Novos Ventos – 26 de Março

V Domingo da Quaresma – Ano A

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

O Evangelho deste V Domingo da Quaresma apresenta o relato da morte e ressurreição de Lázaro. A experiência da morte é de facto muito dolorosa, também estas duas irmãs estavam de luto pela morte do seu irmão Lázaro. Atitudes diferentes vividas por estas duas irmãs (Marta e Maria), enquanto Maria fica em casa a chorar a morte do irmão e talvez a receber as condolências, Marta sai ao encontro de Jesus. Talvez, por perceber que o único capaz de sarar a sua dor e apaziguar o seu sofrimento era Jesus. Todavia, ainda não tinha percebido concretamente que Jesus tinha o poder de restituir a vida do irmão. Marta dirigindo-se a Jesus faz-lhe um pedido «Eu sei que mesmo agora tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Marta acredita em Jesus e possui o conhecimento da Sagrada Escritura, no que se refere à ressurreição. No entanto, o diálogo com Jesus faz-lhe abrir horizontes e Jesus mostra de que «Ele próprio é a Ressurreição e a Vida e que quem acredita n’Ele nunca morrerá». Assim, é a vida de tantos Santos que ao longo da história do cristianismo deixaram a sua marca indelével e os seus nomes permanecem eternos (Santa Teresa de Calcutá, São João Paulo II, os Santos Francisco e Jacinta Marto e tantos outros), esta é a Vida na Jerusalém Celeste.

A Leitura do Livro de Ezequiel, Jahwéh oferece ao seu Povo exilado, desesperado e sem futuro (condenado à morte) uma vida nova. Essa vida vem pelo Espírito, que irá recriar o coração do Povo e inseri-lo numa dinâmica de obediência a Deus e de amor aos irmãos.

A Leitura de São Paulo aos Romanos,  lembra aos cristãos que, no dia do seu Baptismo, optaram por Cristo e pela vida nova que Ele veio oferecer. Convida-os, portanto, a ser coerentes com essa escolha, a fazerem as obras de Deus e a viverem “segundo o Espírito”.

O Evangelho de São João,  garante-nos que Jesus veio realizar o desígnio de Deus e dar aos homens a vida definitiva. Ser “amigo” de Jesus e aderir à sua proposta (fazendo da vida uma entrega obediente ao Pai e um dom aos irmãos) é entrar na vida definitiva. Os crentes que vivem desse jeito experimentam a morte física; mas não estão mortos: vivem para sempre em Deus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São João

Naquele tempo, estava doente certo homem, Lázaro de Betânia, aldeia de Marta e de Maria, sua irmã. Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com perfume e Lhe tinha enxugado os pés com os cabelos. Era seu irmão Lázaro que estava doente. As irmãs mandaram então dizer a Jesus: «Senhor, o teu amigo está doente». Ouvindo isto, Jesus disse: «Essa doença não é mortal, mas é para a glória de Deus, para que por ela seja glorificado o Filho do homem». Jesus era amigo de Marta, de sua irmã e de Lázaro. Entretanto, depois de ouvir dizer que ele estava doente, ficou ainda dois dias no local onde Se encontrava. Depois disse aos discípulos: «Vamos de novo para a Judeia». Os discípulos disseram-Lhe: «Mestre, ainda há pouco os judeus procuravam apedrejar-Te e voltas para lá?» Jesus respondeu: «Não são doze as horas do dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas se andar de noite, tropeça, porque não tem luz consigo». Dito isto, acrescentou: «O nosso amigo Lázaro dorme, mas Eu vou despertá-lo». Disseram então os discípulos: «Senhor, se dorme, está salvo». Jesus referia-se à morte de Lázaro, mas eles entenderam que falava do sono natural. Disse-lhes então Jesus abertamente: «Lázaro morreu; por vossa causa, alegro-Me de não ter estado lá, para que acrediteis. Mas, vamos ter com ele». Tomé, chamado Dídimo, disse aos companheiros: «Vamos nós também, para morrermos com Ele». Ao chegar, Jesus encontrou o amigo sepultado havia quatro dias. Betânia distava de Jerusalém cerca de três quilómetros. Muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria, para lhes apresentar condolências pela morte do irmão. Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, Marta saiu ao seu encontro, enquanto Maria ficou sentada em casa. Marta disse a Jesus: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas sei que, mesmo agora, tudo o que pedires a Deus, Deus To concederá». Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará». Marta respondeu: «Eu sei que há-de ressuscitar na ressurreição, no último dia». Disse-lhe Jesus: «Eu sou a ressurreição e a vida. Quem acredita em Mim, ainda que tenha morrido, viverá; E todo aquele que vive e acredita em Mim, nunca morrerá. Acreditas nisto?» Disse-Lhe Marta: «Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo». Dito isto, retirou-se e foi chamar Maria, a quem disse em segredo: «O Mestre está ali e manda-te chamar». Logo que ouviu isto, Maria levantou-se e foi ter com Jesus. Jesus ainda não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar em que Marta viera ao seu encontro. Então os judeus que estavam com Maria em casa para lhe apresentar condolências, ao verem-na levantar-se e sair rapidamente, seguiram-na, pensando que se dirigia ao túmulo para chorar. Quando chegou aonde estava Jesus, Maria, logo que O viu, caiu-Lhe aos pés e disse-Lhe: «Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido». Jesus, ao vê-la chorar, e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-Se profundamente e perturbou-Se. Depois perguntou: «Onde o pusestes?» Responderam-Lhe: «Vem ver, Senhor». E Jesus chorou. Diziam então os judeus: «Vede como era seu amigo». Mas alguns deles observaram: «Então Ele, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito que este homem não morresse?» Entretanto, Jesus, intimamente comovido, chegou ao túmulo. Era uma gruta, com uma pedra posta à entrada. Disse Jesus: «Tirai a pedra». Respondeu Marta, irmã do morto: «Já cheira mal, Senhor, pois morreu há quatro dias». Disse Jesus: «Eu não te disse que, se acreditasses, verias a glória de Deus?»
Tiraram então a pedra. Jesus, levantando os olhos ao Céu, disse: «Pai, dou-Te graças por Me teres ouvido. Eu bem sei que sempre Me ouves, mas falei assim por causa da multidão que nos cerca, para acreditarem que Tu Me enviaste». Dito isto, bradou com voz forte: «Lázaro, sai para fora». O morto saiu, de mãos e pés enfaixados com ligaduras e o rosto envolvido num sudário. Disse-lhes Jesus: «Desligai-o e deixai-o ir». Então muitos judeus, que tinham ido visitar Maria, ao verem o que Jesus fizera, acreditaram n’Ele.

Palavra da Salvação


Símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude nas nossas Paróquias

A Cruz da Jornada Mundial da Juventude, ou Cruz Peregrina como é conhecida, é um dos símbolos que nos acompanha. Foi construída em 1983, aquando do Ano Santo, sendo entregue aos jovens pelo papa João Paulo II no Domingo de Ramos do ano seguinte. A acompanhar a Cruz Peregrina anda o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani, que retrata a Virgem Maria com o Menino Jesus nos braços. Este ícone foi entregue por João Paulo II aos jovens depois da JMJ de 2002 em Toronto, no Canadá, como símbolo da presença de Maria junto dos jovens. Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani está associado a uma das mais populares devoções marianas em Itália. O ícone original está na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e é visitado pelo Papa Francisco que reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.

Nas nossas comunidades de Torreira e São Jacinto, esta manhã de 24 de Março foi vivida com grande alegria e entusiasmo envolvendo a Escola da Torreira, as Catequistas, um grupo de Tratoristas do Bunheiro, a companha do Marco e Maria de Fátima, o Regimento de Infantaria nº10 e o Centro Social de São Jacinto a alegria era contagiante desde os mais pequeninos a todas as faixas etárias, deixo um pequeno registo fotográfico desta manhã, que até o sol nos foi presenteado por Deus. O empenho do Comité Organizador Paroquial (COP) e o (COA) teve um papel determinante para envolver as diversas realidades das paróquias. Os principais pontos de passagem e onde puderam rezar, fotografar ou até tocar os símbolos foram: igreja das Quintas do Norte, igreja Paroquial da Torreira onde se fez o momento de oração, e caminhada até ao largo da Varina, depois os símbolos foram transportados pelo RI10 até São Jacinto, onde uma vez mais rezamos com a comunidade local e depois fizemos a caminhada até à Marginal junto da entrada do ferry boat. Obrigado a todos que fizeram este dia ser tão especial.

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