Novos Ventos – 25 de Fevereiro

II Domingo da Quaresma – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste II domingo da Quaresma a liturgia apresenta o relato da Transfiguração do Senhor. Na verdade, mesmo antes da Paixão e Morte Jesus faz antever aos discípulos a experiência do Paraíso, isto é, a realidade do Céu. Os discípulos ao entrar nessa experiência do Paraíso vão dizer “Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias”. A experiência do Paraíso fá-los esquecer de si próprios é tão importante estar mergulhados no Amor divino que para eles nada mais interessa. Mas, na verdade o que vêm os discípulos? A glória da Ressurreição de Jesus, o rosto e as vestes de Jesus ficaram resplandecentes e Moisés e Elias que conversavam com Jesus. Nós temos muita dificuldade em entender esta experiência Mística à qual os Apóstolos têm a especial graça de participar. No entanto, alguns santos têm esse privilégio de entrar no sobrenatural e receber graças especiais; como por exemplo São Francisco de Assis que recebeu os estigmas da Paixão do Senhor, São Padre Pio de Pietrelcina, a Besta Alexandrina que embora não tenha recebido os estigmas sofreu no seu corpo a Paixão do Senhor e tantos outros que tiveram revelações místicas.

Esta semana somos desafiados a ser pedras de Empatia, isto é, convidados a olhar para as nossas mãos e transformar os nossos gestos, por vezes, frios e descomprometidos, em autênticas Pedras de Toque. Que as nossas ações estejam sempre a transbordar do amor que recebemos e aprendemos de Jesus.

O Livro do Génesis, apresenta-se a figura de Abraão como paradigma do crente. Abraão é o homem de fé inabalável, que vive numa constante escuta de Deus, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total. Essa “entrega” a Deus é fonte de Vida e de bênção.

A Epístola de São Paulo aos Romanos, lembra aos crentes que Deus os ama com um amor imenso e eterno. A melhor prova desse amor é Jesus Cristo, o Filho amado de Deus que morreu para ensinar ao homem o caminho da vida verdadeira. Sendo assim, o cristão nada tem a temer e deve enfrentar a vida com serenidade e esperança.

O Evangelho de São Marcos, relata a transfiguração de Jesus. Marcos, o evangelista, apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projeto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à Vida plena e definitiva. Segui-o, vós também.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e subiu só com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles. As suas vestes tornaram-se resplandecentes, de tal brancura que nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia assim branquear. Apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés, outra para Elias». Não sabia o que dizia, pois estavam atemorizados. Veio então uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e da nuvem fez-se ouvir uma voz: «Este é o meu Filho muito amado: escutai-O». De repente, olhando em redor, não viram mais ninguém, a não ser Jesus, sozinho com eles. Ao descerem do monte, Jesus ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, enquanto o Filho do homem não ressuscitasse dos mortos. Eles guardaram a recomendação, mas perguntavam entre si o que seria ressuscitar dos mortos.
Palavra da Salvação


(Mensagem do D. António Moiteiro/Quaresma 2024)

Somos pedras vivas

1. A indulgência Plenária própria do jubileu é concedida nas condições habituais (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e oração pelas intenções do Sumo Pontífice) aos fiéis verdadeiramente arrependidos e movidos pela caridade, a qual também pode ser aplicada como sufrágio às almas dos fiéis que se encontram no Purgatório, se visitarem a mesma igreja Catedral em forma de peregrinação e aí devotamente cumprirem os ritos jubilares, ou então se durante um conveniente espaço de tempo se entregarem a piedosa meditação, concluindo com a Oração Dominical, Símbolo da Fé e invocação da Bem-aventurada Virgem Maria.

2. Retiro quaresmal,nos dias 16 e 17 de março, na Casa Diocesana de Albergaria, em sintonia com a temática do Congresso Eucarístico Nacional «Partilhar o Pão, alimentar a Esperança». Queremos que seja um tempo de mais oração e partilha de vida e de encontro com Deus. 

3. As 24 horas para o Senhor. Nos dias 8 e 9 de março celebramos, a pedido do Papa Francisco, vinte e quatro horas de oração intensa e adoração ao Santíssimo. Este ano seria muito importante que nos tempos de oração e adoração utilizássemos as catequeses “Redescobrir as origens e o sentido da celebração da Eucaristia”, como forma de prepararmos o próximo Congresso Eucarístico Nacional. Temos acesso a estas catequeses no site que foi enviado a todos os sacerdotes pelo nosso Gabinete de Comunicação.

4. A Renúncia Quaresmal será destinada à diocese de Luena, em Angola, e ao Fundo de Emergência Social, da Cáritas Diocesana. As razões do destino da Renúncia Quaresmal prendem-se com os laços que o Serviço Diocesano de Ação Missionária tem com a diocese angolana e a preocupação com os pobres, os imigrantes e os que não têm condições de vida digna e que todos os dias batem à porta da nossa Caritas, e dos grupos Socio-caritativos e Vicentinos. Para muitos dos nossos irmãos, a vida tem sido muito dura, fruto das desigualdades sociais que se vão acentuando na nossa sociedade.

5. No próximo dia 10 de março, todos somos chamados, através da participação cívica no ato de votar, a contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e menos desigual. Há valores dos quais não podemos prescindir, como sejam o respeito pela vida humana, uma sociedade onde as injustiças, as desigualdades sociais e salariais, a corrupção, os lucros desmedidos de alguns, à custa de tantos outros, não tenham lugar nos vários campos da vida social. Votar não é apenas um direito, mas sim uma exigência que nasce da fé cristã e que está na Doutrina Social da Igreja. Se queremos uma sociedade mais justa e fraterna devemos contribuir com o nosso voto. Esta pode ser também uma prática de conversão própria da Quaresma.


Sínodo: em Portugal as dioceses estão em caminho de reflexão

Durante esta semana está em Portugal o cardeal Jean-Claude Hollerich, Relator Geral da XVI Assembleia Geral do Sínodo. Segundo nota da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) o arcebispo do Luxemburgo está a orientar o retiro de Quaresma dos bispos portugueses, que decorre em Fátima de 19 a 23 de fevereiro. Entretanto, as dioceses portuguesas estão em plena fase de reflexão para a segunda sessão do Sínodo que terá lugar em Roma de 2 a 27 de outubro. Um processo de trabalho proposto pela Secretaria Geral do Sínodo a 12 de dezembro e que tem a seguinte questão orientadora: “Como ser Igreja sinodal em missão?” Em Portugal, o Conselho Permanente da CEP enviou a 9 de janeiro orientações para as dioceses pedindo que a reflexão incidisse, em particular, nos capítulos 8-12, 16 e 18 do Relatório de Síntese da XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos. Recordemos que os participantes na primeira sessão do Sínodo, para além do Relatório de Síntese, publicaram também uma Carta ao Povo de Deus, na qual pedem que todos devem ser escutados.

Dioceses em caminho

A Rede Sinodal em Portugal tem vindo a acompanhar o que cada diocese está a fazer. Com a informação disponibilizada por este site revelamos aqui, a título de exemplo, os percursos de Vila Real, Porto, Lisboa e Aveiro. Estas dioceses foram as primeiras a ser citadas nas publicações regulares que a Rede Sinodal em Portugal tem vindo a fazer desde dia 6 de janeiro.

Segundo a comissão sinodal daquela diocese esses delegados reuniram-se em assembleia em janeiro e estão agora no terreno a reunir os agentes de pastoral, informa a Rede Sinodal em Portugal.

Neste curto apanhado de síntese sobre o caminho sinodal nas dioceses portuguesas, revelamos que a comissão sinodal da diocese de Aveiro está a estudar o Relatório de Síntese, com a “preocupação maior de não deixar morrer o dinamismo sinodal”. Nesta fase de preparação para a segunda sessão da Assembleia do Sínodo “foi enviado aos arciprestes um conjunto de perguntas para serem analisadas” e cujo “eco será dado em finais de fevereiro”. Depois desta fase, “a comissão diocesana fará a sua reflexão considerando os contributos” e o “conselho diocesano de pastoral também se irá debruçar sobre a sinodalidade”, revela a Rede Sinodal.

Sexta-feira Santa: um dia de solidariedade universal com a Igreja de Jerusalém

Caríssimas amigas, caríssimos amigos, que o Senhor vos dê a paz.

1.Depois de termos vivido mais de dois anos de incerteza por causa da Covid e de termos nos iludido com o retorno aparente da normalidade, subitamente no dia 7 de outubro fomos pegos de surpresa pela eclosão de uma nova guerra na Terra Santa, que, além de causar milhares de mortes, bloqueou mais uma vez o fluxo de peregrinos, tirou as nossas crianças das escola durante longos períodos e deixou muitos dos nossos cristãos na Terra Santa sem trabalho, especialmente em Belém e na Palestina, mas também na Cidade Antiga de Jerusalém e em Israel.

2. Nesta situação sentimos a necessidade da proximidade e da solidariedade dos cristãos de todo o mundo. Antes de tudo através da oração, porque estamos convencidos de que só a ação da graça de Deus pode mudar os corações e orientá-los para o diálogo, a reconciliação e a paz. Depois, solidariedade e proximidade através da peregrinação. Precisamos muito também  da proximidade e da solidariedade através da partilha de recursos econômicos.

3. Como frades da Custódia da Terra Santa é nossa missão, segundo o mandato da Santa Sé, cuidar dos lugares santos, habitá-los e torná-los lugares de oração, ser acolhedores para com os fiéis locais e para com os peregrinos, e também realizar obras educativas como escolas, obras sociais como lares para idosos e famílias jovens, clínicas e ambulatórios, obras de promoção humana através da criação de empregos.

4. A Coleta da Sexta-Feira Santa serve para cobrir parte destes custos, graças à generosidade dos fiéis de todo o mundo, graças à sua generosidade.

5. Nesta ocasião, nós, frades da Custódia da Terra Santa, tornamo-nos mendicantes e recorremos a todos para que a Sexta-feira Santa seja um dia de solidariedade universal, um dia em que os cristãos de todo o mundo ajudem concretamente a Igreja mãe de Jerusalém, que neste momento tem extrema necessidade de ajuda.

6. Por favor, abra o seu coração e ajude-nos de acordo com as suas possibilidades, para que também nós possamos continuar a cuidar desta Terra Santa e dos seus filhos.

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