Novos Ventos – 24 de Abril

II Domingo de Páscoa – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia do domingo da Misericórdia evidencia a experiência dos Apóstolos, após a Morte e Ressurreição de Jesus. Alguns elementos que o evangelista descreve “as portas fechadas com medo dos Judeus” a dificuldade de Tomé em acreditar”. Em primeiro lugar vou procurar analisar a expressão “as portas fechadas”, a tragédia que tinha ocorrido com Jesus leva os discípulos a ter medo dos Judeus e permanecem abarricados na casa, mas também fechados sobre si mesmos que são incapazes de ver os sinais do Ressuscitado. “Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco» ”. Os discípulos estavam fechados e viviam momentos de segurança. Hoje, vivemos momentos de certa insegurança e instabilidade, primeiro marcado pelo Covid19 levou-nos a ficar fechados em casa e agora a guerra que nos deixa com medos é necessário receber a paz que vem de Jesus Cristo. Depois, a experiência de Tomé que não se encontrava na reunião semanal e é convidado a descobrir os sinais do Ressuscitado.

Leitura dos Actos dos Apóstolos,    sugere que a comunidade cristã continua no mundo a missão salvadora e libertadora de Jesus; e quando ela é capaz de o fazer, está a dar testemunho desse Cristo vivo que continua a apresentar uma proposta de redenção para os homens.

A Leitura do Apocalipse, insiste no motivo da centralidade de Jesus como referência fundamental da comunidade cristã: apresenta-O a caminhar lado a lado com a sua Igreja nos caminhos da história e sugere que é n’Ele que a comunidade encontra a força para caminhar e para vencer as forças que se opõem à vida nova de Deus.

O Evangelho de São João, sublinha a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d’Ele que a comunidade se estrutura e é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa
onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos
para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome. Palavra do Senhor


Palavra de Vida – Abril

“Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura.” (Mc 16,15)

O que é necessário é dar sempre testemunho de Jesus e nunca de nós mesmos. Não só, é-nos pedido ainda que “reneguemos” a nós mesmos, que “diminuamos” para que Ele cresça. É preciso darmos espaço em nós à força do Seu Espírito, que nos encaminhará para a fraternidade: «[…] Devo seguir o Espírito Santo! Sempre que encontro um irmão ou uma irmã, é Ele que me torna capaz de me “fazer um” com ele ou com ela, de os servir com perfeição; que me dá a força de os amar se, de algum modo, são inimigos; que reforça a misericórdia no meu coração para saber perdoar e poder compreender as suas necessidades; que me dá o zelo de comunicar, no momento oportuno, as coisas mais belas da minha alma […] Através do meu amor, é o amor de Jesus que se revela e se transmite. […] É com este amor de Deus no coração e através dele que podemos chegar longe e comunicar a muitos a nossa descoberta […] até que a outra pessoa, docemente tocada pelo amor de Deus em nós, queira “fazer-se um ” connosco, numa recíproca troca de ajuda, de ideias, de projetos, de afetos. Só então poderemos dar lugar às palavras, e serão um tesouro, na reciprocidade do amor»[4]. Letizia Magri


Festa da Divina Misericórdia: Papa preside missa na Basílica de São Pedro

“No domingo celebraremos a Festa da Divina Misericórdia . Cristo nos ensina que o homem não só experimenta a misericórdia de Deus, mas também é chamado a mostrá-la a seu próximo. Sou especialmente grato a vocês por sua misericórdia para com tantos refugiados da Ucrânia, que encontraram portas abertas e corações generosos na Polônia. Que Deus os recompense por sua bondade.”

Assim o Papa se dirigiu aos poloneses na manhã desta quarta-feira (20) durante a tradicional saudação aos fiéis na Audiência Geral e lembrando do II Domingo de Páscoa, da Divina Misericórdia. Após 2 anos de celebrações em caráter privado por causa da pandemia de Covid-19, Francisco vai presidir a missa no próximo 24 de abril na Basílica de São Pedro. Em comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé desta quarta-feira (20), veio a confirmação do Departamento das Celebrações Litúrgicas Pontifícias. A missa, que começa às 10h no horário italiano, 5h no Horário de Brasília, terá transmissão ao vivo da Rádio Vaticano/Vatican News com comentários em português.

Os indígenas Métis Manitoba visitam o Papa: “Ele tocou nossos corações”

Lágrimas, lembranças, histórias, o agradecimento pelo pedido de perdão e o pedido de uma viagem às suas terras. Foi uma audiência íntima e comovente com 55 indígenas da Federação Métis Manitoba, do Canadá, recebidos na manhã de quinta-feira (21) no Vaticano. A Federação Métis Manitoba é um verdadeiro governo do Canadá que assinou um acordo de autonomia com o Estado em 6 de julho de 2021.  Os membros – conhecidos como ‘Red River Métis’ – estão concentrados principalmente na região de Manitoba, nas pradarias do noroeste do Canadá. Por esta razão, a federação não participou das audiências do Papa no final de março com os povos originais do Canadá (Métis, Inuit e Primeira Nação), que foram recebidos no Vaticano em três etapas “como organizações”.

Uma mensagem de esperança e renovação

Como outros povos indígenas, porém, muitos Métis de Manitoba foram submetidos a abusos nas chamadas “escolas residenciais” criadas pelo governo e dirigidas por Igrejas cristãs, incluindo a Igreja Católica. Fato pelo qual na audiência no dia 1º de abril, com a presença dos bispos do Canadá, o Papa expressou sua “indignação e vergonha” e pediu desculpas. Uma mensagem muito forte que estas populações esperavam há décadas. Os Métis de Manitoba ficaram profundamente emocionados com o gesto e as palavras do Papa, como explicou o Presidente David Chartrand em uma mensagem escrita antes do encontro no Vaticano, que teve uma preparação de três anos: “Como todos os povos indígenas do Canadá, particularmente aqueles de nós que sofreram danos nas mãos de indivíduos que esconderam seus erros por trás da Igreja Católica, fiquei aliviado ao ouvir o Papa Francisco fazer um sincero pedido de desculpas. Eu sei que muitos Métis do Red River esperavam por este pedido de desculpas há muitos anos. Espero que ajude a iniciar o processo de cura e nos una nesta viagem de reconciliação, revitalização e renovação”.