IV Domingo do Advento – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste domingo a liturgia põe em evidência a figura de São José e o contexto histórico em que ele aceita cooperar no projecto de Deus. No Evangelho de hoje é-nos revelado a beleza de duas Pessoas extraordinárias e Virgens, José e Maria que aderem ao plano salvífico de Deus pela aceitação da Encarnação do Verbo, Jesus, Filho de Deus. O que em Maria se tinha gerado era pela ação do Espírito Santo.
José, homem justo e piedoso não querendo difamar Maria sua esposa, tinha pensado em repudia-La em segredo. Somente com o coração aberto à voz do Anjo e à ação do Espírito Santo, José seria capaz de acolher e compreender o que em Maria se tinha gerado, por isso, se torna capaz de aceitar a missão em colaborar na obra de Deus. «Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu Maria sua esposa». Sem compreenderem na totalidade o anúncio do Anjo dizem o seu «Sim», e aceitam fazer a vontade de Deus. Na verdade, somente corações de tão grande pureza estariam disponíveis e abertos para aceitarem os insondáveis desígnios de Deus.
O Natal é um tempo de estarmos mais abertos e solidários uns com os outros, mas também devemos abrir o coração à mensagem de Deus, pelo mistério do Seu nascimento. De facto, não são as casas engalanadas, nem as luzes que criam o espírito natalício, mas é porque o Deus Menino nasceu para nós. Que a Luz da Paz de Belém entre nas nossas casas e nos nossos ambientes familiares e transforme os nossos corações tornando-nos cristãos mais autênticos.
A leitura do Livro de Isaías, o profeta Isaías garante ao rei Acaz – preocupado porque o seu reino está sob ameaça dos inimigos – que há razões para encarar o futuro com esperança. A jovem esposa do rei vai dar à luz um menino que assegurará o futuro da nação. O nascimento desse menino será um sinal de que Deus está e estará sempre com o Seu povo, acompanhando-o nos caminhos da vida e da história.
A leitura da Epistola de São Paulo aos Romanos, o apóstolo Paulo apresenta-se aos cristãos de Roma. Define-se como “servo de Jesus Cristo, apóstolo por chamamento divino, escolhido para o Evangelho que Deus tinha de antemão prometido pelos profetas nas Sagradas Escrituras, acerca do Seu Filho”. Paulo, depois de ter sido “visitado” pelo Senhor Jesus, construiu toda a sua vida à volta d’Ele e tornou-se Sua testemunha até aos confins da terra.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus, temos uma composição do “catequista” Mateus sobre o Menino que vai nascer de Maria de Nazaré e que será o “Emanuel”, o “Deus connosco”, o Deus que vem visitar-nos para ficar ao nosso lado e para nos oferecer a salvação. José, o jovem “prometido” de Maria, é convidado a colaborar no projeto de Deus e a acolher esse menino. A resposta humilde e generosa de José às solicitações de Deus, fazem dele um exemplo para todos aqueles que se preparam para acolher o nascimento de Jesus.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho, e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa. Palavra da Salvação

Festa da Sagrada Família, 28 de dezembro 2025
Convidamos todos os casais que ao longo deste ano comemoraram as suas bodas de ouro (50 anos de matrimónio), ou as bodas de prata (25 anos de matrimónio) a participarem nas Eucaristias: nas Quintas do Norte às 8:00horas, em São Jacinto às 9:30 horas, ou na igreja paroquial da Torreira, às 11:00horas. Haverá um diploma para cada casal de forma a marcar esta data em que celebramos a Festa da Sagrada Família de Nazaré.


Mensagem de Natal, 2025
«As portas estavam todas fechadas!».
Caros familiares, amigos e paroquianos da Torreira e São Jacinto, ao aproximarem-se as Solenidades do Natal do Senhor, ouso dirigir-vos umas breves palavras para cada um de vós. A frase que me interpelou este ano a fazer uma breve partilha e reflexão foi: «As portas estavam todas fechadas». Naquela noite fria, o primeiro Natal, não houve ninguém na pequena cidade de Belém alguém capaz de abrir as portas de suas casas, nem as portas do coração, para acolher aqueles emigrantes (José e Maria), que tinham vindo da Galileia a Belém a fim de se recensearem. Ao bater nas portas das casas, todos estavam focados nos seus afazeres pessoais e familiares, que não foram capazes de acolher, Aquela que estava para ser Mãe e dar à Luz o Salvador. Também hoje, vivemos tempos de grande superficialidade movidos apenas pelo natal comercial; luzes, casas engalanadas, trocas de presentes, lautos banquetes, doces, porém, onde fica espaço para o Menino Jesus do Presépio, que continua a não ter um lugar onde ficar, faltam corações disponíveis e abertos para O receber. Diariamente, assistimos na TV muitos emigrantes que ainda hoje não encontram o calor de uma família capaz de os acolher, falta-lhes um lar onde se possam aquecer, crianças que vivem o drama da guerra, em que lhes falta um prato se sopa ou uma refeição quente, bem desejavam não voltar a ouvir os estrondos das bombas. Muitas vezes, o nosso coração permanece insensível a este drama. Como poderei celebrar o Natal se continuo a fechar as portas do meu coração a todos estes dramas, se não disponho de um tempo para orar pela paz, se não sou agradecido pelo nascimento do Deus Menino? Votos de um Santo e Feliz Natal para todos, com amizade e gratidão. Padre Victor
«Centremos a nossa atenção nos migrantes»
O bispo de Aveiro afirma que o nascimento de Jesus “é fonte de esperança e promessa de futuro”, o Natal “ganha sentido” quando se vê “Cristo no rosto dos necessitados e dos sofredores”, e propõe dois gestos “muito simples”. “O amor pelos pobres é um elemento essencial da história de Deus connosco, e irrompe do próprio coração da Igreja como um apelo contínuo ao coração dos cristãos, tanto das suas comunidades, como de cada um individualmente. Neste Natal, centremos a nossa atenção nos migrantes”, pede D. António Moiteiro, na sua mensagem de Natal, onde salienta que o Papa Francisco recordava que “a missão da Igreja junto aos migrantes e refugiados era ampla”.
O bispo de Aveiro explica que Jesus “nasceu pobre e levou uma vida simples”, dirigiu-se às suas criaturas, “preocupando-se com a sua condição humana, com a sua pobreza”, e que os sinais que acompanham a vida e a sua pregação são “manifestações de amor e de compaixão com as quais Deus olha para os doentes, os pobres e os pecadores”, que eram “marginalizados na sociedade, inclusivamente pela religião”. “Aqueles que são frágeis e os que nasceram com menos possibilidades não podem valer menos como seres humanos e nem devem limitar-se, apenas, a sobreviver. Do que fizermos pela sociedade, depende também o nosso futuro; ou reconquistamos a nossa dignidade moral e espiritual ou caímos no abismo da morte”, desenvolveu. D. António Moiteiro acrescenta que “o Natal ganha sentido” quando se vê Cristo no “rosto dos necessitados e dos sofredores”, na mensagem intitulada ‘Natal, tempo para o acolhimento’.
O bispo de Aveiro convida os diocesanos a refletir sobre o seu Natal, a partir da pergunta ‘Como acolhemos a ternura e o amor de Deus?’, e a “viver um verdadeiro Natal cristão”, a preparar o coração, “na humildade, na generosidade, no silêncio interior”, na reconciliação com Deus e com todos os irmãos. Neste sentido, o responsável diocesano propõe “dois gestos muito simples” para este Natal, que se construa “o Presépio em família”, e ao esforço por “viver com simplicidade e sem desperdícios estas festas”, “sem a sede consumista”, e, em segundo, “convidar para a mesa de Natal alguém que esteja só ou viva com dificuldade”.


Papa afirmou que «o presépio e a árvore são sinais de fé e esperança»
O Papa explicou hoje os símbolos do Natal, que fazem parte do presépio, na audiência aos doadores da árvore e do presépio construídos na Praça de São Pedro, e da natividade da Sala Paulo VI (Vaticano). “Queridos irmãos e irmãs, o Presépio e a Árvore são sinais de fé e esperança; enquanto os contemplamos nas nossas casas, nas paróquias e nas praças, pedimos ao Senhor que renove em nós o dom da paz e da fraternidade”, disse Leão XIV, no encontro realizado na manhã desta segunda-feira, na Sala Paulo VI. “Rezemos por aqueles que sofrem por causa da guerra e da violência”, acrescentou o Papa, que recordou o ataque deste domingo na Austrália, contra uma celebração pública do festival judaico Hanukkah (festa das luzes), que fez pelo menos 16 pessoas mortos, incluindo crianças e um rabino britânico, e cerca de 40 feridos, informa o ‘Vatican News’.
“Em particular, hoje desejo confiar ao Senhor as vítimas do atentado terrorista perpetrado ontem em Sidney contra a comunidade judaica”. Leão XIV pediu aos presentes, 4500 pessoas de várias regiões da Itália e da Costa Rica que doaram os presépios e a árvore de Natal, que deixem “que a ternura do Menino Jesus ilumine a vida”, e deixem que o amor de Deus, “como as folhas de uma árvore sempre verde, permaneça fervoroso” em cada um. O Papa evidenciou e explicou vários símbolos que compõem o Natal, como a árvore e as figuras do presépio, onde a Virgem Maria “é o modelo do silêncio adorador”, “a Mãe de Jesus guarda tudo no seu coração”, ao contrário dos pastores que, “voltando de Belém, glorificam Deus, e contam o que viram e ouviram”. Ao lado do presépio da Praça de São Pedro está a árvore, “um abeto vermelho” das florestas na Diocese de Bolzano-Bressanone, que com as suas folhas “sempre verdes, é sinal de vida e evoca a esperança que não desaparece nem mesmo no frio do inverno”. “As luzes que a adornam simbolizam Cristo, luz do mundo, que veio para dissipar as trevas do pecado e iluminar o nosso caminho”, observou o Papa, referindo que para além desta “grande árvore”, das mesmas localidades chegaram 40 mais pequenas para os “escritórios, locais públicos e vários ambientes da Cidade do Vaticano”.
O Vaticano inaugura hoje o presépio e a iluminação da árvore de Natal da Praça São Pedro, às 17h00 locais (menos uma hora em Lisboa); antes, como habitual, o pontífice recebeu as delegações que fizeram essas ofertas: de Itália – dos municípios de Lagundo e Ultimo da província de Bolzano, região do Trentino-Alto Ádige, que ofereceram a árvore, um abeto de 25 metros de altura e 8 mil quilos, e da cidade Nocera da província de Salerno, região da Campânia, que deram o presépio com elementos típicos locais (Batistério de Santa Maria Maggiore, a fonte Helvius e os característicos pátios) – e também da Costa Rica, um grupo com a artista que criou o presépio da Sala Paulo VI. “Aos peregrinos vindos de todas as partes do mundo que se dirigirão à Praça de São Pedro, o presépio recordará que Deus se faz próximo da humanidade, torna-se um de nós, entrando na nossa história com a pequenez de uma criança. De facto, na pobreza do estábulo de Belém, contemplamos um mistério de humildade e amor.”