IV Domingo da Páscoa – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Hoje celebramos o domingo do Bom Pastor. Jesus é o Verdadeiro Pastor que cuida e trata das ovelhas que andam tresmalhadas e perdidas no meio de uma vida multifacetada, mas vazias de sentido. O evangelista faz um paralelismo entre o Pastor e o mercenário, enquanto o Pastor cuida e protege o rebanho o mercenário vem para roubar e dispersar. Quantas vezes, deixemos que a nossa vida ande sem rumo e não deixemos que este Bom Pastor nos guie por caminhos seguros. A maior prova de Amor de Jesus pelo seu povo é até ao ponto de doar a Sua vida por cada um de nós. Quantas vezes, na Sagrada Escritura vemos atitude de Jesus que se compadece das multidões que andam à deriva como ovelhas sem pastor.
As sociedades de hoje refletem muito esta falta de compromisso com Deus e a Igreja, precisamos da Igreja apenas para realizar os Sacramentos como alguém que negoceia para obter um papel mas o seu coração está distante de Deus. Jesus compadece-se destas multidões que andam afastadas da Igreja, que ainda não fizeram a experiência de descobrir o Amor de Jesus por cada um deles. Andam famintos mas não buscam o verdadeiro alimento que sacia. Outros, apenas vivem o relativismo e prescindem de Deus. As multidões de outrora são como as multidões de hoje que só buscam milagres, mas não se deixam impressionar pelo relacionamento pessoal com Cristo.
Peçamos ao Senhor que nos abra o coração, para podermos descobrir o Seu Amor e procuremos rezar pelos pastores que o Senhor colocou para servir as nossas comunidades paroquiais.
A leitura dos Actos dos Apóstolos, traz-nos um testemunho de Pedro, proclamado em Jerusalém diante das autoridades judaicas: Jesus é o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos”. É a forma, muito particular, que Pedro encontrou para dizer que Jesus é o único pastor que nos conduz em direção à Vida verdadeira.
A leitura da Epístola de São João, o autor da primeira Carta de João convida-nos a contemplar o amor de Deus pelo homem. É porque nos ama com um “amor admirável” que Deus está apostado em levar-nos a superar a nossa condição de debilidade e de fragilidade. Por isso, Deus enviou-nos Jesus, o Bom Pastor.
O Evangelho de São João, é o próprio Jesus que se apresenta como “o Bom Pastor”. Ele ama as suas ovelhas, cuida delas em cada passo do caminho, dá a vida por elas, se for necessário. As ovelhas de Jesus sabem que podem confiar n’Ele, incondicionalmente. Com esta bela imagem, somos convidados a seguir Jesus e a fazer d’Ele a referência fundamental à volta da qual construímos a nossa vida.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus: «Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai». Palavra da Salvação

Palavra de Vida (Abril)
«Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e gozavam todos de uma grande simpatia». (At 4,33)
O modo mais eficaz de dar testemunho do Ressuscitado é mostrar que Ele está vivo e habita no meio de nós. «Se vivermos a sua Palavra, […] mantendo aceso no coração o amor ao próximo, se nos esforçarmos, de modo especial, por conservar sempre o amor recíproco entre nós, então o Ressuscitado viverá em nós, viverá no meio de nós e irradiará à nossa volta a sua luz e a sua graça, transformando os ambientes com frutos incalculáveis. Será Ele, mediante o seu Espírito, a guiar os nossos passos e as nossas atividades. Será Ele a determinar as circunstâncias e a proporcionar-nos as ocasiões para levar a Sua vida às pessoas que d’Ele necessitam»[2].Patrizia Mazzola

Testemunho
Na Mariápolis, na Colômbia, estavam presentes muitas pessoas, adultos e crianças que procuravam viver a lei do amor. Um senhor que foi pela primeira vez não quis entrar na sala com os adultos e ficou passeando no jardim. Ali estavam muitos gen4 jogando. A um certo momento, uma delas ficou com raiva e se afastou. As outras crianças pararam e se entreolharam. Depois, um gen4, correndo, a alcançou e lhe disse: “Você me perdoa?”
A gen4 olhou para ele, sorriu e voltaram a brincar junto com os demais. O senhor, que estava observando a cena atrás de algumas plantas, ficou tocado! Tinha “visto realmente” o amor recíproco! Os gen4 tinham dado testemunho!

“Inteligência Artificial”: tema de reflexão na 61ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil
Os trabalhos
Em seguida, às 10h, os jornalistas voltaram a se encontrar com os bispos na Coletiva de Imprensa. Os bispos indicados para participar da coletiva nesta segunda foram: o bispo de Imperatriz–MA, dom Vilson Basso, que falou sobre o tema “Desafios e Luzes para a evangelização das juventudes”; o bispo de Rondonópolis-Guiratinga–MT, dom Maurício da Silva Jardim, que apresentou os projetos missionários e Igrejas Irmãs, e também o bispo de Campo Limpo (SP), dom Valdir José de Castro, que conversou sobre o tema da Inteligência Artificial. Após a Coletiva, o episcopado retornou para a 12ª sessão, que centralizou a sua atenção sobre o tema central da Assembleia: “a atualização das diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil”. Os bispos continuaram o caminho de discernimento sobre as diretrizes na dinâmica das 45 mesas sinodais.
Desafios e Luzes para a evangelização das juventudes
O tema da Inteligência Artificial foi abordado por Dom Valdir José, que explicou que o episcopado está refletindo esse tema, que não é propriamente novidade, mas tem se desenvolvido cada vez mais.
“Devemos tudo isso ao Papa Francisco, que tem incentivado a Igreja a entrar, refletir, pensar e agir pastoralmente, levando em consideração a inteligência artificial. Se os senhores se lembram, o tema para o Dia Mundial da Paz foi ‘Inteligência artificial e paz’, e o tema para o próximo Dia Mundial das Comunicações é ‘Inteligência artificial e sabedoria do coração, para uma comunicação plenamente humana’”. O bispo explicou que é necessário que a Igreja, como perita em humanidade, pense como ela pode orientar eticamente o uso das inteligências artificiais. Como utilizar as inteligências artificiais para o serviço da Igreja de evangelização? “Vamos partir do positivo das inteligências artificiais. Como a Igreja pode utilizar esses meios e recursos para anunciar o Evangelho, para comunicar-se com a cultura de hoje”. E finalizou, citando uma frase de Papa Francisco sobre o assunto: “Corre-se o risco de ser rico em técnica e pobre em humanidade”. “Então nós temos que humanizar a tecnologia. Não negar as tecnologias, mas como utilizá-las levando ao o coração humano e tornando a humanidade mais humana?”. Dom Vilsom Basso, bispo referencial para a Pastoral da Juventude, iniciou apresentando o sonho do Papa Francisco com o Sínodo de 2018, que fala que a Igreja deve investir tempo, energia e recursos financeiros na evangelização dos jovens. “A Christus Vivit – disse ele – que foi a exortação apostólica pós-sinodal, onde papa Francisco coloca meios para uma nova pastoral com os jovens, colocando a Boa Nova de que Deus ama os jovens, que o Cristo derramou seu sangue por eles e que Jesus vive e está sempre presente ao lado dos jovens”.


Prossegue o encontro do C9 no Vaticano
Os trabalhos de fevereiro
A última sessão de trabalho decorreu de 5 a 7 de fevereiro e contou com a participação de três mulheres que ofereceram sua contribuição sobre o tema do papel feminino na Igreja: irmã Linda Pocher, filha de Maria Auxiliadora e professora de Cristologia e Mariologia na Pontifícia Faculdade de Ciências da Educação Auxilium de Roma; Giuliva Di Berardino, consagrada da Ordo Virginum da Diocese de Verona, professora e responsável de cursos de espiritualidade e exercícios espirituais; Jo Bailey Wells, bispa da Igreja da Inglaterra e subsecretária geral da Comunhão Anglicana. No centro das reuniões de fevereiro dos cardeais com o Papa e o secretário do Conselho, foram abordados também os percursos sinodais em andamento na Igreja e o tema da evangelização com os relatórios do cardeal Luis Antonio Tagle e do arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeitos do Dicastério para a Evangelização.
O “novo” C9
O Conselho de Cardeais, após a renovação do organismo pelo Papa em 7 de março de 2023, é composto pelos cardeais Pietro Parolin, secretário de Estado; Fernando Vérgez Alzaga, presidente da Pontifícia Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano e do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano; Fridolin Ambongo Besungu, arcebispo de Kinshasa; Oswald Gracias, arcebispo de Mumbai; Seán Patrick O’Malley, arcebispo de Boston; Juan José Omella Omella, arcebispo de Barcelona; Gérald Lacroix, arcebispo de Quebec; Jean-Claude Hollerich, arcebispo de Luxemburgo; Sérgio da Rocha, arcebispo de Salvador (Bahia). O secretário do C9 é dom Marco Mellino. A primeira reunião do novo C9 realizou-se em 24 de abril do ano passado.