Novos Ventos – 11 de Janeiro

Festa do Baptismo do Senhor – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste domingo celebramos a festa do Baptismo do Senhor. Aquele que João Baptista tinha anunciado, como o que devia vir depois de si e que havia de baptizar no Espírito Santo, surge agora com os seus discípulos no rio Jordão e desce à água, para ser baptizado no meio dos pecadores. De facto, o baptismo administrado por João era de penitência e com um grande convite à conversão.

Como poderia Jesus que estava isento de pecado submeter-se ao baptismo de penitência? Jesus, nos mostra desta forma que o Seu Amor, por nós é de tal forma que ao assumir a nossa natureza humana faz-se tudo igual a nós excepto no pecado, a fim de nos resgatar do poder das trevas e da morte eterna. Depois, de ter sido baptizado e ter saído das águas do Jordão, acontece um fenómeno extraordinário; os céus abriram-se, isto é, a Trindade faz-se comunicar de uma forma esplêndida, o Espírito Santo desce sobre Jesus e ouviu-se a voz do Pai «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência».

Hoje, nesta celebração somos convidados a recordar e renovar as nossas promessas baptismais e reconhecer que pelo baptismo nos tornamos membros deste «Corpo Místico», em que Cristo é a Cabeça e nós somos membros do Seu Corpo. Nós somos templos de Deus e o Espírito de Deus habita em cada um de nós. Por isso, temos esta grande corresponsabilidade de ser uma Igreja em comunhão e se não estou na comunidade paroquial onde fui baptizado, então o corpo não está completo na sua totalidade.  

A leitura do Livro de Isaías, anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Investido do Espírito de Deus, ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.

A leitura dos Atos dos Apóstolos, reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projeto de salvação em favor dos homens; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, aparece-nos a concretização da promessa profética da primeira leitura: Jesus é o Filho/”Servo” enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-Se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à Vida em plenitude.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus chegou da Galileia e veio ter com João Batista ao Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se, dizendo: «Eu é que preciso de ser batizado por Ti, e Tu vens ter comigo?». Jesus respondeu-lhe: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». João deixou então que Ele Se aproximasse. Logo que Jesus foi batizado, saiu da água. Então, abriram-se os céus e Jesus viu o Espírito de Deus descer como uma pomba e pousar sobre Ele. E uma voz vinda do Céu dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência». Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Janeiro 2026)

«Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados» (Ef 4,4)

Na Guatemala, o diálogo entre cristãos das diversas Igrejas é muito ativo. Escreve-nos o Ramiro: «Com um grupo de pessoas de várias Igrejas, preparámos a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. O programa incluía um festival artístico, preparado com os jovens, e várias celebrações nas diferentes igrejas. A Conferência Episcopal católica pediu-nos para continuar esta experiência, para preparar também um momento de partilha com um grupo de bispos católicos e pessoas de várias Igrejas, vindos de toda a América, para um encontro comemorativo dos 1700 anos do Concílio de Niceia. Através destas atividades, sentimos de modo muito forte a unidade entre nós, com os frutos que dela decorrem: fraternidade, alegria, paz». Patrizia Mazzola

Papa pede fim da «indústria da guerra» e apela à «redistribuição» de recursos

O Papa defendeu hoje, no Vaticano, que o Jubileu de 2025 deve deixar como legado uma justiça fundada na partilha, apelando à redistribuição de bens e ao fim da “indústria da guerra”. Prosseguiu dizendo: “Que o Reino de Deus cresça, que as suas palavras se realizem em nós, que os estrangeiros e os adversários se tornem irmãos e irmãs, que em vez das desigualdades haja equidade, que em vez da indústria da guerra se afirme o artesanato da paz”. Na solenidade da Epifania, em que se assinalou o encerramento do Jubileu, o pontífice sustentou que o Ano Santo quis inspirar uma ação em favor da “justiça fundada na gratuidade”. Segundo o Papa, a esperança celebrada no Jubileu “vem do céu, mas para gerar uma nova história aqui em baixo”.

Após ter presidido ao encerramento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, Leão XIV dirigiu-se aos fiéis reunidos na Praça para a oração do Ângelus, destacando que os presentes dos Magos do Oriente simbolizam “o que cada um pode pôr em comum, o que já não pode guardar para si, mas partilhar, para que Jesus cresça”. Continuou o Papa dizendo: “Aquele que dá tudo, dá muito”, observou. Não sabemos o que os Magos, vindos do Oriente, possuíam, mas a sua partida, o risco que correram e os seus próprios presentes sugerem-nos que tudo, realmente tudo o que somos e possuímos, deve ser oferecido a Jesus, tesouro inestimável.” Para Leão XIV, a Epifania revela que a vida divina está ao alcance de todos para dissolver medos, apresentando em Jesus uma humanidade que “não existe para si mesma, mas aberta e em comunhão”. “Como tecelões de esperança, caminhemos rumo ao futuro por outro caminho”, concluiu o Papa, citando o regresso dos Magos para evocar a nova etapa que se abre após o Ano Santo.


Leão XIV rejeita «agendas pessoais» nos trabalhos do Consistório

O Papa presidiu hoje, na Basílica de São Pedro, à Missa com os cardeais reunidos em Consistório extraordinário, apelando a um discernimento que supere interesses de grupo e se foque no bem da Igreja. “Não estamos aqui para promover agendas, pessoais ou de grupo, mas para confiar os nossos projetos e inspirações ao juízo de um discernimento que nos ultrapassa”, disse Leão XIV, numa homilia proferida no Altar da Cátedra. A reflexão abordou a origem da palavra Consistório (consistere), associando-o ao ato de “parar” num mundo marcado pelo frenesim. “Todos nós parámos para estar aqui: interrompemos por algum tempo as nossas atividades e renunciámos a compromissos importantes. Este é um gesto profético no contexto da sociedade frenética em que vivemos”, afirmou o Papa, sublinhando que este silêncio é essencial para “não correr o risco de andar às cegas”.

Leão XIV destacou que o Colégio Cardinalício, embora rico em competências, “não é chamado a ser, em primeiro lugar, uma equipa de especialistas, mas uma comunidade de fé”. Recuperando a imagem evangélica da multiplicação dos pães, por Jesus, o pontífice reconheceu que, perante uma “humanidade faminta de bem e de paz”, os responsáveis católicos podem sentir-se “incapazes e desprovidos de meios”. A homilia reiterou que a missão dos cardeais é ajudar o Papa a identificar os recursos que Deus oferece, por mais humildes que pareçam. “Nem sempre conseguiremos encontrar soluções imediatas para os problemas que temos de enfrentar. Todavia, em qualquer lugar e circunstância, poderemos sempre ajudar-nos mutuamente – e, em particular, ajudar o Papa – a encontrar os ‘cinco pães e dois peixes’ que a Providência nunca deixa faltar, onde os seus filhos imploram ajuda.”

Lembrando que a responsabilidade partilhada com os cardeais é “grave e pesada”, Leão XIV concluiu a homilia com uma oração de Santo Agostinho, dirigida a Deus: “Concedei-me o que me ordenais e ordenai-me o que quiserdes”. Após a celebração, os cerca de 170 cardeais presentes regressam à Sala do Sínodo para duas sessões de trabalhos, que se focam hoje nos temas da sinodalidade e da evangelização, escolhidos na tarde de quarta-feira. Este Consistório extraordinário acontece oito meses após o Conclave de 2025, que escolheu Leão XIV, no qual estiveram quatro portugueses: D. Manuel Clemente, patriarca emérito de Lisboa; D. António Marto, bispo emérito de Leiria-Fátima; D. José Tolentino Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação; e D. Américo Aguiar, bispo de Setúbal. O Colégio Cardinalício conta atualmente com 245 membros (122 eleitores e 123 com mais de 80 anos), de 92 países.

CNIS: Confederação apresenta estudo na Assembleia da República sobre a importância das IPSS

A Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) assinala dia 15 de janeiro o seu 45º aniversário com uma sessão na Sala do Senado da Assembleia da República (Lisboa), que consistirá na apresentação do quinto estudo da série «Importância Económica e Social das IPSS em Portugal».

Editado pela CNIS em formato impresso e em formato eletrónico, o quinto estudo, com dados relativos aos anos de 2022 e 2023, foi realizado por Américo Mendes, coordenador da ATES – Área Transversal de Economia Social, da Universidade Católica Portuguesa (Porto), e por Francisco Martins da Rocha, da Central de Balanços da CNIS.

O presidente da CNIS, padre Lino Maia, realça a importância da apresentação, no Dia da CNIS, na Assembleia da República: “É um estudo científico, a metodologia da Central de Balanços foi validada pelo Banco de Portugal, que revela a importância económica e social das instituições de solidariedade, que empregam mais de 250 mil trabalhadores e onde cada euro aplicado e investido se multiplica mais de quatro vezes. Em muitas zonas do país, é a única resposta de carácter público. Em 23% das freguesias deste país é uma IPSS que lá está e não qualquer organismo da função pública”. Pelas 14h00, na cerimónia de apresentação, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, fará o discurso de abertura, a que se seguirá a intervenção do presidente da CNIS. Logo depois, o estudo «Importância Económica e Social das IPSS em Portugal» será apresentado por Américo Mendes, cabendo à Secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, o encerramento da sessão.

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