Novos Ventos – 26 de Maio

Solenidade da Santíssima Trindade – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Hoje celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade, isto é, um Deus que se revela numa Família de Três Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. A nossa linguagem humana é limitada e redutora para falar deste Mistério da Trindade porque ultrapassa o nosso conhecimento humano. Todavia, podemos intuir que existe uma comunicação de Amor entre Ambos, o Pai ama o Filho e o Filho ama o Pai e essa comunicação de Amor é estabelecida pelo Espírito Santo. O Espírito Santo é Aquele que dá ou gera a vida como nós professamos no Credo “Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a Vida”. Noutra passagem da Escritura em que Jesus diz que é a Videira e o Pai o Agricultor e que corta todo o ramo que não dá fruto, ora quando falta a seiva no ramo ele seca, ou seja, aquele alimento que gera a vida e faz a árvore produzir os frutos. Assim, acontece na nossa vida quando não temos a força do Espírito Santo perdemos essa comunhão com Deus ficamos vazios.

O Evangelho deste domingo mostra-nos a vida e ação da Igreja nascente, Jesus envia os seus discípulos a continuar a Sua Ação Evangelizadora no mundo e todos aqueles que aderirem e acreditarem na sua Palavra deverão ser batizados. Jesus promete a Sua presença e que nunca os abandona “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”. Jesus torna-se presente nos Sacramentos, mas sobretudo quando nos reunimos na comunidade para celebrar a Fé “Onde estiverem dois ou três reunidos no Meu Nome, Eu estou no Meio deles”.

A leitura do Livro do Deuteronómio, Moisés convida Israel a descobrir o rosto e o coração de Deus a partir da contemplação das ações por Ele feitas na história. O Deus em que Israel acredita é o Deus libertador e salvador, que ama os seus filhos e que está sempre disponível para os libertar de tudo aquilo que os escraviza. Ele acompanha cada passo do seu Povo e deixa-lhe indicações seguras para ser feliz e ter Vida em abundância.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Romanos, o autor da Carta aos Romanos pede os que receberam o batismo que se deixem conduzir sempre pelo Espírito de Deus. Animados pelo dinamismo do Espírito, eles serão membros da família de Deus e poderão chamar a Deus “Abbá”. Deus será para eles o Pai cheio de amor, em cujo colo se sentirão sempre amados, protegidos e cuidados.

O Evangelho de São Mateus, Jesus despede-se dos discípulos e envia-os a todas as nações como testemunhas da salvação de Deus. Eles deverão ensinar tudo o que aprenderam de Jesus e batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo todos os que se mostrarem disponíveis para integrar a família de Deus, a comunidade trinitária.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Naquele tempo, os Onze discípulos partiram para a Galileia, em direção ao monte que Jesus lhes indicara. Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos». Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Maio)

«Quem não ama não conheceu Deus, porque Deus é amor». (1Jo 4,8)

Testemunhar que Deus é amor, afirma Chiara Lubich, é «a grande revolução que somos chamados a oferecer hoje ao mundo moderno, em tensão extrema», tal «como os primeiros cristãos a apresentavam ao mundo pagão daquele tempo»[3].  

Como fazê-lo? Como viver este amor que vem de Deus? Aprendendo com o Seu Filho a colocá-lo em prática, especialmente «[…] no serviço aos irmãos, sobretudo aqueles que estão ao nosso lado, começando pelas pequenas coisas, pelos serviços mais humildes.  Esforçar-nos-emos, à imitação de Jesus, por tomar a iniciativa de os amar, no desapego de nós mesmos e abraçando todas as cruzes, pequenas ou grandes, que tudo isso possa comportar.  Deste modo não tardaremos, também nós, a chegar àquela experiência de Deus, àquela comunhão com Ele, àquela plenitude de luz, de paz e de alegria interior, a que Jesus nos quer conduzir»[4]. Silvano Malini


TESTEMUNHO DE VIDA

Maria, do Brasil: Na minha festa de aniversário, estava presente uma amiga que também aniversariava naquele dia! Quando a vi, pedi à minha mãe, no momento dos parabéns, que cantássemos primeiro para ela e só depois para mim. Ela não esperava por isso! Depois, ao final da festa, quando fui ver os meus presentes, vi que eram muitos, enquanto ela não havia recebido nada. Logo pensei que podia compartilhar tudo para que demonstrasse meu amor por ela. Coloquei todos os pacotes na mesa da sala e os dividi: metade para mim e metade para ela. Quando dei os presentes a ela, a minha amiga ficou surpresa e feliz. Mas, eu também estava feliz por ela ter sentido que gostávamos dela!


Prevost: Santa Rita nos ajude a ter o dom da paz no mundo

Redescobrir o diálogo com Deus com a ajuda de Santa Rita

O prefeito do Dicastério para os Bispos centrou-se na “grande confiança em Deus” que Rita “demonstrou na oração”, e na sua forma de viver “unida a Deus através de um diálogo constante e orante com Ele, não limitado apenas a momentos específicos do dia”. Recordando o convite do Papa Francisco para nos prepararmos com o Ano da Oração para o Jubileu de 2025, acrescentou que o testemunho deixado pela santa pode nos ajudar a “redescobrir o valor do diálogo com Deus, que é fundamental na vida espiritual”. Embora tenham passado muitos séculos desde que “ela viveu em Roccaporena e depois no Mosteiro de Cássia”, a mensagem de Santa Rita permanece atual para nós, observou o cardeal Prevost, e podemos imitar as virtudes que ela viveu “de forma superlativa e heroica” também “na vida cotidiana da fé”. Esposa e mãe, “com puro amor ajudou o marido Paolo a levar uma vida autenticamente cristã, e também mostrou aos dois filhos o caminho da fé”. “Esta é a missão dos cônjuges e dos pais: mostrar com palavras, mas sobretudo com o exemplo, o amor de Deus pelo seu povo”, continuou o cardeal, que definiu a família uma “escola de fé”, porque “ali se aprende a conhecer e amar a Deus”.

Pedir a paz para o mundo com a mesma fé de Rita

Por fim, o cardeal destacou que Deus “espera sempre a conversão dos seus filhos” e especificou que muitas conversões, reconciliações e milagres ocorreram com a intercessão de Santa Rita, “no passado e no presente. É por isso que a chamamos de santa dos impossíveis.” “Nada é impossível para Deus, basta rezar com fé inabalável. Peçamos a paz para o mundo com a mesma fé de Santa Rita e Deus ouvirá a nossa voz” concluiu Prevost, convidando os fiéis a viverem a fé como ela, com coragem “nas diversas circunstâncias”, e a pedirem ao Pai Celestial, através da sua intercessão, para sermos “verdadeiros discípulos cristãos” e “agentes de paz”.

O Papa: a eutanásia, fracasso do amor. Promover a dignidade no fim da vida

Eutanásia, fracasso do amor

O Papa deixa claro que o verdadeiro cuidado paliativo “é radicalmente diferente da eutanásia, que nunca é uma fonte de esperança ou preocupação genuína com os doentes e moribundos”. Em vez disso, é um fracasso do amor, um reflexo de uma “cultura do descarte” na qual “as pessoas não são mais consideradas um valor fundamental a ser cuidado e respeitado” (Fratelli tutti, 18). De fato, o Pontífice ressalta que a eutanásia “é muitas vezes falsamente apresentada como uma forma de compaixão”. Em vez disso, a atitude de “compaixão”, que significa “sofrer com”, não envolve “uma ação intencional para acabar com uma vida, mas sim uma disposição para compartilhar o peso das pessoas que estão enfrentando a última parte de nossa peregrinação terrena”. Pelo contrário, o cuidado paliativo “é uma forma genuína de compaixão porque responde ao sofrimento, seja ele físico, emocional, psicológico ou espiritual, afirmando a dignidade fundamental e inviolável de cada pessoa”, especialmente dos moribundos, “e ajudando-os a aceitar o momento inevitável da passagem desta vida para a vida eterna”.

Ajudar os doentes e moribundos a perceberem que não estão sozinhos

Nessa perspectiva, “as convicções religiosas oferecem uma compreensão mais profunda da doença, do sofrimento e da morte, considerando-os parte do mistério da Divina Providência e, no que diz respeito à tradição cristã, um meio para alcançar a santificação”. Não é coincidência, ressalta o Papa, que “as obras de compaixão e respeito demonstradas pelo pessoal médico e pelos profissionais de saúde especializados muitas vezes conseguiram permitir que as pessoas no final de suas vidas encontrassem conforto espiritual, esperança e reconciliação com Deus, com os membros de suas famílias e com os amigos”. Francisco chama esse serviço de “importante – eu diria até mesmo essencial – para ajudar os doentes e os moribundos a perceberem que não estão isolados ou sozinhos, que sua vida não é um peso, mas que eles permanecem intrinsecamente preciosos aos olhos de Deus e unidos a nós pelo vínculo da comunhão”.

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