IV Domingo do Tempo Comum – Ano A
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste IV domingo do Tempo Comum o evangelista São Mateus salienta o sermão das montanhas. Jesus fala às multidões apresentando uma proposta de “Felicidade” ou “Beatitude” através das Bem-Aventuranças. O âmbito social e político mostra-nos que a riqueza e o poder faz sociedades felizes; Jesus porém dirigindo-se às multidões e aos seus discípulos diz que são felizes os “pobres, os humildes, os misericordiosos, os que promovem a paz…”. Não se trata de “pobreza/ausência de bens”, mas o desapego dos bens. Na verdade, avareza obscurece o coração do ser humano e que o torna incapaz de abrir-se às necessidades dos outros, mas também os pobres podem estar apegados às suas coisas. Todavia, este projecto de felicidade e santidade continua a ser muito pertinente nas sociedades contemporâneas que por causa de heranças, dinheiro e bens as famílias ficam de costas voltadas uns para os outros, cada dia assistimos nos meios de comunicação social, destruição, mortes e famílias desavindas por causa dos bens e do poder; Jesus continua a dizer ainda hoje “és feliz porque és humilde, és misericordioso, és capaz de fazer a paz.
A Leitura do Livro de Sofonias, o profeta Sofonias denuncia o orgulho e a auto-suficiência dos ricos e dos poderosos e convida o Povo de Deus a converter-se à pobreza. Os “pobres” são aqueles que se entregam nas mãos de Deus com humildade e confiança, que acolhem com amor as suas propostas e que são justos e solidários com os irmãos.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, Paulo denuncia a atitude daqueles que colocam a sua esperança e a sua segurança em pessoas ou em esquemas humanos e que assumem atitudes de orgulho e de auto-suficiência; e convida os crentes a encontrar em Cristo crucificado a verdadeira sabedoria que conduz à salvação e à vida plena.
O Evangelho de São Mateus, apresenta a magna carta do “Reino”. Proclama “bem-aventurados” os pobres, os mansos, os que choram, os que procuram cumprir fielmente a vontade de Deus, porque já vivem na lógica do “Reino”; e recomenda aos crentes a misericórdia, a sinceridade de coração, a luta pela paz, a perseverança diante das perseguições: essas são as atitudes que correspondem ao compromisso pelo “Reino”.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Mateus
Naquele tempo, ao ver as multidões, Jesus subiu ao monte e sentou-Se. Rodearam-n’O os discípulos e Ele começou a ensiná-los, dizendo: «Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os humildes, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos Céus. Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós. Alegrai-vos e exultai, porque é grande nos Céus a vossa recompensa».
Palavra do Senhor

JMJ 2023 será “para abrir o coração”, diz o Papa. Em Portugal viveram-se 24 horas de oração
“Estamos a aproximar-nos, embora faltem alguns meses, da Jornada Mundial da Juventude, e já há 400 mil jovens inscritos”, foi com estas palavras que o Papa Francisco se dirigiu em mensagem vídeo aos jovens saudando a adesão maciça ao evento de Lisboa.
Sede de horizonte
“A mim chama-me a atenção e alegra-me que tantos jovens venham porque precisam de participar. Alguns dirão “eu vou por turismo”, mas os jovens que vêm é porque, no fundo, sentem necessidade de participar, de partilhar, de contar a sua experiência e receber a experiência do outro, têm sede de horizonte”, disse o Papa.
O Santo Padre recordou aos jovens a importância de olharem “sempre mais além”, pois têm “sede de horizonte”. Pediu-lhes para não erguerem paredes nas suas vidas.
“Vocês, jovens, que são 400 mil, têm sede de horizonte. Que nesta Jornada aprendam sempre a olhar o horizonte, a olhar sempre mais além. Não levantem uma parede diante da vossa vida. As paredes fecham, o horizonte faz-te crescer. Olhem sempre o horizonte, também com os olhos, mas sobretudo com o coração. Abram o coração a outras culturas, a outros rapazes, a outras raparigas, que vêm também a esta Jornada”, salientou.
“Preparem-se para isto, para abrirem horizontes, para abrir o coração, e obrigado por se terem inscrito já com tanta antecedência. Espero que outros possam seguir o vosso exemplo, de se inscreverem. Que Deus vos bendiga, que a Virgem cuide de Vós. Rezem por mim que eu rezo por vós. E não se esqueçam: paredes não, horizontes sim. Obrigado”, concluiu.

Palavra de Vida (Janeiro)
“Aprendei a fazer o bem, procurai a justiça.”(Is 1, 17)
Viver para o mundo unido é assumir, como se fossem nossas, as feridas da humanidade, através de pequenos gestos que possam ajudar a construir a família humana.
Um dia, J. da Argentina encontrou casualmente o presidente do Instituto onde tinha ensinado e que o tinha despedido injustamente. Quando o presidente o reconheceu, procurou evitá-lo, mas J. foi ao seu encontro. Perguntou-lhe como estava e o presidente contou-lhe as dificuldades em que se encontrava: estava agora a viver noutra cidade e à procura de trabalho. J. ofereceu-se para o ajudar e, no dia seguinte, difundiu entre os seus conhecidos a notícia de que estava à procura de trabalho para uma pessoa. A resposta não tardou. Quando o presidente recebeu a notícia da oferta de um novo trabalho, quase não conseguia acreditar! Aceitou, profundamente grato e comovido pelo facto de ter sido alguém que ele um dia tinha despedido a interessar-se concretamente por ele.
J. recebeu depois o “cêntuplo” porque, precisamente naqueles dias, lhe ofereceram dois trabalhos que ele tinha sempre desejado, desde que entrou na universidade. Também ele estava admirado e tocado por este amor concreto de Deus[3]. ( Patrizia Mazzola )

Francisco: a guerra é terrível, mas não devemos desistir
O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (26/01), alguns membros do Instituto Europeu de Estudos Internacionais de Salamanca, na Espanha.
“É um prazer para mim recebê-los novamente nesta casa e partilhar mais uma vez com vocês o fruto de suas pesquisas sobre a realidade política e social atual”, disse o Papa no início de seu discurso, ressaltando que “Roma é o cadinho de culturas e povos há milênios. Herdeira desta vocação universal, a Sé de Pedro sempre esteve atenta às vicissitudes de todos os povos, aos seus anseios, aos seus esforços e às suas dificuldades para obter uma vida melhor, procurando fazer com que alcancem a paz que Jesus prometeu aos seus discípulos”.
A paz entre os homens é um bem essencial
Esta paz não só vai além do que podemos obter por meios meramente humanos, mas também nos desafia para que não se baseie simplesmente em equilíbrios de poder ou em silenciar as justas demandas dos desfavorecidos. No entanto, a paz entre os homens é um bem essencial pelo qual devemos trabalhar com zelo e suplicar com fervor a Deus. Segundo o Papa, é “difícil pacificar”, “porque a primeira reação que temos é a de pegar uma pedra e jogá-la no outro, declarar guerra. Depois, negociar, não”. “Pacificar é mais fácil se você tomar as providências”, disse ele. A seguir, Francisco citou um trecho de sua Encíclica Fratelli tutti: «Toda a guerra deixa o mundo pior do que o encontrou. A guerra é um fracasso da política e um fracasso da humanidade, uma rendição vergonhosa, uma derrota perante as forças do mal». “Se pensarmos que no último século houve três guerras mundiais, de 1914 a 1918, de 1939 a 1945, e essa atual que é uma guerra mundial. Como entendemos isso?”, perguntou. Se pensarmos que o orçamento mais importante é o da fabricação de armas, e que com um ano sem fabricar armas, o problema da fome no mundo seria resolvido, ou seja, já temos uma orientação belicista de destruição. Se pensarmos que hoje a tecnologia das armas chega a um ponto que com uma única bomba uma cidade inteira como esta pode ser destruída. O que esperamos? Estamos a caminho… parece não se entende isso. É por isso que a luta pelo entendimento humano e pela paz deve ser incansável, não podemos nos dar ao luxo de tirar férias disso.
