Novos Ventos – 07 de Janeiro

Solenidade da Epifania do Senhor – Ano B
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste domingo celebramos a Epifania do Senhor = (Manifestação), Deus que se manifesta e revela aos homens e espera uma resposta e adesão ao seu chamamento. A liturgia de hoje apresenta uns Magos que vindos do Oriente seguem uma Estrela que os conduz até Belém, onde o Deus Menino nascera. Interpelados por um astro luminoso deixam a sua pátria e põem se a caminho, para conhecer aquele Rei que acabara de nascer. Também como Maria que ficara perturbada com a saudação do Anjo, o brilho daquele astro luminoso deixa estes Magos perturbados e incomodados ao ponto de darem início a uma viagem cujo destino era desconhecido. No entanto, diante daquele Menino Deus, colocam as suas ofertas aos pés de Jesus e Adoram- n’O. Diante de Jesus é necessário colocarmo-nos de joelhos como aqueles Magos, é necessário deixar-se transformar por Ele, é necessário descobrir a presença de um Amor incondicional deste Deus que por Amor assume a natureza humana.

Hoje celebramos a Manifestação de Deus aos Magos e procuremos analisar como vivemos a experiência deste Natal do Senhor. Será que também eu me deixei “perturbar” = incomodar pelo mistério do nascimento de Jesus? Vive preocupado com as pessoas que vivem isoladas ou sós? Procurei ter presente nas minhas orações as famílias que vivem os horrores da guerra e ainda hoje se sentem perseguidos? Ou vive tranquilo ignorando tudo isto que acontece neste mundo que é o nosso? Saibamos fazer a experiência daqueles que interpelados pelo astro luminoso, descobrem que a verdadeira Estrela que brilha para nós é Cristo Luz do Mundo.

A Leitura do Livro de Isaías,  anuncia a Jerusalém a chegada da luz salvadora de Deus. Essa luz transfigurará o rosto da cidade, iluminará o regresso a casa dos exilados na Babilónia e atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.

A Leitura de São Paulo aos Efésios, apresenta o projeto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos – a comunidade de Jesus.

O Evangelho de São Mateus,   vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm uns “magos” do oriente, que representam todos os povos da terra… Atentos aos sinais da chegada do Messias, esses “magos” procuram-n’O com esperança até O encontrar, reconhecem n’Ele a “salvação de Deus” e aceitam-n’O como “o Senhor”. A salvação rejeitada pelos habitantes de Jerusalém torna-se agora um dom que Deus oferece a todos os homens, sem exceção.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus

Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles – o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-l’O». Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado, e, com ele, toda a cidade de Jerusalém. Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta: ‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’». Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes: «Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-l’O». Ouvido o rei, puseram-se a caminho. E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O. Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra. E, avisados em sonhos para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho. Palavra da Salvação


Palavra de Vida (Janeiro)

«Amarás o Senhor teu Deus… e o teu próximo como a ti mesmo»  (Lc 10,27)

A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos[1] propõe este ano, como tema de reflexão, a frase acima referida que tem a sua origem no Antigo Testamento[2]. No seu caminho para Jerusalém, Jesus é interpelado por um doutor da Lei que lhe pergunta: “Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?”[3]. Abre-se assim um diálogo em que Jesus responde com outra pergunta: “O que está escrito na Lei?”[4], suscitando a resposta do seu interlocutor: o amor a Deus e o amor ao próximo, que no seu conjunto são considerados a síntese da Lei e dos Profetas. Patrizia Mazzola


Pelo dom da diversidade na Igreja

«Pelo dom da diversidade na Igreja»: eis a intenção proposta por Francisco para o mês de janeiro e divulgada pela Rede mundial de oração do Papa com o vídeo publicado no site www.thepopevideo.org e através da aplicação Clik To Pray.

O breve filme começa com o símbolo da cruz esculpida em madeira, através da qual se vislumbra uma religiosa que assiste um idoso. E é precisamente a cruz, símbolo de unidade e diversidade, que percorre todo o vídeo. Uma cruz representada em portas, pedras e igrejas, mostrando sempre a riqueza das várias comunidades cristãs precisamente nas suas diferenças. A tal respeito, o Papa Francisco realça que «não devemos ter medo da diversidade de carismas na Igreja. Pelo contrário, devemos alegrar-nos por viver esta diversidade». Sim, acrescenta, «já nas primeiras comunidades cristãs, a diversidade e a unidade estavam deveras presentes e em tensão, para se resolver num plano superior».

Contudo há mais, frisa o Pontífice. Com efeito, «para progredir ao longo do caminho da fé, precisamos também do diálogo mediante o ecumenismo com os nossos irmãos e irmãs de outras confissões e comunidades cristãs. Não como algo que confunde ou cria dificuldade, mas como um dom que Deus oferece à comunidade cristã para que cresça como um só corpo, o corpo de Cristo».

É bom considerar que em janeiro, no hemisfério norte, se celebra a Semana de oração pela unidade dos cristãos, que este ano tem como tema: «Amarás o Senhor teu Deus… e o teu próximo como a ti mesmo (Lc 10, 27)». Precisamente por isso, o Pontífice refere-se a outras Igrejas e confissões cristãs, como as orientais. «Elas têm algumas tradições próprias, ritos litúrgicos específicos», observa, «mas mantêm a unidade da fé. Reforçam-na, não a dividem». Enquanto imagens de pessoas em oração atravessam o filme, destacando a diversidade de tradições, países, culturas e confissões religiosas, o Papa salienta que «se nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo, a riqueza, a variedade e a diversidade nunca se tornam motivo de conflito. O Espírito recorda-nos que, antes de mais nada, somos filhos amados de Deus. Todos iguais no amor de Deus e todos diferentes». Daí o convite à oração, a fim de que «o Espírito nos ajude a reconhecer o dom dos diferentes carismas no seio das comunidades cristãs e a descobrir a riqueza das várias tradições rituais no seio da Igreja católica».

Ser todos os dias construtores de paz

«Paz é futuro»: um dos muitos estandartes que se encontram na praça de São Pedro está em perfeita sintonia com as palavras do Papa Francisco no primeiro Angelus do novo ano. O Pontífice pediu aos 35.000 fiéis presentes e a quantos o seguiam através dos meios de comunicação social «o propósito e o compromisso» para este 2024 «de ser pacificadores todos os dias», convidando-os a rezar pela «Ucrânia, Palestina, Israel, que estão em guerra», e saudando os participantes nas «inúmeras iniciativas de oração e de compromisso pela paz que decorrem em todos os continentes».

Além disso, 1 de janeiro é a data em que a Igreja celebra o Dia mundial da paz, agora na sua LVII edição, e apenas algumas horas antes, o bispo de Roma presidiu à missa dedicada a esta intenção na basílica do Vaticano. Uma liturgia centrada no aniversário da solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, como foi a homilia proferida por Francisco, que recordou como cada sociedade tem «necessidade de acolher o dom da mulher, de cada mulher: respeitá-la, guardá-la, valorizá-la, sabendo que quem fere uma só mulher profana Deus, nascido de mulher».

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