Novos Ventos – 13 de Fevereiro

VI Domingo do Tempo Comum – Ano C

Mensagem dominical das paróquias de Torreira e São Jacinto

A liturgia do VI domingo do Tempo Comum coloca em evidência uma proposta de Beatitude ou felicidade que não consiste na opulência ou riqueza neste mundo, mas ser rico aos olhos de Deus. A primeira Bem-Aventurança que nos é proposta consiste na pobreza, isto é, não estarmos apegados aos bens materiais porque seremos compensados por outra riqueza que não nos será tirada «é vosso o reino dos céus». Os pobres e humildes são aqueles que se deixam seduzir e guiar por Jesus Cristo. Maria no Magnificat diz «porque olhou para a humildade da sua serva». As Bem-Aventuranças são para nós uma proposta de felicidade, mas que se obtém através do serviço a Deus e aos outros e essa consolação nos é garantida por Deus.

A leitura do livro de Jeremias,  põe frente a frente a autossuficiência daqueles que prescindem de Deus e escolhem viver à margem das suas propostas, com a atitude dos que escolhem confiar em Deus e entregar-se nas suas mãos. O profeta Jeremias avisa que prescindir de Deus é percorrer um caminho de morte e renunciar à felicidade e à vida plenas.

A Leitura de São Paulo aos Coríntios,  falando da nossa ressurreição – consequência da ressurreição de Cristo –, sugere que a nossa vida não pode ser lida exclusivamente à luz dos critérios deste mundo: ela atinge o seu sentido pleno e total quando, pela ressurreição, desabrocharmos para o Homem Novo. Ora, isso só acontecerá se não nos conformarmos com a lógica deste mundo, mas apontarmos a nossa existência para Deus e para a vida plena que Ele tem para nós.

O Evangelho de São Lucas,  proclama “felizes” esses que constroem a sua vida à luz dos valores propostos por Deus e infelizes os que preferem o egoísmo, o orgulho e a autossuficiência. Sugere que os preferidos de Deus são os que vivem na simplicidade, na humildade e na debilidade, mesmo que, à luz dos critérios do mundo, eles sejam desgraçados, marginais, incapazes de fazer ouvir a sua voz diante do trono dos poderosos que presidem aos destinos do mundo.


Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo Segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus desceu do monte, na companhia dos Apóstolos, e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão
de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidónia.
Erguendo então os olhos para os discípulos, disse:
Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus.
Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados.
Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir.
Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e prescreverem o vosso nome como infame, por causa do Filho do homem. Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas. Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação.
Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem. Era assim que os seus antepassados
tratavam os falsos profetas.

Palavra do Senhor


 Palavra de Vida – Fevereiro

«Àqueles que vêm a Mim, não os rejeitarei». (Jo 6,37)

É mesmo uma boa notícia: Deus ama a todos imensamente, a sua ternura e a sua misericórdia são dirigidas a cada homem e a cada mulher. Ele é o Pai paciente e misericordioso que espera por todos aqueles que, movidos pela voz interior, se põem a caminho.

Muitas vezes, nós sofremos de desconfiança: por que razão é que Jesus me haveria de acolher? O que é que Ele quererá de mim? Na realidade, Jesus pede-nos apenas que nos deixemos atrair por Ele, libertando o nosso coração de tudo aquilo que nos perturba, para, com confiança, aceitarmos o Seu amor gratuito.

Mas é um convite que requer também a nossa responsabilidade. De facto, se experimentarmos uma tal abundância de ternura por parte de Jesus, sentir-nos-emos também impelidos a acolhê-Lo em cada próximo[2]: homem ou mulher, jovem ou idoso, saudável ou doente, da nossa cultura ou não… e não rejeitaremos ninguém.

Letizia Magri


O Papa: pensar na morte nos ajuda a olhar a vida com novos olhos

“É apenas através da fé na ressurreição que podemos olhar para o abismo da morte sem nos deixarmos dominar pelo medo. Não só: mas também podemos atribuir à morte um papel positivo”, disse Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira.

A pandemia de coronavírus colocou a morte em evidência

Amados irmãos e irmãs, talvez algumas pessoas pensem que esta linguagem e este tema sejam apenas uma herança do passado, mas na realidade a nossa relação com a morte nunca se relaciona com o passado, mas sempre com o presente. O Papa emérito Bento XVI disse nesses dias atrás, falando de si mesmo, que ele está diante da porta sombria da morte. É bonito agradecer ao Papa por ter essa lucidez aos 95 anos de dizer que está diante da porta sombria da morte. Um bom conselho ele nos dá! A chamada cultura do “bem-estar” procura remover a realidade da morte, mas de uma forma dramática a pandemia do coronavírus voltou a colocá-la em evidência. Foi triste, morte por todo lado. Muitos irmãos e irmãs perderam entes queridos sem poderem estar ao lado deles, e isto tornou a morte ainda mais difícil de aceitar e de elaborar. Segundo Francisco, “procuramos de todas as maneiras banir o pensamento da nossa finitude, iludindo-nos em pensar que podemos retirar o poder da morte e afastar o temor. A fé cristã não é uma forma de exorcizar o medo da morte, pelo contrário, nos ajuda a enfrentá-la. Antes ou depois todos nós passaremos por aquela porta”.

O sudário não tem bolso

A seguir, o Papa disse que “verdadeira luz que ilumina o mistério da morte provém da ressurreição de Cristo. Existe uma certeza, Cristo ressuscitou, Cristo está vivo entre nós e esta luz nos espera atrás daquela porta sombria da morte”.

Crise na Ucrânia, Francisco: a guerra é uma loucura

Após a catequese na audiência geral, o Papa agradeceu a todas as pessoas que rezaram pela paz no país da Europa Oriental em 26 de janeiro e pediu-lhes que continuem a implorar a Deus para que prevaleça um “diálogo sério”.

A Oração em 26 de janeiro

Em 26 de janeiro passado, no dia dedicado por Francisco ao recolhimento pela crise que vive a nação do leste europeu, o Papa havia concluído a audiência geral com esta intenção: “Peçamos insistentemente ao Senhor que aquela terra possa ver florescer a fraternidade e superar feridas, medos e divisões”. Recordando então os sofrimentos do povo ucraniano ligados à Segunda Guerra Mundial, o Pontífice lembrou que mais de cinco milhões de pessoas foram aniquiladas durante a guerra: “É um povo sofredor que merece a paz”.

Diplomacia ao trabalho

As esperanças de paz também estão ligadas aos esforços diplomáticos para encontrar uma solução para a crise na Ucrânia. Após conversas com o presidente russo Putin em Moscou na segunda-feira, o presidente francês Macron teve um encontro face a face com o chefe de Estado ucraniano Zelensky em Kiev nesta terça-feira. Falando aos jornalistas, o chefe do Eliseu disse que agora existem “soluções concretas práticas”. “Agora”, disse ele, “há a possibilidade de fazer avançar as negociações” sobre a paz.

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