Domingo de Ramos – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste domingo de Ramos a liturgia põe em evidência a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e o relato da Paixão e Morte de Jesus. Um enorme contraste podemos encontrar na liturgia de hoje aqueles que aclamam Jesus como Rei de Israel, momentos depois pedem que seja Crucificado. Jesus tinha ensinado abertamente na sinagoga, tinha curado muitas pessoas das suas enfermidades, tinha saciado as multidões, muitos tinham percebido através dos Seus gestos que Ele era Filho de Deus. Contudo, as multidões louvam Jesus com palmas nas mãos à entrada da cidade de Jerusalém, mas depois diante do Tribunal já estão a pedir a liberdade de um assassino e ladrão e a pedir a Morte de Jesus.
Quantas vezes também nós pedimos a morte de tantos inocentes sem nos comprometermos com eles e deixamos que sejam julgados injustamente. Tal como naquele tempo ainda hoje continuamos aclamar Jesus sobretudo nos momentos mais difíceis da vida, noutros acabamos por virar as costas à Igreja e não assumimos a nossa identidade cristã.
A Leitura do Livro de Isaías, apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projectos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.
A Leitura de São Paulo aos Filipenses, apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.
O Evangelho de São Mateus, convida-nos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém aclamado como o Rei de Israel e depois o relato da paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz, revela-se o amor de Deus – esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: «Ide à povoação que está em frente e encontrareis uma jumenta presa e, com ela, um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. E se alguém vos disser alguma coisa, respondei que o Senhor precisa deles, mas não tardará em devolvê-los». Isto sucedeu para se cumprir o que o Profeta tinha anunciado: «Dizei à filha de Sião: ‘Eis o teu Rei, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho de uma jumenta’». Os discípulos partiram e fizeram como Jesus lhes ordenara: trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram-lhes em cima as suas capas, e Jesus sentou-Se sobre elas. Numerosa multidão estendia as capas no caminho; outros cortavam ramos de árvores e espalhavam-nos pelo chão. E, tanto as multidões que vinham à frente de Jesus como as que O seguiam, diziam em altos brados: «Hossana ao Filho de David! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!». Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é Ele?» – perguntavam. E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia».
Palavra da Salvação

Nova ajuda enviada pelo Papa Francisco à Ucrânia
“Nós perseveramos na oração e na proximidade da martirizada Ucrânia”. As palavras do Papa Francisco na audiência geral de hoje (29) na Praça de São Pedro são uma expressão de sua constante atenção ao país, que está em guerra há mais de um ano. Uma atenção que muitas vezes se traduziu em apelos pela paz e ajuda concreta. O último gesto concreto chegou em Kharkiv esta manhã graças a um caminhão carregado de geradores, alimentos e remédios que partiu no sábado passado (25) da Igreja de Santa Sofia em Roma, que é um ponto de encontro da comunidade ucraniana na Itália. Desde o início da guerra, a igreja assumiu as necessidades daqueles cujas famílias estão longe, unindo-se ainda mais diante da tragédia do conflito. A Esmolaria Apostólica, obedecendo ao pedido do Papa, preparou a carga.
Uma missão difícil
“O Dicastério para o Serviço da Caridade”, explica o Cardeal Konrad Krajewski, o esmoleiro do Papa, “agradece a todos os motoristas que com coragem, desafiando as adversidades, conseguiram entrar na Ucrânia e chegar ao seu destino”. Uma missão a ser realizada com prudência e cuidado porque, acrescenta Krajewski, a guerra não acabou, os bombardeios e os combates continuam. “Foi somente quando a expedição terminou”, continua o cardeal, “que pude dar a notícia sobre isso. Devemos continuar a nos engajar e rezar pela martirizada Ucrânia”. (Voluntários da igreja de Santa Sofia de Roma).

Papa Francisco no Hospital Gemelli por causa de uma infecção respiratória
Na manhã desta quarta-feira o Papa presidiu normalmente a audiência geral com os fiéis reunidos na Praça São Pedro.
No início da noite (horário de Roma), Matteo Bruni acrescentou que “nos dias passados, o Papa Francisco se lamentou de algumas dificuldades respiratórias e esta tarde foi até ao Policlínico A. Gemelli para efetuar alguns controles médicos. O resultado evidenciou uma infecção respiratória (exclui-se a infecção de Covid 19), que exigirá alguns dias de adequada terapia médica hospitalar. O Papa Francisco ficou comovido com as muitas mensagens recebidas e expressa sua gratidão pela proximidade e a oração.”

Símbolos da JMJ subiram ao Farol da Barra, em «momento único»
O coordenador do Comité Organizador da Diocesano (COD) de Aveiro para a Jornada Mundial da Juventude 2023 destacou a passagem dos símbolos da JMJ pelo Farol da Barra, o mais alto de Portugal, como “um momento único”. “Em Aveiro, era quase impossível os símbolos da JMJ – a cruz e o ícone de Nossa Senhora – não passarem pelo farol, porque se está a navegar com os jovens e a luz do farol é o nosso guia”, disse hoje Pedro Carvalho à Agência ECCLESIA. Os símbolos da JMJ estão a peregrinar pela Diocese de Aveiro 2 abril, antes de partirem para a Diocese de Coimbra, numa nova etapa da sua peregrinação até ao encontro mundial de Lisboa, que decorre de 1 a 6 de agosto deste ano.
Segundo o coordenador do COD, a juventude aveirense está a mostrar “todo o talento e ousadia” que a caracteriza, nesta peregrinação, e no último domingo todos conseguiram “a ser maiores que os 66 metros de altura do farol”, no Município de Ílhavo. “Têm uma visão que vai além das 23 milhas náuticas do farol”, acrescentou. Pedro Carvalho adiantou que a Diocese de Aveiro tem “mais de mil jovens inscritos” na JMJ 2023, animados pela “onda de alegria” que começou a 3 de março, com a chegada dos símbolos, em comboio, desde Braga. Antes de subirem ao “farol mais alto de Portugal”, os símbolos já foram “à prisão, aos locais de divertimento noturno dos jovens e aos sítios de desporto” da diocese. A passagem dos símbolos da JMJ pela diocese foi “encarada como um momento de transformação da Igreja de Aveiro”, sublinhou o responsável.
O COD pretende que a passagem seja, simbolicamente, “uma primavera para a Igreja de Aveiro e está a sê-lo com toda a certeza”. Depois de um período de pandemia, a Pastoral Juvenil diocesana está a recuperar “a sintonia com os jovens e fazer um caminho até à JMJ”, acrescentou o entrevistado.
