Festa do Batismo do Senhor – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste Domingo celebramos a Festa do Baptismo do Senhor. O evangelista São Lucas põe em evidência o apostolado de João Baptista que falava ao povo de modo tão audaz, que muitos julgavam se não seria Ele o Messias. João dirigindo-se ao povo diz-lhes que o baptismo por ele administrado era meramente de penitência, isto é, que devia levar a uma atitude de conversão interior e de purificação; contudo, João aponta para um outro tipo de Baptismo realizado por Jesus que consiste no Espírito Santo e com o fogo. O evangelista tem o cuidado de colocar a manifestação entre o Céu e a Terra que liga Jesus ao Pai. Os céus que se abrem o Espírito Santo que desce em forma de corporal, como uma pomba e a voz vinda do Céu que se fez ouvir: «Este é o meu Filho muito amado…». Aquilo que tínhamos perdido pela desobediência de Adão, é nos restituído pela graça e de novo os céus se abrem para nós por meio de Jesus Cristo. Em Cristo somos participantes desta filiação divina, que a graça baptismal nos faz participantes, cada um de nós é baptizado nesta Família Trinitária (Pai, Filho e Espírito Santo). Tenho consciência de que sendo participante desta Família sou corresponsável por cada cristão? Será que me preocupo com o outro, no sentido de o ajudar a crescer na intimidade e comunhão com Deus? Tal como o corpo humano tem muitos membros e todos fazem parte do mesmo corpo e se um membro sofre todo o corpo padece, assim sucede com este Corpo Místico. Cristo é a Cabeça nós somos os membros, se falta algum de nós a este Corpo, Ele permanece incompleto e continuamos a ultrajar o Corpo de Cristo.
A leitura do Livro de Isaías, anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Investido do Espírito de Deus, ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.
A leitura dos Atos dos Apóstolos, reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projeto de salvação em favor dos homens; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.
O Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas, aparece-nos a concretização da promessa profética da primeira leitura: Jesus é o Filho/”Servo” enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-Se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à Vida em plenitude.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, o povo estava na expetativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias. João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu batizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele batizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Quando todo o povo recebeu o batismo, Jesus também foi batizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».
Palavra da Salvação

O Papa: rezem pelas crianças que não têm a possibilidade de receber tratamento
Neste ano jubilar o Papa Francisco recebeu diversas crianças oncológicas e dirigiu-lhes palavras de esperança: “Dou-lhes as boas-vindas e fico feliz por terem conseguido organizar essa peregrinação neste Ano Jubilar, que se concentra na esperança. É um ano em que Deus quer nos conceder graças especiais”.
Jesus está presente em vocês
Ao vir ao seu encontro, senti uma alegria no coração porque temos a oportunidade de dar esperança e amor uns aos outros. E há outra razão: vocês, queridas crianças e adolescentes, são sinais de esperança para mim. E por quê? Porque tenho certeza de que Jesus está presente em vocês. E onde Ele está, ali está a esperança que não decepciona! Jesus assumiu sobre si os nossos sofrimentos, por amor, e assim também nós, através do seu amor, podemos unir-nos a Ele quando sofremos.
Prova de amizade
Segundo o Papa, quando se é realmente amigo, “a alegria do outro também é a minha alegria, e a dor do outro também é a minha dor”. “Esta é uma prova de amizade”, disse ele. Certa vez, Jesus disse aos seus discípulos: «Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas eu os chamei amigos». “Vocês também são seus amigos, e podem compartilhar alegrias e tristezas com Ele”, frisou. “Outra prova da amizade de Jesus para com vocês é o amor e a presença constante de seus pais, é o sorriso gentil e terno dos médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, que cuidam de vocês e trabalham para melhorar sua saúde, para que vocês não percam seus sonhos e esperanças”, sublinhou ainda Francisco.
Rezar pelas crianças doentes
“Eu também os chamo de amigos: vocês são amigos! E gostaria de pedir-lhes que me ajudassem a servir a Igreja. Como? Oferecendo, às vezes, suas orações e seus sofrimentos pelas intenções do Papa”, disse ainda Francisco aos pequenos pacientes da Clínica de Oncologia e Hematologia Pediátrica de Breslávia. O Papa os convidou a rezar pelas crianças, “e são muitas, infelizmente, que não têm a possibilidade de receber tratamento, que estão doentes, ou feridas, não têm medicamentos, não têm um hospital” para ir, e “não dispõem de médicos ou enfermeiros”.
Crianças corajosas
“Obrigado por terem vindo! Vocês são crianças corajosas! Assim, vocês são testemunhas da esperança para nós, adultos, e para seus coetâneos. Por fim, Francisco agradeceu as pessoas que acompanharam as crianças: o Cônsul Honorário de Luxemburgo na Polônia, uma professora e os organizadores dessa peregrinação, os médicos, os enfermeiros, um sacerdote e os pais, peregrinos da esperança junto com os seus filhos. Confiou a todos “ao Coração de Jesus, por meio do Imaculado Coração de Maria”.

Embaixadores no Vaticano: a esperança fortalece o compromisso pela paz mundial
Esperança e paciência como coordenadas do bom diplomata
As palavras do Papa, na mensagem Urbi et Orbi de Natal, anunciando a abertura do Ano Santo, interpelam “diretamente nosso papel como diplomatas”, observou o embaixador, que convidou a “saber aproveitar cada oportunidade de abertura, mesmo que mínima”. Isso “exige constância e comprometimento”, conforme recordou Francisco durante sua viagem à Bélgica e Luxemburgo, além de “paciência”, como no “processo de construção de uma Europa unida e pacificada”, para o qual é necessário “restabelecer relações e reconstruir a confiança entre as nações”. Além disso, “é preciso dedicar tempo à acolhida de migrantes e à construção de sociedades multiculturais e multirreligiosas”, continuou Poulides, acrescentando que “‘esperança’ e ‘paciência’ devem ser as coordenadas de todo bom diplomata para que os conflitos, enfim, sejam resolvidos”.
Cancelamento da dívida: reparação ética e moral
O decano do corpo diplomático credenciado junto à Santa Sé também citou o incentivo do Papa, durante sua viagem à Indonésia, no encontro com o Grande Imã Nasaruddin Uman na Mesquita de Istiqlal, para “caminhar em busca de Deus e contribuir para construir sociedades abertas, baseadas no respeito mútuo e no amor recíproco”. Poulides destacou ainda “a necessidade de uma justa e equitativa redistribuição dos recursos”, mencionada por Francisco em Timor-Leste, Papua Nova Guiné e Singapura, e recordou diversos apelos do Papa à comunidade internacional para que esteja ao lado dos países em dificuldade, ajudando-os a se tornarem sociedades mais justas, livres e abertas. Entre as várias soluções propostas pelo Pontífice, o embaixador de Chipre mencionou “o cancelamento da dívida econômica que os países mais pobres contraíram, muitas vezes de forma forçada, com os países mais ricos”. Essa medida não seria “por caridade ou compaixão, mas como uma reparação ética e moral”, dado que se reconhece “a existência de uma dívida ecológica dos países industrializados com o Sul global, que deve pagar duplamente pelo sofrimento causado pela exploração de que é vítima”.
Recuperar o coração
Por fim, George Poulides reiterou o convite do Papa para abrir “as portas do coração”, feito durante a abertura da Porta Santa na prisão de Rebibbia, em 26 de dezembro passado, e destacou que a mudança deve começar em cada pessoa, e que é necessário aprender a amar a si mesmo e ao próximo. Como se lê na encíclica Dilexit nos, o mundo, marcado por guerras e desequilíbrios, precisa “recuperar ‘o que é mais importante: o coração'”.


Palavra de Vida (Janeiro)
“Crês isto?” (Jo 11,26).
Jesus convida a viver uma vida nova aqui e agora. Ele nos chama a experimentá-la todos os dias, sabendo que, conforme redescobrimos no Natal, foi Ele mesmo que nos trouxe essa vida nova, tomando a iniciativa de nos procurar e de vir para estar entre nós.
Como responder à pergunta que Ele faz? Olhemos para Marta, a irmã de Lázaro.
No diálogo com Jesus, brota uma profissão de fé completa Nele. O texto grego original expressa isso com força ainda maior. A declaração de Marta “eu creio” significa, com todas
as consequências, “atingi a fé”, “creio firmemente” que “tu és o Cristo, o Filho de Deus, aquele que vem ao mundo2”. É uma convicção amadurecida ao longo do tempo, comprovada nas diversas circunstâncias que ela enfrentou na vida.
O Senhor dirige a sua pergunta também a mim. Pede também a mim que tenha uma confiança generosa Nele e que adote o seu estilo de vida, fundamentado no amor generoso e concreto para com todos. A perseverança amadurecerá a minha fé, que se fortalecerá ao constatar dia após dia como são verdadeiras as palavras de Jesus. Silvano Malini