XIII Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
O Evangelho deste domingo coloca em evidência as aglomerações à volta de Jesus, mas isso não significa que façam a experiência do encontro transformador. Podemos dar vários exemplos na vida quotidiana, podemos gostar de ir a um grande concerto com a melhor banda musical são grandes as multidões, contudo depois de terminar o concerto regressam todos a casa e da mesma forma à realidade da vida quotidiana. Assim, podemos imaginar as multidões que seguiam Jesus, mas que não se deixavam transformar pelo seu Amor. Procuremos analisar o Evangelho deste domingo por partes: temos um pai que tinha uma filha muito doente. Conhecemos o nome e até o cargo que desempenhava na sociedade, era chefe da Sinagoga. «Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência: “A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva”». Jesus vai com este homem que está em grande sofrimento. A multidão como telespectadora segue com eles só para observar o que vai acontecer. Enquanto caminhavam vieram dizer a Jairo a triste notícia «A tua filha morreu». Ao ouvir estas palavras Jesus disse a Jairo: «Não temas, basta que tenhas fé». Este homem continua o seu caminho com Jesus e com o pequeno grupo dos discípulos, talvez sem ter entendido as palavras de Jesus, mas continua a viagem sereno, ao contrário das pessoas que estavam em casa de Jairo que faziam grande gritaria. Daqui podemos tirar três ideias para a nossa vida quotidiana.
- Ter a coragem e a ousadia de colocar-se diante de Jesus de joelhos e com suplicas e pedidos. 2. Não ser apenas telespectadores como as multidões, mas deixar-se tocar, transformar interiormente através do encontro pessoal com Cristo. 3. Ter confiança nas palavras de Jesus «basta que tenhas fé».
A leitura do Livro da Sabedoria, um “sábio” de Israel ensina que Deus criou-nos para sermos eternos. É verdade que todas as criaturas passam pela morte biológica; mas essa morte não impede que cheguemos à Vida eterna. Só escolhas de egoísmo e de autossuficiência podem impedir-nos de encontrar essa Vida eterna que está no plano que Deus tem para nós.
A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, Paulo de Tarso, a propósito de uma questão concreta (o apoio a uma Igreja que passa por dificuldades materiais), convida-nos a encarar a vida a partir de um dinamismo de amor. Esse amor, é expressão da Vida de Deus; mas também é gerador de Vida, de Vida verdadeira.
O Evangelho de São Marcos, mostra como Jesus cumpriu a missão que o Pai lhe confiou: dar-nos Vida. Ao curar uma mulher de uma hemorragia que a mantinha presa a uma vida sem horizontes, ou ao pegar pela mão uma jovem para a resgatar da morte, Jesus está a concretizar o plano de Deus e a salvar da morte os filhos e filhas que Deus tanto ama. Abraçamos essa Vida quando confiamos em Jesus, acolhemos as suas indicações, seguimo-l’O no caminho que Ele nos aponta.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos
Naquele tempo, depois de Jesus ter atravessado de barco para a outra margem do lago, reuniu-se uma grande multidão à sua volta, e Ele deteve-Se à beira-mar. Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés e suplicou-Lhe com insistência: «A minha filha está a morrer. Vem impor-lhe as mãos, para que se salve e viva». Jesus foi com ele, seguido por grande multidão, que O apertava de todos os lados. Entretanto, vieram dizer da casa do chefe da sinagoga: «A tua filha morreu. Porque estás ainda a importunar o Mestre?». Mas Jesus, ouvindo estas palavras, disse ao chefe da sinagoga: «Não temas; basta que tenhas fé». E não deixou que ninguém O acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga, Jesus encontrou grande alvoroço, com gente que chorava e gritava. Ao entrar, perguntou-lhes: «Porquê todo este alarido e tantas lamentações? A menina não morreu; está a dormir». Mas riram-se d’Ele. Jesus, depois de os ter mandado sair a todos, levando consigo apenas o pai, a mãe da menina e os que vinham com Ele, entrou no local onde jazia a menina, pegou-lhe na mão e disse: «Talita Kum», que significa: «Menina, Eu te ordeno: Levanta-te». Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar, pois já tinha doze anos. Ficaram todos muito maravilhados. Jesus recomendou insistentemente que ninguém soubesse do caso e mandou dar de comer à menina.
Palavra da Salvação

Palavra de Vida (Junho)
Assim é o reino de Deus: como um homem que, tendo lançado a semente à terra, dorme e levanta-se, de noite e de dia, e a semente germina e cresce». (Mc 4,26-27)
Esta Palavra de Vida conduz-nos à confiança na força do amor, que dá fruto a seu tempo. Ensina-nos a arte de acompanhar com paciência aquilo que pode crescer por si, sem ter ânsia pelos resultados. Torna-nos livres de aceitar os outros no momento presente, valorizando as suas potencialidades, respeitando os seus tempos.
«[…] Um mês antes do casamento, o nosso filho telefonou-nos alarmado, para nos dizer que a sua namorada tinha recomeçado a usar drogas. Pedia-nos conselho sobre o que fazer. Não era fácil responder. Poderíamos aproveitar a situação para o convencer a deixá-la, mas não nos parecia o rumo certo. Assim, sugerimos-lhe que ouvisse bem o seu coração […] Seguiu-se um longo silêncio. Em seguida: “Creio que posso amar um pouco mais”. Depois do casamento, conseguiram encontrar um ótimo centro de recuperação, com apoio ambulatório externo. Decorreram 14 longos meses, durante os quais ela conseguiu manter o compromisso de “drogas, nunca mais!”. É um longo caminho para todos, mas o amor evangélico que procuramos ter entre nós os dois – mesmo se com lágrimas – dá-nos a força de amar o nosso filho nesta delicada situação. Um amor que talvez também o ajude a compreender melhor como amar a sua mulher»[3]. Letizia Magri

Papa Francisco doa uma terceira ambulância para um hospital na Ucrânia
Será mais uma vez o cardeal Konrad Krajewski, o Esmoleiro de Sua Santidade, entregar mais uma ambulância em nome do Santo Padre ao povo ucraniano, informa um comunicado da Esmolaria Apostólica. O esmoleiro pontifício, pela oitava vez, viajará dois mil quilômetros até chegar ao distrito de Zboriv, na região ucraniana de Ternopil, para entregar ao Hospital Central uma ambulância equipada como um centro móvel de reanimação. O esmoleiro também levará uma grande quantidade de medicamentos de primeira necessidade da Farmácia do Vaticano e da Farmácia Policlínica Agostino Gemelli.
Na região de Ternopil, devido à guerra contínua, vários comboios chegam diariamente transportando soldados feridos nos campos de batalha e civis forçados a fugir da área de fronteira com a Rússia, onde as hostilidades são mais sangrentas. Essa ambulância também será um instrumento valioso para ajudar os socorredores de pessoas feridas. Durante essa nova missão, o cardeal Konrad Krajewski, em nome do Santo Padre, também inaugurará o Centro de Reabilitação “São João Paulo II”, construído em Vinnystsia, na Diocese romano-católica de Kamyanets-Podilskyy, para a reabilitação integral, física e psicológica daqueles que sofreram traumas de guerra. O Centro, assim como outros semelhantes, desejados pelo Papa Francisco, foram construídos com a contribuição de várias fundações pontifícias, como a “Church in Need” e a “Papal Foundation”.
Esses centros, como ensina o Papa Francisco, estão abertos a “TODOS”, – destaca o comunicado – sem qualquer distinção de fé, nacionalidade e sem nenhuma exclusão. Os cuidados são oferecidos não apenas a todos aqueles que sofreram ferimentos em batalha, mas também a seus entes queridos, esposas e filhos, para apoiar as famílias ucranianas nesse momento tão dramático.
O Centro São João Paulo II, que será inaugurado nos últimos dias de junho pelo cardeal Krajewski, e a doação da ambulância e dos medicamentos, são gestos de misericórdia com os quais o Papa Francisco nos recorda que a fé não é desencarnada, mas se encarrega das situações difíceis dos irmãos e irmãs mais pobres e frágeis, como o Bom Samaritano que cuidou do homem agredido e deixado sangrando na beira da estrada ou na periferia da história. Esses gestos concretos de compaixão – finaliza o comunicado da Esmolaria Apostólica – têm o objetivo de abrir o caminho à misericórdia para que se chegue à graça do perdão.


Ucrânia: das trincheiras ao altar, a história de uma vocação que floresceu entre as bombas
Cidadão e cristão ativo
Petro Mandzyak, hoje com 33 anos, concluiu os estudos no seminário greco-católico de Lviv em 2016 e no mesmo ano chegou a Roma para o curso de especialização na Pontifícia Academia Alfonsiana. Depois de obter a Licenciatura em Teologia Moral, em 2019 regressou à Ucrânia, onde se casou e começou a trabalhar para uma empresa de encomendas expressas. Em fevereiro de 2022, com a invasão russa da Ucrânia, juntou-se primeiro à unidade de defesa territorial e, em junho do mesmo ano, decidiu alistar-se voluntariamente nas Forças Armadas. “Eu assistia constantemente ao noticiário e via como os russos disparavam contra civis”, relata o sacerdote, lembrando o que o levou a ir para o front. “Percebes que, como homem saudável de corpo e mente, deverias ir defender aqueles que não podiam se defender sozinhos. Sempre procurei ser um cidadão e um cristão ativo. Senti esse chamado em meu coração e respondi. Eu não fui para matar, absolutamente não. Fui para defender a vida.”
Após um breve período de treinamento, Petro é enviado ao front como parte de uma unidade de assalto. Participou na batalha de Soledar, na região de Donetsk, onde foi ferido em outubro de 2022.
“Na guerra – recorda ele – todos podem encontrar o que procuram. Se alguém for com medo, encontrará esse medo ali. Se alguém for para se vingar, sempre encontrará uma oportunidade para vingar-se. Eu, por exemplo, fui até lá para levar a paz e o amor aos meus pobratymy (no singular pobratym, em ucraniano побратим, que significa “companheiro de armas”, mas na raiz da palavra há brat, que significa “irmão” –ndr. ) eu queria ser um apoio para eles, a mão de Deus ali na guerra”.