Novos Ventos – 14 de Abril

III Domingo da Páscoa – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste III domingo da Páscoa o evangelista São Lucas descreve a experiência dos discípulos que depois de terem feito a descoberta de Cristo Ressuscitado a caminho de Emaús regressam com grande alegria a contar aos outros discípulos. O medo é uma atitude constante na vida dos Apóstolos, Jesus apresenta-se no meio deles dirigindo-lhes palavras de paz “A paz esteja convosco”, no entanto ainda julgam ver um espírito. Jesus dirige-lhes a palavra dizendo para O tocar e até é capaz de comer diante deles e o entendimento dos discípulos é limitado. Quantas vezes, essa também é a nossa experiência a limitação de ver nos acontecimentos a presença de Cristo Ressuscitado. Do lado aberto de Cristo brotam sangue e água os principais Sacramentos da Igreja (água) que carateriza o Sacramento do Baptismo e (sangue) que carateriza o Sacramento da Eucaristia. Tocamos Jesus quando recebo o Seu Corpo em cada Eucaristia, mas posso tocar também no amor concreto aos outros. É naquela pessoa faminta e pobre que posso descobrir aquela frase do evangelho “Tendes aí alguma coisa para comer”?

Ousamos descobrir a presença de Jesus naquele que passa dificuldades, naquele que muitas vezes desviamos o nosso olhar por não ter aspeto agradável, aquele que vive isolado e só e que o Senhor coloca no meu caminho para que possa amar.

A leitura dos Actos dos Apóstolos, traz-nos um testemunho de Pedro sobre Jesus. Ele garante aos “homens de Israel” – e a nós – que esse Jesus que as autoridades judaicas tentaram calar, está vivo e continua a oferecer a Vida a todos aqueles que se dispuserem a acolhê-la. Pedro e os outros discípulos são as testemunhas de Jesus e da sua proposta de Vida.

A leitura da Epístola de São João, lembra que o discípulo, depois de encontrar Jesus e de aceitar a vida que Ele oferece, tem de viver de forma coerente com essa opção. O cristão, mesmo depois de optar por Jesus, continua sujeito à fragilidade e ao pecado; mas confia em Jesus e procura viver de acordo com os mandamentos de Deus.

O Evangelho de São Lucas, o evangelista ao narrar-nos uma aparição de Jesus ressuscitado aos discípulos, oferece-nos uma catequese sobre a forma de fazermos a experiência do encontro com Jesus, sempre vivo e presente no nosso caminho e na nossa história. A comunidade cristã é, para Lucas, o espaço privilegiado para fazermos essa experiência.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Enquanto diziam isto, Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa para comer?». Deram-Lhe uma posta de peixe assado, que Ele tomou e começou a comer diante deles. Depois disse-lhes: «Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco: ‘Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’». Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de todas estas coisas». Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Abril)

«Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e gozavam todos de uma grande simpatia». (At 4,33)

No texto é apresentada a primeira comunidade cristã, animada pela poderosa força do Espírito Santo, caracterizada pela comunhão que a impele a proclamar o Evangelho a todos, a boa nova: Cristo ressuscitou. São as mesmas pessoas que, antes do Pentecostes, estavam assustadas e desanimadas diante dos últimos acontecimentos, mas agora saem para a praça pública, prontas a dar testemunho até ao martírio, graças à força do Espírito que dissipou medos e receios.  Eram um só coração e uma só alma, atuavam o amor recíproco até ao ponto de colocarem em comum os seus bens: esta era a realidade que ia envolvendo um número cada vez maior de pessoas. 

Mulheres e homens no seguimento de Jesus, tinham escutado as suas palavras, tinham vivido com Ele no serviço e no amor preferencial pelos últimos, pelos doentes. Tinham visto com os próprios olhos os factos prodigiosos realizados por Jesus. As suas vidas tinham mudado, porque eram chamados a viver uma nova lei. Tinham sido as primeiras testemunhas da presença viva de Deus no meio dos homens.  Mas para nós, seguidores de Jesus nos dias de hoje, o que significa dar testemunho? Patrizia Mazzola 


Semana de Oração pelas Vocações (14 a 21 de Abril)

Na vida da Igreja, a família desempenha um papel vital como célula básica da sociedade e como escola de amor e virtude. Através do sacramento do matrimónio, os esposos são chamados a formar uma comunhão de amor, baseada na fidelidade, no perdão e no compromisso mútuo, refletindo assim a imagem do amor de Cristo pela sua Igreja. A vocação da família é, portanto, um serviço para a Igreja e para o mundo. Ao viver os valores do Evangelho no ambiente doméstico, os pais testemunham a beleza e a santidade do amor de Deus. Educar os filhos na fé, ensinando-lhes a amar a Deus e ao próximo, é uma responsabilidade sagrada e uma contribuição essencial para o crescimento e a missão da Igreja e à descoberta da vocação a que Deus nos chama. Além disso, a família é chamada a participar ativamente na vida da comunidade eclesial, oferecendo seu tempo, talentos e recursos para o serviço dos outros. Através do acolhimento, da partilha fraterna e do apoio mútuo, as famílias enriquecem a vida da Igreja e testemunham a solidariedade e o amor de Cristo. Que cada família possa abraçar sua vocação com alegria e generosidade, confiando na graça de Deus para cumprir sua missão com fidelidade e amor. Que o exemplo da Sagrada Família de Nazaré inspire a viver a vocação como um verdadeiro serviço para a Igreja e para o mundo.

Roma deve acolher 100 mil participantes da Jornada Mundial das Crianças em maio

Roma vai sediar o evento nos dias 25 e 26 de maio e, segundo a organização, a previsão é acolher 100 mil pessoas – entre crianças e acompanhantes – provenientes de mais de 100 países. “É a primeira vez que o Papa encontra as crianças. Eu digo às famílias que se inscrevam e tragam as suas crianças a Roma porque realmente serão dois dias de pureza, de frescor”.

Na mensagem divulgada para a JMC, o Papa Francisco insistiu, porém, que as crianças precisam estar acompanhadas de Jesus com quem se pode “sonhar uma nova humanidade e trabalhar por uma sociedade mais fraterna e atenta à nossa casa comum, começando por coisas simples como saudar os outros, pedir licença, pedir desculpa, dizer obrigado. O mundo transforma-se antes de mais através de pequenas coisas, sem ter vergonha de realizar apenas pequenos passos”. Assim, o convite do Pontífice é enfático: “Meus amiguinhos, para nos renovarmos a nós mesmos e ao mundo, não basta encontrar-nos entre nós: é necessário estar unidos a Jesus. D’Ele recebemos tanta coragem!”

As inscrições com fins solidários

A JMC é destinada a crianças entre os 5 e 12 anos de idade e seus acompanhantes adultos. Como critério indicativo, a organização fala de 3 adultos para cada 7 crianças. Um desconto especial no bilhete aéreo está sendo destinado por uma companhia aérea italiana a quem vier a Roma participar do evento. Além disso, para grupos com mais de 15 participantes, um bilhete aéreo será gratuito.

As inscrições para o evento de Roma podem ser feitas em modalidade on-line através das dioceses, paróquias, movimentos, escolas e associações. O site www.giornatamondialedeibambini.org está disponível em três línguas para sanar outras dúvidas: em italiano, inglês e espanhol, e outras informações ainda pelo e-mail direzione@gmb24.org. A inscrição prevê o pagamento de uma taxa de 5 euros por pessoa (pouco mais de R$ 25,00). Além de garantir a confirmação da inscrição, o valor será destinado a um funto de solidariedade para ajudar a realidade dos mais pobres que também irão participar. Tanto que a organização tem encorajado as dioceses dos países mais desfavorecidos para acolher a vontade de participação dessas crianças. Para facilitar e ajudar nessa assistência, basta enviar uma mensagem para o endereço eletrônico gemellaggi@gmb24.org.

Em preparação ao evento de Roma, o Papa pede às crianças do mundo todo para rezar, sugerindo fazer a oração “que Jesus nos ensinou: o Pai Nosso. Rezem-no todas as manhãs e todas as noites”, inclusive em família, com os pais, irmãos e avós.

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