Novos Ventos – 12 de Maio

Ascensão do Senhor – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste domingo celebramos o dia da Ascensão do Senhor, isto é, Jesus é elevado à glória do Céu. O Evangelho deste domingo relata que Jesus antes de subir ao Céu, confiou aos discípulos uma missão anunciar a todos os povos o Evangelho do Reino e confere-lhes algumas capacidades de realizar milagres na vida das pessoas, mas isso requer uma adesão e transformação “Quem acreditar e for baptizado será salvo”. Aderir à Pessoa de Jesus Cristo, deixar-se transformar por Ele e comprometer-se na vida da Igreja. Ser baptizado é também comprometer-se nesta grande família dos cristãos, ao receber o baptismo assumo fazer parte desta grande família que se reúne e congrega para celebrar o dom da fé. Os milagres também acontecem num ambiente de fé. O próprio Jesus depara-se que na Sua terra não fazia muitos milagres pela falta de Fé daquela gente.

Duas ideias importantes a reter hoje quando vamos pedir o baptismo para os nossos filhos é porque nos queremos comprometer com a Fé da Igreja e devemos por isso participar ativamente na vida da comunidade cristã. Ou seja, assumir a missão que Jesus confiou aos discípulos, somente nessa atitude poderei ver os milagres acontecer à minha volta.

Depois de ter dito todas estas coisas aos discípulos, Jesus foi elevado à glória do Céu e sentou-Se à direita de Deus. Os discípulos deram continuidade ao mandato de Jesus. E eu estou consciente do meu compromisso na vida da comunidade cristã?

A leitura dos Actos dos Apóstolos, repete a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter comunicado aos homens o projeto do Pai, entrou na Vida definitiva da comunhão com Deus, a mesma vida que espera todos os que percorrem o “caminho” que Jesus percorreu. Os discípulos, testemunhas da partida de Jesus, não podem ficar a olhar para o céu; mas têm de ir para o meio dos homens, seus irmãos, continuar o projeto de Jesus.

A leitura da Epístola de São Paulo aos Efésios, convida os discípulos a terem consciência da “esperança” a que foram chamados: a Vida plena de comunhão com Deus. É essa “esperança” que ilumina o horizonte daqueles que fazem parte da Igreja, o “corpo” do qual Cristo é a “cabeça”.

O Evangelho de São Marcos, Jesus ressuscitado despede-se dos discípulos e passa-lhes o testemunho.  Os discípulos, formados na “escola” de Jesus, têm como missão levar o Evangelho a toda a criatura e dar Vida a todos os que vivem prisioneiros do sofrimento e da morte. De junto do Pai, Jesus continuará a acompanhá-los e a mostrar-lhes os caminhos que eles devem percorrer.


Conclusão do Santo Evangelho Segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus apareceu aos Onze e disse-lhes: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem acreditar e for batizado será salvo; mas quem não acreditar será condenado. Eis os milagres que acompanharão os que acreditarem: expulsarão os demónios em meu nome; falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem veneno, não sofrerão nenhum mal; e quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados». E assim o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao Céu e sentou-Se à direita de Deus. Eles partiram a pregar por toda a parte, e o Senhor cooperava com eles, confirmando a sua palavra com os milagres que a acompanhavam. Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Maio)

«Quem não ama não conheceu Deus, porque Deus é amor». (1Jo 4,8)

Para recordar a essência da revelação recebida, o autor sublinha que, em Jesus, Deus tomou a iniciativa de nos amar, assumindo totalmente a existência humana, com todos os seus limites e as suas fraquezas.  Na cruz, Jesus partilhou e experimentou pessoalmente a nossa separação do Pai. Dando-se completamente, resgatou-a com um amor sem limites nem condições. Demonstrou-nos a medida do amor, que já nos tinha ensinado com palavras e com a vida.  Pelo exemplo de Jesus, compreendemos que amar verdadeiramente implica coragem, esforço e o risco de termos que enfrentar contrariedades e sofrimentos. Mas quem ama assim participa da vida de Deus e experimenta a Sua liberdade e a alegria de quem se dá.  Amando como Jesus nos amou, libertamo-nos do egoísmo que impede a comunhão com os irmãos e com Deus. Podemos, assim, experimentá-la. Silvano Malini

TESTEMUNHO DE VIDA

Na nossa cidade todos os domingos, algumas paróquias preparam refeições para os sem-abrigo. Um dia oferecemo-nos para ajudar. Preparámos a sala e acolhemos as pessoas. Vieram vinte. Servimos à mesa e ouvimos as suas histórias: quanta dor e sofrimento havia por detrás de cada uma! Perguntaram nos quem éramos e qual era o nosso ideal, nós falámos-lhes de nós e do nosso ideal: “o mundo unido”. Alguns agradeceram-nos dizendo estarem contentes pela nossa companhia, um deles quis ficar a ajudar nos. Ver a alegria de pessoas tantas vezes sós e em sofrimento, deu-nos uma felicidade ainda maior! Um grupo de rapazes- Itália


Sínodo. Portugal: relatório alerta para o clericalismo e destaca papel da mulher na Igreja

Clericalismo e resistência a mudanças

Ressalta do texto da CEP a preocupação de “continuar a fazer um discernimento sobre algumas questões doutrinais/pastorais que ainda causam dúvida, controvérsia ou desacordo na vida da Igreja”. São elas “a moral sexual, o celibato dos padres, o envolvimento de ex-padres casados, a possibilidade de ordenação de mulheres”. A CEP assinala a existência de “resistência a mudanças” apontando a necessidade de se “continuar a refletir sobre os fatores que motivam a indiferença de muitos, as resistências às mudanças e os caminhos para as ir ultrapassando”. Especial destaque para o reconhecimento de que a “a Igreja continua muito centrada no clero e em alguns leigos ‘clericalizados’. “O clericalismo, que, entre outros aspetos, se manifesta numa conceção de privilégio pessoal, num estilo de poder mundano e na recusa a prestar contas, é um obstáculo sério ao exercício de um ministério ordenado autêntico”, refere o relatório. “O clericalismo atinge também os leigos com responsabilidades na vida da Igreja local e das comunidades. Combater a clericalização do laicado passa muito pela rotatividade nas lideranças e pelo desenvolvimento de metodologias de participação comunitária”, afirma o documento.

O papel da mulher na vida eclesial

No relatório da CEP é “reconhecida a importância de valorizar o papel das mulheres na vida eclesial e assegurar que possam participar nos processos de decisão”. Para essa participação ser concreta as mulheres devem assumir “papéis de liderança, especificamente nos conselhos pastorais e económicos”. “Deve-se procurar a meta da paridade, reconhecendo explicitamente o contributo crucial das mulheres, não apenas na pastoral e nos ministérios, mas também na missão da Igreja junto das comunidades. Existe uma clara perceção de que a Igreja tem muito a ganhar com uma intervenção mais relevante das mulheres, de um modo particular, no anúncio e na meditação da Palavra de Deus, para uma verdadeira vivência sinodal e reconhecimento pleno dos seus dons e capacidades”, sustenta o documento. Corresponsabilidade, ministérios e juventude Neste documento é sublinhado que a “corresponsabilidade diferenciada na missão de todos os membros do Povo de Deus, de acordo com as vocações, carismas, serviços, e ministérios, deve ser o modelo normal da vida eclesial”.

Esta forma de trabalho permite organizar a “Igreja como uma família e não como uma estrutura, criando meios para a valorização da relação fraternal e teologal nas comunidades, assim como a atenção particular a alguns setores: o mundo da saúde, do serviço aos mais pobres e o acolhimento aos de fora”. “Em ordem a implementar um modelo pastoral corresponsável é feita a sugestão de se criar a figura de um ‘coordenador pastoral’ como elo entre o pároco e a comunidade. É sugerida, uma maior celeridade e participação laical nos processos de nomeação dos bispos.


Próximas Atividades Paroquiais

◊ Dia 18 de Maio Noite de Fados no Salão da Junta de Freguesia do Bunheiro angariação de fundos para a construção do salão paroquial;

◊ Dia 26 de Maio, haverá a Primeira Comunhão

◊ Dia 30 de Maio, Procissão na Ria do Corpo de Deus.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *