Novos Ventos – 01 de Março

II Domingo da Quaresma – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Queridos irmãos e irmãs, a liturgia deste II Domingo da Quaresma põe em evidência o relato da Transfiguração de Jesus. A Transfiguração é a revelação antecipada de Cristo glorioso, isto é, entrar na experiência da Ressurreição de Jesus que acontece no fim da Paixão. Essa experiência é de tal forma tão intensa e forte que leva os discípulos a pronunciar «como é bom estarmos aqui». Os discípulos entram numa atmosfera mística de modo que lhes é permitido ver Moisés e Elias que conversam com Jesus.

Poderíamos dizer que essa é a realidade do Paraíso, ou seja, do Céu onde se vive a comunhão dos Santos, em que os que já partiram gozam da companhia de Deus no Reino Celeste. É de facto, nesta envolvência do Absoluto que leva os discípulos a querer permanecer n’Aquele estado de alma que não desejam sair de lá. Quando a nuvem luminosa os envolveu, ainda tiveram a graça de ouvir uma voz que dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Deus, que revela a Essência Divina de Jesus, Ele é o Filho de Deus. Depois, que saem daquela experiência do Paraíso, Jesus faz a seguinte recomendação aos discípulos: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mostos». Que este santo tempo da Quaresma nos ajude a entrar num colóquio mais íntimo e profundo com Jesus Cristo.

A leitura do Livro de Génesis, coloca diante dos nossos olhos aquele que a catequese de Israel considera o “modelo” do crente: Abraão. Depois de ouvir Deus dizer-lhe “põe-te a caminho”, Abraão deixa tudo, corta todas as amarras e avança rumo ao desconhecido, disposto a abraçar todos os desafios que Deus entender apresentar-lhe. A sua obediência é total, a sua confiança é inabalável. A forma como Abraão se entrega nas mãos de Deus interpela e desafia os crentes de todas as épocas.

A leitura do Apóstolo São Paulo a Timóteo, o autor da Carta a Timóteo recorda-nos que Deus conta connosco para sermos, no mundo, arautos da Boa Notícia da sua salvação. Talvez isso signifique correr riscos, enfrentar medos, suscitar oposições, viver em sobressalto; mas a proposta de Deus não pode ser riscada dos caminhos que a humanidade percorre: tem de ser proclamada de cima dos telhados e chegar ao coração de todos os homens.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, Jesus pede aos discípulos que confiem n’Ele e que ousem segui-l’O no caminho de Jerusalém. Esse caminho, embora passe pela cruz, conduz à ressurreição, à vida nova e eterna. Aos discípulos, relutantes e assustados, Deus confirma a verdade da proposta de Jesus: “Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O”. Ousaremos também nós seguir Jesus no caminho de Jerusalém?


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os, em particular, a um alto monte e transfigurou-Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra, e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra e assustaram-se muito. Então Jesus aproximou-Se e, tocando-os, disse: «Levantai-vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu-lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos». Palavra da Salvação


«A intensidade da guerra continua a crescer», diz embaixador da Santa Sé em Kiev

O núncio apostólico na Ucrânia destacou hoje “exemplos de resiliência” na situação dramática dos quatro anos de guerra no país, alertando que “a intensidade guerra continua a crescer”, e pede “oração, presença humanitária, solidariedade e proximidade sincera”. “Quatro anos de uma guerra de tamanha escala é muito tempo, e a intensidade da guerra continua a crescer. Também examinei as estatísticas: as forças militares russas em solo ucraniano aumentaram aproximadamente quatro vezes. Os ataques com mísseis e drones triplicaram ou quadruplicaram nos últimos anos. Relatórios das Nações Unidas e de outras organizações especificam que o número de vítimas civis também está aumentando”, disse D. Visvaldas Kulbokas, ao portal de notícias do Vaticano. Na entrevista publicada esta terça-feira, 24 de fevereiro, quando se assinalam quatro anos da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, o representante do Papa, arcebispo lituano, fala na “dificuldade”, inclusivamente a sua, em compreender como vão “sair desta violência que só dá a impressão de crescer e se intensificar”, quando a Rússia é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), “e tem a responsabilidade de promover a paz e a justiça”.

D. Visvaldas Kulbokas partilhou uma conversa recente com um médico que recordou que no início da guerra, em 2022/2023, conseguiam “montar postos de primeiros socorros em porões e nos andares inferiores de casas e edifícios”, mas, agora, “todos os prédios estão sob ataque”, “são obrigados a cavar cerca de cinco ou seis metros”, já um responsável da Cruz Vermelha Internacional relatou que “foram obrigados a reduzir significativamente a distribuição” da ajuda humanitária perto da linha de frente, porque são todos “atingidos indistintamente”. O núncio apostólico da Santa Sé na Ucrânia acredita que a maior ajuda que a Igreja pode oferecer ao povo ucraniano “é, sobretudo, espiritual”, a manter um olhar “cheio de esperança”: “Quanto mais a esperança é transmitida pela oração, pela proximidade, pelo aconselhamento, pela presença, isso é muito importante, mais ela se torna um dom.” “Trata-se de carregar uma esperança cultivada no coração”, acrescentou D. Visvaldas Kulbokas, em declarações ao portal ‘Vatican News’, encorajando “todos a apoiar a Ucrânia, especialmente no sentido espiritual”, que significa também “presença humanitária, solidariedade e proximidade sincera”. D. Sviatoslav Shevchuk explica que os russos estão a destruir “metodicamente as infraestruturas vitais das cidades ucranianas”, “muitas centrais construídas na era soviética”, e os ucranianos montam ‘Centros de Resiliência’, “tendas aquecidas com geradores”, para as pessoas recarregarem os dispositivos, beberem “um chá quente, ficar juntas e aquecer”, em frente aos grandes edifícios e no seu interior, como “no abrigo semi-subterrâneo” da catedral. Somos todos o mesmo povo e sofremos juntos. Sou cidadão de Kiev e o frio não pergunta: “Você é padre ou bispo?” ou “A que Igreja você pertence? Como você reza a Deus?” Diante desta tragédia, somos todos iguais, tentamos permanecer unidos, ajudar-nos uns aos outros e também encontrar um sentido cristão.”


Leão XIV visita o Mónaco, África e Espanha no primeiro semestre de 2026

O Papa vai fazer ao longo de 2026 e que terão por destino Argélia, Camarões, Angola, Guiné Equatorial, Principado do Mónaco, Espanha. Leão XIV começa por visitar o Principado do Mónaco, no dia 28 de março, desloca-se a durante dez dias a África, entre 13 e 23 de abril, e depois a Espanha, entre 6 e 12 de junho. Numa declaração do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, publicada no boletim divulgado hoje, Matteo Brun confirma as datas de cada visita do Papa, acolhendo “o convite dos respetivos chefes de Estado” e das autoridades eclesiásticas de cada país. A respeito da viagem a África, a Sala de Imprensa indica que o Papa, na Argélia, vai visitar Argel e Annaba, de 13 a 15 de abril; nos Camarões vai estar em Yaoundé, Bamenda e Douala; em Angola, desloca-se a Luanda, Muxima e Saurimo, de 18 a 21 de abril; e conclui a deslocação ao continente africano, durante dez dias, na Guiné Equatorial, para visitar Malabo, Mongomo e Bata, nos dias 21, 2 e 23 de abril.

De acordo com o portal de notícias do Vaticano, a deslocação do Papa a Espanha inclui a visita a Madrid e depois a Barcelona, para inaugurar a “mais alta torre da Sagrada Família, a basílica monumental que remodelou o horizonte da cidade catalã”. “A visita coincide com o centenário da morte do brilhante arquiteto que ‘sonhou’ a Basílica e iniciou sua construção, Antoni Gaudí, declarado Venerável Servo de Deus no ano passado”.

Depois de Barcelona, o Papa desloca-se para as Ilhas Canárias para visitar Tenerife e Gran Canaria. Durante os primeiros meses do pontificado de Leão XIV, eleito no dia 8 de maio de 2025, o Papa realizou a viagem apostólica à Turquia e ao Líbano, entre os dias 27 de novembro e 2 de dezembro, para assinalar os 1700 anos do Concílio de Niceia. Após as celebrações do Jubileu 2025, em Roma, que preencheram o calendário do Papa durante o último ano, Leão XVI vai visitar as paróquias da Diocese de Roma, tendo já estado em Santa Maria Regina Pacis, em Ostia Lido (setor Sul), no dia 15 de fevereiro, e na igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Castro Pretorio (setor Centro), no domingo seguinte. Em março, Leão XIV estará na paróquia da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo (dia 1, setor Leste), em Santa Maria della Presentazione (dia 8, setor Oeste) e no Sagrado Coração de Jesus em Ponte Mammolo (dia 15, setor Norte).

Papa envia novo carregamento de ajuda para a Ucrânia

O Papa, através do Dicastério para o Serviço da Caridade (Esmolaria Apostólica), enviou ajuda para Ucrânia, em resposta ao apelo de vários bispos, pela segunda vez este mês, que chegou hoje, quando assinalam quatro anos de guerra. “Apesar de todas as dificuldades logísticas e operacionais, os produtos serão distribuídos em breve nos vastos territórios bombardeados”, informou a Esmolaria Apostólica, citada pelo portal de notícias do Vaticano.

Através do Dicastério para o Serviço da Caridade, a ajuda de Leão XVI, medicamentos e centenas de aquecedores elétricos a óleo comprados na Itália, chegou a Zaporizhzhya, no sudeste da Ucrânia, na manhã desta terça-feira, 24 de fevereiro, quando se assinalam quatro anos do início da guerra neste país, com a invasão militar russa, neste dia em 2022. O carregamento com mais de mil aquecedores vai garantir uma fonte de aquecimento para as famílias em grande dificuldade, algumas obrigadas a encontrar alojamentos improvisados, ou a dirigirem-se a abrigos aquecidos com geradores.

O Papa respondeu aos apelos de ajuda de bispos ucranianos, como de D. Pavlo Honcharuk, bispo de Kharkiv-Zaporizhzhia, para mais de 800 famílias – um bairro inteiro – que ficaram sem aquecimento após ações militares contra as infraestruturas energéticas, e pediu ajuda concreta para adquirir equipamentos para resolver o problema do frio nas casas. A Esmolaria Apostólica da Santa Sé salienta que os bispos ucranianos fazem “pedidos desesperados”, tornaram-se porta-vozes da população. Leão XVI exigiu que as “armas se calem” na Ucrânia, assinalando o quarto aniversário da invasão em larga escala da Rússia com um apelo urgente ao diálogo e ao fim da destruição, este domingo, dia 22 de fevereiro, desde a janela do apartamento pontifício. “Renovo com veemência o meu apelo:  que as armas se calem. Que cessem os bombardeamentos. Que se chegue sem demora a um cessar-fogo e se reforce o diálogo para abrir caminho à paz”, disse o Papa, após a recitação da oração do ângelus.

Segundo o Dicastério para o Serviço da Caridade, o camião com os medicamentos mais urgentes contrasta com a “desastrosa emergência humanitária”, no valor comercial de “mais de 1 milhão de euros, tornada possível graças, sobretudo, ao envolvimento da Fundação Banco Farmacêutico ETS”, divulga o portal online ‘Vatican News’. É a segunda vez que Leão XIV envia ajuda humanitária para a população na Ucrânia este mês, no início de fevereiro três camiões levaram 80 geradores de energia, medicamentos, como antibióticos, anti-inflamatórios, suplementos e alimentos.

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