Novos Ventos – 16 de Abril

II Domingo de Páscoa – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

Neste II domingo da Páscoa ou também designado por domingo da Misericórdia a liturgia apresenta a experiência dos discípulos face aos sinais da Ressurreição de Jesus. Um primeiro aspecto a realçar é o bloqueio dos Apóstolos, eles encontra-se fechados sobre si próprios não apenas o espaço físico com medo dos Judeus, mas fechados no seu mundo voltados para o próprio ego. De facto, o medo faz-nos paralisar. Todavia, Jesus toma sempre a iniciativa e vai suscitar neles a vontade de sair da zona de conforto e mais procura transmitir uma mensagem de serenidade de paz: «A paz esteja convosco». Tomé não estando junto da comunidade dos discípulos mas à margem, quando regressa os outros transmitem-lhe a experiência de ter estado com Jesus Ressuscitado. No entanto, Tomé duvida das palavras dos companheiros ao ponto de afirmar «Se não ver o sinal dos cravos e não meter a minha mão no Seu lado não acreditarei». Quantas vezes fazemos a experiência de Tomé ausentes da vida da comunidade, vivemos à margem e não somos de tocar os sinais do Ressuscitado, ou mesmo somos incapazes de ver o sinal dos cravos de tantos que são maltratados, feridos na sua dignidade, que são desprezados e não os queremos tocar. É necessário «fazer-se um com os outros», isto é, não ter receio de tocar nas suas feridas, então veremos os sinais de Cristo Ressuscitado «Sempre que fizeste a um dos meus irmãos mais pequeninos a Mim o Fizestes».

A Leitura dos Actos dos Apóstolos, nos é apresentadaa comunidade cristã de Jerusalém, os traços da comunidade ideal: é uma comunidade fraterna, preocupada em conhecer Jesus e a sua proposta de salvação, que se reúne para louvar o seu Senhor na oração e na Eucaristia, que vive na partilha, na doação e no serviço e que testemunha – com gestos concretos – a salvação que Jesus veio propor aos homens e ao mundo.

A Leitura de São Pedro,  recorda aos membros da comunidade cristã que a identificação de cada crente com Cristo – nomeadamente com a sua entrega por amor ao Pai e aos homens – conduzirá à ressurreição. Por isso, os crentes são convidados a percorrer a vida com esperança (apesar das dificuldades, dos sofrimentos e da hostilidade do “mundo”), de olhos postos nesse horizonte onde se desenha a salvação definitiva.

O Evangelho de São João,  sobressai a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d’Ele que a comunidade se estrutura e é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!»
Disse lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome. Palavra da Salvação


Palavra de vida (Abril)

«Aspirai às coisas do Alto e não às coisas da Terra» (Cl 3, 2)

Obviamente, esta possibilidade não se alcança de uma vez para sempre. Deve ser continuamente procurada num caminho desafiante, que dura a vida inteira. Significa orientar a nossa vida para o alto. De facto, Cristo trouxe para a Terra a vida do Céu e a sua Páscoa é o início da nova Criação, de uma nova humanidade. A consequência lógica de quem escolhe viver o Evangelho seria esta: fazer uma escolha que mude totalmente a nossa mentalidade, inverta a ordem, os objetivos que o mundo nos propõe, que nos liberte dos condicionalismos, fazendo-nos experimentar uma mudança radical. Na verdade, Paulo não desvaloriza as “coisas da Terra” porque tudo foi renovado, desde que o Céu tocou a Terra pela Incarnação do Filho de Deus[2]. (Patrizia Mazzola)


Os Papas e a Misericórdia

Jesus disse à Santa Faustina: “A humanidade não encontrará paz, enquanto não se voltar com confiança para a misericórdia divina” (Diário, pág. 132). A misericóridia, de fato, foi um traço de unidade característico entre os pontificados dos últimos papas.

Bento XVI

“As mãos de quem vos ajuda em nome da misericórdia sejam uma prolongação destas grandes mãos de Deus.” Em sua viagem à Polônia em maio de 2006, o papa Bento XVI enfatizou o parentesco entre o que ele chamou de dois mistérios: a fragilidade humana e a misericórdia divina. Nesta ocasião ele estava em um encontro com os doentes. O papa continuou seu discurso afirmando que à primeira vista, estes dois mistérios parecem ser opostos um ao outro. Mas quando tentamos mergulhar neles à luz da fé, vemos que eles estão em harmonia mútua. Isto é graças ao mistério da cruz de Cristo.

Papa Francisco

Utilizando-se de outras palavras, mas resgatando ainda o mistério do encontro entre fragilidade humana e acolhida divina, faz-se memória da Carta Apostólica do Papa Francisco, Misericordia et misera, datada do quarto ano do seu pontificado, e por ocasião do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. Nela, lê-se que “A misericórdia é esta ação concreta do amor que, perdoando, transforma e muda a vida. É assim que se manifesta o seu mistério divino. Deus é misericordioso (cf. Ex 34, 6), a sua misericórdia é eterna (cf. Sal 136/135), de geração em geração abraça cada pessoa que confia n’Ele e transforma-a, dando-lhe a sua própria vida.” O atual Pontífice também, recentemente, em março de 2023, em um encontro com os participantes do Curso sobre o Foro Interno promovido pela Penitenciaria Apostólica, Papa Francisco afirmou que “vivendo da misericórdia e oferecendo-a a todos, a Igreja se realiza e cumpre sua ação apostólica e missionária. Quase poderíamos dizer que a misericórdia está incluída nas “notas” características da Igreja, em particular faz resplandecer a santidade e a apostolicidade.”


PROGRAMA NA DIOCESE – Semana das Vocações

23 de abrilproposta de texto sobre a vocação, para leitura no momento de pós comunhão nas missas na Diocese de Aveiro;
 
24 a 27  de abrilpartilha diária de vídeos vocacionais e testemunhos sobre a vivência das JMJ na descoberta da vocação;
  
27 de abrilconversa online nas redes sociais sobre a vivência das JMJ e descoberta vocacional.
 
27 de abrilVigília de oração do Mosteiro Invisível Vocacional, na Sé de Aveiro, pelas 21h30.
  
30 de abrilProfissão de votos perpétuos pela Ir. Irene, Dominicana, na Sé de Aveiro, pelas 10h30;

ABERTURA DO ANO JUBILAR SÉ CATEDRAL DE AVEIRO

13 MAIO | 10H30

“A catedral de Aveiro, outrora Igreja do Mosteiro de Nossa Senhora da Misericórdia, ou de São Domingos, celebra, este ano, os 600 anos do início da sua construção e desde o ano passado comemoramos os 550 anos da chegada da Princesa Santa Joana à vila de Aveiro e da sua entrada no Mosteiro de Jesus. Aproveitando estas efemérides, vamos celebrar, entre 12 de maio de 2023 e 13 de maio de 2024, um Ano Jubilar, concedido pelo Papa Francisco, sob o lema: “Igreja de Aveiro peregrina na esperança”.