Novos Ventos – 04 de Fevereiro

V Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste V domingo do Tempo Comum a liturgia coloca em relevo duas dimensões; Paulo dirigindo-se à comunidade de Corinto fala da importância de se “fazer um com todos”, a fim de ganhar alguns para Cristo. O que é isto de se “fazer um”? Paulo nesta leitura esclarece «com os fracos tornei-me fraco». Poderíamos aqui evidenciar outros exemplos: chorar com os que choram, alegra-se com os que estão alegres, sofrer com os que sofrem, ouvir os que estão sós e isolados, de modo que tocados pelo amor possam conhecer Aquele que é o Amor, Jesus Cristo. O Evangelho por sua vez descreve mais alguns milagres que Jesus realizou na vida das pessoas, desde a cura da sogra de Pedro aos doentes e possessos que vieram para ser curados. O que diferencia a cura da sogra de Pedro de tantos outros que foram curados? A disponibilidade para se colocar ao serviço. O relato da cura da sogra de Pedro destaca uma atitude logo que se sente livre da doença, sente-se grata e começa a servir o Senhor, isto é, coloca-se ao serviço da Igreja. Muitos dos que são curados continuam a viver focados sobre si mesmos no seu egocentrismo. Muitas vezes, esta é a atitude de muitos cristãos, apenas sabem pedir a Jesus que as cura dos problemas e das suas doenças, mas são incapazes de agradecer de se colocar ao serviço de Jesus, da Igreja. Aprendamos a viver à semelhança da sogra de Pedro o sacramento do serviço.

A Leitura do Livro de Job, um crente chamado Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.

A Leitura de São Paulo aos Coríntios, Paulo de Tarso revela aos coríntios – e aos crentes de todas as épocas e lugares – que o amor é o princípio fundamental que guia cada um dos seus passos. Foi por amor que ele se fez servidor do Evangelho, sem exigir nada de ninguém. É de acordo com este princípio que os discípulos de Jesus devem viver.

O Evangelho de São Marcos, manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos. Na ação libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os seus filhos e filhas. O texto sugere, ainda, que a ação de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo Lhe falaram dela. Jesus aproximou-Se, tomou-a pela mão e levantou-a. A febre deixou-a e ela começou a servi-los. Ao cair da tarde, já depois do sol-posto, trouxeram-Lhe todos os doentes e possessos, e a cidade inteira ficou reunida diante da porta. Jesus curou muitas pessoas, que eram atormentadas por várias doenças, e expulsou muitos demónios. Mas não deixava que os demónios falassem, porque sabiam quem Ele era. De manhã, muito cedo, levantou-Se e saiu. Retirou-Se para um sítio ermo e aí começou a orar. Simão e os companheiros foram à procura d’Ele e, quando O encontraram, disseram-Lhe: «Todos Te procuram». Ele respondeu-lhes: «Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de pregar aí também, porque foi para isso que Eu vim». E foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expulsando os demónios. Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Janeiro)

«Que, entre vós, tudo se faça com amor» (1Cor 16,14)[1]

Este mês, como lâmpada para os nossos passos[2], deixemo-nos iluminar pela palavra e pela experiência do apóstolo Paulo.

Ele anuncia-nos, também a nós, como aos cristãos de Corinto, uma poderosa mensagem: o coração do Evangelho é a caridade, a ágape, o amor desinteressado entre irmãos. 

A nossa Palavra de Vida faz parte da conclusão desta Carta, em que a caridade é amplamente recordada e explicada em todas as suas caraterísticas: é paciente, benevolente, rejubila com a verdade, não procura o próprio interesse[3]

O amor recíproco, se for vivido na comunidade cristã, é bálsamo para as divisões que sempre a ameaçam e sinal de esperança para toda a humanidade. Letizia Magri 

Testemunho da Palavra

Aconteceu uma coisa na escola que me encheu de alegria. O professor de matemática entregou-nos os resultados dos nossos trabalhos de casa. Eu tinha recebido um 7 e estava muito contente porque nunca tinha tido uma nota tão alta nesta matéria! Mas ao reler a tarefa, percebi que havia um erro que o professor não tinha notado e que teria baixado a minha nota em um. Assim que me apercebi, disse ao professor e por o ter feito fiquei ainda mais feliz. Todos os meus colegas de turma não perceberam porquê. Na verdade, não me importava com a nota porque tinha dito o meu “sim” a viver na verdade e no amor. Naquele momento senti-me livre e realizada, como uma cristã madura. Uma das minhas colegas de turma sugeriu ao professor que me baixasse apenas meio ponto, mas o professor decidiu deixar-me com um 7 por ter sido correcta e justa. Para mim foi a resposta ao meu gesto, fazendo de mim a rapariga mais feliz do mundo!


Papa Francisco: falar a verdade sem separá-la da caridade

Depois de saudar na Sala Paulo VI, no Vaticano, dom Giuseppe Baturi, Secretário Geral da Conferência Episcopal Italiana, e dom Piero Coccia, Presidente da Fundação “Comunicação e Cultura” e da “Rete in Blu”, e todos os que trabalham nesses meios de comunicação da Conferência Episcopal Italiana, Francisco recordou que se passaram dez anos desde o último encontro e muita coisa mudou no cenário da mídia.

A inovação tecnológica transformou a maneira como o conteúdo é produzido, bem como seu uso; e agora a inteligência artificial “também está mudando radicalmente a informação e a comunicação e, por meio delas, alguns dos fundamentos da coexistência civil”. Nesse turbilhão, – disse Francisco – que parece arrastar não apenas os operadores do setor, mas um pouco de todos nós, há, no entanto, alguns princípios que permanecem fixos, como estrelas para as quais olhar a fim de se orientar e não perder o rumo. E, mais uma vez, o Papa enfatiza a importância de incorporar a fé na cultura, particularmente por meio do testemunho, contando histórias nas quais a escuridão ao nosso redor não apaga a luz da esperança. É fundamental lembrar e viver esse pertencimento.

A primeira é a proximidade. Todos os dias, disse – por meio da televisão ou do rádio – vocês estão próximos de muitas pessoas, que encontram em vocês amigos de quem podem receber informações, com quem podem passar um tempo agradável ou descobrir novas realidades, experiências e lugares. E essa proximidade também se estende aos territórios e subúrbios onde as pessoas vivem. Eu os encorajo a continuar a criar redes, a tecer laços, a contar as coisas boas e bonitas de nossas comunidades, a tornar protagonistas aqueles que geralmente acabam como figurantes ou nem sequer são considerados.

A comunicação – nós sabemos disso, frisou o Papa – corre o risco de se achatar a certas lógicas dominantes, de se curvar ao poder ou até mesmo de construir notícias falsas. E a advertência de Francisco: “não caiam na tentação de se alinhar, vão contra-a-corrente, sempre usando as solas de seus sapatos e conhecendo pessoas. Somente assim você poderá ser “autêntico por vocação”, como diz um de seus slogans. E nunca se esqueçam daqueles que estão à margem, os pobres, os solitários, os descartados. A segunda palavra do Papa é coração. “Nos últimos anos, vocês a encontraram com frequência nas Mensagens para o Dia Mundial das Comunicações”. Pode parecer fora de lugar justapor o coração com o mundo tecnológico, como o mundo da comunicação é agora, mas tudo se origina daí.

Guerra na Terra Santa, o Papa: sem os dois Estados, a verdadeira paz permanece distante

“Havia o acordo de Oslo, muito claro, com a solução de dois Estados. Enquanto esse acordo não for aplicado, a verdadeira paz permanece distante.” Esta é a consideração sobre o que está acontecendo na Terra Santa, depois dos ataques do Hamas e da guerra que destrói as cidades da Faixa de Gaza, que o Papa Francisco confia a Domenico Agasso, vaticanista do jornal La Stampa, na entrevista hoje nas bancas. Francisco, falando dos numerosos conflitos em curso, convida a rezar pela paz, indica o diálogo como único caminho e pede para “parar imediatamente as bombas e os mísseis, pôr fim às atitudes hostis. Em todos os lugares”, um “cessar-fogo global” porque “estamos à beira do abismo”.

Esperanças para a Terra Santa e a Ucrânia

O Papa explica a sua contrariedade em definir uma guerra como “justa”, preferindo dizer que é legítimo defender-se, mas evitando “justificar as guerras, que são sempre erradas”. Afirma temer uma escalada militar mas que cultiva alguma esperança “porque estão sendo realizadas reuniões reservadas para tentar chegar a um acordo. Uma trégua já seria um bom resultado.” Francisco define o cardeal Pizzaballa como “uma figura crucial”, que “se movimenta bem” e procura fazer uma mediação, recorda de diariamente fazer uma videochamada para a paróquia de Gaza e afirma também que “a libertação dos reféns israelenses” é uma prioridade. No que diz respeito à Ucrânia, na entrevista o Sucessor de Pedro recorda a missão ao cardeal Zuppi: “A Santa Sé está tentando mediar a troca de prisioneiros e o retorno dos civis ucranianos. Em particular, estamos trabalhando com a Sra. Maria Lvova-Belova, a comissária russa para os direitos da infância, para o repatriamento de crianças ucranianas levadas à força para a Rússia. Alguma já voltou para sua família”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *