Novos Ventos – 21 de Julho

XVI Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

O Evangelho deste domingo destaca a importância do Testemunho; após terem regressado da sua primeira missão evangelizadora os discípulos contam a Jesus tudo aquilo que tinham feito e ensinado. Jesus percebe que os discípulos precisam de retemperar as energias e convida-os para um lugar isolado para descansar um pouco. Este descanso não é propriamente um tempo de férias de ausência de Deus, pelo contrário é um tempo de estar mais próximo e em comunhão com Jesus. Jesus não disse aos Apóstolos, portanto ide para casa descansar, ou ide para a praia ou para a montanha de férias para descansar, mas convidou-os a estar com Ele, «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». Descansar em Deus, retemperar energias para a missão que lhes é confiada. A multidão era tanta que eles nem tinham tempo de comer. Realmente, por vezes estamos absorvidos com tantos afazeres que não damos o devido tempo para estar a descansar em Jesus. Quando apenas ficamos presos às diversas atividades começamos a definhar e a ficar vazios de nós mesmos e de Deus, é por isso necessário tirar tempo para ir com Jesus para um lugar isolado deixar que seja Ele a falar ao nosso coração. Que tempo dou eu a Deus para estar com Ele a sós? Será que a minha vida seja um verdadeiro testemunho das ações operadas por Jesus Cristo nas nossas comunidades e assembleias, ou é mais uma forma de me autoafirmar? Ainda hoje somos desafiados a testemunhar com a vida aquilo que Jesus vai realizando em cada um de nós e na nossa ação evangelizadora.

A leitura do Profeta Jeremias, pela voz do profeta Jeremias, Deus condena os “pastores” indignos, aqueles que usam o “rebanho” que lhes foi confiado para concretizar os seus próprios projetos pessoais; e, paralelamente, anuncia que vai, Ele próprio, tomar conta do seu “rebanho”, assegurando-lhe a Vida em abundância.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Efésios, Paulo, dirigindo-se aos cristãos de Éfeso, fala-lhes do desígnio salvador de Deus. Esse desígnio abrange todos os filhos e filhas de Deus, sem distinção de raças, de etnias, de diferenças sociais ou culturais, de experiências religiosas. Deus a todos quer salvar, a todos quer reunir à sua volta. Reunidos na família de Deus, todos os que acolhem o convite à salvação são agora irmãos, unidos pelo amor.

O Evangelho de São Marcos, conta-nos como é que Jesus responde à fome de Vida e de esperança daqueles que o procuram. “Profundamente comovido” com o desnorte das “ovelhas perdidas” que correm atrás d’Ele pelas vilas e aldeias da Galileia, Jesus oferece-lhes a Boa notícia do Reino e do projeto humanizador que Deus tem para o mundo e para os homens. A missão de Jesus também é a missão dos discípulos. Para a concretizar, estes devem manter uma estreita comunhão com Jesus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Naquele tempo, os Apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-Lhe tudo o que tinham feito e ensinado. Então Jesus disse-lhes: «Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco». De facto, havia sempre tanta gente a chegar e a partir que eles nem tinham tempo de comer. Partiram, então, de barco para um lugar isolado, sem mais ninguém. Vendo-os afastar-se, muitos perceberam para onde iam; e, de todas as cidades, acorreram a pé para aquele lugar e chegaram lá primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-Se de toda aquela gente, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas. Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Julho)

«O Senhor é meu pastor, nada me falta» (Sal 23[22],1)

Mas quem deu pleno cumprimento a esta lindíssima profecia foi Jesus que, no Evangelho de João, chega a autodefinir-se o “Bom Pastor”. O relacionamento com este pastor é caracterizado por uma relação pessoal e íntima: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-me” (Jo 10,14). Ele as conduz às pastagens da sua Palavra que é vida, especialmente a Palavra contida no “Mandamento novo” que, se vivido, torna “visível” a presença do Ressuscitado na comunidade reunida em seu nome, no seu amor[3]. Augusto Parody


Testemunho de Vida dos Gen4

Durante as férias, a minha mãe tinha de cozinhar, mas estava um pouco cansada. Então, eu lhe perguntei se poderia ajudá-la. Ela disse que sim e que estava fazendo almôndegas com carne moída. Comecei imediatamente a trabalhar, seguindo as suas instruções. Misturei os ovos, a carne e todo o resto e, depois, fiz as almôndegas. A minha mãe as cozinhou e à noite tivemos um bom jantar! A minha mãe ficou muito feliz e não parecia estar mais cansada! Agora, em algumas ocasiões, junto com ela, faço as almôndegas para que ela não se canse e porque ela não gosta de misturar os ingredientes. (Damion, da Holanda)


O Papa às crianças da Colónia de Férias no Vaticano: “Façam a paz, é a coisa mais linda”

Francisco, como faz todos os anos, visitou as crianças, os animadores e a equipe da “Colônia de Férias no Vaticano”. Calor (quase 32° já às 8h30) e cor, a dos bonés e camisetas das crianças e dos 300 balões (absolutamente biodegradáveis) lançados ao céu com a frase “Vocês são preciosos aos olhos de Deus.” Em seguida, saudações, aplausos, risos, cumprimentos e orações. Por fim, uma breve troca de ideias sobre os temas da paz “que é a coisa mais linda do mundo”, a importância da família e de estar perto dos avós que “ajudam a encontrar o caminho”, a preparação para o Jubileu a ser feita “com alegria”, que é muito diferente de “diversão”. Francisco mais uma vez em diálogo com crianças e jovens: desta feita são os filhos dos funcionários vaticanos que frequentam o centro de verão “Colônia de Férias”. Como faz todos os anos, na manhã desta quinta-feira, 18 de julho, o Papa visitou os grupos azul, amarelo e verde (divididos de acordo com a faixa etária), juntamente com a equipe e animadores, liderados pelo “Super-Homem”, como o Pontífice o chamou, ou seja, padre Franco Fontana, diretor da comunidade salesiana no Vaticano e capelão dos Serviços de Segurança e dos Museus Vaticanos.

“Cuidar das crianças”

Cumprimentos e apertos de mão, votos de felicidades para uma jovem que havia tido um bebê recentemente, depois o Papa foi para o pavilhão onde se encontrou brevemente com a equipe do Centro de Verão. Ex-crianças” que se tornaram adolescentes e adultos e agora estão a serviço dessa realidade” Obrigado a vocês que dão essa ajuda. Alguns de vocês eram crianças antes e agora colaboram e ajudam nisso”, disse Francisco. Um “belo trabalho” que “nos faz crescer”, acrescentou, recomendando: “Cuidem das crianças”.

Nunca o espírito de guerra, sempre fazer a paz

Do Papa, mais uma recomendação: “Façam a paz”. “Fazer a paz é a coisa mais linda da vida e devemos aprender a fazer as pazes em casa, quando brigamos, com nossos irmãos, quando ficamos com raiva”. “Nunca vá para a cama sem fazer as pazes!”, exclamou Francisco, fazendo com que as crianças repetissem essa frase três vezes, todas em coro. “Nunca vá para a cama com o espírito de guerra”. E isso se aplica a todos: “Até para os pais quando brigam”.

Encontro Internacional das ENS, cidade de Torino 2024 15 a 20 de julho

“A energia que une pessoas de todo o mundo”, “o desejo de se encontrar apesar da distância”, “a possibilidade de compartilhar sua experiência com estranhos”, “o ambiente acolhedor” e “a participação e o envolvimento de tantos países” são os principais aspectos que impressionaram os voluntários presentes na segunda-feira, 15 de julho, na Inalpi Arena. O grande número de participantes brasileiros (2000 pessoas de 7500) e as roupas coloridas típicas dos vários países são dois outros elementos que chamaram a atenção da maioria dos voluntários envolvidos na acolhida dos participantes.

Reconhecíveis pelos coletes brancos e pelo sorriso com que se dirigiam a qualquer pessoa que pedia informações, os voluntários trabalharam o dia todo para entregar kits de boas-vindas, objetos úteis e para guiar os casais dentro da Inalpi Arena, conseguindo encontrar tempo para acompanhar os discursos de abertura. Muitos deles são, de fato, membros da equipe de Turim e decidiram se envolver no nível organizacional para garantir o sucesso do encontro, às vezes sacrificando sua própria participação. No entanto, estão felizes por poder contribuir para um movimento que proporciona “grande apoio a todos os casais, mesmo nos momentos difíceis”. Segundo eles, é uma excelente oportunidade para compartilhar um serviço como casal e, ao mesmo tempo, conhecer novos participantes e culturas de todo o mundo.

Outros voluntários pertencem a associações de voluntariado locais, mas conhecem o movimento das Equipes de Nossa Senhora e já haviam prestado serviço durante encontros semelhantes, como a Exposição do Santo Sudário.

A segunda-feira foi um dia um pouco caótico, com centenas de pessoas para se relacionar e vários idiomas para entender. A maioria dos voluntários, além do italiano, fala apenas inglês ou francês, mas não considera isso um problema: como diz uma delas, basta usar “a linguagem universal do sorriso” e de alguma forma se consegue comunicar e entender. Um dia caótico, mas também emocionante e cheio de expectativas para a semana que está por vir. “Acredito que será uma oportunidade para compartilhar momentos de alegria, reflexão e crescimento espiritual” e “Espero voltar para casa enriquecida, para enfrentar a vida cotidiana com novas ferramentas” declaram duas voluntárias que, com seus respectivos maridos, fazem parte do movimento há vários anos. “Espero que não haja contratempos na organização e que os participantes vivam uma boa experiência” conclui um voluntário antes de se sentar para acompanhar a abertura do XIII Encontro Internacional das Equipes de Nossa Senhora.