VI Domingo de Páscoa – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste VI domingo da Páscoa Jesus promete enviar aos Apóstolos o Espírito Santo, que será para eles o defensor e advogado para os auxiliar no meio das tribulações e dificuldades da vida. O Espírito Santo é o consolador e intercessor que os discípulos terão para suportar os obstáculos que vão sentir pela parte do mundo. Disse Jesus “Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro o Paráclito, para estar sempre convosco; Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece”.
Na verdade, o mundo preocupa-se com as coisas materiais e superficiais, mas aqueles que receberam e guardaram os Mandamentos “ensinamentos” de Jesus a esse Jesus promete não os deixar à sua própria sorte, mas que recebem o Consolador.
Tenho experimentado a presença do Espírito Santo ao enfrentar as dificuldades da vida? Ou vivo apenas a vida julgando-me autónomo e autossuficiente ao ponto de me julgar capaz de prescindir da graça divina?
A Leitura dos Actos dos Apóstolos, mostra exactamente a comunidade cristã a dar testemunho da Boa Nova de Jesus e a ser uma presença libertadora e salvadora na vida dos homens. Avisa, no entanto, que o Espírito só se manifestará e só actuará quando a comunidade aceitar viver a sua fé integrada numa família universal de irmãos, reunidos à volta do Pai e de Jesus.
A Leitura de São Pedro, exorta os crentes – confrontados com a hostilidade do mundo – a terem confiança, a darem um testemunho sereno da sua fé, a mostrarem o seu amor a todos os homens, mesmo aos perseguidores. Cristo, que fez da sua vida um dom de amor a todos, deve ser o modelo que os cristãos têm sempre diante dos olhos.
O Evangelho de São João, apresenta-nos parte do “testamento” de Jesus, na ceia de despedida, em Quinta-feira Santa. Aos discípulos, inquietos e assustados, Jesus promete o “Paráclito”: Ele conduzirá a comunidade cristã em direcção à verdade; e levá-la-á a uma comunhão cada vez mais íntima com Jesus e com o Pai. Dessa forma, a comunidade será a “morada de Deus” no mundo e dará testemunho da salvação que Deus quer oferecer aos homens.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Se Me amardes, guardareis os meus mandamentos. E Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Defensor, para estar sempre convosco: o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós.
Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver Me eis, porque Eu vivo e vós vivereis. Nesse dia reconhecereis que Eu estou no Pai e que vós estais em Mim e Eu em vós. Se alguém aceita os meus mandamentos e os cumpre, esse realmente Me ama. E quem Me ama será amado por meu Pai
e Eu amá-lo-ei e manifestar-Me-ei a ele».
Palavra da Salvação

Palavra de vida (Maio)
«Amai-vos uns aos outros com amor fraterno; rivalizai uns com os outros na estima recíproca.» (Rm 12, 10)
Detenhamo-nos de modo especial sobre o aspeto da fraternidade e da reciprocidade. Como Paulo escreve, os que pertencem à comunidade cristã, amam-se porque são membros uns dos outros (12,5), são irmãos que têm uma única dívida, o amor (13,8). Alegram-se com os que estão alegres e choram com os que choram (12,15), não julgam e não são motivo de escândalo (14,13).
A nossa existência está intimamente ligada à dos outros, e a comunidade é o testemunho vivo da lei do amor que Jesus trouxe à Terra. É um amor exigente, que chega ao ponto de dar a vida uns pelos outros. É um amor concreto, expresso de muitos modos, que quer o bem dos outros, a sua felicidade. Esse amor faz com que os irmãos alcancem a sua plena realização, que rivalizem em apreciar as qualidades uns dos outros. É um amor que está atento às necessidades de cada um, que se esforça por não deixar ninguém para trás, que nos torna responsáveis e ativos nos âmbitos da vida social, cultural e do compromisso político.
(Patrizia Mazzola)

A voz dos refugiados palestinos chega ao Papa: a paz nunca esteve tão distante
No Vaticano “para trazer a voz dos refugiados palestinos”, porque hoje há um sentimento na região de que a “comunidade internacional tenha virado as costas para os refugiados e não esteja mais interessada em tentar resolver esse conflito”. Philippe Lazzarini, comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), encontrou o Papa em uma audiência privada nesta quinta-feira (11) para falar sobre o “conflito mais longo do mundo” e para reiterar que “a paz nunca esteve tão distante como está hoje”. Apenas nas últimas horas, os confrontos entre grupos armados na Faixa de Gaza e Israel recomeçaram de forma intensa, no terceiro dia de uma escalada que custou a vida de 25 palestinos, incluindo crianças. “A Santa Sé tem uma autoridade moral muito forte e hoje tem um papel para desempenhar na conscientização”, disse Philippe Lazzarini em entrevista à Rádio Vaticano-Vatican News.
O direito ao retorno, uma utopia?
De acordo com uma resolução da ONU de 1972, os palestinos têm o direito inalienável de retornar às suas casas e propriedades das quais foram deslocados e desarraigados, enquanto que, de acordo com uma resolução da Liga Árabe de 1948, os países árabes que acolhiam palestinos não poderiam conceder-lhes cidadania. Para que o direito de retorno não seja uma utopia, “é necessário reiniciar um processo político, que hoje parece muito, muito distante”, lamenta Philippe Lazzarini.
2022 foi o ano mais mortal desde 2004, com pelo menos 235 mortes durante as violências, 90% delas de palestinos. Este ano, pelo menos 132 palestinos, 19 israelenses e dois estrangeiros foram mortos em violência relacionada ao conflito israelense-palestino. Temos a impressão de que todos os dias”, conclui o comissário-geral, “à medida que avançamos, na verdade regredimos em relação à perspectiva de um acordo político real que seja justo para todas as pessoas da região”.

Na saudação do Papa a Tawadros II, a crescente amizade entre as duas Igrejas
O Papa começou destacando, que Sua Santidade Tawadros aceitou o convite para vir a Roma “a fim de celebrar comigo o 50º aniversário do histórico encontro entre o Papa São Paulo VI e o Papa Shenouda III em 1973. Tratava-se – recordou Francisco – do primeiro encontro entre um Bispo de Roma e um Patriarca da Igreja Ortodoxa copta, que culminou com a assinatura de uma memorável declaração cristológica conjunta, exatamente a 10 de maio”. E precisamente em memória deste acontecimento, que “Sua Santidade Tawadros veio encontrar-me pela primeira vez em 10 de maio de há dez anos, poucos meses depois da sua e da minha eleição, e propôs que se celebrasse todos os anos, a 10 de maio, o “Dia da amizade copto-católica”, que desde aquela época celebramos todos os anos.“ Dirigindo-se a Tawadros como “caro amigo e irmão”, Francisco reiterou sua gratidão pelo convite aceito “neste duplo aniversário”, assegurando rezar “para que a luz do Espírito Santo ilumine a sua visita a Roma, os importantes encontros que aqui terá e, em particular, os nossos diálogos pessoais. Agradeço-lhe de coração o seu compromisso na crescente amizade entre a Igreja ortodoxa copta e a Igreja católica.”
Então, o pedido para que cresça a comunhão:
Santidade, amados Bispos e prezados amigos, imploro convosco a Deus Todo-Poderoso, por intercessão dos Santos e Mártires da Igreja copta, a fim de que nos ajude a crescer na comunhão, num único e santo vínculo de fé, de esperança e de amor cristão. O Santo Padre concluiu pedindo a todos os presentes para que orem a Deus “para que abençoe a visita do Papa Tawadros a Roma e ampare toda a Igreja Copta-Ortodoxa. Possa esta visita aproximar-nos mais rapidamente do dia abençoado em que seremos um só em Cristo!”
