III Domingo da Quaresma – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste III domingo da Quaresma a liturgia apresenta o relato do zelo pelo Templo de Jerusalém, Jesus ao entrar no Templo vê uma grande confusão, comerciantes, cambistas, vendedores de pombas. Diante de tal confusão Jesus começa a derrubar as mesas e a expulsar os vendedores e afirma que o «Templo é casa de oração». Também muitas vezes nas nossas igrejas vemos que muitos cristãos não respeitam esses lugares como espaços sagrados, onde somos chamados a uma atitude de oração interior, um lugar de silêncio. Em cada igreja encontramos Jesus no sacrário e não damos o devido respeito, falamos alto como se tivéssemos em plena rua e as igrejas são locais de silêncio. No relato Jesus fala de um outro Templo que foi reerguido em três dias que é o Templo do Seu Corpo, após a Sua Paixão, Morte e Ressurreição, Jesus retoma a vida. Também o nosso corpo é um templo onde Deus habita e que por isso é necessário cuidarmos do nosso corpo com respeito e dignidade. No entanto, é partindo deste Corpo de Cristo que se forma a Igreja que somos todos nós baptizados em Cristo.
Esta semana somos pedras do mesmo edifício, onde todos somos precisos. Sem uma colaboração mútua haverá falhas no edifício que edificamos. Em todas as comunidades há “pedras vivas”, umas para consolar, outras para chorar, outras para sustentar, outras para enfeitar. Mas para que esta construção seja bem ajustada, cada um de nós tem de ter presente o seu lugar; onde apesar de diferentes, todos somos Pedras essenciais.
O Livro do Êxodo, Deus oferece-nos um conjunto de indicações (“mandamentos”) que devem balizar o nosso itinerário de todos os dias. Com a sua iniciativa, Deus não quer limitar a nossa liberdade, mas sim ajudar-nos a chegar à Vida verdadeira.
A Epístola de São Paulo aos Coríntios, o apóstolo Paulo sugere-nos uma conversão à “loucura de Deus”. Convida-nos a olhar para a cruz e a descobrir, na entrega do Crucificado, que só o amor dado até ao extremo gera Vida e salvação. Na cruz revela-se a paradoxal “sabedoria de Deus”, que Paulo nos convida a abraçar.
O Evangelho de São João, Jesus apresenta-Se como “o Templo Novo” onde Deus reside e onde marca encontro com os homens para lhes oferecer a sua Vida e a sua salvação. Quem quiser encontrar Deus deve aproximar-se de Jesus, tornar-se seu discípulo, abraçar o seu projeto, seguir os seus passos, viver animado pelo seu Espírito.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas sentados às bancas. Fez então um chicote de cordas e expulsou-os a todos do templo, com as ovelhas e os bois; deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou-lhes as mesas; e disse aos que vendiam pombas: «Tirai tudo isto daqui; não façais da casa de meu Pai casa de comércio». Os discípulos recordaram-se do que estava escrito: «Devora-me o zelo pela tua casa». Então os judeus tomaram a palavra e perguntaram-Lhe: «Que sinal nos dás de que podes proceder deste modo?». Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e em três dias o levantarei». Disseram os judeus: «Foram precisos quarenta e seis anos para se construir este templo, e Tu vais levantá-lo em três dias?». Jesus, porém, falava do templo do seu corpo. Por isso, quando Ele ressuscitou dos mortos, os discípulos lembraram-se do que tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra de Jesus. Enquanto Jesus permaneceu em Jerusalém pela festa da Páscoa, muitos, ao verem os milagres que fazia, acreditaram no seu nome. Mas Jesus não se fiava deles, porque os conhecia a todos e não precisava de que Lhe dessem informações sobre ninguém: Ele bem sabia o que há no homem.
Palavra da Salvação

Adoração ao Santíssimo Sacramento “24horas para o Senhor

Horários
Torreira São Jacinto_____________________
19.00 – Eucaristia 17.00 – Eucaristia
20.00 / 21:00 – Grupo Leitores 18.00 / 19.00 – Conselho Económico
21.00 / 22.00 – Jorge e Leonor 19.00 / 20.00 – Catequistas
22.00 / 23:00 – Corália 20.00 / 21.00 – Escuteiros
23:00 / 7:00 – Jovens Navegadores 21.00 / 22.00 – Grupo Coral
7.00 / 8.00 – Comunidade 22.00 / 23.00 – Comunidade
8.00 / 9.00 – Comunidade 10.00 / 11.00 – Grupo Lurdes Teixeira
9.00 / 10.00 – Comunidade 11.00 / 12.00 – Grupo Rosa e Viviana
10.00 / 11.00 – Grupo do CNE 12.00 / 13:00 – Grupo Daniela
11.00 / 12:00 – Comunidade 13.00 / 14:00 – Grupo Rosa Serôdio
12.00 / 13.00 – Comunidade 14.00 / 15.00 – Comunidade
13.00 / 14.00 – Comunidade 15.00 – Eucaristia
14.00 / 15:30 – Comunidade
15:30 / 16.00 – catequese de infância
16.00 / 16.45 – catequese adolescência
17. 00 – Eucaristia
Palavra de Vida (Março)
«Cria em mim, ó Deus, um coração puro; e renova dentro de mim um espírito firme» (Sal 51[50],12)
A frase da Sagrada Escritura, que nos é proposta neste tempo quaresmal, faz parte do Salmo 51 (50), no versículo 12, com esta comovente e humilde invocação: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro; e renova dentro de mim um espírito firme”. Este salmo é conhecido com o nome de “Miserere”. Nele, o olhar do autor começa por sondar os esconderijos da alma humana para neles captar as fibras mais profundas, onde ressoa a nossa total inadequação perante Deus e, ao mesmo tempo, o insaciável anseio pela plena comunhão com Aquele do qual procede toda a graça e misericórdia.


Semana Cáritas de 25 de Fevereiro a 3 de Março
A Cáritas Diocesana de Aveiro está a celebrar a Semana Cáritas, terminando com a celebração do próximo domingo, dia 3. Recentemente, o Senhor Bispo nomeou uma nova Direção da Cáritas Diocesana e estamos todos empenhados em dar continuidade ao excelente trabalho que tem sido feito ao longo dos anos e disponíveis em melhorar as respostas sociais que temos e, sobretudo, sermos o “rosto da caridade” da nossa diocese. Venho lembrar que temos neste momento nove Grupos Paroquiais Cáritas a desenvolver o peditório de rua no âmbito da Semana Cáritas, que é sempre uma ajuda grande àqueles que mais precisam. O ofertório do próximo domingo, como é prática habitual de todos os anos, é distribuído da seguinte forma: – Nas Paróquias, com Grupos Paroquiais Cáritas, as verbas são entregues 70% à Cáritas Diocesana e 30% ficam nos Grupos Paroquiais Cáritas. (D. António Moiteiro)
A ‘Semana Cáritas’ é uma oportunidade para valorizar e partilhar o dom que nos move na atenção à realidade humana no contexto de um tempo aconselhado para a revisão de vida e de caminho para a Páscoa. O Amor-Cáritas é o dinamismo espiritual que nos faz sair de nós mesmos e interessarmo-nos pelos nossos semelhantes. É Jesus quem nos instrui nessa preocupação de Deus pelas pessoas mais pobres e pelo mundo em que vivemos. Esse gesto tem de ser movido pelo amor e não apenas por um sentimento de pena em relação aos outros como afira D. José Traquina “O Amor-Cáritas não é uma filantropia. É o amor que brota de Deus e transforma a pessoa humana iluminando-a com a graça de poder olhar a todos a partir do coração de Deus. Porque a capacidade natural do amor enfraquece pela fragilidade humana, devemos aproveitar o tempo que nos é oferecido para renovar a nossa identidade e missão com a graça do Amor-Cáritas, dom de Cristo Pascal”. O Amor – Cáritas é um fogo permanente em que os gestos e as dádivas são sinais dessa mesma realidade invisível que nos anima e impele a agir identificados com Jesus. Com Ele aprendemos que a adoração ao Pai deve corresponder ao cuidado pelos nossos semelhantes. Como escreveu o Papa Francisco: “A nossa resposta de amor não deve ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados, o que poderia constituir uma «caridade por receita», uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus (cf. Lc 4, 43); trata-se de amar a Deus, que reina no mundo. Na medida em que Ele conseguir reinar entre nós, a vida social será um espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos. Por isso, tanto o anúncio como a experiência cristã tendem a provocar consequências sociais. Procuremos o seu Reino: «Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo» (Mt 6, 33)” (Evangelii Gaudium 180). (Mensagem D. José Traquina)