Novos Ventos – 16 de Junho

XI Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste XI domingo do Tempo Comum o Evangelho põe em evidência a temática do “reino de Deus”. Jesus usa uma linguagem e pedagogia própria de modo a permitir a classe social dos camponeses e também das pessoas mais ilustradas pudessem compreender, Jesus compara o “reino de Deus” a uma sementeira que um homem faz e enquanto dorme a semente germina e cresce. O cuidado que o homem tem que ter é apenas regar, tirar as ervas daninhas, mas a semente vai crescendo por si mesma. Jesus usa outra parábola para falar do “reino de Deus”, comparando com o “grão de mostrada”, sendo uma semente muito pequena, quando cresce torna-se árvore. Esta pedagogia revela que a semente lançada no nosso coração é boa, a pequena semente recebida no dia do nosso baptismo, contudo, é necessário cuidar para que essa pequena semente possa desenvolver-se e tornar-se uma árvore robusta e forte. Por vezes, julgamos que por termos sido apenas baptizados já temos como garantia esse “reino” ao qual o Senhor nos promete uma vida sem fim, isto é, viver na eternidade junto de Deus.

Não basta que sejamos apenas batizados, ou termos recebidos os sacramentos, é necessário que a pequena semente lançada no nosso coração possa germinar e produzir frutos concretos no amor a Deus e aos outros.

A leitura do Livro do Ezequiel, o profeta Ezequiel assegura ao Povo de Deus, exilado na Babilónia, que Deus não esqueceu a Aliança, nem as promessas que fez no passado. Apesar das vicissitudes, dos desastres e das crises que as voltas da História comportam, Israel deve confiar nesse Deus que é fiel e que nunca desistirá de oferecer ao seu Povo um futuro de tranquilidade, de justiça e de paz sem fim.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Coríntios, recorda-nos que a vida nesta terra, marcada pela finitude e pela transitoriedade, deve ser vivida como uma peregrinação ao encontro de Deus, da Vida definitiva. O cristão deve estar consciente de que o Reino de Deus (de que fala o Evangelho de hoje), embora já presente na nossa atual caminhada pela História, só atingirá a sua plena maturação no final dos tempos, quando todos os homens e mulheres se sentarem à mesa de Deus e receberem de Deus a vida que não acaba. É para aí que devemos tender, é essa a visão que deve animar a nossa caminhada.

O Evangelho de São Marcos, Jesus compara o Reino de Deus com uma pequena semente, de aparência insignificante, mas capaz de mudar a paisagem do mundo. Ela cresce sem se fazer notada, sem dar nas vistas, sem publicidade, mas tem em si o dinamismo de Deus, um dinamismo capaz de fazer nascer um mundo novo. Esse Reino que Jesus, por mandato do Pai nos veio propor, é um presente de Deus para os seus filhos.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Dorme e levanta-se, noite e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro a planta, depois a espiga, por fim o trigo maduro na espiga. E quando o trigo o permite, logo se mete a foice, porque já chegou o tempo da colheita». Jesus dizia ainda: «A que havemos de comparar o reino de Deus? Em que parábola o havemos de apresentar? É como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes que há sobre a terra; mas, depois de semeado, começa a crescer e torna-se a maior de todas as plantas da horta, estendendo de tal forma os seus ramos que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra». Jesus pregava-lhes a palavra de Deus com muitas parábolas como estas, conforme eram capazes de entender. E não lhes falava senão em parábolas; mas, em particular, tudo explicava aos seus discípulos.

Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Junho)

Assim é o reino de Deus: como um homem que, tendo lançado a semente à terra, dorme e levanta-se, de noite e de dia, e a semente germina e cresce». (Mc 4,26-27)

Esta Palavra comunica-nos toda a confiança que o próprio Jesus tem no projeto de paz para a humanidade: «[…] Por Jesus ter vindo à Terra, pela Sua vitória, este Reino já está presente no mundo. A sua realização, que constituirá a consumação da história, já está assegurada. A Igreja é a comunidade daqueles que acreditam neste Reino, e é também o seu início»[1].

A todos aqueles que aceitam esta Palavra, é-lhes confiada a tarefa de preparar o terreno para acolher o dom de Deus e de conservar a esperança no Seu amor.

«[…] De facto, nenhum esforço humano, nenhuma iniciativa ascética, nenhum estudo ou pesquisa intelectual, te podem fazer entrar no Reino de Deus. É o próprio Deus que vem ao teu encontro, que se revela com a Sua luz ou te toca com a Sua graça.

E não há nenhum mérito de que te possas vangloriar, ou em que te possas apoiar, para reivindicar o direito a uma tal dádiva de Deus. O Reino é-te oferecido gratuitamente» [2]. Letizia Magri


Testemunhos da Palavra Vivida GEN4 (crianças dos 4 aos 10 anos)

“Uau, disseram os Gen4, fomos convidados para ir a uma rádio e temos que nos preparar bem!”. No dia da transmissão, quando chegaram na sala de gravação, estava tudo pronto. Havia muitos microfones, mas os gen4 não se assustaram. Francisco contou que emprestou os seus brinquedos para as suas irmãzinhas. No final, as pessoas que trabalham na rádio agradeceram a eles: as suas pequenas histórias chegaram longe e deram alegria a muitos ouvintes! (Gen4 de El Salvador).


Patriarca de Lisboa e os 20 anos da Concordata entre Portugal e Santa Sé

Concordata consagrou princípio da «cooperação»

Dom José Alves, da Comissão Paritária da Concordata, por parte da Igreja Católica, afirmou durante o encontro que o acordo internacional assinado em 2004 consagrou o princípio da “cooperação”, nas relações com o Estado. “A Concordata nasceu e desenvolveu-se sobre o sólido alicerce da cooperação, ideia que permeia todo o texto, do início ao fim”, referiu, na abertura da conferência.

No 20.º aniversário da Concordata entre a Santa Sé e a República Portuguesa, dom José Alves deixou votos de que a mesma seja “mais conhecida e apreciada”, no âmbito jurídico. O arcebispo emérito sublinhou que o texto assume o “respeito pela autonomia e independência” de cada uma das partes, na revisão da Concordata de 1940, face às mudanças eclesiais, políticas e sociais. “Desde o início do processo, estabeleceu-se um bom clima de cooperação”, por “vontade expressa” das suas partes, recordou. Para o responsável católico, nas últimas duas décadas “tem-se mantido sempre um clima pacífico” e, apesar de permanecerem questões em aberto, nunca houve necessidade de recorrer ao tribunal para resolver temáticas do foro concordatário. “O alicerce da cooperação mantém-se sólido”, assumiu, deixando votos de que se possa alcançar, “a breve prazo, o que ainda falta, que é pouco”.

A Concordata

A Concordata entre o Estado Português e a Santa Sé, que reconhece a personalidade jurídica da Igreja Católica, foi assinada a 18 de maio de 2004; a 30 de setembro do mesmo ano, o documento foi ratificado pela Assembleia da República com os votos favoráveis do PSD, CDS-PP e PS. O acordo aborda questões ligadas à fiscalidade, com o pagamento de impostos (IRS/IRC) por parte dos eclesiásticos e das instituições religiosas detentoras de atividades como a solidariedade social, educação, cultura, de comércio ou lucrativas. O novo texto levou à criação de uma comissão bilateral para o desenvolvimento da cooperação quanto aos bens da Igreja que integre o património cultural português, sublinhando uma dinâmica de “cooperação” entre as duas partes. A atual Concordata consagra a existência da disciplina de EMRC, continuando os professores a ser propostos pelos bispos, nomeados pelo Estado e pagos pela tutela.

O Papa: desde o primeiro dia a guerra é uma derrota, lutemos com força pela paz

Na saudação aos fiéis de língua italiana, no final da Audiência Geral desta quarta-feira (12/06), o Papa Francisco fez mais uma vez um apelo pela paz no mundo e convidou a não nos esquecer dos países que estão em guerra. Não nos esqueçamos da martirizada Ucrânia, não nos esqueçamos da Palestina, de Israel. Não nos esqueçamos de Mianmar e de muitos países que estão em guerra. Rezemos pela paz. Hoje, precisamos de paz. A guerra sempre, desde o primeiro dia, é uma derrota. Rezemos pela paz. Que o Senhor nos dê forças para lutar sempre pela paz.

Santo Antônio de Pádua e a Palavra que “sacia a mente”

O Papa recordou que amanhã, 13 de junho, a Igreja celebra Santo Antônio de Pádua, sacerdote e Doutor da Igreja, desejando que “o exemplo deste insigne pregador, protetor dos pobres e dos sofredores, suscite em todos o desejo de continuar no caminho da fé e imitar a sua vida, tornando-se assim testemunhas críveis do Evangelho”.

Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, Francisco disse que “Santo Antônio, que nasceu em Lisboa, nos diz: “Se você ler Jesus, Ele sacia sua mente”. O Pontífice encorajou cada um “a meditar a Sagrada Escritura. Nela, Jesus nos revigora e ilumina as nossas vidas”.

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