II Domingo da Quaresma – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste II Domingo da Quaresma a liturgia da palavra evidência a experiência dos discípulos no Monte do Tabor. Jesus subiu com os seus discípulos ao cimo do Monte e fá-los participar de uma experiência mística, sobrenatural ao ponto de entrarem na glória de Deus. O primeiro aspeto dessa ascese implica uma vontade de fazer caminho; quando estamos numa planície o nosso ângulo de visão é muito redutor, mas cada vez que subimos mais alto temos a capacidade de ver mais longe pois a amplitude do nosso foco torna-se mais elevado. No alto do Monte os discípulos são envolvidos por uma luz tão intensa que desejam permanecer naquele lugar, eles veem “Moisés e Elias”. Ficam tão contentes e felizes nessa atmosfera divina, que desejam permanecer ali.
Nesta segunda semana somos desafiados a subir na intimidade com Deus, procurar esse espaço que me faz estar a sós com Ele e também a expressarmos como os discípulos “Senhor como é bom estarmos aqui”. Ter uma visão mais alargada requer de cada um esta ascese interior de não estarmos focados pelos afazeres da vida, mas procurar esse espaço onde Deus pode falar-nos ao coração.
A Leitura do Livro dos Génesis, apresenta-se a figura de Abraão. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que sabe ler os seus sinais, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total e com a entrega confiada. Nesta perspectiva, ele é o modelo do crente que percebe o projecto de Deus e o segue de todo o coração.
A Leitura de São Paulo a Timóteo, há um apelo aos seguidores de Jesus, no sentido de que sejam, de forma verdadeira, empenhada e coerente, as testemunhas do projecto de Deus no mundo. Nada – muito menos o medo, o comodismo e a instalação – pode distrair o discípulo dessa responsabilidade.
O Evangelho de São Mateus, relata a transfiguração de Jesus. Recorrendo a elementos simbólicos do Antigo Testamento, o autor apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projecto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-o, vós também.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão e levou os, em particular, a um alto monte e transfigurou Se diante deles: o seu rosto ficou resplandecente como o sol e as suas vestes tornaram se brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele. Pedro disse a Jesus: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés a outra para Elias». Ainda ele falava, quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra e da nuvem uma voz dizia: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai O». Ao ouvirem estas palavras, os discípulos caíram de rosto por terra a assustaram se muito. Então Jesus aproximou se e, tocando os, disse: «Levantai vos e não temais». Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus. Ao descerem do monte, Jesus deu lhes esta ordem: «Não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do homem ressuscitar dos mortos». Palavra do Senhor

“A Igreja no mundo de hoje”, uma reflexão sobre o Vaticano II que olha para o Ano Santo
A reflexão que o secretário do Dicastério para a Cultura e a Educação, seção para a educação, monsenhor Cesare Pagazzi, escreveu como parte da série “Cadernos do Concílio”, desejada pelo Dicastério para a Evangelização como subsídio em preparação ao Jubileu de 2025, gira em torno da Gaudium et spes. Um tema quente”, disse o prelado em uma entrevista à Telepace, refletindo sobre o caminho do livreto número 25 intitulado “A Igreja no mundo de hoje”. Estas são páginas inspiradas na já mencionada Constituição conciliar que, precisamente, se detém na presença e no estilo da Igreja na dimensão contemporânea. Um tema”, assinala ele, “que poderia ser bem expresso no momento mais íntimo e mais importante da vida da Igreja, que é a celebração da Eucaristia”. É precisamente neste momento, que é o auge da celebração, que está contida a tarefa dos cristãos e da Igreja, que consiste em “testemunhar e recordar a presença amorosa e misericordiosa de Deus em toda parte”.
Deus conforta como uma mãe
Este é um mandato exclusivo para os cristãos: de fato, é somente para eles que o repetem durante a liturgia celebrada em um lugar físico bem definido, como a Igreja. Entretanto, esta profissão de fé tem um caráter inclusivo. “De fato, repetimos: ‘toda a terra está cheia da vossa glória'”, observa o prelado, lembrando que a indicação prática para os leitores deste livreto é precisamente assumir em sua vida diária o estilo e comportamento inclusivo de Jesus.
Esperança mais do que fracassos
“Onde todos veem fracassos”, diz o sacerdote, “os pais são os guardiões do ‘você pode’ e, portanto, da esperança”. A cena é a bastante engraçada de mães e pais tentando em vão falar com seus bebês. “Eles estão certos de que mais cedo ou mais tarde aprenderão a responder”, explica, ilustrando o paralelismo com o Jubileu de 2025. “Trata-se de contemplar durante um ano Deus que apesar de tudo diz ‘você pode”. Usando uma metáfora futebolística, é como se tivéssemos que chutar um pênalti decisivo, com os torcedores dizendo ‘Você vai conseguir”.

Palavra de Vida (Março)
«Procedei como filhos da luz, pois o fruto da luz está em toda a espécie de bondade, justiça e verdade». (Ef 5, 8-9)
Paulo escreveu esta frase à comunidade de Éfeso, uma cidade grande e imponente, onde ele tinha vivido, tinha batizado e evangelizado. Quando a escreveu, por volta do ano 62, encontrava-se provavelmente em Roma, na prisão. Estava numa situação de sofrimento. Apesar disso escreveu a estes cristãos, não tanto para resolver problemas da comunidade, mas para lhes anunciar a beleza do desígnio de Deus sobre a Igreja nascente. Fê-lo para recordar aos efésios que, pelo dom do Batismo e da fé, eles deixaram de “ser trevas” e passaram a “ser luz”. Encorajou-os assim a comportarem-se de modo coerente. Para Paulo, trata-se de percorrer um caminho de contínuo crescimento no conhecimento de Deus e da sua vontade que é sempre amor, recomeçando em cada dia. Quis, por isso, exortá-los a viverem no seu dia a dia de acordo com o chamamento que tinham recebido: serem “imitadores” do Pai[1], como filhos muito queridos, santos e misericordiosos.
(Letizia Magri )

Símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude

24 horas para o Senhor
24 HORAS PARA O SENHOR
Proposta de adoração com crianças e adolescentes da catequese para a iniciativa «24 horas para o Senhor»
Os dias 17 e 18 de março são a data escolhida para mais um «24 horas para o Senhor», uma iniciativa proposta pelo Papa Francisco no ano da Misericórdia através da Bula Misericordiae Vultus. No documento o Papa apelou ao incremento, “nas dioceses a uma iniciativa de oração e penitência sob o tema «24 horas para o Senhor». Este ano, à semelhança dos anos anteriores, a Secção para as «questões fundamentais da evangelização no mundo», do Dicastério para a Evangelização da Santa Sé, apresenta um subsídio pastoral para a vivência deste momento.
Em Portugal o Serviço diocesano de Catequese de Leiria-Fátima propõe um “esquema base para ser livremente adaptado nas paróquias, tendo em conta a idade e dinâmica dos grupos, de modo a viver as «24 horas para o Senhor»”.