Domingo de Ramos – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Hoje damos início à semana maior dos cristãos a Semana Santa, ao longo destas semanas da Quaresma a liturgia foi nos iluminando com as diversas alianças que o Senhor fez com o povo de Israel. Muitas vezes, este povo profanou essa Aliança seguindo deuses pagãos. Nesta semana a liturgia aponta para o momento mais alto em que o Filho de Deus oferece a Sua Vida pela salvação dos homens. Muitos dos discípulos diante das dificuldades negam conhecer o Mestre, outros movidos pela compaixão ajudam a carregar a Cruz de Jesus, basta o cruzar de olhares para que Simão de Cirene seja tocado pelo Amor do Inocente condenado. Hoje tornámo-nos insensíveis aos sofrimentos dos outros, somos incapazes de ajudar a carregar o peso da cruz daqueles que sofrem à nossa volta, tal como fizeram outrora com Jesus também hoje desviamos o nosso olhar daqueles que andam por caminhos errantes. Tal como outrora ficamos calados diante daqueles que são condenados inocentemente e o grito de abandono perpetua-se na história «Meu Deus, porque me abandonaste»; porém naquele grito de Jesus está o Amor Redentor pela humanidade ferida pelo pecado. Esta semana somos convidados a encontrar a Pedra para reclinar a cabeça. O Evangelho de S. João ajuda-nos a descobrir o significado desta pedra, podemos ler “Um dos discípulos, aquele que Jesus amava, estava à mesa reclinado no seu peito”. Este discípulo teve a coragem de apoiar a cabeça no peito de Jesus, onde encontrou descanso junto ao Seu coração.
A leitura do Profeta Isaías, traz-nos a palavra e o drama de um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projetos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo de Deus” a figura de Jesus.
A leitura da Epístola de São Paulo aos Filipenses, traz-nos um belo hino onde ecoa a catequese primitiva sobre Jesus. Fiel ao projeto do Pai, Ele desceu ao encontro dos homens, viveu a vida dos homens e sofreu uma morte atroz por amor aos homens. Mas a sua vida não foi malbaratada: Deus exaltou-O, mostrando que o caminho que Ele seguiu é o caminho que conduz à Vida. É esse mesmo caminho que somos desafiados a percorrer.
O Evangelho de São Marcos, relata-nos a paixão e morte de Jesus. É o momento culminante de uma vida gasta a concretizar o projeto salvador de Deus: libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo, escravidão, sofrimento e morte. Na cruz onde Jesus ofereceu a sua vida até à última gota de sangue, revela-se o incomensurável amor de Deus por nós; na cruz, Jesus disse-nos que o amor até ao extremo gera Vida nova e eterna.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos
Naquele tempo, ao aproximarem-se de Jerusalém, cerca de Betfagé e de Betânia, junto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos e disse-lhes: «Ide à povoação que está em frente e, logo à entrada, vereis um jumentinho preso, que ninguém montou ainda. Soltai-o e trazei-o. E se alguém perguntar porque fazeis isso, respondei: ‘O Senhor precisa dele, mas não tardará em mandá-lo de volta’». Eles partiram e encontraram um jumentinho, preso a uma porta, cá fora na rua, e soltaram-no. Alguns dos que ali estavam perguntaram-lhes: «Porque estais a desprender o jumentinho?». Responderam-lhes como Jesus tinha dito, e eles deixaram-nos ir. Levaram o jumentinho a Jesus, lançaram-lhe por cima as capas, e Jesus montou nele. Muitos estenderam as suas capas no caminho e outros, ramos de verdura, que tinham cortado nos campos. E tanto os que iam à frente como os que vinham atrás clamavam: «Hossana! Bendito O que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino do nosso pai David! Hossana nas alturas!» Palavra da Salvação

Semana Santa
Quinta feira Santa
Missa da Ceia do Senhor/ Lava Pés
21:00 – Igreja Matriz da Torreira
21:00 – Igreja Matriz São Jacinto

Sexta feira Santa
Celebração da Paixão do Senhor
15:00 – Igreja Matriz da Torreira
15:00 – Igreja Matriz São Jacinto
Via – Sacra encenada pelos jovens
21:00 – Igreja Matriz da Torreira
21:00 – Igreja Matriz São Jacinto

Sábado Santo
Vigília Pascal
21:00 – Igreja Matriz da Torreira
21:00 – Igreja Matriz São Jacinto

Domingo Pascal
8:00 – Quintas do Norte
9:30 – Igreja Matriz São Jacinto
11:00 – Igreja Matriz da Torreira

Palavra de Vida (Março)
«Cria em mim, ó Deus, um coração puro; e renova dentro de mim um espírito firme» (Sal 51[50],12)
Como pôr em prática esta palavra de vida? O primeiro passo será reconhecer-nos pecadores e necessitados do perdão de Deus, numa atitude de ilimitada confiança para com Ele.
Pode acontecer que os nossos repetidos erros nos desencorajem, nos fechem em nós mesmos. É preciso, então, deixar entreaberta, pelo menos um pouco, a porta do nosso coração. Escreveu Chiara Lubich, em 1946, a alguém que se sentia incapaz de ultrapassar as suas misérias: «É preciso retirar da alma todos os outros pensamentos. Acreditar que Jesus é atraído para nós pela exposição humilde, confiante e amorosa dos nossos pecados. Nós, por nós mesmas, nada temos e só fazemos misérias. Ele, por Si mesmo, em relação a nós, só tem uma qualidade: a Misericórdia. A nossa alma pode unir-se a Ele com a oferta, com a única prenda, não das nossas virtudes, mas dos nossos pecados! […] Jesus veio à Terra, fez-se homem, e, se alguma coisa anseia […] é unicamente: ser Salvador. Ser Médico! Nada mais deseja»[1].

Renúncia e Nomeação do Bispo de Beja
O Santo Padre aceitou a renúncia ao governo pastoral da Diocese de Beja (Portugal) apresentada por S. E. dom José João dos Santos Marcos.
O Santo Padre nomeou o rev. Fernando Maio de Paiva, do clero de Setúbal, até agora Vigário Geral e Pároco de Nossa Senhora da Anunciada, como Bispo da Diocese de Beja.
Curriculum vitae
Dom Fernando Maio de Paiva nasceu em 26 de novembro de 1962 em Oliveira (São Pedro do Sul), distrito de Viseu. Depois de estudar Engenharia Eletrônica, obteve o Bacharelado em Teologia e a Licenciatura em Filosofia na Universidade Católica de Lisboa, e frequentou o curso de Gestão de Organizações Sociais na AESE Business School, em Lisboa.
Foi ordenado sacerdote em 10 de abril de 2005 e incardinado na Diocese de Setúbal.
Desempenhou os seguintes cargos: Vigário Paroquial de Nossa Senhora da Anunciada (2005); Formador e Ecônomo do Seminário de São Paulo de Almada (2005-2017); Vigário Forâneo; Membro do Conselho Presbiteral, do Colégio de Consultores e da Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis; Delegado para a Formação do Clero; Presidente da Comissão Diocesana de Gestão do Fundo do Clero; até ao presente, Vigário Geral e Pároco de Nossa Senhora da Anunciada em Setúbal.

