebe d’Ele Vida, que é animada pelo Seu Espírito e que dá testemunho no mundo da Vida nova de Deus. Quem quiser “ver” e “tocar” Jesus ressuscitado, deve procurá-l’O no meio dessa comunidade que d’Ele nasceu e que d’Ele vive.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome. Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Abril 2026)

«Fica connosco, porque anoitece» (Lc 24,29)

Durante o caminho, um desconhecido junta-se aos dois discípulos, parecendo desconhecer os acontecimentos ocorridos nos dias anteriores. Começa a fazer perguntas concretas, que fazem voltar toda a amargura e o desconforto. Primeiro escuta-os e depois começa a explicar-lhes as Escrituras: é um verdadeiro diálogo, um encontro que os marca profundamente, a tal ponto que, mesmo se ainda não tinham reconhecido Jesus, O convidam para ficar com eles porque estava a anoitecer[2]. Esta é talvez uma das orações mais bonitas que encontramos nos Evangelhos. É a primeira oração que os discípulos dirigem ao Ressuscitado, e é comovente este convite que todos Lhe podemos dirigir, para que Ele permaneça connosco e entre nós.

Os olhos dos dois discípulos vão abrir-se ao partir do pão, e a alegria de O terem finalmente reconhecido vai impulsioná-los a voltar a Jerusalém, para anunciar aos seus amigos o acontecimento desta ressurreição.  Preparado por Patrícia Mazzola.


Papa propõe santidade como vocação diária de todos os católicos

Leão XIV afirmou hoje que a vocação à santidade constitui uma exigência de vida para todos os católicos.

“A santidade, segundo a Constituição Conciliar, não é um privilégio para poucos, mas um dom que compromete cada batizado a procurar a perfeição da caridade, isto é, a plenitude do amor a Deus e ao próximo”, disse, na reflexão que apresentou sobre a ‘Lumen Gentium’, do Concílio Vaticano II. Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para a audiência geral, o Papa apontou o martírio como o grau supremo deste percurso, convidando os presentes à vivência da fé através de um compromisso cívico ativo na defesa do bem comum. “Esta disponibilidade para dar testemunho concretiza-se cada vez que os cristãos deixam sinais de fé e de amor na sociedade, comprometendo-se com a justiça”.

A intervenção papal focou a realidade humana das comunidades cristãs, assinalando a importância de uma atitude de renovação constante e de melhoria contínua por parte de todos. “A triste realidade do pecado na Igreja, isto é, em todos nós, convida cada um a empreender uma séria mudança de vida, confiando-se ao Senhor, que nos renova na caridade”, indicou Leão XIV. O pontífice destacou a relevância da Vida Consagrada, descrevendo os conselhos evangélicos da pobreza, obediência e castidade como instrumentos de serviço a Deus. “Estas três virtudes não são prescrições que aprisionam a liberdade, mas dons libertadores do Espírito Santo, pelos quais alguns fiéis se consagram totalmente a Deus”.

No final do encontro, o Papa deixou uma saudação aos peregrinos de língua portuguesa. “Saúdo especialmente os jovens escuteiros de Vila Flor, em Portugal. São Carlos Acutis dizia: ‘diante do sol, ficamos bronzeados. Diante da Eucaristia, tornamo-nos santos!’. Ide, pois, ter com Jesus Ressuscitado e estreitai amizade com Ele: procurai-o todos os domingos, passai na igreja para o cumprimentar, acolhei o dom do seu Espírito e conservai sempre a sua paz”. Durante a audiência geral, Leão XIV renovou o convite para se unirem a ele num “momento de oração pela Paz”, que vai ter decorrer na Basílica de São Pedro no sábado, às 18h00 (menos uma em Lisboa). A vigília sé presidida pelo Papa e aberta à participação de todos.


Jovens da «Missão Anima» dos Salesianos, estiveram na nossa Paróquia

No decorrer desta semana de 6 a 12 de abril a nossa comunidade da Torreira recebeu os jovens da «Missão Anima», que vieram transmitir alegria de Cristo Ressuscitado, às nossas famílias da Torreira. Entusiasmo, alegria, diversão, comunhão, evangelização de rua foi o que proporcionou um enorme contágio na nossa comunidade. Estes jovens foram divididos em diversos grupos com funções muito diversificadas, alguns estiveram na Asfita a trabalhar nos arranjos exteriores, mas também na escuta, partilha de experiências que enriqueceu a todos. Outros ficaram no oratório onde procuraram criar dinâmicas de evangelização com as crianças da nossa catequese onde também os envolveram de alguma forma no desporto e nos momentos de oração comunitária. Outros jovens estiveram na evangelização porta a porta, foi grande a recetividade das pessoas da comunidade sentiu-se que as pessoas estavam ávidas de ser contagiadas por esta alegria trazida por estes jovens à nossa paróquia da Torreira. Ao longo da semana fomo-nos apercebendo de que pouco a pouco o grupo um grande número de pessoas que aderiam aos momentos de oração comunitária, sendo cada vez maior a sua participação, o mesmo se verificou que pouco a pouco as pessoas abriam as portas de suas casas, para receberem estes jovens missionários. Outro aspecto a evidenciar foram os espaços de oração criados por eles próprios e a grande atmosfera que se respirava nos momentos de oração, gerando uma profunda comunhão com Deus e uns com os outros, animados pela alegria de Cristo Ressuscitado. Estes quase 50 jovens e dois padres Salesianos que os acompanharam trouxeram uma frescura à nossa comunidade paroquial. Apenas, resta deixar um agradecimento especial por terem aceite o convite da missão e às pessoas que abriram as suas portas e acolheram estes jovens. OBRIGADO!

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