Novos Ventos – 22 de Março

V Domingo da Quaresma – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste V domingo da Quaresma a liturgia apresenta a passagem da ressurreição de Lázaro, também a liturgia de hoje está relacionada com os domingos em que se fazem os escrutínios de preparação para o baptismo. Esta vida nova nos é dada por Cristo, através do baptismo ao qual fomos regenerados pela sua Morte e Ressurreição. Assim, Jesus o afirmou neste excerto do evangelho: «Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho de Deus».

Outros aspetos que merecem uma breve reflexão é a atitude das duas irmãs de Lázaro. Maria fica sentada em casa a lamentar a morte do irmão, talvez a receber as condolências, enquanto Marta saiu ao encontro de Jesus. Ainda, que inicialmente o pedido de Marta tenha sido muito humano e com dificuldade em perceber a dimensão da vida para além da morte, neste diálogo com Jesus o coração de Marta abre-se à fé de tal modo que depois é capaz de dizer: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo».

De facto, é necessário não apenas balbuciar palavras, mas com o coração entender que a promessa de Jesus é verdadeira, Ele é o Salvador do mundo. Portanto, a morte não é o fim nem uma desgraça, mas depois de nos libertarmos deste corpo corruptível, pela graça e misericórdia de Deus recebemos como herança a glória da eternidade.

A leitura do livro de Ezequiel, através da voz profética de Ezequiel, Javé promete aos habitantes de Judá exilados numa terra estrangeira, desesperados e sem futuro, uma vida nova. “Vou abrir os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, ó meu povo” – diz-lhes Deus. O desígnio de Deus para os seus queridos filhos é e sempre será um desígnio de vida; por isso, Ele nunca deixará de vir ao encontro do seu povo e de o guiar, pela sua própria mão, até às fontes da vida eterna.

A leitura do Apóstolo São Paulo aos Romanos, o apóstolo Paulo convida os cristãos de Roma – e os discípulos de Jesus de todos os tempos e lugares – a relembrarem o compromisso que assumiram no dia do seu batismo e a viverem sob o domínio “do Espírito”. Aqueles que escolheram Cristo e que vivem no Espírito, pertencem a Deus e integram a família de Deus. Estão destinados à vida eterna, à vida plena e verdadeira.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João, oferece-nos – a partir da história de um amigo de Jesus chamado Lázaro – uma magnífica catequese sobre o projeto de vida que Deus tem para o homem. Diz-nos que Jesus veio ao nosso encontro, enviado por Deus, para nos oferecer uma vida que a morte nunca poderá vencer. Àqueles que manifestam interesse em acolher essa vida, Jesus garante-lhes: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá”. Chegamos à vida se ousarmos seguir atrás de Jesus, como discípulos.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, as irmãs de Lázaro mandaram dizer a Jesus: «Senhor, o teu amigo está doente». Ouvindo isto, Jesus disse: «Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem». Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, f icou ainda dois dias no local onde Se encontrava. Depois disse aos discípulos: «Vamos de novo para a Judeia». Ao chegar lá, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; e todo aquele que vive e acredita em Mim não morrerá para sempre. Acreditas nisto?». Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». Jesus comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. Depois perguntou: «Onde o pusestes?». Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». E Jesus chorou. Diziam então os judeus: «Vede como era seu amigo». Mas alguns deles observaram: «Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?». Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus: «Tirai a pedra». Respondeu Marta, irmã do morto: «Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias». Disse Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?». Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste». Dito isto, bradou com voz forte: «Lázaro, sai para fora». O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir». Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele. Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Março 2026)

«Levantai-vos e não tenhais medo» (Mt 17,7)

Todo aquele que fez a experiência de encontrar Deus em sua vida ficou fascinado pela sua presença, tocado e curado pela sua Palavra. Muitas vezes, o testemunho de uma comunidade cristã o acompanha nessa aventura divina e lhe dá a coragem de se levantar, de sair de si mesmo, para retomar a caminhada com Jesus e com os irmãos. Vejamos o testemunho de uma jovem síria: “No final do ano passado, meu país passou por um período muito difícil e minha cidade foi atingida por uma onda de caos e de medo. Eu estava profundamente preocupada com minha família, com meus amigos e comigo mesma. Em meio a tantas incertezas, eu procurava me manter firme na esperança em Deus, tentando permanecer forte apesar de tudo. Antes desses acontecimentos, eu e os jovens com os quais me esforço para viver o Evangelho tínhamos elaborado alguns projetos para apoiar famílias necessitadas por meio de cestas básicas e outras iniciativas. Mas a situação nos obrigou a suspender temporariamente todas as atividades. Depois de alguns dias, conseguimos nos reunir novamente; naquela ocasião encontramos, uns nos outros, força e coragem. Decidimos não nos deixar vencer pelo medo, mas depositar nossa confiança em Jesus e continuar a caminhada que havíamos começado. Com a fé compartilhada, conseguimos ajudar mais de 40 famílias que realmente precisavam de apoio. Em meio a essas dificuldades, sentimos que, graças ao amor de Deus e à nossa unidade, podíamos realmente fazer a diferença.” Texto preparado por Letizia Magri


Cristã árabe Margaret Karram reeleita presidente Movimento Focolares

Margaret Karram foi eleita presidente do Movimento dos Focolars para um segundo mandato durante a Assembleia que decorre em Rocca di Papa, em Itália, renovando o “sim” ao “serviço da Igreja, do Movimento e da Humanidade”. “Com a graça de Deus e a vossa ajuda, aceito. Fiquei extremamente comovida com o Salmo 94 da liturgia de hoje: ‘Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações’. A este novo chamamento, renovo o meu ‘sim’, a minha plena adesão a Deus com todos vós, ao serviço da Igreja, do Movimento e da Humanidade”, afirmou a presidente reeleita, citada no comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA.

Durante a Assembleia, onde participam 261 membros do Movimento dos Focolares com direito a voto, foi eleito como copresidente o sacerdote argentino Roberto Almada. “Aceito esta eleição com a graça de Deus e com a proteção de Nossa Senhora e darei o melhor de mim, com as minhas forças, a inteligência e o coração. Podem contar comigo”, afirmou na ocasião o padre Roberto Almada.

Margaret Karram é cristã árabe, nasceu em Haifa, em Israel, e “cresceu num ambiente multirreligioso, tendo desenvolvido desde jovem um forte empenho no diálogo entre diferentes culturas e religiões”. Após a fundadora Chiara Lubich e Maria Voce, Margaret Karram é a terceira presidente do Movimento dos Focolares, desde 2021, tendo estudado Estudos Judaicos, na American Jewish University de Los Angeles, assumindo depois a “responsabilidade no Movimento, na Terra Santa, trabalhando paralelamente, durante 14 anos, no Consulado Geral de Itália em Jerusalém”. “Reconhecida a nível internacional pela sua contribuição ao diálogo inter-religioso – prémios Mount Zion (2013) e Santa Rita (2016) –, participou na Invocação pela Paz nos Jardins do Vaticano, em 2014, com o Papa Francisco e os Presidentes de Israel e da Palestina”, indica o comunicado.

Roberto Almada, médico psiquiatra e psicoterapeuta, é um sacerdote focolarino argentino, doutorado em Filosofia, que foi um dos promotores da Escola de Logoterapia no Uruguai e no Paraguai. “Faz parte do grupo que coordena percursos de acompanhamento espiritual e psicológico no Instituto Universitário Sophia para a América Latina e as Caraíbas e no Instituto Logos de Caserta (Itália). A s ua atividade pastoral tem-se centrado no âmbito familiar através do Movimento Famílias Novas, onde acompanha projetos de acompanhamento de casais”, indica o comunicado. Nos próximos dias, a Assembleia do Movimento dos Focolares vai eleger o novo órgão diretivo do Movimento dos Focolares, isto é, os Conselheiros gerais que serão os colaboradores mais próximos da presidente, e a discutir propostas de alteração dos Estatutos.

Diocese de Aveiro convida a viver «três dias e três noites» no seminário

O Seminário da Diocese de Aveiro convida adolescentes, jovens e adultos a viverem a Semana Santa 2026 de “uma forma mais profunda este ano” e de uma forma “completamente nova”, ao longo de “três dias e três noites”. “Tal como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, e como Jesus nos disse que estaria três dias no coração da terra, convidamos-te a viver três dias e três noites de uma experiência única que pode transformar a tua Páscoa para sempre”, explica o Seminário de Santa Joana Princesa da Diocese de Aveiro.

A iniciativa ‘Vive a Semana Santa no Seminário de Aveiro’ é um “estágio de Páscoa” que se destina “especialmente para rapazes do 7º ao 9º ano”, de 30 de março (18h30) a 2 de abril (17h00), e para rapazes e homens, “10º ao 12º ano, + adultos”, de 1 (19h00) a 4 de abril (16h00). O Seminário diocesano de Santa Joana Princesa de Aveiro propõe momentos de oração e silêncio, “que ajudarão a compreender melhor o mistério da Paixão de Cristo”, novas amizades com outros jovens que também “querem aprofundar a sua fé”, atividades dinâmicas e reflexões orientadas por seminaristas e sacerdotes. Este estágio de Páscoa é ainda uma oportunidade para conhecerem “melhor o Seminário e a vida de quem se prepara para servir a Deus”, a vivência dos momentos centrais da Semana Santa em comunidade. “Esta é a tua oportunidade para viveres os dias mais importantes do ano litúrgico num ambiente especial, onde cada momento te ajudará a crescer na tua relação com Jesus”, acrescenta a organização.

Os participantes desta Semana Santa no Seminário de Aveiro devem levar a Bíblia, o terço, “caderno e caneta para apontamentos”, roupa para os três dias, “e para as celebrações na Sé, uma roupa mais formal e sapatos”, e roupa e calçado para desporto, e “roupa para sujar em voluntariado”, para além dos objetos de higiene pessoal. “Não deixes que esta Semana Santa seja apenas mais uma na tua vida. Aceita o desafio de Jesus e mergulha nestes três dias de encontro, reflexão e amizade”, acrescenta o Seminário de Santa Joana Princesa, divulga a Diocese de Aveiro. O Seminário de Santa Joana Princesa de Aveiro vai celebrar o Jubileu de Diamante (75 anos), a 14 de novembro de 2026, e iniciou as comemorações com a inauguração de uma exposição jubilar, no dia 14 de novembro de 2025. Esta instituição diocesana foi inaugurada no dia 14 de novembro de 1951, por D. João Evangelista, tendo as obras decorrido até 1953, segundo o atual reitor “já passaram cerca de 1.300 alunos ou seminaristas nesta casa”. “E, portanto, desses 1.300 alunos, cerca de 6%, mais ou menos, foram ordenados. Também era um seminário chamado Menor e até 2020 teve essa missão de ser o Seminário Menor”, acrescentou o padre Pedro Miguel Vieira Barros.

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