Novos Ventos – 30 de Abril

IV Domingo de Páscoa – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste IV domingo da Páscoa celebramos o dia do Bom Pastor. O evangelista São João descreve que aquele que entra no aprisco das ovelhas não pela porta mas por outro sítio é ladrão e não pastor. O Pastor entra pela porta onde se encontram as ovelhas estas conhecem a voz do pastor e seguem a sua voz. Nesta analogia Jesus é comparado com a Porta por onde as ovelhas saem com segurança para ir para as pastagens seguras.

Qual é a atitude do pastor? Umas vezes caminha ao lado das ovelhas, outras vezes coloca-se atrás para que todas caminhem à sua frente e por vezes é necessário ir à frente para indicar o caminho. Também na nossa vida muitas vezes é necessário caminhar lado a lado, indicar o caminho para que todos cheguem a bom porto, mas tendo a coragem de indicar caminho porque o salteador não corrige porque não se preocupa com o rebanho, o pastor esse corrige e cuida.

A Leitura dos Actos dos Apóstolos, traça, de forma bastante completa, o percurso que Cristo, “o Pastor”, desafia os homens a percorrer: é preciso converter-se (isto é, deixar os esquemas de escravidão), ser baptizado (isto é, aderir a Jesus e segui-l’O) receber o Espírito Santo (acolher no coração a vida de Deus e deixar-se recriar, vivificar e transformar por ela).

A Leitura de São Pedro, apresenta-nos também Cristo como “o Pastor” que guarda e conduz as suas ovelhas. O catequista que escreve este texto insiste, sobretudo, em que os crentes devem seguir esse “Pastor”. No contexto concreto em que a leitura nos coloca, seguir “o Pastor” é responder à injustiça com o amor, ao mal com o bem.

O Evangelho de São João,  apresenta Cristo como “o Pastor”, cuja missão é libertar o rebanho de Deus do domínio da escravidão e levá-lo ao encontro das pastagens verdejantes onde há vida em plenitude (ao contrário dos falsos pastores, cujo objectivo é só aproveitar-se do rebanho em benefício próprio). Jesus vai cumprir com amor essa missão, no respeito absoluto pela identidade, individualidade e liberdade das ovelhas.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que não entra no aprisco das ovelhas pela porta, mas entra por outro lado, é ladrão e salteador. Mas aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. O porteiro abre lhe a porta e as ovelhas conhecem a sua voz. Ele chama cada uma delas pelo seu nome e leva as para fora. Depois de ter feito sair todas as que lhe pertencem, caminha à sua frente e as ovelhas seguem no, porque conhecem a sua voz. Se for um estranho, não o seguem, mas fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos». Jesus apresentou lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que queria dizer. Jesus continuo: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Aqueles que vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os escutaram. Eu sou a porta. Quem entrar por Mim será salvo:
é como a ovelha que entra e sai do aprisco e encontra pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que as minhas ovelhas tenham vida e a tenham em abundância».
Palavra da Salvação


Palavra de vida (Abril)

«Aspirai às coisas do Alto e não às coisas da Terra» (Cl 3, 2)

A presença dos cristãos no mundo abre-se corajosamente para a nova vida da Páscoa. São homens e mulheres novos que não são do mundo[4], mas vivem no mundo com todas as atuais dificuldades. Dizia-se assim acerca dos primeiros cristãos: «Moram na Terra e são regidos pelo Céu. […] O que a alma é para o corpo, isso são os cristãos no mundo»[5].

A escolha corajosa e totalmente evangélica de um operário, que decidiu ajudar um colega que tinha sido despedido, provocou, com o seu testemunho, uma cadeia de gestos de fraternidade. 

«Entre as várias cartas de despedimento que foram entregues na fábrica, uma era dirigida ao Jorge. Conhecendo as suas precárias condições económicas, convidei-o a ir comigo ao departamento do pessoal: “Eu estou numa situação melhor do que ele – declarei –, a minha mulher tem um emprego. Despeçam-me antes a mim”. O chefe prometeu voltar a examinar o caso. Quando saímos, o Jorge abraçou-me comovido. Naturalmente, este facto passou de boca em boca e mais dois operários, mais ou menos nas mesmas condições, disponibilizaram-se para serem despedidos no lugar de dois colegas. A direção viu-se constrangida a repensar os métodos de escolha dos despedimentos. O pároco, tendo conhecido este facto, contou-o, sem dizer nomes, na homilia do domingo. No dia seguinte, informou-me que duas estudantes lhe tinham ido entregar todas as suas poupanças, para ajudar os operários em dificuldade, declarando: “Também nós queremos imitar o gesto daquele operário”» (B. S. – Brasil)[6]. (Patrizia Mazzola)


Dias Abertos no Seminário de Santa Joana Princesa (Maio)

Estes encontros são destinados para rapazes e raparigas, das 9h30 às 18h00.

No dia 6 de Maio, para o Secundário e maiores de 18 anos;

No dia 20 de Maio, para 7º, 8º e 9º ano;

No dia 27 de Maio, para 5º e 6º ano.

As inscrições devem ser enviadas para o e-mail do pré seminário (pre@seminarioaveiro.org)


ABERTURA DO ANO JUBILAR SÉ CATEDRAL DE AVEIRO

13 MAIO | 10H30

“A catedral de Aveiro, outrora Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora da Misericórdia, ou de São Domingos, celebra, este ano, os 600 anos do início da sua construção e desde o ano passado comemoramos os 550 anos da chegada da Princesa Santa Joana à vila de Aveiro e da sua entrada no Mosteiro de Jesus. Aproveitando estas efemérides, vamos celebrar, entre 12 de maio de 2023 e 13 de maio de 2024, um Ano Jubilar, concedido pelo Papa Francisco, sob o lema: “Igreja de Aveiro peregrina na esperança”.


O Papa: os monges e monjas levam adiante a Igreja com a sua intercessão

Segundo o Papa, “o aspecto que mais impressiona nele é exatamente a solidariedade universal de que é intérprete”.

Entre os monges e monjas existe uma solidariedade universal. Qualquer coisa que acontece no mundo encontra lugar nos seus corações e eles rezam. O coração dos monges e das monjas é como uma antena, porque capta o que acontece no mundo e intercedem por ele. Assim, eles vivem em união com o Senhor e com todos.

Como Jesus, os monges e monjas “carregam sobre si os problemas do mundo, as dificuldades, as doenças e muitas coisas e rezam por eles. Estes são os grandes evangelizadores. Com a palavra, o exemplo, a intercessão e o trabalho cotidiano eles são ponte de intercessão para todas as pessoas e pelos pecados. Eles choram pelos seus pecados, porque todos somos pecadores, e choram pelos pecados do mundo e rezam e intercedem”.

“Nos fará bem visitar um mosteiro porque ali se reza e trabalha. Cada um tem sua regra, mas ali as mãos estão sempre ocupadas com o trabalho e com a oração. Que o Senhor nos dê novos mosteiros, monges e monjas que levam adiante a Igreja com a sua intercessão”.