Novos Ventos – 28 de Dezembro

Festa da Sagrada Família de Nazaré – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste domingo celebramos a Festa da Sagrada Família de Nazaré. A liturgia mostra como deve ser o modelo das famílias, uma convivência pura e que cada membro tem um papel crucial para o seu desenvolvimento humano, moral e social. A figura paterna exerce uma função de protetor o qual transmite segurança no seu lar. A figura materna é aquela que com o seu cuidado e sensibilidade, coloca harmonia e através da sua dedicação produz estabilidade no lar.

Os filhos por sua vez, são aqueles que pela sua fragilidade confiam nos pais e procuram em tudo serem imitadores deles seguindo os seus exemplos. Não sei se porventura já pensámos nisto! O problema é que a sociedade atravessa por momentos de crise, os membros familiares deixaram de exercer as suas funções.

A liturgia de hoje coloca como modelo a «Família de Nazaré», esta é uma Família que jamais se poderá igualar às outras, porque falamos de três pessoas que por predileção de Deus aceitaram participar nos desígnios de Deus, sendo cada um Deles, Virgem, através do seu «Sim» ao projeto de Deus, dando à Luz o Salvador do Mundo. Nós, não sendo puros como eles que por Graça Divina perseveraram na Pureza. Como o mundo seria melhor, se cada membro familiar procurasse exercer as suas funções familiares no modo de ser pai, mãe e filho. Então deixaríamos de assistir a esta escalada de violência familiar que diariamente assistimos na televisão, pais que matam os filhos e filhos que matam os pais. Que a Família de Nazaré ajude as nossas famílias a ser exemplos concretos de amor.

A leitura do Livro de Ben-Sirá, um sábio israelita do séc. II a.C., empenhado em preservar os valores tradicionais do seu povo, convida os seus concidadãos a amarem e a honrarem os pais em todos os momentos da vida. Garante que Deus não esquecerá aqueles que assim procederem.

A leitura da Epistola de São Paulo aos Colossenses, Paulo de Tarso lembra-nos que a opção por Cristo deve traduzir-se, na vida do dia a dia, em comportamentos compatíveis com a realidade do Homem Novo. Vivendo ao ritmo do amor, conforme as indicações de Cristo, devemos vestir-nos “de sentimentos de misericórdia, de bondade, humildade, mansidão e paciência”, cuidando uns dos outros e perdoando as debilidades dos irmãos. Dessa forma seremos no mundo testemunhas e arautos da fraternidade.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, o evangelista oferece-nos uma “foto” a cores da família de Jesus. É, antes de mais, uma família que conta com Deus e que vive de Deus: escuta as indicações de Deus, aceita percorrer os caminhos de Deus, confia incondicionalmente em Deus. É, também, uma família unida, solidária, fraterna, onde cada um pode contar com o apoio incondicional dos outros, onde ninguém é descartado e deixado para trás, onde cada um é querido, cuidado, protegido e amado. É assim que se constrói uma família capaz de superar todas as provas e crises que a vida trouxer.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Depois de os Magos partirem, o Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e foge para o Egito e fica lá até que eu te diga, pois Herodes vai procurar o Menino para O matar». José levantou-se de noite, tomou o Menino e sua Mãe e partiu para o Egito e ficou lá até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciara pelo Profeta: «Do Egito chamei o meu filho». Quando Herodes morreu, o Anjo apareceu em sonhos a José, no Egito, e disse-lhe: «Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel, pois aqueles que atentavam contra a vida do Menino já morreram». José levantou-se, tomou o Menino e sua Mãe e voltou para a terra de Israel. Mas, quando ouviu dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de seu pai, Herodes, teve receio de ir para lá. E, avisado em sonhos, retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Assim se cumpriu o que fora anunciado pelos Profetas: «Há de chamar-Se Nazareno». Palavra da Salvação


Papa evoca crise em Gaza e «povo ucraniano massacrado»

O Papa evocou hoje, no Vaticano, as vítimas das guerras no Médio Oriente e na Ucrânia, entre outras regiões, lamentando a persistência de conflitos que continuam a atingir a humanidade “Jesus assume a nossa fragilidade, identifica-se com cada um de nós: com aqueles que não têm mais nada e perderam tudo, como os habitantes de Gaza”, declarou, na sua primeira mensagem de Natal, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’ (à cidade [de Roma] e ao mundo), desde a varanda da Basílica de São Pedro.

Leão XIV assumiu preocupações com o Médio Oriente, recordando a sua recente viagem à região, com passagem pelo Líbano, e o sentimento de “impotência” das populações locais.

“Neste dia de festa, desejo enviar uma calorosa saudação paterna a todos os cristãos, em especial àqueles que vivem no Médio Oriente e que recentemente, na minha primeira viagem apostólica, desejei encontrar. Ouvi os seus receios e conheço bem o seu sentimento de impotência perante dinâmicas de poder que os ultrapassam”, declarou. “De Jesus invocamos justiça, paz e estabilidade para o Líbano, a Palestina, Israel e a Síria”, acrescentou. Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, numa manhã de chuva, o pontífice citou o poeta israelita Yehuda Amichai (1924–2000) para rejeitar uma paz meramente burocrática.

“Não a paz de um cessar-fogo, nem a visão do lobo e do cordeiro, mas antes como quando no coração a excitação termina e apenas se pode falar de um grande cansaço. […] Venha de repente, como as flores selvagens, porque o campo precisa dela: paz selvagem”, disse, recitando o poema “Wildpeace” (Paz Selvagem). O Papa abordou ainda a situação no leste europeu, apelando ao silêncio das armas. “Rezemos de modo especial pelo povo ucraniano tão massacrado: que o barulho das armas acabe e que as partes envolvidas, apoiadas pelo empenho da comunidade internacional, encontrem a coragem de dialogar de modo sincero, direto e respeitoso”, exortou. “Ao Príncipe da Paz, entregamos o inteiro continente europeu, pedindo-lhe que continue a inspirar um espírito comunitário e colaborativo, fiel às suas raízes cristãs e à sua história, solidária e acolhedora com quem passa necessidade”, acrescentou. A lista de conflitos e crises humanas abrangeu vários continentes, com referência às “guerras esquecidas”, nomeando o Sudão, Sudão do Sul, Mali, Burquina Faso e a República Democrática do Congo. Leão XIV deixou uma saudação aos que “sofrem por causa da injustiça, da instabilidade política, da perseguição religiosa e do terrorismo”. Sobre a América Latina, o pontífice pediu aos responsáveis políticos que “deem espaço ao diálogo pelo bem comum e não a preconceitos ideológicos”, e solicitou or


Papa destaca «força mais verdadeira do que a das armas», na festa do primeiro mártir da Igreja

O Papa Leão XIV assinalou hoje a festa do primeiro mártir da Igreja, e afirmou que Santo Estêvão morreu a perdoar, “tal como Jesus, por cauda de uma força mais verdadeira do que a das armas”. “É uma força gratuita, já presente no coração de todos, que se reativa e se comunica de forma irresistível quando alguém começa a olhar para o seu próximo de forma diferente, a oferecer-lhe atenção e reconhecimento. Sim, isto é renascer, isto é vir novamente a luz, isto é o nosso Natal!”, disse o Papa, um dia depois do Natal, desde a janela do apartamento pontifício, onde presidiu à recitação do ângelus. Aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, Leão XIV explicou que o cristão “não tem inimigos, mas irmãos e irmãs”, que continuam a sê-lo “mesmo quando não estão de concordo”, salientando que o mistério do Natal traz “uma alegria motivada pela tenacidade de quem já vive a fraternidade”, de quem já reconhece à sua volta, até nos seus adversários, “a dignidade indelével das filhas e dos filhos de Deus”. “Nas condições de incerteza e sofrimento do mundo atual, a alegria pareceria impossível. Quem hoje acredita na paz e escolheu o caminho desarmado de Jesus e dos mártires é frequentemente ridicularizado, excluído do debate público e, não raro, acusado de favorecer adversários e inimigos.”

O Papa salientou que, até hoje, “poder algum prevalece sobre a obra de Deus”, e em todo o mundo há quem escolha “a justiça, mesmo que isso tenha um custo”, há quem anteponha “a paz aos próprios medos, quem sirva os pobres em vez de se servir a si mesmo”, por isso, apesar de tudo, “brota a esperança e faz sentido estar em festa”. Leão XIV destacou que o nascimento do Filho de Deus convida “a viver como filhos de Deus”, tornando-o possível “graças a um movimento de atracão experimentado”, desde a noite de Belém, por pessoas humildes como Maria, José e os pastores, mas lembrou que “aquela beleza de Jesus e de quem vive como Ele” é também uma beleza rejeitada. “Desde o início, a sua força magnética suscitou precisamente a reação de quem teme pela sobrevivência do seu poder, de quem e desmascarado na sua injustiça por uma bondade que revela os pensamentos dos corações”, acrescentou, antes da oração mariana, neste dia feriado no Vaticano e na Itália. Neste dia 26 de dezembro, a liturgia da Igreja Católica celebra a festa de Santo Estêvão, o primeiro mártir da Igreja, o Papa destacou que o relato do livro dos Atos dos Apóstolos, de quem testemunhou com surpresa “a luz do rosto” e as palavras do diácono Estêvão no caminho para o martírio: «Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto era como o rosto de um Anjo» (Act 6, 15). “É o rosto de quem não passa indiferente pela história, mas a enfrenta com amor. Tudo o que Estêvão faz e diz representa o amor divino que se manifestou em Jesus, a Luz que brilhou nas nossas trevas”, acrescentou Leão XIV, neste dia do “natal” de Santo Estêvão, como costumavam dizer as primeiras gerações cristãs, “certas de que não se nasce apenas uma vez”, e “o martírio é o nascimento para o céu”.

«Estamos atentos às tragédias que acontecem no mundo, e não ficamos parados»

O presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) afirmou que o apelo à reconciliação e à paz foi conseguido no Jubileu dos Artistas, iniciativa nacional do Ano Santo 2025, mas esses objetivos “continuam a muitos quilómetros”. “Naturalmente, que a reconciliação e a paz continuam muitos quilómetros adiante. Dá a sensação, por vezes, que os senhores da guerra tenham ouvidos moucos, mas são os senhores da guerra, são os lobistas da guerra, das armas, etc.  Mas mesmo que sejam uma gota d’água, é importante”, disse o padre Adelino Ascenso, em entrevista à Agência ECCLESIA sobre o Ano Santo 2025.

O presidente da direção da CIRP, missionário da Boa Nova, explicou que é importante que exista a consciência que os consagrados e as consagradas estão atentos “às tragédias no mundo”, e não ficam parados, “de braços cruzados, apáticos, porque isso seria terrível”. “Nós estávamos a passar uma fase, ainda continuamos, de um mundo estilhaçado, com muitas guerras, com muitas atrocidades abomináveis que nos chegavam todos os dias, ou a toda hora, através dos meios de comunicação social. Agora também nos chegam de uma forma não tão contundente, mas nós pensámos que não podíamos ficar de braços cruzados, porque somos sensíveis, e temos algo a dizer”, desenvolveu o padre Adelino Ascenso.

A Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal promoveu o ‘Jubileu dos Artistas’ do Ano Santo 2025, com o intuito de apelar à reconciliação e à paz, através da pintura, “um método de expressão daquilo que corroía no interior, que ruía o coração”, no dia 28 de junho, no Santuário de Fátima, no exterior da Basílica da Santíssima Trindade. O padre Adelino Ascenso afirma que os consagrados e as consagradas, têm que ter “no seu coração, na sua mente, no seu espírito”, o poeta e o artista. “Devem ser poetas e artistas, devem apontar para o invisível, devem apontar para o impossível, para aquilo que está para além do palpável. E isso tem muito a ver naturalmente com o artista e com o poeta, que aponta sempre para mais além. Aliás, o poeta e o artista são aqueles que veem algo que nós não vemos, nós, o comum dos mortais”, acrescentou. No ‘Jubileu dos Artistas’ da CIRP, “um lugar e um dia de oração”, os consagrados encontraram cinco dípticos (com dois metros de largura e um metro e meio de altura), cada um conduzido por um subtema – ‘Transfiguração’, ‘Novos samaritanos’, ‘Efeito pilatos’, ‘O fim dos tempos’ e ‘Tribulações como lugar de manifestação do divino’ – e, “em silêncio”, pintaram concentrados nos subtemas, interiorizaram a mensagem de cada um, e “transmitiam para a tela aquilo que eram os seus sentimentos mais profundos”.

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