Novos Ventos – 05 de Maio

VI Domingo da Páscoa – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste VI domingo de Páscoa Jesus o evangelista São João fala do mandamento Novo do Amor. O discurso que nos é apresentado por Jesus coloca em evidência algumas características do “dever ser” do cristão, em primeiro lugar destaca a importância de cumprir os mandamentos, em segundo lugar “permanecer” unido a Jesus numa comunhão plena como Jesus é com o Pai e em terceiro lugar é manifestado o modo como Jesus se estabelece connosco não como servos, mas amigos. Quão é importante sentirmos que somos amados de uma forma única e totalitária, esse é o Amor com que Jesus nos Ama. O servo não tem liberdade para saber o que faz o seu senhor, porque existe uma enorme diferença entre patrão e empregado, ou servo. Jesus revela-nos que não somos servos, mas que somos amigos, porque nos revelou tudo o que ouviu de Seu Pai.

Certas vezes nem nas nossas famílias biológicas temos acesso a tudo aquilo que faz parte da vida dos nossos progenitores existe por vezes coisas pessoais ou particulares que nos são ocultas. Esta relação que Jesus estabelece com cada um de nós vai além das nossas relações familiares e biológicas. Jesus dá-nos a conhecer tudo aquilo que o Pai revelou.

Outro pormenor muito interessante é termos a consciência que este Jesus nos escolhe, nos elege para uma missão concreta de continuar a obra evangelizadora no mundo. Não devido às nossas capacidades, mas porque dá-nos o Seu Santo Espírito.

A leitura dos Actos dos Apóstolos, leitura afirma que a salvação oferecida por Deus através de Jesus Cristo, e levada ao mundo pelos discípulos, se destina a todos os homens e mulheres, sem exceção. Para Deus, o que é decisivo não é a pertença a uma raça ou a um determinado grupo social, mas sim a disponibilidade para acolher o amor de Deus e para dar testem unho desse amor.

A leitura da Epístola de São João, confirma que Deus é a origem do amor (“Deus é amor”) e que foi d’Ele que partiu essa corrente de amor que nos alcançou, em Jesus e por Jesus. Nós, transformados por esse amor, podemos agora aproximar-nos de Deus, conhecer a Deus e tornarmo-nos filhos de Deus.

O Evangelho de São João, Jesus, em contexto de despedida, deixa aos discípulos “o seu” mandamento fundamental: “amai-vos como Eu vos amei”. Eles são os “amigos” a quem Jesus amou até ao fim e revelou o amor do Pai. A missão dos discípulos é testemunhar, no mundo e na história, esse jeito de viver que aprenderam com Jesus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros». Palavra da Salvação


Próximas Atividades Paroquiais e Diocesanas

◊ Dia 11 de Maio encerramento do Ano Jubilar em Aveiro;

◊ Dia 18 de Maio Noite de Fados no Salão da Junta de Freguesia do Bunheiro angariação de fundos para a construção do salão paroquial;

◊ Dia 30 de Maio, Procissão na Ria do Corpo de Deus.


O Papa: a fé é o primeiro dom a ser acolhido na vida cristã

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (1°/01), realizada na Sala Paulo VI, o Papa Francisco falou sobre a virtude da fé que junto com a caridade e a esperança formam as virtudes teologais.

As três virtudes teologais são os grandes dons que Deus dá à nossa capacidade moral. Sem elas poderíamos ser prudentes, justos, fortes e temperantes, mas não teríamos olhos que veem mesmo no escuro, não teríamos um coração que ama mesmo quando não é amado, não teríamos uma esperança que ousa contra toda esperança.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, “a fé é o ato com o qual o homem entrega-se total e livremente a Deus”. “Nesta fé, Abraão foi o grande pai. Quando concordou em deixar a terra dos seus antepassados ​​para ir em direção à terra que Deus lhe teria mostrado. Nesta fé, Abraão se torna pai de uma longa linhagem de filhos. A fé o tornou fecundo”, disse ainda o Papa, citando como exemplos também Moisés, que permaneceu firme, confiante no Senhor, e defendeu “o povo que muitas vezes não tinha fé”, e a Virgem Maria, que “com o coração cheio de fé, com o coração cheio de confiança em Deus, inicia um caminho cujo percurso e perigos ela não conhece”.

A fé é a virtude que faz o cristão. Porque ser cristão não é antes de tudo aceitar uma cultura, com os valores que a acompanham, mas acolher e preservar um vínculo, um vínculo com Deus: eu e Deus; a minha pessoa e o rosto amável de Jesus. Este vínculo é o que nos torna cristãos.

Segundo o Papa, o grande inimigo da fé não é a inteligência, não é a razão, “mas o grande inimigo da fé é o medo”. “Por isso, a fé é o primeiro dom a ser acolhido na vida cristã: um dom que deve ser acolhido e pedido diariamente, para que se renove em nós. Aparentemente é um dom pequeno, mas é o essencial. Quando nos levaram à pia batismal, os nossos pais, depois de anunciarem o nome que haviam escolhido para nós, foram questionados pelo sacerdote: “O que vocês pedem à Igreja de Deus?”. E eles responderam: “A fé, o batismo!””, disse ainda Francisco.

Para um progenitor cristão, consciente da graça que lhe foi dada, esse é o dom que deve pedir também para o seu filho: a fé. Com ela, um progenitor sabe que, mesmo no meio das provações da vida, o seu filho não se afogará no medo. O inimigo é o medo.Ele também sabe que quando deixar de ter um progenitor nesta terra, continuará tendo um Deus Pai no céu, que nunca o abandonará. O nosso amor é tão frágil, só o amor de Deus vence a morte.

Francisco disse ainda que “nem todos têm fé”, “e mesmo nós, que cremos, muitas vezes percebemos que temos apenas uma pequena quantidade dela. Muitas vezes Jesus pode censurar-nos, como fez com os seus discípulos, por sermos “homens de pouca fé”. Mas é o dom mais feliz, a única virtude que podemos invejar. Porque quem tem fé é habitado por uma força que não é só humana; de fato, a fé “desencadeia” em nós a graça e abre a mente ao mistério de Deus”.


Palavra de Vida (Maio)

«Quem não ama não conheceu Deus, porque Deus é amor». (1Jo 4,8)

A primeira carta de João é dirigida aos cristãos de uma comunidade da Ásia Menor para os encorajar a restabelecer a comunhão entre eles, pois estavam divididos por divergências doutrinais. O autor exorta-os a terem presente o que foi proclamado “desde o princípio” pela pregação cristã. Recorda aquilo que os primeiros discípulos viram, ouviram e tocaram com as suas mãos na convivência com o Senhor, para que também esta comunidade pudesse estar em comunhão com eles e, consequentemente, também com Jesus e com o Pai[1] Silvano Malini

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