VII Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste VII domingo do Tempo Comum o relato do Evangelho mostra-nos a identidade do ser cristão, que consiste em Amar cada próximo incondicionalmente. Jesus dirigindo-se aos discípulos explica-lhes o sentido da Antiga Lei e propõe-lhes um novo modo de viver: «Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos?». Na verdade, não é necessário ser cristão para amar aqueles que nos querem bem, aqueles que partilham as mesmas ideologias ou formas de pensar, amar os amigos; isso também o fazem aqueles que não são cristãos e não vão à missa. Jesus, aos cristãos propõe uma novidade, «amar aqueles que nos fazem mal, rezar pelos que nos perseguem, amar os que nos caluniam, amar os inimigos». Até pode acontecer nos sentirmos esmagados pelos outros ou incompreendidos, mas a nossa vida se torna mais configurada com Cristo, ao nos ter Amado até ao fim. Procuremos ao longo desta semana ser mais tolerantes com cada próximo, afim de, podermos «Amar a Todos» mesmo aqueles que nos ignoram ou sejam nossos “inimigos”.
A Leitura do Livro do Levítico, que nos é proposta apresenta um apelo veemente à santidade: viver na comunhão com o Deus santo, exige o ser santo. Na perspectiva do autor do nosso texto, a santidade passa também pelo amor ao próximo.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, Paulo convida os cristãos de Corinto – e os cristãos de todos os tempos e lugares – a serem o lugar onde Deus reside e Se revela aos homens. Para que isso aconteça, eles devem renunciar definitivamente à “sabedoria do mundo” e devem optar pela “sabedoria de Deus” (que é dom da vida, amor gratuito e total).
O Evangelho de São Mateus, Jesus continua a propor aos discípulos, de forma muito concreta, a sua Lei da santidade (no contexto do “sermão da montanha”). Hoje, Ele pede aos seus que aceitem inverter a lógica da violência e do ódio, pois esse “caminho” só gera egoísmo, sofrimento e morte; e pede-lhes, também, o amor que não marginaliza nem discrimina ninguém (nem mesmo os inimigos). É nesse caminho de santidade que se constrói o “Reino”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda. Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas. Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado. Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».
Palavra do Senhor

Do terremoto a unidade entre Igrejas: a oração de cristãos e muçulmanos
Viver juntos uma “experiência dramática”; um ecumenismo de fato que leva cristãos de diferentes confissões “a uma ajuda recíproca”; um diálogo inter-religioso que se torna uma experiência viva de “acolhida” e momentos de “oração comum, como a participação na missa até de alguns muçulmanos”. É assim que o padre Antuan Ilgıt, jesuíta e chanceler do bispado do vicariato apostólico da Anatólia, fala à Agência AsiaNews sobre sobre a realidade diária em Iskenderun, na Turquia, uma semana após o terremoto devastador que atingiu o país e a vizinha Síria.
Oração ecumênica na tragédia
Pe. Antuan, como ele mesmo recorda, é “o único jesuíta turco e o único sacerdote católico de origem turca” na região “a serviço da Igreja da Turquia”, onde ele se estabeleceu há um ano, depois de passar muito tempo no exterior por motivos de estudos e missões. “Considero o fato de ter retornado e compartilhado esta experiência”, destaca, “uma graça, porque é um momento doloroso da nossa história” e há muitas necessidades. “Aqui em Iskenderun estamos recebendo muitas ajudas, que, assim que chegam, enviamos diretamente para outras áreas. Conseguimos enviar três cargas para Antakya e utilizamos a paróquia de Mersin, que foi parcialmente poupada, para acolher deslocados, católicos e ortodoxos, sem distinção. Isto é o que eu chamo de ecumenismo da tragédia, que aproxima latinos, armênios, ortodoxos e não só cristãos. Há muçulmanos”, conta, “que pedem para participar da missa, que precisam rezar e sentir Deus próximo deles, porque isto se torna uma fonte de consolo. O terremoto nos uniu, uma enorme devastação que também gerou o bem e nos ensina que se os grandes escolhem a guerra”, os povos e as pessoas “podem ao invés disso se comprometer com a paz… nós experimentamos isso em nossa pele!”.

Palavra de Vida (Fevereiro)
«Tu és o Deus que me vê» (cf Gn 16,13)
Esta Palavra de Vida reaviva em nós uma certeza e dá-nos conforto: nunca estamos sós no nosso caminho, Deus está presente e ama-nos. Por vezes, como Agar, sentimo-nos “estrangeiros” nesta Terra, ou procuramos escapatórias para sair de situações pesadas e dolorosas. Mas devemos ter a certeza da presença de Deus e do relacionamento que temos com Ele, que nos torna livres, nos tranquiliza e nos permite recomeçar sempre.
Esta foi a experiência da P. que viveu sozinha o período da pandemia. Ela conta: «Estive sozinha em casa desde o início do confinamento geral no nosso país. Fisicamente não tinha ninguém ao meu lado com quem pudesse partilhar esta experiência e, na medida do possível, procurava preencher o dia. Mas, com o passar do tempo, fui-me sentindo cada vez mais desencorajada. À noite custava-me muito adormecer. Parecia-me que nunca mais vou iria deste pesadelo. No entanto, senti o desejo forte de me confiar completamente a Deus e de acreditar no Seu amor. Não tinha dúvidas sobre a Sua presença, que me acompanhava e me confortava nos momentos de solidão. Pelos pequenos sinais que me iam chegando dos irmãos, compreendia que não estava só. Por exemplo, no momento em que festejávamos online o aniversário de uma amiga, chegou-me uma fatia de bolo da parte de uma vizinha de casa».
( Patrizia Mazzola )

Informações Diocesanas
| 25 fevereiro 10h00 – 12h00 |
| III EnVoc – Encontro de Animadores Vocacionais |
| Seminário de Santa Joana Princesa, Aveiro |
| Animadores vocacionais |
| Serviço de vocações, acolhimento e discernimento espiritual até 23 de fevereiro para sdv@diocese-aveiro.pt |

| Pastoral Familiar | ||
| 4 março | 09h30 – 17h30 | ||
| ENCONTRO DA PASTORAL SÓCIO CARITATIVA | ||
| Seminário de Santa Joana Princesa, Aveiro | ||
| Equipa Diocesana de Pastoral Familiar | ||
| equipas Arciprestais de Pastoral Familiar e dos movimentos carismáticos em contexto familiar | ||
| até 20 de fevereiro no link |