III Domingo da Quaresma – Ano C
Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto
Neste III Domingo da Quaresma o evangelista Lucas apresenta a parábola da Figueira estéril. O senhor da vinha veio ao campo, afim de colher os seus frutos. Como a árvore não dava frutos o dono disse ao vinhateiro para cortar a figueira. O vinhateiro disse ao senhor que a deixasse ficar que iria cuidar dela e trata-la para ver se esta daria frutos.
O Senhor da vinha é Deus que espera encontrar frutos em cada um de nós, frutos esses que passam por uma conversão interior. Muitas vezes, permanecemos nos nossos erros e pecados fechando o nosso coração ao Senhor. Tal como o vinhateiro procura cuidar e tratar do campo e da figueira para que possa dar fruto, assim procede Jesus connosco pela sua grande misericórdia e um Amor infinito ao dar a Sua Vida por nós. É como se Jesus nos dissesse “vou escavar o seu coração e fortalecer com o Meu Amor.
A leitura do livro do Êxodo, fala-nos do Deus que não suporta as injustiças e as arbitrariedades e que está sempre presente naqueles que lutam pela libertação. É esse Deus libertador que exige de nós uma luta permanente contra tudo aquilo que nos escraviza e que impede a manifestação da vida plena.
A Leitura de São Paulo aos Coríntios, avisa-nos que o cumprimento de ritos externos e vazios não é importante; o que é importante é a adesão verdadeira a Deus, a vontade de aceitar a sua proposta de salvação e de viver com Ele numa comunhão íntima.O Evangelho de São Lucas, contém um convite a uma transformação radical da existência, a uma mudança de mentalidade, a um recentrar a vida de forma que Deus e os seus valores passem a ser a nossa prioridade fundamental. Se isso não acontecer, diz Jesus, a nossa vida será cada vez mais controlada pelo egoísmo que leva à morte.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas
Naquele tempo, vieram contar a Jesus que Pilatos mandara derramar o sangue de certos galileus, juntamente com o das vítimas que imolavam. Jesus respondeu-lhes: «Julgais que, por terem sofrido tal castigo, esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos do mesmo modo. E aqueles dezoito homens, que a torre de Siloé, ao cair, atingiu e matou?
Julgais que eram mais culpados do que todos os outros habitantes de Jerusalém? Eu digo-vos que não. E se não vos arrependerdes, morrereis todos de modo semelhante. Jesus disse então a seguinte parábola: «Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi procurar os frutos que nela houvesse, mas não os encontrou. Disse então ao vinhateiro: ‘Há três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os encontro. Deves cortá-la. Porque há-de estar ela a ocupar inutilmente a terra?’ Mas o vinhateiro respondeu-lhe: ‘Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos. Se não der, mandá-la-ás cortar no próximo ano». Palavra do Senhor
Palavra de Vida – Março
“Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.” (Mt 6,12)
Por vezes, as pessoas com quem vivemos – na família, no bairro, no local de trabalho ou de estudo – podem ter sido injustas para connosco e sentimos dificuldade em voltar a ter um relacionamento positivo. O que fazer? É nestas situações que podemos pedir a graça de imitar o Pai:
«[…] Levantemo-nos de manhã com uma “amnistia” completa no coração, com aquele amor que tudo desculpa, que sabe aceitar o outro tal como ele é, com os seus limites, as suas dificuldades, precisamente como faria uma mãe com o seu filho que erra: desculpa-o sempre, perdoa-lhe sempre, tem sempre esperança nele… Quando estamos com uma pessoa, vejamo-la com “olhos novos”, como se nunca tivesse cometido aqueles erros. Recomecemos sempre, sabendo que Deus não só perdoa, mas esquece: é esta a medida que Ele nos pede também» [1]. É uma meta elevada, mas podemos chegar lá com a ajuda da oração confiante.
Letizia Magri

Em 25 de março, o Papa consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria
“Na sexta-feira, 25 de março, durante a Celebração da Penitência que presidirá às 17h na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco consagrará a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. O mesmo ato será realizado, no mesmo dia, em Fátima pelo esmoleiro do Papa, cardeal Konrad Krajewski, enviado do Santo Padre.”
A notícia foi dada, numa nota, pelo diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni. O dia da Festa da Anunciação do Senhor foi escolhido para a consagração. Nossa Senhora, na aparição de 13 de julho de 1917, em Fátima, pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, afirmando que, se este pedido não fosse atendido, a Rússia espalharia “seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja”. “Os bons”, acrescentou, “serão martirizados, o Santo Padre sofrerá muito, várias nações serão destruídas”. Depois das aparições de Fátima houve vários atos de consagração ao Imaculado Coração de Maria: Pio XII, em 31 de outubro de 1942, consagrou o mundo inteiro, e em 7 de julho de 1952, consagrou os povos da Rússia ao Imaculado Coração de Maria na Carta Apostólica Sacro vergente anno:
Depois, para responder mais plenamente aos pedidos de Nossa Senhora, quis explicitar durante o Ano Santo da Redenção o ato de entrega de 7 de Junho de 1981, repetido em Fátima a 13 de maio de 1982. Em memória do Fiat pronunciado por Maria no momento da Anunciação, em 25 de março de 1984, na Praça São Pedro, em união espiritual com todos os bispos do mundo, previamente “convocados”, João Paulo II confiou todos os povos ao Imaculado Coração de Maria:
E por isso, ó Mãe dos homens e dos povos, Tu que conheces todos os seus sofrimentos e todas as suas esperanças, Tu que sentes maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas, que abalam o mundo contemporâneo, acolhe o nosso grito que, movido pelo Espírito Santo, dirigimos diretamente ao teu Coração: abraça com amor de Mãe e Serva do Senhor, este nosso mundo humano, que Te confiamos e consagramos, cheio de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos. De modo especial Te confiamos e consagramos aqueles homens e nações que têm necessidade particular desta entrega e consagração.
Em junho do ano 2000, a Santa Sé revelou a terceira parte do segredo de Fátima e o então arcebispo Tarcisio Bertone, secretário da Congregação para a Doutrina da Fé, sublinhou que irmã Lúcia, numa carta de 1989, tinha confirmado pessoalmente que este ato de consagração solene e universal correspondia ao que Nossa Senhora queria: “Sim, foi feito”, escreveu a vidente, “como Nossa Senhora havia pedido, em 25 de março de 1984”.
