XIV Domingo do Tempo Comum – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste XIV Domingo do Tempo Comum a liturgia coloca em evidência a dificuldade sentida na Igreja ao longo de todos os tempos «A messe é grande e os operários são poucos». Num mundo cada vez mais secularizado vemos a dificuldade de famílias e jovens que queiram abraçar a vida religiosa e consagrada, como se tudo na vida dependesse apenas destas realidades temporais, onde o capitalismo e o consumismo fosse a última razão de viver. Assistimos cada vez mais a uma sociedade onde o valor humano entrou numa cultura do descartável, isto é, deixar de ter interesse jogar fora; as relações familiares entraram em colapso vive-se momentos de crise familiar, mas de igual forma podemos constatar que o mesmo se passa no compromisso com Deus e a Igreja. O evangelho deste domingo salienta a escolha e eleição dos setenta e dois discípulos e que Jesus os envia em missão. Esta é a nossa identidade cristã somos enviados, todos temos o compromisso de testemunhar e somos enviados a evangelizar com a própria vida os mistérios de Cristo Ressuscitado. Jesus adverte que esta ação evangelizadora não é fácil encontramos obstáculos e que nem todos estão abertos a receber a Sua mensagem «Eu vos envio como cordeiros para o meio dos lobos».
“Eu vos envio”! Este é o mandato de Jesus. Procuremos refletir nesta frase: O que é que Jesus me está a pedir? Qual é a minha missão nesta paróquia da Torreira? Tantos serviços que poderia estar a exercer nesta comunidade como catequista, como acólito, como leitor, como cantor, como visitador de doentes, como zelador, ou até exercendo o ministério do acolhimento às pessoas que vêm de férias passar o seu período de descanso.
A leitura do Livro de Isaías, um profeta anónimo, enviado aos desanimados habitantes de Jerusalém, proclama o amor de pai e de mãe que Deus tem pelo seu Povo. O profeta é sempre um “enviado” de Deus, através do qual Deus consola os seus filhos, liberta-os do medo e acena-lhes com a esperança do mundo novo que está para chegar.
A leitura da Epistola de São Paulo aos Gálatas, o apóstolo Paulo indica, a partir da sua própria experiência, qual deve ser a primeira preocupação do “enviado” de Jesus. No centro do testemunho de qualquer “enviado” deve estar a cruz de Jesus: a maneira como Ele amou, até ao extremo de dar a vida por todos. Paulo, no que lhe diz respeito, tem procurado concretizar essa missão. Provam-no as feridas que recebeu por causa do seu serviço ao Evangelho.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, conta que Jesus, quando se dirigia para Jerusalém, enviou setenta e dois discípulos à sua frente, “a todas as cidades e lugares aonde Ele devia de ir”. A missão desses discípulos é a mesma de Jesus: propor a Boa Nova do Reino de Deus e “curar” todos os que estão feridos pela dureza da vida ou pela maldade dos homens. Pela ação dos “enviados” de Jesus, concretiza-se a vitória do Reino de Deus sobre tudo aquilo que oprime e escraviza os seres humanos.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’. Palavra da Salvação

Leão XIV encontra as crianças da Colônia de Férias do Vaticano e crianças ucranianas
O Papa foi à Sala Paulo VI esta manhã para saudar o grupo de crianças e adolescentes da Colônia de Férias de Verão do Vaticano, ao qual se uniram as crianças da Ucrânia, acolhidas pela Caritas italiana. Houve uma sessão de perguntas e respostas sobre os temas da infância, a participação na missa, a diversidade, o acolhimento e o tema da guerra, com o convite do Pontífice para que as crianças sejam construtoras de paz e amizade, e não promotoras de ódio e inveja. Nesta quinta-feira, 3 de julho, o Papa Leão XIV passou uma parte da manhã na companhia das crianças: primeiro, com cerca de 300 crianças e adolescentes da Ucrânia, acolhidos pela Caritas italiana durante o verão. Depois, com as 310 crianças e adolescentes que participam da Colônia de Férias de Verão do Vaticano “Estate Ragazzi in Vaticano”, na Sala Paulo VI. O Pontífice uniu-se a eles pouco antes das 12h, no final das audiências.
Recebido pelos animadores, informa um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa conversou com as crianças e respondeu a algumas perguntas. Falou de sua infância, da participação na missa onde encontrava outras crianças, outros amigos, mas sobretudo do lugar onde encontrava “o melhor amigo, Jesus”. Em seguida, falou sobre diversidade e acolhimento, dirigindo inicialmente algumas palavras de boas-vindas em inglês às crianças ucranianas e acrescentando que “é importante nos respeitar mutuamente, não nos deter nas diferenças, mas construir pontes, amizades. Todos podemos ser amigos, irmãos, irmãs”. Respondendo a uma pergunta sobre a guerra, o Pontífice explicou que mesmo quando crianças, é necessário aprender a ser construtores de paz e amizade, a não entrar em guerras e batalhas, não promover o ódio e a inveja: “Jesus nos chama a todos para sermos amigos”, porque é importante “aprender desde criança a ter respeito recíproco, a ver no outro alguém como eu”. As crianças e os adolescentes deram presentes ao Papa, dentre os quais objetos feitos por eles durante a Colônia Férias de Verão, crachá, desenhos e trabalhos feitos pelas crianças ucranianas. Ao final, após as fotos tiradas juntos, o Papa Leão os convidou a rezarem a Ave-Maria e abençoou a todos.

Palavra de vida (Julho 2025)
«Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão» (Lc 10,33)
Martine ia numa carruagem do metro de uma grande cidade europeia. Todos os passageiros estavam concentrados nos seus telemóveis. Virtualmente estavam ligados, mas, de facto, estavam aprisionados no isolamento. Questionou-se: «Será que perdemos a capacidade de nos olharmos nos olhos?». É uma experiência comum, sobretudo nas sociedades ricas de bens materiais, mas cada vez mais pobres em relacionamentos humanos. O Evangelho, no entanto, apresenta-nos sempre a sua proposta original, criativa, capaz de “fazer novas todas as coisas”[1]. No longo diálogo com o doutor da Lei que o questiona sobre o que é preciso fazer para ter como herança a vida eterna[2], Jesus responde com a famosa parábola do Bom Samaritano: um sacerdote e um levita – figuras de relevo na sociedade daquele tempo – veem um homem agredido por salteadores, caído na berma da estrada, mas passam adiante. Letizia Magri

Compromissos do Papa em agosto e setembro, missa com os jovens em Tor Vergata
Vários compromissos aguardam Leão XIV nos próximos meses de agosto e setembro. O Departamento das Celebrações Litúrgicas Pontifícias publicou o calendário dos compromissos litúrgicos do Papa que, a partir de domingo, 6 de julho, se transferirá para Castel Gandolfo para um período de descanso.
Compromissos de agosto
O primeiro compromisso é a missa no domingo, 3 de agosto, às 9h locais (4h de Brasília) presidida pelo Pontífice no Jubileu dos Jovens. A celebração, que contará com a presença de milhares de jovens de todo o mundo, será realizada em Tor Vergata, um local situado na periferia de Roma que entrou para a história pela grande missa presidida por João Paulo II durante o Jubileu do ano 2000. No dia 15 de agosto, Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, o Papa celebrará a missa, às 10h locais (5h de Brasília), na paróquia pontifícia de São Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo.
Celebrações de setembro
No domingo, 7 de setembro, às 10h locais (5h de Brasília), na Praça São Pedro, Leão XIV presidirá a Santa Missa de canonização dos Beatos Pier Giorgio Frassati e Carlo Acutis. A data foi anunciada pelo Pontífice durante seu primeiro Consistório ordinário público, em 13 de junho. Uma semana depois, no domingo, 14 de setembro, o Papa participará, às 17h locais (12h de Brasília), na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, da Comemoração Ecumênica dos novos mártires e testemunhas da fé. O último compromisso do mês de setembro está previsto para o domingo, 28, com a missa na Praça São Pedro, às 10h (5h de Brasília), para o Jubileu dos Catequistas.
