Novos Ventos – 27 de Fevereiro

VII Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia do VIII domingo do Tempo Comum coloca em evidência através de parábolas o dever ser do cristão, isto é, a sua essência consiste em viver segundo à imagem de Cristo “O discípulo não é superior ao mestre, mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre” e ainda “o homem bom tira do seu coração o bem”. Na verdade, estamos atravessar um momento muito complexo e conturbado da história marcado por discórdias e guerras. A liturgia de hoje desafia-nos a não olhar os defeitos dos outros, mas a semear o Amor onde não existe. E se a nossa vida for pautada pelo amor a «nossa boca falará do que transborda o coração». Que o nosso coração esteja cheio de bondade, mansidão, paciência e através destes frutos do Espírito Santo possamos ser construtores de paz e harmonia.

A leitura do livro de Ben-Sirá, na mesma linha, dá um conselho muito prático, mas muito útil: não julguemos as pessoas pela primeira impressão ou por atitudes mais ou menos teatrais: deixemo-las falar, pois as palavras revelam a verdade ou a mentira que há em cada coração.

A Leitura de São Paulo aos Coríntios,  é a conclusão da catequese de Paulo aos coríntios sobre a ressurreição. No entanto, podemos dizer que viver e testemunhar com verdade, sinceridade e coerência a proposta de Jesus é o caminho necessário para essa vida plena que Deus nos reserva. Do nosso anúncio sincero de Jesus, nasce essa comunidade de Homens Novos que é anúncio do tempo escatológico e da vida que nos espera.

O Evangelho de São Lucas,  dá-nos os critérios para discernir o verdadeiro do falso “mestre”: o verdadeiro “mestre” é aquele que apenas apresenta a proposta de Jesus gerando, com o seu testemunho, comunhão, união, fraternidade, amor; o falso “mestre”, ao contrário, é aquele que manifesta intolerância, hipocrisia, autoritarismo e cujo testemunho gera divisões e confusões: o seu anúncio não tem nada a ver com o de Jesus.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo. disse Jesus aos discípulos a seguinte parábola:
«Poderá um cego guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova?
O discípulo não é superior ao mestre, mas todo o discípulo perfeito deverá ser como o seu mestre. Porque vês o argueiro que o teu irmão tem na vista
e não reparas na trave que está na tua? Como podes dizer a teu irmão:
‘Irmão, deixa-me tirar o argueiro que tens na vista’, se tu não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e então verás bem para tirar o argueiro da vista do teu irmão. Não há árvore boa que dê mau fruto, nem árvore má que dê bom fruto. Cada árvore conhece-se pelo seu fruto: não se colhem figos dos espinheiros, nem se apanham uvas das sarças. O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem: e o homem mau, da sua maldade tira o mal; pois a boca fala do que transborda do coração».

Palavra do Senhor


 Palavra de Vida – Fevereiro

«Àqueles que vêm a Mim, não os rejeitarei». (Jo 6,37)

Podemos transformar em vida esta Palavra de Deus do seguinte modo: diante de cada próximo, testemunhar a proximidade do Pai, quer individualmente quer como comunidade.

Pode ajudar-nos esta meditação de Chiara Lubich sobre o amor de misericórdia. Este, escreve Chiara, é «o amor que faz abrir o coração e os braços aos miseráveis, […] aos dilacerados pela vida, aos pecadores arrependidos. Um amor que sabe acolher o próximo tresmalhado, amigo, irmão ou desconhecido, e lhe perdoa infinitas vezes. […] Um amor que não mede e não será medido. É uma caridade que floresce mais abundante, mais universal, mais concreta do que aquela que a alma possuía antes. De facto, ela sente nascer em si sentimentos semelhantes aos de Jesus, apercebe-se que lhe afloram aos lábios, para todas as pessoas que encontra, as palavras divinas: “Tenho compaixão desta gente” (cf. Mt 15,32). […] A misericórdia é a máxima expressão da caridade, é aquela que a completa. E a caridade supera o sofrimento, porque este tem a ver apenas com a vida terrena, enquanto o amor perdura também na outra. Deus prefere a misericórdia ao sacrifício»[3].

Letizia Magri


Parolin: quem tem nas mãos o destino do mundo nos poupe dos horrores da guerra

Diante dos desdobramentos hodiernos da crise na Ucrânia, tornam-se ainda mais nítidas e mais prementes as palavras que o Santo Padre Francisco pronunciou ontem ao término da Audiência Geral: é o que afirma o secretário de Estado vaticano, cardeal Pietro Parolin, numa declaração divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé esta quinta-feira, 24 de fevereiro, dia em que a crise na Ucrânia se transformou num conflito.

“O Papa evocou grande dor ‘grande dor’, ‘angústia e preocupação’. E convidou todas as partes envolvidas a ‘abster-se de qualquer ação que provoque ainda mais sofrimento às populações’, ‘desestabilize a convivência pacífica’ e desacredite o direito internacional’.”

“Este apelo – prossegue o cardeal Parolin – adquire uma dramática urgência após o início das operações militares russas no território ucraniano. Os trágicos cenários que todos temiam, infelizmente, estão se tornando realidade.”

O cardeal secretário de Estado ressalta que “ainda há tempo para a boa vontade, ainda há tempo para a negociação, ainda há tempo para o exercício de uma sabedoria que impeça o prevalecer dos interesses de parte, tutele as legítimas aspirações de cada um e poupe o mundo da loucura e dos horrores da guerra”. “Nós fiéis – conclui o cardeal Parolin – não perdemos a esperança num vislumbre de consciência daqueles que têm o destino do mundo em suas mãos. E continuamos rezando e jejuando – o faremos na próxima Quarta-feira de Cinzas – pela paz na Ucrânia e no mundo inteiro.”

O Celam se une ao Papa Francisco em seus esforços pela paz na Ucrânia

“A situação na Ucrânia e as circunstâncias que ameaçam a paz mundial, apesar dos muitos esforços de diálogo em favor da fraternidade e da amizade social”, é um motivo de preocupação para o Celam, que, como expresso no texto, “une o apelo do Papa Francisco aos líderes políticos para que, com base num exame de consciência, deixem de lado tudo o que causa sofrimento e desestabiliza a convivência”.

Portanto, unindo-se ao apelo do Papa Francisco, convidam “as 22 Conferências Episcopais da América Latina e do Caribe, assim como as instituições e organizações eclesiais de nosso continente, e todos os nossos irmãos e irmãs de boa vontade, a realizar um dia de oração e jejum pela paz no dia 2 de março, Quarta-feira de Cinzas”.

Ao mesmo tempo, o Celam encoraja as pessoas a interiorizar a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma deste ano, um chamado a nunca se cansar de fazer o bem.

O CELAM SE UNE AO APELO DO PAPA FRANCISCO PELA PAZ E CONVIDA PARA O DIA DE ORAÇÃO E JEJUM NA QUARTA-FEIRA DE CINZAS.

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