Novos Ventos – 23 de Março

III Domingo da Quaresma – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste terceiro domingo da Quaresma, o Evangelho de São Lucas faz alusão à esterilidade da vida das pessoas e desafia a humanidade a procurar outros valores e a ter uma vida de conversão. O relato deste Evangelho destaca dois acontecimentos: «os galileus que Pilatos mandou matar e a passagem dos homens que foram mortos na derrocada da torre de Siloé. Ao apresentar estas duas passagens, Jesus salienta que nenhum destes acontecimentos aqueles que morreram eram mais pecadores que os outros concidadãos, mas ao usar estes exemplos lança os seus ouvintes a terem uma atitude de conversão interior, de forma que se alguma tragédia os surpreender possam estar preparados para o encontro com Deus. A pedagogia usada por Jesus tem como finalidade levar os seus interlocutores a ter uma mudança de vida interior de modo que a morte não os surpreenda como um ladrão.

Neste evangelho ouvimos Jesus a contar a parábola (história) da figueira estéril, cuja árvore não produzia frutos e o proprietário da vinha ordenou ao vinhateiro que cortasse a figueira visto que não produzia frutos. Importante destacar atitude do vinhateiro pela paciente espera de cuidar e tratar do terreno e da árvore para que pudesse dar fruto. Este é o modo de proceder de Deus para connosco ao esperar pacientemente que possamos ser «podados», isto é, cortar tudo aquilo que em nós é mau, para que possamos produzir boas obras, quer no amor para com Deus como no amor verdadeiro e concreto com os irmãos.

A leitura do Livro do Êxodo, fala-nos do Deus que não suporta as injustiças e as arbitrariedades e que está sempre presente naqueles que lutam pela libertação. É esse Deus libertador que exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.

O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um recentrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam. Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou? Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante. Jesus disse então a seguinte parábola: «Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou. Disse então ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro. Deves cortá-la. Porque há de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’. Mas o vinhateiro respondeu-lhe: ‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano». Palavra da Salvação


Palavra de vida – março

«Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não reparas na trave que está na tua própria vista?» (Lc 6,41)

Como colocar em prática esta palavra de vida?

Para além do que já foi dito, podemos começar, neste tempo de Quaresma, por pedir a Jesus que nos ensine a ver os outros como ele os vê, como Deus os vê. E Deus vê com os olhos do coração, porque o Seu é um olhar de amor. Em seguida, para nos ajudarmos reciprocamente, poderemos recuperar uma prática que foi determinante para o primeiro grupo de raparigas dos Focolares, em Trento.

«No início – conta Chiara Lubich a um grupo de amigos muçulmanos – nem sempre era fácil viver a radicalidade do amor. […] Também entre nós, nos nossos relacionamentos, podia criar-se poeira, e a unidade podia esmorecer. Isso acontecia, por exemplo, quando se notavam os defeitos, as imperfeições dos outros e se começava a julgar, impedindo assim a corrente do amor recíproco. Para reagir a esta situação, um dia pensámos em estabelecer um pacto entre nós, a que chamámos “pacto de misericórdia”. Decidimos ver, todas as manhãs, o próximo que encontrávamos – em casa, na escola, no trabalho, etc. – de um modo novo, sem nos lembrarmos dos seus defeitos, mas cobrindo tudo com o amor. […] Era um compromisso forte, que assumimos todas juntas, e que ajudava cada uma a ser sempre a primeira a amar, à imitação de Deus misericordioso, que perdoa e esquece»[5].

Augusto Parody Reyes


O Papa: cada vocação na Igreja é sinal da esperança que Deus nutre pelo mundo

Foi divulgada, nesta quarta-feira (19/03), a mensagem do Papa Francisco para o 62º Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado em 11 de maio próximo, IV Domingo de Páscoa. A mensagem do Pontífice tem como tema “Peregrinos de esperança: o dom da vida” e nela o Papa afirma que “a vocação é um dom precioso que Deus semeia nos corações, um chamado a sair de si mesmo para trilhar um caminho de amor e serviço”.

Acompanhar o caminho vocacional das novas gerações

Segundo Francisco, “cada vocação na Igreja – seja laical, seja ao ministério ordenado, seja à vida consagrada – é sinal da esperança que Deus nutre pelo mundo e por cada um dos seus filhos“.

Neste nosso tempo, muitos jovens sentem-se perdidos em relação ao futuro. Frequentemente vivem na incerteza quanto às perspectivas de emprego e, lá no fundo, experimentam uma crise de identidade que é uma crise de sentido e de valores, que a confusão digital torna ainda mais difícil de atravessar“, escreve o Papa. “A injustiça para com os fracos e os pobres, a indiferença do bem-estar egoísta e a violência da guerra ameaçam os projetos de vida boa que cultivam no seu íntimo”, sublinha Francisco. “Contudo, o Senhor, que conhece o coração do homem, não nos abandona na insegurança; pelo contrário, quer suscitar em cada um a consciência de ser amado, chamado e enviado como peregrino de esperança”, destaca. De acordo com o Papa, “os membros adultos da Igreja, especialmente os pastores”, são “convidados a acolher, discernir e acompanhar o caminho vocacional das novas gerações“, e “os jovens são chamados a ser nele protagonistas, ou melhor, coprotagonistas com o Espírito Santo, que suscita” neles “o desejo de fazer da vida um dom de amor“.

O mundo precisa de jovens peregrinos de esperança

Em sua mensagem, o Papa se detém em três pontos: o primeiro, acolher o próprio caminho vocacional.

Citando um trecho da Exortação Apostólica pós-sinodal Christus vivit, o Papa afirma que a vida dos jovens “não é, «entretanto»,” e que eles são “o agora de Deus”. “É necessário tomar consciência de que o dom da vida exige uma resposta generosa e fiel”, escreve Francisco, convidando os jovens a olharem “para os jovens santos e beatos que responderam com alegria ao chamado do Senhor: Santa Rosa de Lima, São Domingos Sávio, Santa Teresa do Menino Jesus, São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, os Beatos – que em breve serão Santos – Carlo Acutis e Pier Giorgio Frassati, e muitos outros”. “Cada um deles”, ressalta o Pontífice, “viveu a vocação como um caminho para a felicidade plena, na relação com Jesus vivo. Quando escutamos a sua palavra, o nosso coração arde e sentimos o desejo de consagrar a vida a Deus! Desejamos descobrir de que modo, em que forma de vida é possível retribuir o amor que Ele primeiro nos dá”.

24 horas para o Senhor, proposta mundial, diocesana e paroquial

As 24 horas para o Senhor decorrerão do dia 28 de março, sexta-feira, a dia 29, sábado, devendo ser uma ocasião para que “todos reanimem a esperança” que existe em nós. Todos somos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade. Como preparação para a Ressurreição Pascal, na sexta-feira à noite e durante todo o dia de sábado, propõe-se às comunidades cristãs que prevejam uma abertura extraordinária das igrejas, de modo a oferecer aos fiéis a possibilidade de se deterem, a qualquer momento, em adoração, e a possibilidade de se confessarem. Neste mesmo sentido, o Santuário de Vagos terá durante toda a Quaresma, de manhã e de tarde, o Santíssimo exposto, para a adoração dos fiéis.

Nas nossas paróquias de Torreira e São Jacinto teremos diversos momentos de Adoração, serão colocadas umas folhas com os horários, de forma a permitir que as pessoas escolham os horários que pretendem assegurar e o Santíssimo Sacramento possa estar em contínuo Lausperene.

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