Novos Ventos – 28 de Janeiro

IV Domingo do Tempo Comum – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste IV domingo do Tempo Comum o Evangelho põe em evidência a determinação e a importância do anúncio do Evangelho realizado por Jesus que deixa todos na sinagoga maravilhados com a doutrina que ensinava. No meio daquela assembleia litúrgica estava alguém que se encontrava prisioneiro por forças malignas (espírito impuro), Jesus dá uma ordem imperativa “cala-te e sai desse homem”. Quantas vezes também nós andamos prisioneiros por coisas negativas, isto é, maldades, invejas, ciúmes, rancores, ódios, seduzidos pelo poder e riquezas que permanecemos presos a correntes que não nos deixam livres. Tal como outrora Jesus quer nos libertar, o grande problema é que a indiferença e o egocentrismo não permite que a ação de Jesus Cristo nos liberte. Aquele homem deixou que o Senhor lhe transformasse a vida, diante deste facto todos ficavam maravilhados com o poder libertador de Jesus.

Só aquele que é capaz de reconhecer que está doente e carece da graça de Deus se deixa transformar pelo Seu Amor, então no lugar da ofensa dá espaço ao perdão, no lugar da guerra dá espaço à paz, no lugar da vingança dá espaço à misericórdia. Jesus quer curar as nossas enfermidades mas respeita a liberdade de cada um. Os relatos dos milagres realizados por Jesus muitas vezes é precedido pela pergunta: “Que queres que Eu te faça?”. Jesus respeita o nosso livre-arbítrio e quando estamos decididos a deixar-se transformar por Ele, então fazemos a experiência da cura.

A Leitura do Livro do Deuteronómio,  propõe-nos – a partir da figura de Moisés – uma reflexão sobre a missão profética. O profeta é alguém que Deus escolhe, chama e envia para ser a sua “palavra” viva no meio dos homens. Através dos profetas, Deus apresenta-nos, em linguagem que entendemos, as suas indicações e propostas.

A Leitura de São Paulo aos Coríntios, convida os crentes a repensar as suas prioridades e a não deixar que as realidades transitórias sejam impeditivas de um verdadeiro compromisso com as realidades perenes, nomeadamente o serviço de Deus e dos irmãos.

O Evangelho de São Marcos,   mostra como Jesus, o Filho de Deus, com a autoridade que lhe vem do Pai, renova e transforma em homens livres todos aqueles que vivem prisioneiros do egoísmo, do pecado e da morte.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Marcos

Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia. Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Janeiro)

«Amarás o Senhor teu Deus… e o teu próximo como a ti mesmo»  (Lc 10,27)

A vida é aquilo que nos acontece no momento presente.  Dar-nos conta de quem está ao nosso lado, saber escutar o outro pode abrir-nos sendas interessantes e suscitar iniciativas não previstas.

Foi o que aconteceu com a Victoria: 

«Na igreja, fiquei tocada pela lindíssima voz de uma mulher africana sentada ao meu lado. Felicitei-a, encorajando-a a juntar-se ao coro da paróquia. Detivemo-nos a conversar. Era uma religiosa da Guiné Equatorial, de passagem por Madrid. No seu Instituto acolhem recém-nascidos, meninos e meninas abandonados, que acompanham até à idade adulta, facultando-lhes os estudos universitários ou uma via profissional. O atelier de costura funcionava bem, mas as máquinas não são suficientes. Ofereci-me para a ajudar a encontrar outras máquinas, confiando em Jesus, na certeza que Ele nos escutava e me impelia a amar sem calculismos. Um meu amigo conhecia um técnico nesta área, que ficou feliz por poder participar nesta cadeia de amor. Conseguiu disponibilizar e reparar oito máquinas de costura e ainda arranjou uma de passar a ferro. Um casal amigo ofereceu-se para as transportar até Madrid, mudando o destino dos seus dois dias de férias e percorrendo quase mil quilómetros. Assim, as “máquinas da esperança”, através de uma longa viagem por terra e por mar, chegaram a Malabo. Na Guiné ficaram maravilhados! As suas mensagens falam apenas de gratidão». Patrizia Mazzola


A guerra destrói e semeia ódio

«A guerra destrói sempre» e «semeia ódio»: foi com o pensamento dirigido para uma nova frente de violência no Médio Oriente, após o ataque com mísseis à capital da Região autónoma do Curdistão iraquiano, que o Papa Francisco continuou a relançar os seus apelos veementes a favor da paz. Também na audiência geral da manhã de quarta-feira, 17 de janeiro, expressando «proximidade e solidariedade para com as vítimas, todas civis», o Pontífice recordou que «as boas relações entre vizinhos não se constroem com tais ações, mas com diálogo e colaboração». Por isso, implorou «que se evite qualquer passo que aumente a tensão» nos vários «cenários de guerra», que incluem «a Ucrânia, a Palestina, Israel e a Faixa de Gaza», entre outros. Precedentemente, continuando o ciclo de catequeses dedicado aos vícios e às virtudes, o Pontífice falou da luxúria.

Into the LABel e o desafio do consumo responsável

Não é fácil comprar alimentos, muitas vezes corremos entre as gôndolas de um supermercado no final do dia ou no fim-de-semana, com uma lista de compras e o importante é encher o carrinho sem esquecer o que é necessário. No entanto, o ato de escolher e comprar um produto em vez de outro pode fazer toda a diferença e nos tornar protagonistas do que os especialistas chamam de “democracia econômica”. “O que não percebemos”, diz Luca Guandalini, coordenador do Into the LABel, “é o nosso papel como consumidores. Podemos orientar a demanda e obrigar as empresas a se adaptarem, tornando-se mais éticas e sustentáveis”. Para se tornar um agente ativo na mudança econômica, necessária para proteger o meio ambiente, é preciso conhecer, entender, estar informado e, só então, agir. Into the LABel significa literalmente “dentro do rótulo”. Por que esse nome? “Prestamos cada vez mais atenção aos rótulos de nossos alimentos e cosméticos para conhecer suas calorias e propriedades químicas, mas estamos menos interessados nos rótulos morais dos produtos, nos açúcares da justiça e nas calorias éticas”, explica Luigino Bruni, professor de economia e diretor científico da “The Economy of Francesco”. O professor Bruni foi o promotor dessa iniciativa que envolveu milhares de pessoas e as incentivou a fazer compras mais conscientes e éticas, com a leitura aprofundada do rótulo do produto e a busca de informações sobre as práticas empresariais.

Consumo responsável como um estilo de vida

Sim, porque falar sobre consumo responsável não é algo que diz respeito apenas a economistas e empresários, mas a todos nós. Se juntos mudarmos nosso comportamento e nossas escolhas e, consequentemente, a demanda do mercado, as empresas serão forçadas a se adaptar, tornando-se mais sustentáveis e éticas para o bem de toda a Casa Comum. “O consumo responsável é um estilo de vida, um direito humano, uma possibilidade e uma escolha de respeito a todos os seres humanos, à natureza e ao espaço em que vivemos”, afirma Catalina Hinojosa, uma jovem equatoriana, embaixadora de um mundo unido e participante do The Economy of Francesco. Seu trabalho para a “Economia de Francisco” concentrou-se na agricultura, nos povos indígenas e no consumo responsável. De acordo com Catalina, o exercício do consumo responsável também é uma forma concreta de “viver e construir um mundo unido, porque significa pensar não apenas em mim mesmo, mas na coletividade. Uma coletividade formada não apenas por seres humanos, mas que também inclui a natureza. O consumo responsável nos permite construir relacionamentos muito mais profundos, porque nos faz descobrir o que o outro vive, seus sofrimentos, e isso gera empatia e unidade com o outro”.

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